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ESE - DPRM - Educação e Intervenção Social - Especialização em Desenvolvimento Comunitário e Educação de Adultos

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  • Pela boca transforma-se o peixe Projeto de Educação e Intervenção Social com idosos de um Movimento Sénior
    Publication . Pacheco, Clara Sofia Coelho Couto; Mendes, Evaneide; Martins
    O envelhecimento deve ser entendido de forma positiva, como uma nova idade social, com conquistas e desafios próprios. Contrariando a associação da velhice à perda, à dependência e ao declínio, a educação permanente assume-se como condição emancipatória, porque é capaz de favorecer aprendizagens, fortalecer relações e promover o reconhecimento. Importa lembrar que os mais velhos vivem ruturas relacionais, tornando fundamental o surgimento de projetos que estimulem o convívio e a união entre pares. O Movimento Sénior de Lousada, criado pela Câmara Municipal, é um desses projetos, envolvendo 17 freguesias. No grupo onde estive, as sessões decorrem duas vezes por semana, reunindo 18 Marias e um José, cuja identidade coletiva está enraizada no mundo rural. Nestes encontros, a música surge como expressão privilegiada: através dela abordam memórias do trabalho no campo, o papel da mulher, a experiência militar ou a honra familiar. As canções revelam apego à terra e necessidades sentidas no presente nesta aldeia que tem quase tudo. Explorámos ainda a música de forma criativa, utilizando o cavaquinho como veículo de histórias cantadas. Revisitámos lugares através do livro da freguesia, em estratégias definidas pelos participantes que reforçaram a identidade e os laços afetivos. A IAP faz-se sentir em todos os poros deste projeto feito por gente que se viu, pela primeira vez, no papel de protagonista. As conversas revelaram-se momentos transformadores, onde o diálogo foi central na transformação de visões marcadas por desigualdades. Assim, o MS revelou-se num verdadeiro espaço de partilha, valorização da memória e afirmação individual e comunitária.
  • Era uma vez, uns ‘quantos-queres’ de tempos livres Projeto de educação e intervenção com crianças em contexto escolar
    Publication . Rocha, Ana Teresa Nunes da; Mendes, Ivaneide
    Viver a infância em plenitude é uma etapa fulcral para o ser humano em desenvolvimento. O primeiro contacto com a educação formal, que ocorre na escola, necessita de, além de dotar a criança de aprendizagens, promover o seu desenvolvimento pessoal, social e comunitário, a par com a família. Isto para que, no futuro, esta consiga ser um/a adulto/a capaz de conter na sua bagagem, para além dos conteúdos escolares, competências socioemocionais que o/a auxiliem do mesmo modo, no seu processo de formação em sociedade. Este Projeto foi desenvolvido no âmbito do Mestrado em Educação e Intervenção Social num Centro Escolar TEIP, de Ensino Pré-Escolar e Ensino Básico. Este foi alinhado, segundo os preceitos da Metodologia da Investigação-Ação Participativa, que a partir das suas técnicas de investigação, possibilitou a análise e a descoberta deste contexto. Durante este processo, acompanhei um projeto que tem vindo a ser desenvolvido pela Educadora Social em colaboração com as crianças desta escola, no âmbito de um processo pedagógico participativo. A valorização demonstrada pelas crianças a este projeto tornou-se a força motriz inicial do nosso projeto. Este, por sua vez, surgiu destas mesmas crianças, porque as suas ideias e preferências acabaram por constituir o principal catalisador da evolução deste trabalho, conduzindo ao desenvolvimento de duas ações: “Somos Todos Únicos!” e “Ser Livre num Tempo Livre.” Estas ações incidiram na organização de atividades de lazer e na promoção das relações interpessoais, integrando estratégias pedagógicas que favorecem a autonomia, a inclusão e a construção de competências sociais.
  • A descoberta de um novo mundo: da alfabetização de pessoas adultas à promoção da cidadania
    Publication . Sousa, Claudia Isabel; Queirós, João Pedro Luís de
    Este projeto foi desenvolvido com um grupo de mulheres que aspira a ler e escrever melhor e a desenvolver as suas competências de literacia. Realizado num contexto educativo de cariz não-formal, e integrado num projeto mais amplo de “alfabetização solidária” e promoção da literacia e de outras competências essenciais, o projeto quis contribuir para apoiar o percurso formativo destas mulheres, num contexto geral em que a educação e formação de adultos parece pouco valorizada, estando arredada das preocupações da agenda política, sobretudo quando o que está em causa é a situação das pessoas que têm menos competências e, consequentemente, estão em maior risco de exclusão social. O projeto em questão focou-se na promoção de competências pessoais, sociais e educativas das participantes. Em termos mais específicos, tratou-se de promover a aprendizagem da leitura e da escrita e ainda de contribuir para o desenvolvimento de outras competências, designadamente de cariz social e relacional. Do ponto de vista metodológico, a inspiração e horizonte de trabalho foi o da investigação-ação participativa, tendo sido privilegiadas «metodologias ativas e estratégias diversificadas, desde trabalho de aprendizagem colaborativa, a atividades práticas e momentos de reflexão crítica em grupo. Do ponto de vista das suas realizações e resultados, o projeto assentou num princípio-base de personalização e individualização do trabalho pedagógico e evidenciou um grau de envolvimento e participação ativa muito considerável, o que permitiu contribuir para a melhoria das competências das participantes, tanto em termos mais estritos (leitura e escrita), com no plano das competências transversais
  • RESIstências: Inverter os desenraizamentos a partir de uma Residência Universitária
    Publication . Couto, Eduardo Gabriel Baptista; Timóteo, Isabel Oliveira
    O presente Projeto em Educação Social foi desenvolvido numa residência universitária pública, situada no centro da cidade do Porto. Este espaço é habitado e vivido por mim próprio, que assumo simultaneamente os papéis de residente e de investigador. Este facto, desafiante e enriquecedor, exigiu uma reflexão e vigilância quanto aos pressupostos e procedimentos, sobre os quais daremos conta ao longo do relatório nos seguintes capítulos. O projeto parte, essencialmente, da real necessidade de contrariar a fragmentação das relações interpessoais e o que se pode considerar por sensação de anonimato, que progressivamente se instalou entre aqueles que residem neste espaço. Este contexto é, ainda, particularmente marcado por processos de gentrificação, neoliberalização das políticas sociais e uma crescente desresponsabilização institucional. Por via de uma abordagem metodológica crítica, sustentada na Investigação-Ação Participativa, e com base nos demais princípios da escuta ativa, da horizontalidade e da coautoria, foram promovidas diversas ações que procuram reforçar e fortalecer os laços comunitários. Urge, também por via do presente projeto, reforçar o sentimento de pertença e ainda a apropriação coletiva dos espaços comuns e comunitários envolventes. O projeto revelou-se, assim, um exercício de resistência simbólica e afetiva, claramente mais centrado nos processos do que nos resultados imediatos, onde a convivência diária ganhou centralidade no presente projeto. Apesar de desafios (como a ausência de envolvimento mais robusto e o ritmo/motivação desigual de participação entre os residentes), o projeto produziu impactos mensuráveis, seja por via da revalorização dos vínculos, pela abertura à discussão coletiva, assim como o desejo de continuidade, ou então, a emergência de propostas concretas de reestruturação de formas de estar e atuar. O projeto afirma-se, assim, como uma prática enraizada, ética e transformadora, que não pretende indicar caminhos pré-feitos a ninguém, mas criar tempo e espaço para que os sujeitos se reconheçam como verdadeiros agentes de mudança.
  • À volta da mesa: Escuta, humor e participação no quotidiano de um Centro de Convívio de pessoas idosas
    Publication . Vieira, Marta Sofia Malheiro; Timóteo, Isabel de Oliveira
    Este relatório apresenta um projeto de intervenção desenvolvido com pessoas idosas num centro de convívio, no âmbito do Mestrado em Educação e Intervenção Social, na especialização em Desenvolvimento Comunitário e Educação de Adultos. A opção pela Investigação-Ação Participativa (IAP) surgiu de forma natural, pois o objetivo era trabalhar com os outros, e não apenas para eles. O ponto de partida foi simples e simbólico, a “mesa do lanche”, lugar onde a escuta se faz gesto, a palavra se torna encontro e o humor abre caminho à confiança. Através de ações como Círculo de Palavras, O Meu Poema, Rir é Coisa Séria e o momento intergeracional Dá-me uma Piada e Dou-te um Aplauso, exploraram-se formas de partilha, criação e riso enquanto instrumentos de cidadania, autoria e inclusão. Os resultados mostraram que pequenas transformações, um riso partilhado, uma decisão cocriada, uma história contada em voz alta, desencadeiam mudanças profundas na dinâmica relacional, reforçam a autoestima e tornam visível a autoria individual e coletiva. O centro de convívio passou a reconhecer, nas rotinas, oportunidades de participação, planeamento conjunto, avaliação no fecho de cada encontro e exposição das criações como “memória visível” do grupo. Conclui-se que a educação social, quando assente na participação, na escuta e no afeto, humaniza instituições e devolve às pessoas o direito de serem ouvidas, reconhecidas e coautoras do seu quotidiano. A “mesa do lanche” revelou-se, assim, mais do que um intervalo, um dispositivo pedagógico de proximidade, onde se aprende a decidir com os outros e a pertencer.
  • Viver e aprender sem manual de instruções – Projeto de intervenção educativa com mulheres em contexto de comunidade de inserção
    Publication . Rajão, Daniela Mateus; Queirós, João Pedro Luís de
    O projeto que este relatório apresenta foi realizado no âmbito do Mestrado em Educação e Intervenção Social da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, na especialização em Desenvolvimento Comunitário e Educação de Adultos, e refere-se a uma intervenção educativa realizada com um grupo de mulheres de uma Comunidade de Inserção Social (CIS). Tendo como base a metodologia de Investigação-Ação Participativa (IAP), o projeto combinou investigação, ação e reflexão crítica, envolvendo as participantes na conceção, desenvolvimento e avaliação das atividades. A intervenção partiu da identificação de necessidades expressas pelo grupo, entre as quais a reconciliação com a aprendizagem após experiências escolares marcadas por insucesso, o reforço da autoestima, o desejo de se sentirem informadas e a procura de maior autonomia pessoal e social. Mais do que aplicar um plano predefinido, o projeto quis criar um espaço de diálogo e valorização de saberes, onde cada mulher pudesse experimentar novas formas de expressão e redescobrir o prazer de aprender. Foram promovidas “oficinas educativas”, semanalmente, que abordaram temas ligados à cidadania, com foco na promoção da literacia e das competências sociais e interpessoais, integrando também momentos de expressão criativa, escrita reflexiva e discussão sobre temas do quotidiano. A flexibilidade foi o princípio orientador, permitindo adaptar as dinâmicas aos ritmos do grupo, às condições logísticas e às necessidades emocionais que iam emergindo. Os resultados observados revelaram mudanças graduais, mas significativas: maior confiança e coesão entre as participantes, fortalecimento da autoestima, reconhecimento das aprendizagens de vida e desenvolvimento de competências pessoais e sociais.
  • Um presente do futuro: memória, associativismo e participação. Projeto de educação comunitária com crianças portuenses
    Publication . Castro, Sara Jorge Lima de; Queirós, João Pedro Luís de
    O Projeto “Um Presente do Futuro: memória, associativismo e participação” foi desenvolvido numa associação, a Associação de Promoção Social da População do Bairro do Aleixo (APSPBA), e contou com a participação das crianças do Jardim de Infância e do Centro de Atividades de Tempos Livres, bem como da equipa técnica. O presente projeto teve como finalidade a promoção do desenvolvimento pleno das crianças, através da participação e relação num contexto sentido como seu e capaz de gerar identidade e memória. Na procura de alcançar esta finalidade, foram desenhados dois objetivos gerais: 1) promover espaços dialógicos e de participação ativa na vida associativa e na construção da memória coletiva da APSPBA; e 2) promover o desenvolvimento de competências socioemocionais e relacionais das crianças. Para alcançar os objetivos gerais supramencionados, foram desenvolvidas duas grandes linhas de ação: uma que designámos como “Aleixo eu não deixo”, que procurou promover a participação das crianças e a construção de uma cidadania ativa na vida associativa; e outra a que chamámos “Tagarelar para Transformar”, com o intuito de utilizar o diálogo e a relação como ferramentas para o desenvolvimento de competências socioemocionais e transversais. O desenvolvimento destas ações tornou possível a concretização de avanços significativos na participação das crianças, na criação e ressignificação de laços com a Associação, no desenvolvimento de competências e na promoção de um sentido de pertença e identidade. O projeto alicerçou-se na metodologia da Investigação-Ação Participativa, numa perspetiva colaborativa e participativa-participada, utilizando o diálogo, a escuta, a partilha e as emoções para a coconstrução do projeto.
  • À mesa... Investigação e ação reflexiva junto de uma família afegã
    Publication . Melo, Raquel de Castro Lopes Casal e; Monteiro, Hugo
    O fenómeno da migração é marcado por conflitos e violência, levando pessoas a sair do seu país em busca de uma nova morada que lhes permita uma vida mais digna. A complexidade desse processo desafia conceitos previamente estabelecidos, exigindo uma compreensão mais abrangente. Apesar das mudanças e evoluções em Portugal nos últimos anos, o país enfrenta desafios na experiência de acolhimento O projeto “À mesa” surge com a intenção de refletir sobre a experiência de acolhimento e integração em Portugal junto de uma família afegã e a equipa técnica responsável pelo seu acolhimento através de um programa de reinstalação. Construído a partir de relações de proximidade desenvolvidas, pelo meio de aromas e pratos que fomos experimentando, mas também pela escuta ativa da realidade vivida. Orientado por uma metodologia de Investigação-Ação Participativa desenvolveram-se ações a partir da interação e participação ativa de uma família composta por dez elementos e três profissionais. A primeira parte consistiu num trabalho de análise de entrevistas semiestruturadas realizadas a cinco entidades de acolhimento. Além disso, o projeto orienta-se principalmente, do ponto de vista metodológico pelo trabalho de campo pautado pela observação participante nas intervenções semanais da equipa. Os objetivos gerais foram pensados de forma a melhorar a experiência de integração e acolhimento desta família, mas também fomentar uma reflexão construtiva junto da equipa responsável.
  • Além do palco: Um/a norte/ada de inclusão e resistência - Um projeto de Intervenção e inclusão de adultos institucionalizados
    Publication . Machado, Casimiro Aires Ferreira; Mendes, Ivaneide
    O projeto “Além do Palco: Um/a Norte/ada) de Inclusão e Resistência” procurou promover a inclusão social e a reintegração comunitária através do teatro. Utilizando atividades teatrais como improvisações e jogos de representação, o projeto estimulou a expressão emocional e a exploração da identidade, fortalecendo competências interpessoais e sociais essenciais para relações saudáveis. Através da arte, os participantes desenvolveram resiliência e aprenderam a enfrentar os desafios do dia-a-dia de forma mais positiva. O envolvimento em atividades criativas e colaborativas favoreceu o desenvolvimento de competências sociais e emocionais, o projeto desenvolveu a consciência socialmente orientada da comunidade, aumentando a sensibilização para problemas críticos como o abuso de drogas e a dependência de substâncias psicoativas, as práticas criminosas e violentas, a privação de filiação social, o jogo compulsivo e a prostituição, a desigualdade de género e a exclusão social de uma pessoa em situação de sem-abrigo ou que vive na rua e com deficiência. O projeto também procurou promover a ação coletiva da comunidade contra estas questões para alcançar a justiça social e incentivou a participação ativa em ações comunitárias, como voluntariado e atividades de direitos humanos, promovendo o desenvolvimento pessoal e social. Ao oferecer um espaço seguro e inclusivo, permitiu que os participantes se expressem livremente, recuperassem a dignidade e se reconectassem com a sociedade. Tornam-se protagonistas das suas próprias histórias, reavendo o controle sobre suas vidas e construindo um futuro com mais autonomia e sentido
  • Universidade Popular do Porto - Entre lutas e resistências pela democracia
    Publication . Rocha, Cátia Sofia Ferreira da; Monteiro, Hugo; Antunes, Maria João
    O presente relatório espelha a experiência de co-construção do desenho e desenvolvimento do projeto realizado no âmbito do mestrado, em Educação e Intervenção Social, na especialização de Desenvolvimento Comunitário e Educação de Adultos. O projeto desenvolvido na Universidade Popular do Porto (UPP), adotou a metodologia da Investigação-ação participativa. A UPP, associação cultural que atua no âmbito da educação de adultos é uma associação fundada e movida pelos ideais da Revolução do 25 de abril, e é espaço de ação militante e de intervenção comunitária. O projeto "Universidade Popular do Porto - Entre lutas e resistências pela democracia" foi possível graças à co-identificação de desafios, necessidades, recursos e potencialidades. A metodologia adotada envolveu a observação participante da dinâmica associativa e a escuta ativa das perceções dos vários participantes do contexto. Os principais objetivos do projeto centraram-se na potencialização da participação e comunicação entre os atores sociais, procurando contribuir para a concretização de espaços de autoavaliação pela associação. Consequentemente, o projeto proporcionou um percurso que, de forma gradual, fomentou a reflexão da associação sobre a sua missão e sobre si mesma, promovendo assim um recentramento nas prioridades da sua ação e incentivando a participação ativa dos membros nas dinâmicas associativas.