REPOSITÓRIO P.PORTO
Repositório Científico do Politécnico do Porto
Entradas recentes
Contributo para uma avaliação funcional integrada em sobrevivente de Acidente Vascular Cerebral em fase crónica
Publication . Lata, Sara Maria da Silva; Silva, Augusta; Freitas, Marta
Nas próximas décadas prevê-se um aumento na incidência de AVC’s, que promoverá um crescimento em 27% no número de sobreviventes que terão de ajustar os restantes anos da sua vida às incapacidades adquiridas. Na fase crónica, os sobreviventes enfrentam um aumento de necessidades não satisfeitas, sobretudo a nível físico, mas também na participação e nas relações interpessoais. Explorar preliminarmente o desempenho funcional de sobreviventes de AVC na fase crónica, através de testes de desempenho; analisar as associações entre medidas de resultado autorelatadas (domínios físicos, de participação e de perceção de recuperação da Stroke Impact Scale – SIS) e os testes de desempenho e a influência de variáveis sociodemográficas e clínicas na funcionalidade percecionada e observada; propor uma estratégia de avaliação funcional integrada, centrada nas capacidades mais relevantes e sensíveis, a ser aplicada em estudos futuros e na prática clínica. Participaram 17 indivíduos, avaliados por videoconferência e presencialmente, com instrumentos validados: SIS, Mini-Balance Evaluation Systems Test (Mini-BESTest), Five Times Sit-to-Stand (FTSTS), 10-Meter Walk Test (10MWT), Six-Minute Walk Test (6MWT) e Reaching Performance Scale for Stroke (RPSS). Verificou-se um desempenho superior nos testes que avaliam predominantemente o controlo postural, em comparação com a coordenação. A habilidade de se mover através do ambiente foi a menos comprometida. Observaram-se correlações significativas entre o Mini-BESTest e os domínios das atividades e participação; a RPSS e o domínio físico e a função da mão contralesional; e o 10MWT e a mobilidade. O tipo de AVC e o acesso a recursos financeiros revelaram-se variáveis influentes na funcionalidade. A avaliação funcional integrada deve comtemplar testes de desempenho que avaliem o controlo postural, a coordenação e diferentes habilidades, como o Mini-BESTest, o 10MWT e a RPSS e medidas autorelatadas, como a SIS.
Perceções dos(as) educadores(as) em contexto creche no processo de desfralde das crianças
Publication . Barbosa, Sara Virgínia Lopes; Lopes, Sofia; Santos, Paula Clara; Trigueiro, Maria João
O desfralde é um processo inerente ao crescimento, sendo um marco muito importante do desenvolvimento infantil. Em Portugal, o acesso à creche tem vindo a aumentar, com cada vez mais crianças a terem oportunidade de aceder a estas instituições a partir dos 4 meses, sendo expectável que os(as) educadores(as) tenham um papel importante em todos os processos do desenvolvimento infantil, incluindo o desfralde. Assim, este estudo pretende investigar, em profundidade, através de entrevistas semiestruturadas, a perceção de oito educadores(as) em contexto de creche em relação ao processo de desfralde das crianças. Foram apresentadas 4 categorias e 6 subcategorias. A análise de conteúdo das entrevistas evidenciou vários receios dos(as) educadores(as) em relação ao desfralde. Verificou-se que os(as) educadores(as) não têm formação de base neste tema, apresentando dificuldades em orientar hábitos urinários e defecatórios saudáveis, fundamentando a necessidade de informar e capacitar estes profissionais de modo a fomentar a prática de comportamentos e hábitos saudáveis na primeira infância, em contexto de creche
Physical activity and exercise in the rehabilitation of lung cancer patients undergoing chemotherapy and/or radiotherapya: scoping review
Publication . Bartolomeu, Paula Cristina Alves; Montes, António Mesquita; Melo, Bruno Vieira de
O cancro do pulmão é o quarto tipo de cancro mais frequente em ambos os sexos em Portugal e a principal causa de morte por doença oncológica. Existem estudos que evidenciam os benefícios físicos e psicossociais da atividade e exercício físico em doentes com cancro do pulmão submetidos a quimioterapia e/ou radioterapia embora persista uma falta de clareza quanto aos modelos de intervenção atualmente descritos na literatura. Sintetizar a evidência disponível sobre as modalidades de atividade e exercício físicos,
bem como o seu planeamento, aplicados a indivíduos com cancro do pulmão submetidos a quimioterapia e/ou radioterapia no contexto de programas de reabilitação oncológica, assim como identificar e sumariar os instrumentos de avaliação e respetivos outcomes. Esta revisão foi realizada de acordo com a metodologia do Joanna Briggs Institute e as
diretrizes PRISMA -ScR . As pesquisas decorreram nas bases de dados PubMed, Web of Science, LILACS , assim como em fontes relevantes de literatura cinzenta. Foram incluídos estudos com texto integral de acesso livre, RCTs e protocolos de RCT, publicados em inglês, português ou espanhol. Foram analisados 12 estudos publicados entre 2013 e 2025. Apenas 4 (33.3%) dos estudos incluíram recomendações de atividade física, apresentando informação limitada quanto à frequência e duração e sem dados relativos à intensidade . A maioria das intervenções foi supervisionada por fisioterapeutas (n=6; 50.0%), com ênfase no treino aeróbio (n=10; 83.3%) e treino de força (n=8; 66.7%). A medida mais frequentemente utilizada para avaliar a capacidade funcional foi o Teste de Marcha d os 6 Minutos (n=8; 66 .7%), sendo o domínio físico o mais representado (n=11; 9.71%). Os dados indicam uma orientação limitada sobre atividade física e prescrições inconsistentes de exercício em doentes com cancro do pulmão submetidos a quimioterapia e/ou
radioterapia, com ampla variabilidade nos parâmetros do exercício e nos outcomes avaliados.
Análise cinemática do gesto de alcance em bebés com apresentação fetal pélvica versus cefálica: Um estudo observacional transversal
Publication . Costa, Carolina Silva; Silva, Cláudia; Pereira, Soraia
A apresentação fetal pélvica ocorre em cerca de 3 e 4% de todos os partos e está associada a uma restrição de movimento consequente de uma vivência in-utero diferente da típica. A literatura tem evidenciado algumas alterações no comportamento neuromotor dos membros inferiores em bebés pélvicos. Considerando que o gesto de alcance (GA) constitui um dos principais meios de exploração do ambiente e de construção do conhecimento nos primeiros meses de vida, torna-se pertinente estudar o possível impacto da apresentação fetal no comportamento neuromotor dos membros superiores, através da análise do GA. Objetivo: Comparar biomecânicamente o GA realizado por bebés de
apresentação fetal pélvica versus cefálica através da análise de variáveis cinemáticas. Estudo observacional analítico transversal, com uma amostra de 20 bebés, 9 pélvicos (GAP) e 11 cefálicos (GAC). Utilizou-se o sistema de aquisição de imagem Qualisys Track Manager (QTM) para a obtenção dos dados e o Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) de modo a avaliar o GA através da análise de onze variáveis cinemáticas: tipo de GA, frequência GA, distância percorrida mão esquerda, distância percorrida mão direita, distância percorrida GA, duração GA, velocidade pico, velocidade média, aceleração média, índice de curvatura e, unidades de movimento. Resultados: Não se verificaram diferenças
estatisticamente significativas entre os grupos. No entanto, verificou-se uma possível tendência para os bebés do GAP apresentarem valores medianos superiores, como é o caso da distância percorrida pela mão esquerda, onde o GAP apresentou uma mediana de 6204,450mm (P25=3281,073; P75=7331,651), consideravelmente superior à mediana de 4821,966mm (P25=2947,922; P75=5901,582) do GAC. De forma semelhante, na variável velocidade pico, o GAP demonstrou valores medianos de 585,217mm/s (P25=516,161; P75=646,941) e o GAC apresentou uma mediana de 386,586mm/s (P25=253,949; P75=643,033). Na amostra em estudo, os bebés de apresentação pélvica não evidenciam
um comportamento cinemático do GA diferente dos bebés de apresentação cefálica, embora apresentem valores das variáveis em análise sugestivos de um comportamento menos eficiente.
Análise do comportamento do centro de pressão (CoP) durante o gesto de alcance em bebés com apresentação fetal pélvica vs cefálica: um estudo observacional transversal
Publication . Mendes, Andreia Filipa Lopes; Silva, Cláudia; Pereira, Soraia
Uma vez que as vivências in útero influenciam o desenvolvimento sensório-motor pós-natal, a posição fetal assumida nas últimas semanas de gestação pode condicionar a maturação do controlo postural, pré-requisito para a realização e desenvolvimento do gesto de alcance (GA). Este estudo teve como objetivo comparar variáveis do comportamento do centro de pressão (CoP) durante o gesto de alcance realizado por bebés de apresentação pélvica e de apresentação cefálica. Pretendeu-se, ainda, analisar a correlação entre a frequência do GA com variáveis do comportamento do CoP. Estudo observacional transversal com uma amostra de bebés com idade entre os 4 e 6 meses, com desenvolvimento sensório-motor típico, distribuídos em dois grupos conforme a apresentação fetal: pélvica (GAP) e cefálica (GAC). Para o registo do comportamento do CoP durante o gesto de alcance, foi utilizada uma plataforma de forças Bertec®, sobre a qual os bebés foram colocados. Foram processadas as variáveis, distância percorrida pelo CoP, root mean square, excursão máxima e média do CoP, velocidade percorrida pelo CoP e área de elipse, através de uma rotina de Matlab. Para a análise de correlação com a Frequência do GA foram processadas as variáveis, distância percorrida pelo CoP, root mean square e área de elipse. Recorreu-se ao programa SPSS para a análise estatística, com um nível de significância de 0,05. Foram incluídos 20 bebés: 9 no grupo GAP e 11 no grupo CAC. Apesar de não se observarem diferenças estatisticamente significativas entre os grupos em nenhuma das variáveis analisadas, o GAP apresentou valores de mediana, na distância percorrida pelo CoP em CC (p=0,184) de 0,594 cm, comparativamente ao GAC=0,986 cm, na RMS CC (p=0,184) GAP=0,594 cm e GAC= 0,986 cm, na excursão máxima em CC (p=0,342), GAP= 5,908 cm e GAC= 8,187 cm, na distância total percorrida pelo CoP (p=0,676), GAP= 3415, 747 cm e GAC= 2802,945 cm, na excursão média em ML (p)0,382) GAP= 0,219 cm e GAC= 0,0334 cm, na velocidade de deslocamento do CoP em ML (p=0,342), GAP= 2,4259 cm/s e na área de elipse (p=0,659) GAP= 5,757 cm2 e GAC= 7,2014 cm2. Na presente amostra, não há evidência para afirmar que o comportamento do CoP durante a realização do GA por bebés de apresentação pélvica seja diferente, comparativamente a bebés de apresentação cefálica. Contudo, no grupo de apresentação pélvica parece evidenciar-se uma tendência para valores inferiores no comportamento do CoP, sugerindo um controlo postural ligeiramente menos dinâmico e adaptativo neste grupo, durante o GA.
