ISCAP - DM - Gestão e Desenvolvimento de Recursos Humanos
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer ISCAP - DM - Gestão e Desenvolvimento de Recursos Humanos por título
A mostrar 1 - 10 de 150
Resultados por página
Opções de ordenação
- A comunicação interna como aliada da Sustentabilidade organizacional: dois estudos de caso sobre a gestão de recursos humanos sustentávelPublication . Silva, Ana Rita Florentino; Rodrigues, Ana Cláudia Moreira; Ferreira, Marisa RorizA sustentabilidade e a responsabilidade social corporativa têm-se tornado preocupações centrais para as empresas, que cada vez mais reconhecem a necessidade de implementar práticas sustentáveis de gestão de recursos humanos (RH) no seu quotidiano. No entanto, para colocar em prática, é fundamental que as empresas comuniquem de forma clara e sejam coerentes no seu discurso. Este trabalho analisa o papel da comunicação interna na implementação de práticas sustentáveis de gestão de recursos humanos (RH). O objetivo é identificar boas práticas de responsabilidade social e sustentabilidade, mapear os canais de comunicação interna utilizados e avaliar como essas práticas são comunicadas nas organizações. Foram realizados dois estudos de caso, na Adidas Business Services e na Wipro, com recurso a uma abordagem qualitativa, baseada em análise documental e entrevistas. Os resultados mostram que ambas as empresas implementam diversas práticas sustentáveis de gestão de RH e que as comunicam internamente. No entanto, a utilização de canais específicos de comunicação interna para esse fim ainda está em desenvolvimento. É evidente o compromisso das organizações com a sustentabilidade e o esforço para comunicá-la internamente. A dissertação aplica um modelo de análise baseado em três abordagens da comunicação da sustentabilidade -de, sobre e para, distinguindo entre a forma como se comunica e o propósito da comunicação. A aplicação deste modelo aos casos estudados revela-se inovadora, contribuindo para o desenvolvimento teórico e oferecendo uma ferramenta útil para a análise empírica da comunicação interna em contextos de sustentabilidade.
- A experiência dos trabalhadores em contextos de crise organizacionalPublication . Pinto, Catarina Peixoto Gomes; Meirinhos, Viviana AndradeAo longo das últimas décadas, a atenção dedicada à forma como os trabalhadores vivenciam as suas trajetórias laborais dentro das organizações tem vindo a crescer, tornando-se uma problemática na área da Gestão e Desenvolvimento dos Recursos Humanos: o paradigma do Employee Experience (EX). O presente estudo teve como principal objetivo compreender como os colaboradores vivenciam situações de crise organizacional, analisando os momentos-chave da sua jornada e os fatores que influenciam a construção da sua experiência em contextos adversos. Através de uma abordagem qualitativa, foram realizadas 11 entrevistas em profundidade como técnica de recolha de informação, a profissionais de diferentes setores e funções sobre a sua experiência em momentos de crise organizacional. Os resultados confirmam que práticas coerentes, liderança presente e comunicação clara são cruciais para manter a confiança e o compromisso. Quando estas se apresentam ausentes, geram sentimentos de exclusão e rutura nos trabalhadores. O estudo revela ainda que a EX não se limita ao momento crítico, prolongando-se no período pós-crise, onde foram identificadas trajetórias distintas: rutura institucional, crescimento pessoal ou redefinição de prioridades. Neste contexto o sensemaking emergiu tambem como um processo, no qual os trabalhadores reorganizam os seus significados e o seu vínculo com a organização após a experiência da crise. Para além das confirmações teóricas, destacam-se três contributos empíricos: Os trabalhadores com maior envolvimento e visibilidade funcional, experienciaram níveis superiores de pressão e desgaste; as características individuais, como a dedicação extrema ao trabalho, amplificaram a vulnerabilidade ao burnout; e o apoio entre colegas, revelou-se um fator de suporte crucial, promovendo resiliência emocional em contextos de instabilidade. Este estudo contribui para uma compreensão mais profunda da EX em tempos de crise, reforçando a importância de práticas de gestão humanas, empáticas e comunicacionais, capazes de promover confiança, bem-estar e sustentabilidade relacional no seio das organizações.
- A perceção dos colaboradores sobre a relação entre trabalho remoto e saúde mentalPublication . Aguiar, Cristina Ferreira; Araújo, Manuel Salvador Gomes; Martins, Dora Cristina MoreiraEste estudo analisa a perceção dos colaboradores em regime de trabalho remoto e/ou híbrido em relação à sua saúde mental. O crescente recurso a estes modelos pelas organizações, aliado à preferência dos trabalhadores por desempenharem as suas funções fora da empresa, tem conduzido à redução dos dias de trabalho presencial. Contudo, esta flexibilidade acarreta riscos para a saúde mental, tornando importante o papel dos Recursos Humanos na prevenção e mitigação desse risco. O principal objetivo é compreender como é que os colaboradores percecionam a relação entre o trabalho remoto e a saúde mental, identificando os fatores que influenciam positivamente e/ou negativamente essa relação. Neste sentido, definiram-se os seguintes objetivos específicos 1) caracterizar as perceções dos trabalhadores remotos/híbridos sobre a sua saúde mental e níveis de isolamento social, 2) caracterizar as perceções dos trabalhadores remotos/híbridos sobre as vantagens e desafios do trabalho remoto/híbrido, assim como das suas preferências de dias de trabalho presenciais e remotos, 3) conhecer a relação entre saúde mental, isolamento social e traços de personalidade em trabalhadores remotos/híbridos, 4) predizer a influência do isolamento social e traços de personalidade na saúde mental e 5) comparar o nível de saúde mental e o nível de isolamento social de acordo com a pertença a diferentes grupos sociodemográficos e profissionais. A investigação seguiu uma abordagem quantitativa, recorrendo à aplicação de três instrumentos, questionário geral da saúde (GHQ-12), a escala de isolamento social e o Big Five Inventory, sendo os dados analisados através do programa IBM SPSS Statistics versão 29 e incluindo uma amostra de 97 participantes. Os resultados evidenciam que os níveis mais elevados de isolamento social associam-se a pior níveis de saúde mental, embora a maioria dos participantes apresente valores baixo a moderados de isolamento social. São sugeridas pistas para futuras investigações e aplicações em termos profissionais.
- Acolhimento, Integração e socialização: projeto de intervenção em empresa do setor automóvelPublication . Silva, Carla Sofia Azevedo Torrinha da; Meirinhos, Viviana AndradeEste projeto apresenta uma intervenção no âmbito dos processos de acolhimento, integração e socialização, implementada na Entidade Acolhedora do Projeto (EAP), a empresa AptivPort Services S.A. Com o suporte da análise teórica e da análise empírica foi possível desenvolver uma reestruturação sustentada em quatro âmbitos estratégicos, nomeadamente, 1) manual de acolhimento, 2) plano de integração e socialização, 3) reunião de acompanhamento e, 4) sala de acolhimento, visando consequentemente cinco objetivos: 1) assegurar a aprendizagem da identidade atual da empresa e dos seus valores; 2) auxiliar o novo colaborador a adaptar-se à sua função; 3) criação de relações interpessoais; 4) garantir o apoio e suporte ao processo de integração dos novos colaboradores; 5) criar um local exclusivo e adequado para realizar o acolhimento. Definida como finalidade a passagem de 5 novos colaboradores salaried pelas novas medidas do plano de AIS, verificou-se no final que foram 10 os novos colaboradores salaried abrangidos pelas novas medidas implementadas. Ao longo da implementação das novas medidas realizaram-se no total 28 planos de acolhimento, 7 planos de integração e socialização e 10 reuniões de acompanhamento. Após a conclusão da implementação e avaliação de cada âmbito, 5 novos colaboradores salaried foram admitidos na empresa. Estes dados vêm salientar a pertinência deste projeto e a vantagem que a empresa adquiriu com a sua correta implementação.
- O ajustamento intercultural de expatriados e impatriados numa organização portuguesa: um estudo de casoPublication . Correia, Catarina Calçada; Martins, Dora Cristina MoreiraA crescente globalização dos mercados é um dos principais desafios para as organizações no decurso do século XXI, levando as organizações a expatriar os seus colaboradores. Paralelamente, a população estrangeira a residir e a procurar trabalho em Portugal tem vindo a crescer substancialmente nos últimos anos. Considerando estes dois fatores, torna-se importante compreender de que forma acontece o ajustamento intercultural destes dois tipos de indivíduos, expatriados e impatriados. Assim, o presente estudo tem como objetivos (1) compreender o processo de ajustamento intercultural dos expatriados e dos impatriados de uma empresa portuguesa, (2) explorar os fatores de adaptação intercultural, (3) conhecer o apoio organizacional prestado aos trabalhadores internacionais, (4) explorar a perceção dos trabalhadores internacionais e (5) conhecer as expectativas futuras dos trabalhadores internacionais com a MI. Tendo como suporte a entrevista semiestruturada construída para o efeito, foram entrevistados 8 expatriados, 8 impatriados, 3 chefias e 1 gestão de RH. Todos os participantes pertencem a uma organização portuguesa do setor elétrico com operação em diferentes países, o que permite uma forte sustentabilidade dos resultados. Os resultados sugerem que, os expatriados têm menos receios e uma adaptação mais rápida, ao mesmo tempo que são movidos pelas condições monetárias e recebem um apoio mais direcionado para a área logística. A distância da família é o aspeto mais negativo da MI, sendo que trabalhar com colegas do país de origem e autóctones facilitou o processo de adaptação. Contrariamente, os impatriados têm mais receios e a adaptação ao país e empresa de acolhimento foi gradual. O desenvolvimento pessoal e profissional foram os impulsionadores da missão internacional e, estes, recebem um tipo de apoio mais direcionado para o âmbito pessoal. A distância da família é, igualmente, o aspeto mais negativo, mas todo o processo de adaptação foi facilitado pelo idioma. No final, são apresentadas as conclusões.
- Ajustamento intercultural de expatriados por iniciativa própria: um estudo exploratório com enfermeiros portugueses na AlemanhaPublication . Martins, Andreia da Costa; Martins, Dora Cristina MoreiraA expatriação por iniciativa própria tem-se tornado um fenómeno com crescente relevância no contexto global, no entanto menos explorado quando comparado com a expatriação organizacional. Pelo que, se torna pertinente estudar o ajustamento intercultural destes individuos para compreender como decorre a sua adaptação. Nesse sentido, o presente estudo tem como objetivo explorar o ajustamento intercultural de enfermeiros portugueses expatriados por iniciativa própria na Alemanha. Foi utilizada uma abordagem qualitativa e realizadas 11 entrevistas semi-estruturadas a enfermeiros que estão em contexto de expatriação por iniciativa própria na Alemanha. Os resultados permitiram compreender o processo de ajustamento intercultural dos entrevistados e identificar quatro comportamentos dispares. Dois desses comportamentos assemelham-se ao modelo da teoria da curva em U, apesar que apenas em um dos comportamentos haver a fase de lua de mel. O terceiro comportamento apresenta uma curva dispar em relação ao modelo, pois o choque cultural acontece no primeiro mês e só depois há uma evolução positiva na adaptação. Por último, o comportamento quatro apresenta duas variações na curva do ajustamento, iniciando-se por um período difícil, posteriormente acontece uma evolução crescente no ajustamento, de seguida sucede-se uma queda onde decorre o choque cultural e posteriormente nova fase ascendente. Ainda foi possível, nos resultados, identificar fatores facilitadores e dificultadores do processo de adaptação cultural, bem como motivações e expetativas associadas à decisão de se expatriarem por iniciativa própria. O apoio dos colegas de trabalho foi considerado o principal fator facilitador do seu ajustamento e o idioma o principal fator dificultador. Também foi possível explorar os apoios obtidos e compreender de que forma contribuíram para o ajustamento dos enfermeiros. Conclui-se que o ajustamento foi mais dependente do apoio informal e da iniciativa pessoal, uma vez que a formação intercultural ficou aquém do esperado. No final da dissertação são apresentadas as conclusões, limitações e recomendações futuras.
- O ajustamento intercultural de expatriados portuguesesPublication . Ribeiro, Débora José Sousa; Martins, Dora Cristina MoreiraCom a globalização e o avanço do mercado de trabalho, as empresas tornaram-se mais competitivas, aumentando a necessidade de expandir para outros pontos do globo. A internacionalização das empresas traz consigo a necessidade de recorrer à expatriação de colaboradores capazes de ajudarem a gerir o crescimento dessas organizações, respeitando as particularidades culturais de cada país. Todavia, um processo de expatriação pode trazer alterações na capacidade de adaptação intercultural do indivíduo, sendo crucial a preparação para a missão internacional assim como o apoio por parte da empresa no acompanhamento durante todo o processo de expatriação para, consequentemente, promover o sucesso do processo de expatriação. O presente estudo tem como principal objetivo analisar o processo de expatriação de colaboradores portugueses e, especificamente, explorar como a adaptação intercultural pode influenciar o sucesso da missão de expatriação. Propomos compreender (1) como decorre o processo de ajustamento intercultural de expatriados portugueses no país e na organização de destino, (2) como os expatriados portugueses e as empresas envolvidas gerem o processo de ajustamento intercultural, e (3) identificar os fatores culturais que influenciam o processo de ajustamento intercultural e, consequentemente, o sucesso do processo de expatriação. Recorreu-se à utilização da entrevista semiestruturada como instrumento de recolha dos dados. No total foram sendo realizadas 16 entrevistas a expatriados portugueses. Os resultados obtidos mostram dois grupos de comportamentos de adaptação intercultural distintos. Um primeiro, que foi ao encontro da teoria da curva em U de Black & Mendenhall (1991) e, um segundo grupo, onde o choque cultural é sentido logo após a chegada ao país de destino e que, gradualmente, vai ascendendo para uma adaptação intercultural positiva, contrariando o ponto de vista da teoria de Black & Mendenhall (1991). Os resultados permitem confirmar que a adaptação intercultural influencia o insucesso da missão de expatriação, ou seja, o ajustamento intercultural do expatriado ao país de destino exerce influência sobre a aceitação e a permanência do expatriado na missão internacional. Na parte final desta investigação, são discutidos os resultados obtidos assim como as conclusões gerais do estudo, as limitações encontradas, as pistas para investigações futuras e uma síntese das principais conclusões.
- O ajustamento intercultural de expatriados portugueses em AngolaPublication . Fonseca, Mariana Reis; Martins, Dora Cristina MoreiraA expansão internacional dos negócios empresariais portugueses levou ao aumento das relações interculturais. Estas relações apresentam as pessoas como fator principal para o sucesso desta internacionalização. Desta forma, o principal objetivo do presente estudo passa por compreender a perceção dos expatriados portugueses acerca do seu processo de ajustamento intercultural em missões internacionais (MI) em Angola. De forma a dar resposta a esta questão, após a realização da revisão da literatura, foi utilizada uma metodologia qualitativa. Para tal, recorreu-se à entrevista semiestruturada como instrumento privilegiado de recolha de informação, tendo sido realizadas 13 entrevistas válidas a expatriados portugueses que tenham estado, ou que ainda estejam, em MI em Angola. Os resultados obtidos sugerem a existência de 4 comportamentos distintos no processo de ajustamento intercultural dos expatriados portugueses em Angola. Por um lado, em dois dos comportamentos verifica-se a existência de um choque cultural à chegada a Angola, sendo que num deles não se verifica um ajustamento efetivo à cultura angolana. Por outro lado, os restantes dois comportamentos experienciaram, à chegada ao país de destino, êxtase e vontade de integrar na nova cultura. Num dos comportamentos, esta fase inicial foi seguida de um choque cultural, voltando a aumentar gradualmente à medida que os hábitos e rotinas foram criados e, num outro, nunca foi experienciado a fase de choque cultural, mantendo-se sempre positivo em todo o processo de ajustamento intercultural. Os resultados permitem, ainda, compreender de que forma o apoio organizacional prestado antes, durante e após a realização da MI do expatriado contribui para um melhor ajustamento intercultural. No final da dissertação são discutidos os resultados obtidos neste estudo e apresentadas as limitações encontradas, recomendações para estudos futuros e respetivas conclusões
- Ajustamento intercultural dos Self-Initiated Expatriates Brasileiros: um estudo exploratórioPublication . Silva, Quéren Hapuque Alves da; Martins, Dora Cristina Moreira; Silva, Susana Sofia Pereira daO presente estudo tem como objetivo principal entender o universo dos self-initiated expatriates brasileiros (SIE) que vivem em Portugal, nomeadamente no norte do país. Esta dissertação visa reunir e analisar dados de indivíduos que dicidiram, por vontade própria, sair do seu país de origem em busca de novas oportunidades profissionais e de melhor qualidade de vida. O fator crucial desta dissertação é compreender de que modo os SIE entrevistados percecionaram o ajustamento intercultural, quer no mercado de trabalho, quer na sociedade portuguesa, de forma a delimitar os fatores facilitadores e os fatores que mais dificultaram a sua integração na cultura do país que conhecemos como “países irmãos” Os participantes deste estudo são pessoas qualificadas com ensino superior, com condições de ingressar no mercado de trabalho português, que estão no momento a trabalhar em Portugal no mínimo há seis meses e que não tardaram mais que seis meses na busca pelo seu emprego. A metodologia adotada neste estudo envolveu uma abordagem de métodos mistos para investigar de forma abrangente as experiências dos autoexpatriados brasileiros que tomaram por iniciativa própria (SIEs) vivem em Portugal. Foi administrado um guião de entrevista semi-diretiva aos participantes, focado em absorver informações demográficas, experiência profissional e percepção do ajustamento cultural no país. Os resultados desta investigação mostram que à percepção do ajustamento intercultural em Portugal pode ser desafiadora em termos de crescimento profissional. Conexões sociais e da comunidade brasileira são extremamente importantes para facilitar a transição e integração no país. A perceção da receção da comunidade local varia, com alguns relatando experiências positivas e outros enfrentando situações de preconceito e discriminação. Os participantes indicam que os maiores desafios na inserção laboral no país prende-se a validação de diploma em determinadas áreas de formação não reconhecidas no país. Na parte final são apresentadas as limitações do estudo e indicadas pistas de investigação futura em continuidade do estudo da temática dos SIEs, concretamente em Portugal
- A atração de profissionais em regime de flexibilidade temporal: um estudo exploratório no setor de transporte rodoviário de passageiros em regime de serviço ocasionalPublication . Oliveira, Joana Maria Lima; Martins, Dora Cristina Moreira; Silva, Susana Sofia Pereira daO setor do transporte pesado e coletivo de passageiros enfrenta um conjunto de desafios que exigem uma atenção acrescida por todos os empregadores, entidades e associações da área. A presente investigação incide sobre a atratividade e, igualmente, escassez de mão-de-obra qualificada no setor, especificamente no regime ocasional. Desta forma, pretende-se reunir um conjunto de elementos que ajudem a compreender a atração de motoristas de pesados de passageiros no setor dos transportes em serviço de regime ocasional. Os dados apresentados nesta dissertação foram recolhidos através de uma abordagem qualitativa, utilizando o método de entrevista a dois grupos profissionais: motoristas e empregadores. A recolha de dados surgiu de um total de 17 entrevistas (9 motoristas e 8 empregadores), onde todos os entrevistados se encontravam profissionalmente ativos, com o objetivo fundamental de compreender a função, especificamente no regime ocasional. Os resultados obtidos indicam que esta profissão apresenta um conjunto de dificuldades, desde a ausência de rotina, os horários irregulares, a dificuldade em estabelecer equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e a relação desafiante com os clientes. No entanto, foram também abordados os fatores positivos desta profissão e do regime ocasional, tal como o conhecimento cultural que é adquirido e o convívio que é realizado durante os serviços. Além disto, é explorado o fenómeno de escassez de motoristas que é enfrentado atualmente no setor, apresentando-se possíveis práticas e estratégias a implementar para colmatar as dificuldades. Medidas como o aumento de salário e folgas, valorização, reconhecimento e capacidade de escuta por parte da chefia, destacaram-se por se evidenciarem como fatores fundamentais para a atratividade, motivação e satisfação dos colaboradores. Os horários atípicos surgem como uma das maiores preocupações para os empregadores e dificuldade para os motoristas, sugerindo, uma melhoria na gestão da escala do trabalho. Os dados obtidos nesta investigação sugerem, ainda, a importância de investir na formação, tal como a necessidade de ser revista a legislação, de forma a facilitar o acesso à profissão.
