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REPOSITÓRIO P.PORTO

Repositório Científico do Politécnico do Porto

 

Entradas recentes

A fotografia do detalhe contemporâneo como registo do passado pelo vestígio
Publication . Alves, Francisco Monteiro; Silva, Olívia Marques da; Castro, Cristina; Baptista, Adriana; Baptista, Adriana; Marques da Silva, Olivia Maria
Desde sempre, e talvez para sempre, uma questão que inquieta o ser humano está relacionada com o que está reservado para nós após a morte. Mais do que discussões sobre o lugar da alma, do espírito e da mente, pretendemos discutir e experimentar captar o aspeto físico do corpo e do mundo que segue sem nós. Depois de nós, o que fica? Neste sentido, é explorada a ausência humana através dos vestígios da sua presença, do que deixamos ficar e da forma como o mundo nos reclama de novo para si. Apresentando como referências os trabalhos fotográficos de Paul Seawright, “Sectarian Murder” (1988), e Peter Finnemore, “Gwendraeth House” (iniciado nos anos 80), a fotografia, como medium, surge numa abordagem de captura e registo do aparentemente banal, capaz de mostrar implicitamente a ideia do vestigial e de construir uma outra memória, recuperando o vivido, que não foi registado fotograficamente. O registo sequencial num espetro diacrónico põe em evidência a noção do tempo contínuo e imparável, mas a amplitude de enfoques num dado momento pode evocar o passado através do vestígio contemporâneo.
A trivialidade diária e a fuga ao “overwhelmed” através do imaginário fotográfico
Publication . Oliveira, Hernâni; Castro, Cristina; Baptista, Adriana; Marques da Silva, Olivia Maria
A pressão social para cumprir rotinas mecânicas, e múltiplas tarefas, resulta numa sensação de sobrecarga e dispersão, assente na complexidade da sociedade contemporânea e no impacto da trivialidade nas acções diárias. A falta de uma instância que forneça um propósito na vida conduz cada indivíduo a reinventar a sua existência, levando-o a assumir diversos papéis e responsabilidades. A necessidade de registar criativamente a fuga à disfunção emocional, inspirada na poesia e na gravura, leva a explorar universos imaginários para encontrar conforto e novas perspectivas diante das demandas do quotidiano. A heteronímia poética em Fernando Pessoa cria o múltiplo dentro do um e a subversão de planos em M.C. Escher dá-nos o que sentimos como espaço oximorótico. Nesta proposta, a técnica fotográfica é utilizada para materializar a sensação de ‘overwhelmingness’, abordando a relação entre o real e o encenado, para desafiar a percepção, interpretação e a vivência do observador. Ao explorar a manipulação das cenas e a representação simbólica das escadas como alegoria central, pretende-se criar um conjunto de imagens polissémicas que materializem diferentes sensações. A obra fotográfica pretende contribuir para um diálogo sobre as pressões sociais e as exigências da vida moderna, permitindo uma reflexão sobre as influências individuais e sociais na forma de agir e reagir ao quotidiano. Ao questionar a natureza da imagem fotográfica como representação fiel da realidade, pretende-se desafiar o observador para uma compreensão mais profunda das dinâmicas de poder e estruturas sociais que moldam a nossa existência.
A ressignificação da fotografia vernacular – o ato de reescrever o arquivo fotográfico manipulando a memória
Publication . Constantino, Emanuel Marques; Baptista, Adriana; Silva, Olivia Marques; Castro, Cristina
A produção fotográfica não esteve desde o seu início acessível a todas as faixas sociais. As elites foram as primeiras precursoras daquilo que se denominou inicialmente de invento fotográfico. Pelo custo associado às técnicas vigentes à época, o passo para a democratização deste meio só foi possível pela intervenção de figuras hoje reconhecidas na história da fotografia, como André Disdéri e George Eastman. Todavia, a quantidade de acontecimentos evolutivos (sociais, económicos, tecnológicos) levou a que rapidamente se presenciasse um espoletar da criação imagética, mesmo que o panorama atual evidencie já uma enorme mudança. No que se refere à quantidade, a criação diária de imagens hoje corresponde, em média, àquela registada anualmente na metade do século passado; a noção de caos ruidoso foi incluída na produção de imagens de forma forçada, em parte, alimentada pela era do digital. Ainda assim, não deixa de existir a tentativa constante – e obcecada – do fotógrafo, em mostrar e criar aquilo que ainda não foi visto e explorado (vivendo constantemente numa “impossibilia”), com a consequência do depósito de mais imagens. Tornam-se necessárias soluções que desacelerem uma criação desenfreada, e, a manipulação criativa e plena de sentidos complexos de “found photography” por Joachim Schmid é um caminho plausível para uma hipótese de produção eivada de reciclagem fotográfica. Não só da estratégia de Schmid, mas essencialmente da ressignificação da fotografia vernacular, nasce um olhar promissor no combate à massificação da imagem. David Bate afirma que a fotografia, contrariamente à pintura, dá certezas de que algo aconteceu ou esteve presente. No campo do vernacular a manipulação da memória pessoal/coletiva pode tornar-se uma estratégia imprescindível para a reinterpretação e fusão de dois tempos, numa nova abordagem, por onde nos movimentamos experiencialmente, fazendo circular entre tempos e espaços memórias e momentos distintos de captação do real, criando pela sua sínquise, novos significados.
A Biblioteca que aprendeu a falar
Publication . Pereira, Adriana Filipa da Silva; Figueiredo, Margarida Maria Aguiar Barbieri de; Moreira, Sónia Maria dos Santos Peres
O presente relatório de estágio foi redigido no âmbito do 2.º ciclo de estudos do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico. Este teve como finalidade descrever, analisar e refletir sobre a prática educativa realizada nas duas valências, evidenciando conhecimentos, competências e aprendizagens construídas ao longo da prática educativa. A intervenção pedagógica desenvolvida em contexto de Educação Pré-Escolar, teve como principal foco a valorização da área da biblioteca e da literatura infantil. Assim, foi implementado um projeto sustentado na Metodologia de Trabalho de Projeto e orientado pelos princípios da Investigação-Ação, com o objetivo de promover o contacto com os livros, a literatura infantil e o desenvolvimento do gosto pela leitura desde a infância. A prática pedagógica realizada no 1.º Ciclo do Ensino Básico constituiu um momento fundamental para a identidade profissional da mestranda, uma vez que, contribuiu para a reflexão acerca do papel do professor, da forma como a sala de aula deve ser organizada, bem como para a construção de uma visão mais consciente e fundamentada da escola enquanto espaço promotor da aprendizagem e desenvolvimento. No decorrer da prática pedagógica, foram integrados referenciais teóricos e legais que sustentaram a ação pedagógica, promovendo abordagens centradas na criança, reconhecendo o seu papel ativo na construção do conhecimento. O desenvolvimento do relatório e a realização da Prática Educativa Supervisionada, revelou-se uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional, favorecendo a construção de um perfil docente reflexivo.
O poder da cooperação: contributos da aprendizagem cooperativa para o desenvolvimento social da criança
Publication . Rocha, Adriana Cerqueira de Sousa Queirós da; Moreira, Sónia Maria dos Santos Peres; Figueiredo, Margarida Maria Aguiar Barbieri de
O presente relatório de estágio, desenvolvido no âmbito da Prática Educativa Supervisionada (PES) do Mestrado em Educação Pré‑Escolar e Ensino do 1.º Ciclo do Ensino Básico (1.º CEB), analisa o percurso formativo realizado nos dois contextos educativos que integram o perfil duplo docente. Sustentada na metodologia de Investigação‑Ação (I-A), a intervenção decorreu num processo contínuo de observação, planificação, ação e reflexão, permitindo à mestranda compreender a complexidade da prática pedagógica e ajustar intencionalmente as suas decisões educativas. A ação pedagógica foi orientada por uma perspetiva socioconstrutivista, reconhecendo a criança como sujeito ativo da aprendizagem e valorizando os seus interesses, necessidades e ritmos. Os documentos orientadores — Orientações Curriculares para a Educação Pré‑Escolar (OCEPE), Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória (PASEO), Aprendizagens Essenciais (AE) e legislação em vigor — constituíram referências fundamentais para a planificação, a inclusão e a promoção da participação equitativa. No 1.º CEB, a intervenção centrou-se e na implementação da metodologia de Aprendizagem Cooperativa (AC), com recursos aos métodos, nomeadamente o Think-Pair-Share, a Verificação em Pares e a Folha Giratória [Kagan, (1994), citado por Lopes & Silva, 2022]). Paralelamente foram mobilizadas Técnicas de Avaliação Formativa (TAF), nomeadamente os Copos Coloridos, que permitiram monitorizar a compreensão e apoiar a autorregulação e ajustar a intervenção pedagógica em tempo real. Em conjunto estas estratégias promoveram a interdependência positiva, a responsabilidade individual e a argumentação, contribuindo para o desenvolvimento de competências sociais e cognitivas essenciais à construção de ambientes de aprendizagem colaborativos e emocionalmente seguros. Na Educação Pré‑Escolar, o trabalho desenvolveu‑se em torno de um projeto emergente desencadeado pela exploração da horta e pela descoberta de pequenos animais, que deu origem ao projeto das minhocas. A documentação pedagógica, como fotografias, registos escritos e painéis, assumiu um papel central na visibilidade dos processos de aprendizagem, na comunicação com as famílias e na construção de uma narrativa coletiva, em consonância com as OCEPE. Ao longo da PES, a mestranda assumiu uma postura ética, reflexiva e investigativa, consolidando competências profissionais essenciais à docência em perfil duplo. Este percurso contribuiu para a construção de uma identidade profissional crítica, consciente e comprometida com práticas educativas inclusivas e participativas.