ISCAP - DM- Empreendedorismo e Internacionalização
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Este Mestrado visa uma conjugação de conhecimentos conceptuais, pensamento critico e aplicação prática das unidades curriculares fundamentais relativas à administração de empresas, de organizações ou de instituições, tendo como objetivo constituir-se como um importante instrumento na formação académica portuguesa.
Abrangendo áreas nucleares como a Gestão, a Economia, o Direito e a Informática, este curso propõe-se desenvolver a especialização em aspetos funcionais necessários a uma bem-sucedida internacionalização das empresas portuguesas.
Competências específicas:
- Explicar as novas tendências e perspetivas de evolução na área do empreendedorismo e da internacionalização;
- Explicar, com fundamentação científica, necessidades de consumidores/utentes de diferentes países;
- Compreender e aplicar processos de gestão empresarial em contexto internacional;
- Definir e avaliar diferentes estratégias de internacionalização;
- Investigar as especificidades culturais, políticas, económicas e sociais dos vários mercados internacionais;
- Conhecer as grandes questões da atualidade relativas à União Europeia, especialmente as relacionadas com a economia e a política comercial.
Saídas Profissionais
Este curso tem por finalidade continuar a formação especializada obtida pelos estudantes ao nível do 1º ciclo de estudos na área das Ciências Empresariais, preparando-os para exercerem eficazmente a profissão de técnicos de empreendedorismo e de comércio internacional, técnicos vocacionados para desenvolverem a sua atividade em organizações nacionais, internacionais e em entidades privadas.
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- Análise à partilha de recursos: o caso do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo MineiroPublication . Páscoa Júnior, Rubens; Bernardino, Susana Jacinta QueirósAções de compartilhamento e colaboração estão presentes no cotidiano das pessoas em diferentes situações: no ambiente em que vivemos repartindo pertences com nossos familiares; em plataformas de redes sociais dividindo opiniões e recomendações sobre lugares e negócios locais; em ambientes corporativos compartilhando dados e recursos entre parceiros para possibilitar o alcance dos objetivos estratégicos. Em geral, a busca pelas relações de colaboração e compartilhamento estão ligadas aos benefícios que podem ser gerados a partir delas, criando novas possibilidades ainda não exploradas através da utilização de recursos ociosos. Apesar disso estas relações não são absolutamente vantajosas pois barreiras podem desencorajar as práticas ou tornar os benefícios citados anteriormente nulos ou sem eficácia. Este estudo tem por objetivo realizar o levantamento das ações de compartilhamento no âmbito do IFTM – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro, identificando detalhes sobre os procedimentos adotados e, em especial, os fatores que encorajam e aqueles que dificultam a realização do compartilhamento. O trabalho é caracterizado pela aplicação da metodologia qualitativa utilizando como instrumento de recolha de dados a entrevista semiestruturada, realizada presencialmente em oito campi e Reitoria da instituição. As informações foram coletadas, tabuladas e analisadas de modo a possibilitar a identificação de padrões de comportamento na gestão dos campi. A pesquisa demonstra que há intensa relação de colaboração entre os campi, preferencialmente entre aqueles geograficamente próximos um dos outros. Percebe-se ainda que a busca pela diminuição da ociosidade dos recursos é o principal fator motivador destas práticas. Por outro lado, a complexidade para realizar o agendamento e garantir a disponibilidade do recurso para o compartilhamento é avaliado como principal barreira à execução destas ações.
- Apoios financeiros à inovação no empreendedorismo social: o programa parcerias para o impactoPublication . Fernandes, Cristiana Marques; Bernardino, Susana Jacinta QueirósO desenvolvimento e sucesso das iniciativas de empreendedorismo social está dependente de diversos fatores, em especial da aquisição de recursos financeiros. Há um vasto conjunto de instrumentos financeiros que podem ser usados nas fases iniciais e intermédias de um projeto, como os subsídios, donativos ou empréstimos, entre outros. No entanto, em Portugal, existem programas de financiamento que potenciam a criação e desenvolvimento de projetos sociais com vista a criar soluções inovadoras que permitam melhorar o bem-estar da sociedade. Um desses programas financeiros de apoio ao empreendedorismo social denomina-se “Parcerias para o Impacto”, tendo sido concebido pela Portugal Inovação Social. Este trabalho de investigação tem como objetivo fundamental compreender em que medida o programa de financiamento criado ao abrigo Parcerias para o Impacto é adequado para a implementação e desenvolvimento de projetos inovadores desenvolvidos no âmbito do empreendedorismo social. Em particular pretende-se compreender em que consiste o programa, o contributo que este oferece aos projetos inovadores, as principais dificuldades sentidas na candidatura, as principais razões para recorrer a este financiamento, bem como os benefícios e limitações percebidas pelos projetos que recorreram ao mesmo. A metodologia adotada nesta investigação caracteriza-se por ser qualitativa, sendo o instrumento de recolha de dados a entrevista. Como unidades de análise consideram-se, por um lado, um responsável pela Portugal Inovação Social e, por outro lado, nove organizações financiadas através do programa Parcerias para o Impacto. Relativamente aos resultados obtidos, constatou-se que este programa de financiamento proporciona às organizações uma injeção de capital significativo (não reembolsável), a aquisição de uma rede de contactos - com empresas e investidores -, credibilidade e visibilidade ao projeto, bem como a oportunidade de alargar o projeto e o impacto social alcançado. As organizações recorreram a este programa devido à falta de financiamento e por forma a colocar em prática projetos piloto que até então não tinha sido possível. As principais limitações e dificuldades sentidas no uso desta fonte de financiamento relacionam-se com a burocracia ainda existente e com a obtenção do investidor social.
- A construção de uma cidade inteligente: uma análise à cidade de Viana do CasteloPublication . Fernandes, Catarina Lourenço; Bernardino, Susana Jacinta QueirósThe document have the finality to understand the level of development of Viana do Castelo city in the face of the transformation on the smart city, following the present objectives: (i) understand the perspective that different agents have about the concept of smart cities; (ii) understand the potencial of Viana do Castelo as a smart city; (iii) understand the role of different agents in the transformation of the Viana do Castelo city into a smart city; (iv) understand the charateristics of Viana do Castelo city in relation to the economy, government, people, way of live, environment and mobility; (v) understand the main benefitcs of transforming the city into a smart city; (vi) understand the main difficulties identified in the transformation of Viana do Castelo into a smart city. In this study, was used the qualitative methodology, through the interviews with differents stakeholders. With this study, realize that Viana do Castelo city is at a premature stage, it is in the diagnosis stage and understanding witch strategies should be implemented. Nonetheless, is a city developed in environmental terms and in a way of life, however a strong investment is needed in mobility and people issues. It is a city that presents the involvement of the municipality and companies in an active way, as it supports and invests in education, however the population, in general, feels little involved in the city’s activities. The expected transformation of the Viana do Castelo city into a smart city has as main objectives the optimization of services, cost reduction and time efficiency, and from the difficulties we highlight the extensive bureaucratic load and the population's resistance to change.
- O contributo da lei de cotas na redução das desigualdades sociais no BrasilPublication . Gonçalves, Fernando Francisco; Bernardino, Susana Jacinta QueirósA questão social tem ocupado um grande espaço nas discussões a respeito da igualdade, sendo abordada em diferentes aspectos teóricos. Algumas abordagens são feitas essencialmente por meio de instrumentos que adotam uma perspectiva de tratamento diferenciado, positivo a determinado grupo de pessoas através da legislação. Este trabalho teve por objetivo estudar a contribuição da Lei de cotas na redução das desigualdades sociais no Brasil. Com efeito, a Lei 12.711/12 visa permitir o ingresso por meio da reserva de vagas dos alunos negros, pardos e indígenas, assim como aqueles de baixa renda e provenientes de escola pública. O objeto de estudo foi o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro, nos Campus Uberaba e Campus Avançado Uberaba Parque Tecnológico no ano de 2017. O presente estudo analisou o perfil social, econômico, racial e familiar dos estudantes de 07 cursos de nível médio técnico profissionalizante realizado por meio de um questionário, aplicado a 318 alunos respondentes. Buscou-se conhecer as semelhanças entre estudantes cotistas e contingente geral, tanto nos aspectos das dificuldades escolares como no sucesso estudantil, e até mesmo nos benefícios trazidos ao longo do curso, e quais são as expectativas de ambos os grupos após a conclusão do curso. Para análise dos dados procedeu-se a análise estatística descritiva e inferencial dos resultados, sendo o método estatístico inferencial utilizado Teste qui-quadrado e T Student. Verificou-se que a Lei de cotas é responsável pela inclusão dos alunos que apresentam condicionantes potenciadoras de exclusão social, por meio da educação, permitindo a qualificação profissional e, por conseqüência, o acesso ao mercado de trabalho. Esses alunos ingressantes ao abrigo da Lei de cotas apresentaram diferentes níveis de dificuldade escolar durante a freqüência do curso técnico profissionalizante integrado ao ensino médio quando comparados aos estudantes do contingente geral. Quanto ao nível de sucesso escolar entre alunos cotistas e contingente geral não se apresentou diferenças no nível de desempenho estudantil. No entanto, a percepção dos benefícios trazidos pela freqüência durante o curso entre alunos ingressantes ao abrigo da Lei de cotas e contingente geral são entendidas de formas diferentes entre os dois grupos. A situação mais expectada pelos alunos é o ingresso no ensino superior após o término do curso tanto do grupo de estudantes cotistas quanto contingente geral.
- Contributo das organizações do terceiro setor no desenvolvimento dos países de píngua pficial portuguesaPublication . Soares, Maryzette Monteiro; Bernardino, Susana Jacinta QueirósO empreendedorismo social é um campo que tem vindo a ganhar uma importância crescente nas sociedades atuais, sendo reconhecido como uma ferramenta útil na promoção do desenvolvimento sustentável. Como se trata de um campo emergente, apresenta-se ainda pouco explorado. Em Cabo Verde não existem ainda estudos sobre o tema, embora existam já algumas iniciativas de empreendedorismo social. A investigação foi desenvolvida de forma a responder ao objetivo de se conhecer qual o contributo que as Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD) portuguesas têm dado para a sedimentação do empreendedorismo social em Cabo Verde. Assim, procurou-se apurar e analisar as ONGD que desenvolvem projetos em Cabo Verde, as áreas em que estas atuam para promoverem o desenvolvimento economico-social, os meios de financiamentos a que recorrem, as dificuldades encontradas no desenvolvimento das suas atividades, bem como compreender a razão que levou a que Cabo Verde fosse beneficiado com as ações dessas ONGD. Para conseguir atingir estas metas recorreu-se à metodologia qualitativa onde se fez uma análise exploratória e descritiva. A técnica utilizada para a recolha da informação primária foi a entrevista dirigida aos responsáveis de seis ONGD portuguesas que atuam em Cabo Verde, nomeadamente a Associação para a Cooperação Entre os Povos, a Associação de Defesa do Património de Mértola, Instituto Marquês de Valle Flôr, Meninos do Mundo, Terras Dentro e a Associação Raia Histórica. Os resultados deste estudo permitiram identificar que as ONGD portuguesas agem impulsionando o empreendedorismo social em Cabo Verde através da promoção do desenvolvimento integrado e sustentável, apoiado em parcerias estabelecidas com outras organizações locais caboverdeanas. Estes parceiros são atores chave que estão no terreno e possuem o conhecimento da realidade do país. Cabo Verde foi beneficiado pelos projetos por pertencer aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa e/ou à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Na obtenção de recursos, a maioria das ONGD portuguesas recorre a recursos em espécie e a voluntários portugueses, desempenhando estes o papel de formadores. A geração de valor social por parte destas entidades é feita muitas vezes de uma forma indireta, através da criação de valor económico que depois se repercute em valor social. Este valor social resulta da sua atuação em várias áreas como a saúde e segurança alimentar, desenvolvimento rural, meio ambiente, educação e formação profissional, emprego, economia alternativa ou microcrédito, pobreza e exclusão social, ambiente, habitação, promoção social e do turismo, capacitação e reforço institucional e coerência das políticas públicas para o desenvolvimento. Sendo Cabo Verde um arquipélago, as principais dificuldades encontradas pelas ONGD na sua atuação prende-se com a acessibilidade às ilhas devido à falta de transportes e meios de comunicação.
- O crowdfunding como potenciador do empreendedorismoPublication . Vieira, Gonçalo da Silva Branco; Bernardino, Susana Jacinta QueirósO crowdfunding é uma forma de financiamento coletivo onde se obtém capital para um projeto através de um grupo de investidores que tenham interesse no produto e que pretendam, ou não, obter algum tipo de recompensa. Esta fonte de financiamento pode ser bastante vantajosa principalmente para projetos, start-ups e pequenas empresas que estejam a entrar no mercado. O problema que foi objeto de estudo nesta dissertação foi: de que forma é que o crowdfunding pode funcionar como potenciador do empreendedorismo? De forma a responder a esta questão, foi utilizada uma metodologia mista, com uma análise quantitativa da base de dados de campanhas decorridas na plataforma PPL, e uma análise qualitativa, através da elaboração de entrevistas a 12 empreendedores que utilizaram o crowdfunding para os seus projetos. Os dados obtidos permitiram analisar as experiências dos entrevistados, os motivos pelo qual recorreram a este método, as dificuldades que sentiram ao longo da campanha e quais os benefícios que obtiveram nos seus projetos, usando o crowdfunding. Os 12 empreendedores entrevistados acreditam que o crowdfunding serviu, não só como uma ferramenta de financiamento, mas também como um potenciador dos seus projetos, na medida em que permitiu a promoção e divulgação dos mesmos, a obtenção de feedback dos investidores e o crescimento dos projetos. Conclui-se que o crowdfunding impulsiona o empreendedorismo, sendo utilizado como um método para obter financiamento, mas também para promover e comunicar projetos, alcançando assim um grande número de pessoas e promovendo o crescimento e a viabilidade dos projetos.
- Desigualdade de género no setor financeiro em PortugalPublication . Reis, Beatriz Oliveira; Bernardino, Susana Jacinta QueirósApesar da evolução positiva que se verificado no último século, existe ainda uma sub-representação das mulheres no mercado de trabalho, fazendo-se sentir principalmente em cargos de decisão e funções de topo, bem como em determinados setores de atividade onde tradicionalmente se observa uma maior predominância de colaboradores do género masculino. Ao longo dos últimos anos, parte da literatura tem procurado compreender quais as razões que levam à existência dessa desigualdade, onde se encontram fatores como a ausência de papéis-modelo, os estereótipos de género, a falta de confiança ou o desequilíbrio entre a vida pessoal e profissional. O equilíbrio de género tem sido reconhecido como relevante e capaz de contribuir para a criação de valor, mesmo em áreas em que historicamente existe uma mais elevada taxa de masculinização. O mesmo sucede no setor financeiro. Com efeito, o acesso ao financiamento é reconhecido como uma das principais barreiras ao empreendedorismo. A baixa participação das mulheres no setor financeiro é também apontada como capaz de acentuar a dificuldade de acesso a financiamento por parte das mulheres empreendedoras. Esta investigação tem como objetivo principal compreender em que medida existe ou não desigualdade de género no setor financeiro em Portugal. Particularmente, pretende-se compreender as motivações para o ingresso no setor financeiro, benefícios percebidos do trabalho no setor financeiro, principais constrangimentos e potencial de carreira. Pretende-se ainda estudar em que medida estas perceções são influenciadas pelo género. A metodologia usada no estudo é de natureza quantitativa. Os dados primários foram recolhidos através de um questionário dirigido especificamente aos profissionais que exercem atividade no setor financeiro em Portugal. O estudo realizado indica que o setor financeiro evidencia um predomínio do género masculino, quer no exercício de funções no setor como no exercício de cargos de gestão. Os resultados obtidos indicam ainda algumas diferenças na forma como homens e mulheres percebem o exercício da atividade no setor. Analisando as motivações para o ingresso na profissão, verifica-se que as mulheres valorizam mais o impacto que o setor é capaz de ter na sociedade, muito embora no momento de ingresso considerem as condições oferecidas inferiores. O género feminino valoriza mais os constrangimentos associados ao exercício da profissão, por comparação com o género masculino, verificando-se o oposto em relação à forma como percecionam a possibilidade de progressão na carreira.
- Empreendedorismo jovem em Portugal: Motivações e dificuldadesPublication . Brito, Clara Maria de Sousa; Bernardino, Susana Jacinta QueirósO empreendedorismo assume uma importância económica e social cada vez mais maior na sociedade. O empreendedorismo é relevante para diferentes grupos da população, de onde se destaca os grupos mais jovens, em virtude do potencial que este representa em termos de emprego e capacidade de desenvolvimento de novas ideias. Por isso motivo, importará compreender a atividade empreendedora dos jovens em Portugal, quais as motivações que os levam a empreender e as principais dificuldades sentidas na implementação de um novo negócio. Importará ainda analisar em que medida as suas perceções relativamente à criação de um novo negócio são ou não semelhantes à evidenciada por outros empreendedores posicionados noutras faixas etárias. Para dar resposta a estes objetivos de investigação o estudo empírico adota uma metodologia de natureza quantitativa. Para tal é realizado um inquérito por questionário, on-line, a pessoas que tenham criado o seu próprio negócio em diferentes faixas etárias, de modo a ser possível efetuar-se um estudo comparativo entre os dois grupos de empreendedores (jovens e não jovens) Os resultados obtidos indicam que independência pessoal e profissional e o desejo de criação de algo próprio são apontadas como as principais motivações para a criação de um novo negócio pelos empreendedores jovens. Já no que toca às dificuldades, foram apontadas como de mais elevada importância, os problemas ligados à vertente financeira e à falta de informação. Após realizada a comparação entre empreendedores jovens e não jovens, chegou-se à conclusão que as diferenças entre ambos são escassas. Existem diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos apenas, no que concerne a duas dificuldades específicas: a falta de formação específica na área empresarial e de gestão, a falta de aconselhamento e o apoio especializado. Existe ainda uma componente principal referente às motivações na qual se identificou diferenças estatísticas significativas, as condições profissionais e pessoais.
- O empreendedorismo social como promotor da integração socioprofissional: um estudo exploratórioPublication . Fagundes, Sandra Cristina Nogueira; Bernardino, Susana Jacinta Queirós; Santos, José de FreitasO forte crescimento de necessidades sociais conduziu à emergência de novos de novos modelos para a resolução dos problemas sociais que permanecem sem resposta. O empreendedorismo social, que tem como principal objetivo a criação de valor social de um modo duradouro e sustentável, surge precisamente com o intuito de procurar soluções que ofereçam uma melhoria de vida a camadas da população mais frágeis e desprotegidas, usando métodos de inclusão social. O propósito da investigação foi o de tentar perceber quais as principais dificuldades que as iniciativas de empreendedorismo social em Portugal enfrentam no desenvolvimento das suas atividades. Pretendeu-se desta forma, identificar quais são os principais fatores de bloqueio com que se deparam, para que os possam ultrapassar e se tornem mais bem-sucedidas. Para dar resposta a esta questão de investigação que orientou a dissertação, adotou-se uma metodologia de pesquisa qualitativa, sendo os dados primários recolhidos através de uma entrevista semiestruturada, aos responsáveis dos projetos selecionados para a composição da amostra. O estudo empírico foi sustentado em estudos de caso múltiplos, explorando-se quatro projetos de empreendedorismo social – Cais Recicla, Oficina Agrícola, Semear o Futuro e Centro de Interpretação da Abelha. Os resultados obtidos permitiram identificar quais os principais desafios com que as organizações que atuam no âmbito do empreendedorismo social se deparam. A investigação revelou que estas se confrontam, antes de mais, com dificuldades em obter recursos financeiros de capital privado, pelo que continuam altamente dependentes de recursos financeiros de origem pública. Como consequência apresentam dificuldades em alcançar um modelo de resposta totalmente autossustentável. Enfrentam também problemas quanto à qualificação dos seus recursos humanos, embora estejam conscientes acerca da importância de disporem de pessoas qualificadas. Estas organizações apresentam uma forte missão social, sobrepondo-se a dimensão social e económica. Apesar dos desafios que encontram, estas organizações conseguem criar valor social e criar um impacto social positivo para as suas populações-alvo. Por último, de referir ainda que, a colaboração entre parceiros e os laços de confiança estabelecidos são fundamentais para as organizações que trabalham no campo de ação do empreendedorismo social.
- Empreendedorismo social em Cabo verdePublication . Vicente, Zidyane Gomes Barbosa; Bernardino, Susana Jacinta QueirósO fenómeno do empreendedorismo social é um acontecimento atual e vem sendo objeto de estudo por parte de vários investigadores no âmbito internacional, ainda que seja um campo pouco aprofundado em Cabo-Verde. Cabo Verde dispõe, no entanto, de alguma experiência na área do microcrédito. Os primeiros contactos com este tipo de negócio social começaram em meados dos anos 90, com o surgimento de Organizações Não Governamentais (ONG) nacionais que emergiram a partir do apoio cedido por outras ONG internacionais com experiência no tema. Com este estudo pretende-se identificar e compreender a importância do microcrédito na vida dos cabo-verdianos e verificar a relação existente entre o microcrédito e o empreendedorismo social em Cabo Verde. O estudo realizado é constituído por uma parcela teórica que constitui a revisão de literatura, que serviu de alicerce para a elaboração do estudo empírico. O estudo empírico foi realizado a partir de uma metodologia qualitativa, baseada em estudos de caso múltiplos, através da aplicação da técnica da entrevista semiestruturada a seis das quinze organizações que operam na área das microfinanças em Cabo Verde e cujo principal produto é o microcrédito. A amostra é constituída por uma organização estatal (CECV Microfinanças), e cinco ONG (Associação Cabo-verdiana de Autopromoção da Mulher (MORABI), Organização das Mulheres de Cabo Verde (OMCV), Associação de Apoio às Iniciativas de Autopromoção (SOLMI), a Associação de Apoio às Iniciativas de Autopromoção da Família (FAMI-PICOS) e o Centro de Inovação em Tecnologias de Intervenção Social para o Habitat (CITI-Habitat). Os dados primários recolhidos através da entrevista, foram tratados de forma descritiva e expressas através do estudo de caso. Os resultados deste estudo permitiram identificar os estratos da sociedade cabo-verdiana onde o microcrédito tem maior influência, assim como o seu impacto na redução do desemprego, na mudança de vida dos cabo-verdianos, e o seu papel na luta contra a pobreza. O estudo realizado permitiu confirmar que as mulheres são o principal foco do microcrédito. Permitiu também constatar que o microcrédito se encontra relacionado com o empreendedorismo na medida em que o principal objetivo dos programas de financiamento atribuídos é o desenvolvimento de atividades geradoras de rendimento, muito embora estas sejam também acompanhadas por iniciativas destinadas à capacitação e formação dos beneficiários, comprovando o seu caráter social. Este estudo permitiu identificar que as instituições microfinanceiras (com destaque para as ONG) incentivam o empreendedorismo social através de formações e parcerias com instituições/associações comunitárias sem fins lucrativos e com outras instituições que atuam em Cabo-Verde, porém são raros os pedidos de financiamento através de microcrédito por parte de associações comunitárias.
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