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ESTG - DM - Gestão e Internacionalização de Empresas

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  • Exploring the Reciprocal Relationship between Quality of Life and the Degree of Internationalization in the Portuguese Economy
    Publication . Brás, Rita Gaspar; Silva, Carina Cristiana Ribeiro da; Mendes, Telma Idalina Leite
    The intensification of globalization has brought the internationalization of economies to the forefront of both academic and policy agendas, particularly with regard to its implications for sustainable development and social well-being. While traditionally assessed through economic indicators, the phenomenon of internationalization increasingly requires a multidimensional perspective that incorporates its intersection with key social domains, including health, education, labor markets, and institutional cohesion. Based on the Resource-Based View (RBV) and Institutional Theory, this dissertation aims to contribute to this broader analytical framework by exploring the bidirectional relationship between internationalization and quality of life at the macro-level, focusing specifically on the Portuguese economy. The research is structured around two distinct, yet complementary, empirical studies. The first adopts a cross-sectional design using annual data spanning from 2005 to 2022. Employing multiple linear regression models, this study assesses the influence of the degree of economic openness on quality of life, and vice-versa, through two separate models. The findings do not provide statistical support for a direct relationship between internationalization and quality of life, nor in the opposite direction. Nevertheless, the analysis identifies the significant roles of key structural variables, such as average life expectancy, Gross Domestic Product (GDP) per capita, and the unemployment rate, which exhibit a more decisive impact on both internalization and quality of life.
  • O papel das práticas de Responsabilidade Social Corporativa (RSC) na internacionalização de startups incubadas
    Publication . Teixeira, Patrícia Alexandra Lemos; Borges, Ana Isabel Coelho; Pereira, Olga Filipa de Andrade Brites
    A Responsabilidade Social Corporativa (RSC) tem surgido como uma estratégia fundamental para que as startups aumentem a sua competitividade e se adaptem com mais facilidade aos desafios que a internacionalização traz. Este trabalho pretende estudar de que forma as práticas de RSC adotadas por startups incubadas se relacionam com a sua predisposição para a internacionalização, considerando o papel do apoio das incubadoras e do capital humano. Para tal, recorre-se a uma abordagem metodológica mista, que inclui primeiro um estudo bibliométrico e, em seguida um estudo empírico, que combina entrevistas qualitativas com a aplicação de um questionário. A partir da análise bibliométrica que considerou artigos científicos que analisam a RSC de várias perspetivas, foram identificadas medidas de RSC e as suas dimensões fundamentais para avaliar a perceção sobre essas práticas, e ainda, como as mesmas afetam a legitimidade empresarial, a confiança e a imagem corporativa. Com este primeiro estudo observa-se que a RSC é estrategicamente relevante, estando associada à sustentabilidade e ao contexto da internacionalização das startups. Aspetos como transparência, integridade ética e implementação de práticas sociais e ambientais responsáveis, foram reconhecidos como fundamentais para criar vínculos de confiança com stakeholders, desenvolver uma reputação forte e conseguir investidores e parcerias. Foram realizadas entrevistas durante o estudo empírico, com representantes de startups incubadas no Instituto Empresarial do Tâmega e recolheram-se informações sobre as práticas de RSC, de três dimensões principais: práticas de RSC adotadas, apoio recebido da incubadora e relação da RSC com a internacionalização. Estas empresas implementam práticas éticas, sociais e ambientais de maneira voluntária, influenciadas pelos princípios pessoais dos fundadores Adicionalmente, através da construção do questionário com escalas validadas, provenientes da revisão de literatura pretendeu-se aprofundar o objetivo da investigação. Os dados quantitativos revelaram que, apesar da relação entre RSC e internacionalização não ser estatisticamente significativa, há uma tendência positiva que reforça a importância teórica dessa conexão. Constatou-se também que o suporte das incubadoras auxilia na promoção de comportamentos responsáveis, mesmo não sendo um mediador direto dessa interação, e que o capital humano se revela como um elemento crucial para a predisposição internacional das startups.
  • O papel da cultura nacional no processo de internacionalização de empresas ambientalmente sustentáveis
    Publication . Ramos, Daniela Barbosa; Silva, Carina Cristiana Ribeiro da; Mendes, Telma Idalina Leite
    A crescente pressão por modelos de negócios sustentáveis, bem como a procura pela diferenciação competitiva nos mercados internacionais, tem levado as empresas a adotar práticas de economia circular (EC). A EC, além de proporcionar benefícios ambientais, oferece também vantagens estratégicas, especialmente no contexto da internacionalização. No entanto, a influência dessas práticas na rapidez com que uma empresa entra pela primeira vez nos mercados internacionais (precocidade de internacionalização), permanece um tema pouco explorado. De igual modo, a cultura nacional dos mercados de destino pode desempenhar um papel determinante nesta relação. Sendo assim, o principal objetivo deste estudo consiste em analisar o papel moderador da cultura nacional do primeiro mercado internacional na relação entre a adoção de práticas de EC e a precocidade de internacionalização. Para esse efeito, recorreu-se a uma metodologia de natureza quantitativa, baseada na aplicação de um questionário a 74 gestores de pequenas e médias empresas (PME) portuguesas, complementado com dados secundários provenientes do Sistema de Análise de Balanços Ibéricos (SABI) e da base de dados de Geert Hofstede. Os dados recolhidos foram tratados através de Análise Fatorial Exploratória (AFE) e da Análise de Equações Estruturais (AEE) com recurso ao software SmartPLS. Os resultados indicam que a adoção de práticas de EC exerce um efeito positivo na precocidade de internacionalização e que esta relação tende a ser mais forte quando a primeira internacionalização ocorre em mercados caracterizados por baixa aversão à incerteza, predominância de valores masculinos e menor grau de individualismo. Sendo assim, é possível concluir que as dimensões culturais do mercado de destino condicionam o sucesso da internacionalização precoce e que a economia circular pode funcionar como um recurso estratégico diferenciador para as PME, pelo que os gestores devem procurar alinhar as suas práticas de EC com os contextos culturais dos países de entrada.
  • Perceção dos colaboradores em RSC: Práticas e Estratégias internas em prol da igualdade de género
    Publication . Gomes , Cláudia Filipa Ribeiro; Silva, Carina Cristiana Ribeiro da; Ferreira, Marisa Roriz
    Nos últimos anos, a Responsabilidade Social Corporativa (RSC) tem assumido um papel central na promoção de ambientes de trabalho mais responsáveis, éticos e inclusivos, destacando-se a sua relevância para as atitudes e comportamentos dos colaboradores. Apesar da existência de estudos que evidenciam a relação entre a perceção das práticas de RSC e variáveis como a satisfação, o bem-estar e o comprometimento organizacional, permanece limitada a investigação que analise o papel específico das práticas de Responsabilidade Social de Género (RSG) enquanto variável moderadora dessas relações. Neste contexto, o objetivo do presente estudo é analisar a relação entre a perceção das práticas de RSC e a satisfação, o bem-estar e o comprometimento organizacional dos colaboradores, bem como examinar o papel moderador da perceção das práticas de RSG nessas relações. Para alcançar este objetivo, foi adotada uma metodologia de natureza quantitativa, recorrendo à modelação de equações estruturais com mínimos quadrados parciais (PLS-SEM). A recolha de dados foi realizada através de um questionário online aplicado a colaboradores portugueses de uma multinacional do setor mobiliário. A amostra é composta por 86 participantes, cujas perceções relativamente às práticas de RSC e RSG da organização foram analisadas em relação aos seus níveis de satisfação, bem-estar e comprometimento organizacional. Os resultados obtidos indicam que perceções mais positivas das práticas de RSC estão significativamente associadas a níveis mais elevados de satisfação no trabalho, bem-estar e comprometimento organizacional. No entanto, a perceção das práticas de RSG, enquanto variável moderadora, apresenta efeitos limitados nas relações analisadas. Estes resultados contribuem para a compreensão do impacto das práticas internas de RSC nas atitudes dos colaboradores e oferecem implicações relevantes para a gestão organizacional, nomeadamente no desenho e implementação de estratégias de responsabilidade social e igualdade de género.
  • Distribuição Geográfica do Conhecimento Europeu com base nos Indicadores do Regional Innovation Scoreboard
    Publication . Alves, Ana Margarida Pereira; Correia, Aldina Isabel de Azevedo; Mendes, Telma Idalina Leite
    A Estratégia de Especialização Inteligente (S3) destaca-se como um modelo central de desenvolvimento regional na União Europeia (UE), devido à sua abordagem orientada para a inovação e transformação económica. Este modelo promove a integração entre ensino, indústria e governo, reforçando as bases de conhecimento e os Sistemas Regionais de Inovação (SRI) como pilares para fomentar a competitividade, a sustentabilidade e a redução das desigualdades regionais. No contexto europeu, a S3 assume particular relevância para regiões menos desenvolvidas, onde os desafios estruturais dificultam a integração em redes globais de inovação. O principal objetivo deste estudo consiste em analisar a distribuição geográfica do conhecimento nas regiões europeias nos anos de 2016, 2017, 2019, 2021 e 2023, procurando compreender de que forma os indicadores do Regional Innovation Scoreboard (RIS) refletem o desempenho inovador dessas regiões e como este evolui ao longo do tempo. Para tal, recorreu-se a uma metodologia quantitativa operacionalizada através de duas técnicas estatísticas – Análise Fatorial e Análise de Clusters – que permitiram identificar as dimensões subjacentes ao desempenho regional em inovação e agrupar as regiões com base em perfis semelhantes, possibilitando uma interpretação transversal e comparativa das dinâmicas territoriais de inovação na Europa. Os resultados demonstram que a estrutura de correlação entre os indicadores do RIS associados ao conhecimento revela-se concetualmente estável ao longo do tempo, refletindo três dimensões consistentes: inovação e output do conhecimento, conhecimento científico, e educação e competências técnicas. A análise de clusters evidencia uma reconfiguração dinâmica das regiões, indicando variações significativas no desempenho relativo ao longo dos períodos pré-pandemia (2016-2017), pandemia (2019-2021) e pós-pandemia (2023). Os resultados confirmam a heterogeneidade dos sistemas regionais de conhecimento e de inovação e reforçam a importância de abordagens temporais segmentadas para compreender os impactos diferenciados da pandemia. As conclusões sustentam a relevância de políticas de inovação territorialmente ajustadas, alinhadas com os princípios da especialização inteligente e com os pressupostos do modelo da Quadruple Helix.
  • O papel dos laços fortes e fracos no processo de internacionalização das empresas familiares
    Publication . Gomes, Ana Helena Macedo; Mendes, Telma Idalina Leite; Braga, Vítor Lélio da Silva
    A internacionalização das empresas familiares tem vindo a ganhar destaque na literatura, sobretudo em virtude dos desafios específicos que estas organizações enfrentam no acesso e consolidação em mercados externos. A proximidade relacional, a aversão ao risco e a preservação da riqueza socio-emocional (SEW) condicionam as suas decisões estratégicas, nomeadamente no que diz respeito à expansão internacional. Neste contexto, a capacidade de gestão ambidestra – a aptidão para equilibrar simultaneamente atividades de exploração (exploration) e de eficiência (exploitation) – assume particular relevância, ao permitir que estas empresas conciliem inovação com estabilidade. Da mesma forma, as redes sociais desempenham um papel determinante, sendo os laços fortes e fracos elementos-chave no acesso a recursos, informação e oportunidades. Sendo assim, este estudo tem como objetivo analisar a influência dos laços fortes e fracos no processo de internacionalização das empresas familiares portuguesas. Simultaneamente, procurase avaliar o papel moderador da ambidestria organizacional, entendida como a capacidade de integrar de forma equilibrada práticas de exploration e exploitation, potenciando uma abordagem estratégica mais flexível e adaptativa no contexto internacional. Recorreu-se a uma metodologia de natureza quantitativa, com base numa amostra inicial de 639 empresas identificadas a partir do Sistema de Análise de Balanços Ibéricos (SABI). A recolha de dados foi realizada através da aplicação de um inquérito por questionário, tendo sido obtidas 101 respostas, das quais 69 foram consideradas válidas para análise. Os dados recolhidos foram tratados através de Análise Fatorial Exploratória (AFE) e da Análise de Equações Estruturais (AEE) com recurso ao software SmartPLS. Os resultados indicam que tanto os laços fortes como os laços fracos influenciam positivamente a internacionalização das empresas familiares, embora com magnitudes distintas. Os laços fracos revelaram-se particularmente relevantes pelo acesso que proporcionam a informação nova e não redundante, bem como a oportunidades externas, enquanto os laços fortes contribuem através da criação de confiança, estabilidade e suporte relacional. Para além disso, verificou-se que a ambidestria organizacional reforça esses efeitos, funcionando como uma alavanca estratégica que permite às empresas familiares capitalizar eficazmente os seus recursos relacionais em contextos internacionais de maior complexidade e incerteza. Este trabalho contribui para o avanço teórico no domínio da teoria das redes e do capital social, ao integrar a variável moderadora da ambidestria organizacional no estudo da internacionalização das empresas familiares. Do ponto de vista prático, oferece implicações relevantes para os gestores de pequenas e médias empresas (PME) familiares, sublinhando a importância de desenvolver competências ambidestras e de investir estrategicamente em redes sociais diversificadas. Por fim, propõe recomendações para políticas públicas orientadas para a capacitação estratégica e relacional deste tipo de empresas, promovendo a sua competitividade e sobrevivência nos mercados internacionais.
  • Salário emocional, competências morais dos colaboradores e transcendência no trabalho como impulsionadores para a gestão da felicidade no setor da saúde
    Publication . Pereira, Lucília Maria Soares; Mendes, Telma Idalina Leite
    Nas últimas décadas, a felicidade no trabalho tem-se afirmado como um construto de crescente interesse na literatura em gestão de recursos humanos (RH) e comportamento organizacional, particularmente em contextos profissionais que exigem elevados padrões éticos e emocionais, como o setor da saúde (Diener et al., 2020; Warr, 2017). Este conceito transcende a mera satisfação com tarefas ou a ausência de mal-estar, abrangendo dimensões emocionais, cognitivas e existenciais que refletem o alinhamento entre bem-estar individual, realização profissional e sentido de propósito. Neste sentido, fatores como as competências morais dos profissionais, a valorização de práticas de salário emocional e a experiência de transcendência no trabalho surgem como elementos determinantes para a promoção do bemestar laboral, contribuindo simultaneamente para a criação de organizações mais produtivas, éticas e resilientes (Bakker & Demerouti, 2017; Cropanzano & Wright, 2016; Ravina-Ripoll et al.., 2024; Valentim et al., 2025). O objetivo geral da presente dissertação consiste em analisar como as competências morais dos profissionais de saúde influenciam a sua felicidade no trabalho, considerando o papel mediador do salário emocional e o efeito moderador da transcendência no trabalho. A partir deste objetivo, foram definidos dois objetivos específicos, refletidos nos estudos desenvolvidos: (1) realizar uma análise bibliométrica sobre o tema, identificando tendências e lacunas na investigação sobre felicidade no trabalho, salário emocional, competências morais e transcendência no setor da saúde; (2) desenvolver um estudo quantitativo que permita avaliar empiricamente as relações entre estas variáveis, testando efeitos diretos, mediadores e moderadores.
  • Sistema de Gestão de Segurança e Saúde do Trabalho numa Indústria de Calçado: Proposta e Implementação de Modelo de Integração
    Publication . Teixeira, Paulo José Magalhães; Oliveira, Paulo Antero Alves de
    Devido ao aumento da conscientização das empresas para a matéria de segurança e saúde do trabalho e do seu desempenho empresarial, as empresas procuram cada vez mais a implementação de sistemas de gestão integrados (SGI) em qualidade, ambiente e segurança, para se afirmarem no mercado onde se situam e para possuírem um maior controlo de todos os seus processos e atividades, com base numa abordagem da gestão dos riscos que permita a sustentabilidade empresarial. A implementação de um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho visa ainda gerir os riscos profissionais existentes numa organização, prevenindo lesões e doenças profissionais e promovendo ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. O presente trabalho de projeto propõe assim a elaboração e implementação de um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST) baseado na norma NP ISO 45001:2019, integrado nos Sistemas de Gestão da Qualidade e de Ambiente existentes numa empresa de fabrico de calçado. Para se atingir os objetivos previsto foi utilizada a metodologia de investigação-ação. Foram aceites para o presente estudo 34 artigos científicos, que permitiram fundamentar o mesmo teoricamente, proporcionando assim uma base sólida para a análise e definição de etapas para a integração da norma ISO 45001 no Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente da Mazoni. O projeto começou com uma verificação inicial para se avaliar a conformidade do Sistema de Gestão da Qualidade e Ambiente com a respetiva norma, seguiu-se a elaboração de um cronograma de planeamento, conceção e implementação do SGSST, com base no diagnóstico inicial efetuou-se a revisão e elaboração da base documental do SGSST e posteriormente tendo sido realizada uma verificação final para se confirmar a sua adequação, face aos requisitos da norma NP ISO 45001:2019. Já numa fase final, procedeu-se à realização de atividades/ações de implementação definidas no respetivo cronograma, tais como das avaliações de riscos, da análise da conformidade legal e entre outras. A proposta do Sistema de Gestão Integrado de Qualidade, Ambiente e Segurança, permitiu à empresa de estudo aprofundar o seu conhecimento da NP ISO 45001:2019 e de desenvolver uma cultura de segurança ocupacional proativa, com benefícios para a prevenção de riscos e da melhoria do ambiente de trabalho.
  • Sistemas regionais de inovação nas regiões europeias: O papel dos ecossistemas de inovação
    Publication . Lima, Samuel Costa; Braga, Vitor Lélio; Gomes, Sofia Cristina Guedes de Sousa e Cruz
    Num mundo em constante mudança, a inovação é considerada o motor da competitividade e do crescimento económico das regiões. Este é um tema que, cada vez mais, tem vindo a despertar interesse por parte dos investigadores, formuladores de políticas e gestores regionais. Portanto, a presente dissertação tem como objetivo principal investigar os processos de inovação e o investimento em I&D por parte das empresas europeias, explorando os seus sistemas regionais de inovação, através de 4 objetivos específicos. Primeiramente, procurou-se identificar os fatores determinantes da inovação, bem como as suas consequências. Subsequentemente, pretendeu-se proceder à classificação das regiões europeias em termos de inovação. De seguida, identificar as condições necessárias e suficientes para explicar os diferentes níveis de performance inovadora. Por fim, a investigação visa examinar de que forma o investimento em I&D por parte de empresas, universidades e institutos de investigação, aliado à interação entre esses distintos agentes, desempenha um papel fundamental na constituição de sistemas regionais de inovação na União Europeia. Neste contexto, foi realizada uma análise estatística, aos dados provenientes do Regional Innovation Scoreboard 2021 (RIS 2021), com recurso a uma metodologia quantitativa. Numa primeira fase foram realizadas três técnicas multivariadas, a análise fatorial, a análise de clusters e a análise comparativa qualitativa de conjuntos fuzzy, com o propósito de estudar de forma abrangente a dinâmica da inovação nas regiões europeias. Numa segunda fase, pretendeu-se aplicar ao contexto europeu uma abordagem semelhante à seguida por Jiao et al., (2016) intitulada “The more interactions the better? The moderating effect of the interaction between local producers and users of knowledge on the relationship between R&D investment and regional innovation systems”, recorrendo a uma regressão ridge. Os resultados sugerem que as regiões "Emerging Innovator" apresentam um fraco desempenho. As "Moderate Innovators" focam-se na adaptação e aplicação do conhecimento existente. As "Strong Innovators" valorizam a colaboração e qualificação dos recursos humanos. Por fim, os "Innovation Leaders" combinam capacidades internas, investimentos estratégicos e preservação do conhecimento, fortalecendo a posição no mercado, mesmo sem parcerias externas. Adicionalmente os resultados sugerem que o investimento em I&D tanto por parte das empresas quanto das universidades e institutos de investigação é fundamental para o crescimento e desenvolvimento dos sistemas de inovação regionais. Além disso, a interação moderada entre produtores locais e utilizadores do conhecimento revela-se mais adequada para otimizar a criação de sistemas regionais de inovação.
  • A competitividade e o desenvolvimento dos países Africanos
    Publication . Emílio, Maura Natália; Correia, Aldina Isabel de Azevedo; Braga, Alexandra Maria da Silva
    Para a competitividade dos países Africanos consideraram-se os 12 pilares de competitividade definidos pelo Global Competitiveness Index (GCI), em particular recorreu-se à base de dados de 2014-2015, já que era a mais recente (quando se iniciou esta investigação) com informação sobre os países Africanos e, o Human Development Index (HDI) com o objetivo de estudar os indicadores de desenvolvimento dos países Africanos. Para a análise destes indicadores procedeu-se uma de regressão linear múltipla. Os 12 pilares de competitividade do GCI foram ainda considerados para agrupar os países Africanos em grupos homogéneos, indicando as principais diferenças entre grupos. Devido a problemas de multicolinearidade entre os 12 pilares do GCI efetuou-se uma análise fatorial e retiraram-se dos 12 pilares 2 fatores: Fator 1 com os pilares 8 -Desenvolvimento do mercado de trabalho; 12- Inovação; 6- Eficiência no mercado de mercadorias; 7- Eficiência no mercado de trabalho; 11- Sofisticação dos negócios e; 1- Instituições, Fator 2 com os pilares 5 -Ensino e treinamento superior; 2- Infraestrururas; 4- Saúde e educação; 9- Prontidão tecnológica. A análise do efeito destes dois fatores no IDH resultou num modelo altamente significativo. Quanto à aglomeração feita através da análise de clusters, não mostrou haver uma associação entre esta classificação por clustering e a demografia do continente, ou seja, a usual divisão entre África Subsaariana e África Mediterrânea. Chegou-se à conclusão de que, de acordo com os 12 pilares do GCI, existem diversos grupos de países com diferentes níveis de competitividade em África, clusters revelados pela análise de clusters. Entre estes, destaca-se um cluster composto por dezasseis países (Botswana, Cape Verde, Côte d'Ivoire, Gambia, Ghana, Kenya, Mauritius, Morocco, Namibia, Rwanda, Senegal, Seychelles, South Africa, Swaziland, Tunisia e Zambia), cujos valores nos pilares dos GCI são, de uma forma global, superiores aos valores do outro cluster e aos valores médios da totalidade dos 38 países Africanos inseridos nesta análise. Apesar dos objetivos terem sido concluídos, o estudo apresenta algumas limitações devido a falta de dados por parte de alguns países.