ESS - CSH - Comunicações em eventos científicos
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- Transformar o jogo de azar online com tecnologias profundas: A perspetiva dos jogadoresPublication . Barroso, Beatriz C. R.; Cardoso, Leonor G.; Gomes, Bruno; Rocha, Carla; Morgado, Pedro; Marques, António; Queirós, Ricardo; Dores, Artemisa R.; Dores, ArtemisaAs tecnologias profundas são cada vez mais utilizadas para dar resposta a problemas de saúde pública. No contexto do jogo de azar online, estas tecnologias têm contribuído para personalizar as experiências dos utilizadores ao tornar os jogos mais interessantes e estimulantes. O aprimoramento constante da qualidade do jogo parece favorecer o desenvolvimento de comportamentos adictivos relacionados com o jogo. Este estudo insere-se num projeto mais abrangente que visa compreender se e como as tecnologias profundas podem promover práticas de jogo mais seguras e éticas, enquanto preservam o envolvimento. Para tal, pretende-se desenvolver um protocolo de entrevista a jogadores de jogos de azar online. Numa equipa multidisciplinar, criou-se o protocolo de uma entrevista semiestruturada para jogadores desta modalidade de jogo, independentemente do seu nível de risco ou dependência. O protocolo foi sujeito a uma administração piloto, seguida de reflexão falada. O protocolo é constituído por oito questões, organizadas em cinco categorias, que incluem: 1) experiência do jogador com os jogos e as tecnologias neles integradas; 2) envolvimento e riscos no jogo online; 3) medidas de prevenção e intervenção que podem ser incluídas na experiência de jogo; 4) ética e privacidade de dados dos jogadores; e 5) regulamentação e políticas. Análises preliminares das entrevistas piloto demonstraram a adequabilidade do protocolo, ademais os participantes demonstraram dificuldade com conceitos novos e tecnológicos (e.g., tecnologias profundas) que foram modificados e esclarecidos posteriormente. Emergiram como categorias preliminares de fatores críticos para a criação de um ambiente de jogo mais seguro e responsável, através da análise indutiva: ferramentas de autorregulação (e.g., autoexclusão, imposição de limites) e alertas personalizados para a monitorização do jogo e do comportamento do jogador (e.g., número de perdas e ganhos); medidas de apoio à saúde mental; preocupações com a privacidade dos dados e sensibilidade ao contexto social (e.g., regulamentação da publicidade ao jogo). Este protocolo será fundamental à realização de entrevistas a jogadores de jogos de azar online, que como parte de uma metodologia participativa, irá contribuir para o desenvolvimento de futuras políticas públicas e inovações tecnológicas que visem promover a saúde digital, principalmente no jogo online.
- Validação do Appearance Anxiety InventoryPublication . Dores, Artemisa R.; Freitas, Maria João; Podlipskytė, Aurelija; Burkauskas, Julius; force, Keep Fit Task; Corazza, Ornella; Dores, ArtemisaNo mundo BANI, emergem desafios globais que parecem afetar de forma particular a saúde mental dos adolescentes, nomeadamente pelos sentimentos de solidão que provocam. Neste sentido, os jovens recorrem às ferramentas digitais para satisfazer a necessidade de estar com os outros e como atividade recreativa. A utilização excessiva da internet é uma preocupação crescente, designadamente a utilização de redes sociais, onde ocorre exposição a padrões de beleza inatingíveis. Esta exposição pode exacerbar a insatisfação com a imagem corporal, contribuindo para a ansiedade de aparência ou o aparecimento de perturbações, como a perturbação dismórfica corporal. Este estudo visa validar o Appearance Anxiety Inventory (AAI) numa amostra representativa da população portuguesa. Este questionário avalia tanto dimensões cognitivas, como comportamentos de evitamento e estratégias de segurança associados à imagem corporal, sendo uma ferramenta útil na identificação de perturbações relacionadas com este domínio. O presente estudo (N = 171) recolheu uma amostra de jovens portugueses (M = 34.12, DP = 10.27), com idades compreendidas entre 18 e 59 anos. A validação da escala foi realizada através de uma análise fatorial confirmatória, embora não consistente com a configuração original, demonstrando resultados promissores, tanto a um fator como a dois. A escala apresentou uma boa consistência interna na escala geral (ω = .874) e na bifatorial (ω = .858, .860, respetivamente). Os resultados realçam ainda que as mulheres e os mais jovens apresentam valores mais elevados de ansiedade de aparência. A versão portuguesa do questionário AAI revelou propriedades psicométricas robustas para apoiar a sua utilização na população portuguesa, constituindo assim uma ferramenta válida para avaliar o impacto da exposição a imagens idealizadas online. Representa, ainda, um contributo relevante para a investigação e a prática clínica, permitindo uma avaliação mais precisa e o desenvolvimento de intervenções mais eficazes neste domínio.
- Formar profissionais de saúde de excelência: A importância da comunicação clínicaPublication . Dores, Artemisa; Ramião, Eduarda; Freitas, Maria João; Peixoto, Miguel; Cardoso, Joana; Sousa, Zita; Dores, Artemisa; de Faria Távora Moreira Peixoto, MiguelA comunicação clínica é fundamental para garantir um cuidado centrado no paciente, promovendo melhores resultados em saúde, fortalecendo a relação terapêutica e apoiando a tomada de decisões informadas. Este trabalho tem como objetivo apresentar as práticas pedagógicas adotadas nas unidades curriculares de Psicologia da Comunicação, da responsabilidade da Área Técnico-Científica de Ciências Sociais e Humanas, lecionadas a diferentes cursos técnicos superiores profissionais e a licenciaturas de tecnologias da saúde, na Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto. São abordadas temáticas como: comunicação verbal e não-verbal, estilos de comunicação, resolução de conflitos, trabalho em equipa, comunicação em exames complementares de diagnóstico, atitudes comunicacionais, microcompetências e lidar com emoções fortes. A investigação na área e a reflexão crítica em torno da prática, com estudantes e docentes, suportada na atualização constante, suportam os métodos e técnicas pedagógicas adotadas, como as dinâmicas de grupo, o role-play e a simulação em vídeo. As práticas adotadas, com uma forte integração teórico-prática, potenciam o desenvolvimento de competências (conhecimentos, habilidades e atitudes) de comunicação clínica, fundamentais ao exercício profissional na área da saúde. Esta área enfrenta desafios novos e crescentes, como o acelerado desenvolvimento tecnológico e digital. Importa preparar os futuros profissionais de saúde para conciliarem tecnologia e relação, como dimensões indissociáveis da prestação de serviços de saúde de qualidade no séc. XXI.
- Clinical presentation competencies: A systematic literature reviewPublication . Dores, Artemisa; Freitas, Maria João; Ramião, Eduarda; Dores, ArtemisaClinical communication skills are essential for building trust between healthcare professionals and patients. Clear and empathetic communication fosters shared decision-making, enhances therapeutic adherence, and improves outcomes. This is particularly significant for professionals such as physicians, nurses, and allied health professionals (e.g., physiotherapists), who work closely with individuals requiring personalized feedback and interaction. This systematic review followed PRISMA guidelines to expand the existing knowledge and aimed to answer the question: What is the importance of clinical communication in healthcare interventions? Academic databases (EBSCO, Scopus, Web of Science, and PubMed) were searched for peerreviewed articles published within the last decade, examining the role and components of clinical communication in healthcare interventions. Studies included diagnoses, as mental and neurocognitive conditions, and COVID-related care, while excluding those focused on physical illnesses, pharmacology, or interventions targeting only patients’ empathy/cognition. Forty-two studies were qualitatively analyzed and grouped by communication strategies, settings, populations, and key competencies. The findings underscore empathy as a core competency, consistently linked to enhanced professional effectiveness and stronger therapeutic relationships. Several studies emphasized how patient-centred communication improved satisfaction, adherence to treatment, and collaboration. Additionally, integrating emerging technologies, such as telehealth platforms and digital communication tools, was identified as a growing area of interest, bringing both new opportunities and challenges to clinical practice. Based on the findings, we recommend that communication training be embedded in healthcare curricula through simulations, reflective practice, and interdisciplinary education. Preparing future professionals in this field is crucial to ensuring quality clinical care.
- A practical case of mentoring in higher education at a health schoolPublication . Saúde, Miguel; Ferraz, Ricardo; Silva, Vítor; Barreto, João; Portugal, Paula; Santos, Joana; Vieira, Mónica; Vieira, Mónica; Santos, Joana; Barreto, João Francisco; Simões-Silva, VitorThe rapid advancement of Generative Artificial Intelligence (AI) tools is reshaping higher education, particularly in creative fields such as design, multimedia, and audiovisuals. Students increasingly seek faster solutions for academic challenges, often relying on AI-generated content rather than engaging in research, critical analysis, and validation through credible sources or instructors. This tendency weakens the "thinking vs. creating" stage of the design methodology, a fundamental cognitive process that requires deep concentration, research, and creative reasoning to materialize ideas effectively. The proposed design methodology consists of four stages: (1) Briefing—problem definition, (2) Thinking vs. Creating—ideation, (3) Materialization—execution based on Lupton’s (2016) Design Thinking principles, and (4) Solution—evaluating originality, relevance, and creativity. In practical-laboratory classroom settings, students engage in manual techniques such as mind maps and moodboards (A2 format). Initially, they hesitate to move away from digital tools but later recognize the cognitive and creative benefits of these techniques. This process reinforces the understanding that strong ideas require effort rather than instant AI-generated solutions. A survey had a total of 256 answers of students in Communication Design, Multimedia, and Audiovisuals, revealed that 64.8% use ChatGPT, 28.9% Capcut, 19.5% Copilot, 13.3% Adobe Firefly, 11.7% DALL·E, and other AI tools. However, only 41.4% critically reflect on AI-generated content, 17.6% validate it with teachers, and 14.5% verify information through online sources. This study concludes that while AI accelerates and optimizes aspects of the creative process, human cognitive engagement remains essential. The integration of AI in co-creation processes, particularly at the "thinking vs. creating" stage, enhances skill development when used as a complementary tool rather than a replacement for critical and creative thinking.
- “I Read”: reading and writing skills promotion softwarePublication . Sucena, Ana; Marques, Cátia; Silva, Ana Filipa; Ramalho, Ana; Machado, Ana Rita; Santos, Ana Raquel; Santos, Cláudia; Garrido, Cristina; Freitas, Helena; Santos, Inês; Rangel, Isabel; Mata, Maria José; Sucena, AnaPersistent difficulties in reading and writing learning are a risk factor for motivation in school and for children's schools learning. In this way, ludic instruments have been developed to face these difficulties. "I read" is a software that seeks through a systematic training and with different games, to develop and train reading and writing skills in a playful and complementary way. It should be used with children who are at the beginning of their school journey and who show difficulties in reading and / or writing or who have special educational needs. This article presents the goals and the structure of this software, as well as results of its use by 244 children between 5 and 7 years old. The results indicate that 58.2% completed the stage dedicated to the study of simple consonants (alphabetical decoding), 41.8% were able to reach the last stage of the game, dedicated to the study of the combined consonants (orthographic decoding), of these 15.2% finished the game. It is concluded that early qualified, continuous and systematic training seems to have an effect on reducing the difficulties of reading and writing.
- A comunicação em saúde como competência transversal: uma exigência do séc. XXIPublication . Dores, Artemisa Rocha; Sousa, Zita; Barreto, João Francisco; Magalhães, Andreia; Martins, C.; Salgado, Ana IsabelO modelo biopsicossocial implica uma conceção de saúde que redefine o papel dos profissionais de saúde e dos utentes/doentes, requerendo por parte dos profissionais também um conjunto de competências designadas por transversais. De entre essas competências destacamos a comunicação em saúde, pela evidência hoje disponível acerca da sua importância na adesão terapêutica, na adaptação à doença crónica, no controlo da dor ou mesmo na confiança no profissional de saúde.
- Da planificação à ação: uma experiência de sucesso no Mestrado de Higiene e SegurançaPublication . Dores, Artemisa Rocha; Fernandes, J.; Cavadas, I.; Filipe, J.; Santos, J.; Nunes, M.A unidade curricular de Educação e Gestão da Formação decorre no âmbito do 1º ano do mestrado de Educação e Gestão da Formação, da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto – P.PORTO. Alguns dos seus objetivos são: relacionar a saúde com diferentes contextos de desenvolvimento; refletir acerca da importância da educação em saúde, segurança e ambiente (ESSA); identificar eixos de atuação prioritária em matéria da educação para a segurança, demonstrar conhecimentos nas áreas de desenho/ implementação/avaliação de projetos de ESSA; desenvolver ações de formação/sensibilização nas áreas e aplicar competências pedagógicas.
- Comunicação em saúde: O desafio de novos públicos em formatos inovadoresPublication . Dores, Artemisa Rocha; Salgado, Ana; Villhena, Jéssica; Teixeira, Catarina; Oliveira, Telma; Silva, ReginaO desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação e a sua democratização trouxeram novos desafios aos profissionais da ciência e da saúde, nomeadamente desenvolver um processo de produção de ciência participativo e próximo da sociedade. No domínio da comunicação, o desafio deixou de ser o de partilhar a informação científica unicamente com os pares, para implicar a transmissão de informação a públicos diversos, em formatos inovadores e o de ouvir esses públicos ao longo do processo de construção de conhecimento. No entanto, comunicar sobre temas de saúde, conciliando qualidade e rigor científico, com simplicidade e atratividade, é uma tarefa que requer competências específicas. A unidade curricular (UC) de “Comunicação em Saúde”, do 1º ano, do Mestrado em Técnicas Laboratoriais em Biopatologia, tem como objetivo o desenvolvimento de competências de comunicação de ciência e de promoção de literacia em saúde através da produção de conteúdos digitais e interativos, fichas informativas e outro material didático a ser disponibilizados em plataformas,repositórios digitais abertos, construídos para o efeito, ou apresentados sob a forma de ações de formação e de sensibilização, em formatos presencial ou a distância, como forma de chegar a novos e diversificados públicos-alvo com estratégias personalizadas. A avaliação desta UC tem dois elementos de avaliação: (1) o desenvolvimento de um projeto digital de promoção de literacia em saúde e/ou de comunicação de ciência; (2) a apresentação oral do projeto. O binómio ciência-tecnologia requer uma atualização dos conteúdos nos curricula e novos métodos de ensinoaprendizagem para capacitar os futuros profissionais de saúde, investigadores e cidadãos participativos, para esta nova exigência, aproximando a ciência e o conhecimento da sociedade. É essa experiência pedagógica, com resultados positivos, que aqui se reflete e as aprendizagens daí resultantes.
- Ecrã, ecrã meu, existe alguém mais belo do que eu? Perturbações relacionadas com a imagem corporal durante o período de confinamento obrigatório devido à COVID-19Publication . Dores, Artemisa Rocha; Beretta, VivianeA pandemia de COVID-19 originou medidas sem precedentes que condicionaram o estilo de vida das pessoas. Pouco se sabe sobre o impacto de tais medidas, em fenómenos crescentes associados à obtenção da aparência perfeita. O objetivo deste trabalho foi estudar a Adição ao Exercício Físico, a Ansiedade de Aparência, e a utilização de Produtos para Melhoria da Imagem e do Desempenho (PMID). Ainda, identificar diferenças entre utilizadores e não utilizadores de PMID e entre géneros nas variáveis em análise. Integraram o estudo 283 participantes, dos quais 75,7% mulheres (n = 206), com média de idade de 34,4 (DP = 34). Os participantes responderam a um inquérito online, constituído por perguntas sobre a utilização de PMID, e pelos Inventário de Adição ao Exercício, Inventário de Ansiedade de Aparência (IAA) e Escala de Dependência das Redes Sociais de Bergen. Os resultados mostraram percentagens elevadas de risco de dependência de exercício (1,5%), consumo de PMID (32,6%) e de ansiedade de aparência (19,1%). A utilização das redes sociais aumentou durante este período. Foram encontradas diferenças associadas ao consumo de PMID e ao género na maioria das variáveis analisadas. Este estudo, que integra um projeto multicêntrico, ajuda a melhor compreender esta realidade em Portugal durante o confinamento, permitindo o desenvolvimento de intervenções mais adequadas e de medidas preventivas.
