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ESE - DPRM - Educação Especial: Multideficiência e Problemas de Cognição

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  • Estudo de caso sobre a participação de pessoas com incapacidades em atividades socialmente úteis
    Publication . Almeida; Sheila Izabel Moreira da Silva; Santos, Miguel Augusto Meneses da Silva
    O presente relatório visa apresentar o trabalho desenvolvido e os resultados obtidos com as intervenções levadas a cabo durante o estágio realizado no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) na Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC), no âmbito do Curso de Mestrado em Educação Especial, o qual teve como público-alvo, clientes com diagnóstico de Paralisia Cerebral (PC) e Atraso Global do Desenvolvimento (AGD). O estudo de caso desenvolvido durante o estágio teve como propósito acompanhar o envolvimento dos clientes da instituição de acolhimento (CACI) em Atividades Socialmente Úteis (ASU) e avaliar o impacto da sua participação nessas atividades no desenvolvimento da sua autonomia, capacidade de comunicação e participação. Utilizou-se o modelo biopsicossocial subjacente à Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) descrever a atividade, segundo a perceção individual de autonomia, comunicação e participação de cada cliente. Tal abordagem assenta na premissa de que a condição de saúde influencia diretamente o desempenho do sujeito, não só ao nível das funções e estruturas corporais, mas também através da interação com fatores ambientais, os quais podem modelar, para melhor ou para pior, a capacidade funcional ou o desempenho do indivíduo. As evidências que resultam do estudo de caso confirmam que a participação das pessoas com deficiência em atividades socialmente úteis é relevante no desenvolvimento de múltiplas competências (habilidades) e, consequentemente, constitui um fator absolutamente decisivo para a sua capacitação para a inclusão. Tais constatações vêm reforçar o entendimento de que as ASU constituem oportunidades de valorização pessoal e de capacitação, na medida em que estimulam a participação social e promovem a autonomia dos indivíduos. De facto, ao empenharem-se em tarefas socialmente significativas, as pessoas com deficiência, tal como qualquer outro indivíduo, desenvolvem competências relacionais e socioprofissionais, o que contribui para o reforço da sua autoestima e da sua autoconfiança, aspetos com repercussão na comunicação, participação e autonomia.
  • Brincar Arriscado: a perspetiva dos pais de crianças com autismo
    Publication . Sousa, Tatiana Raquel Fernandes; Maia, Mónica Silveira
    O Brincar Arriscado tem estado associado a benefícios no desenvolvimento das crianças e caracteriza-se por uma forma mais intensa e física de brincar que envolve atividades que apresentam algum nível de risco. Nos últimos anos o brincar arriscado tem sido alvo de análise, quer pelas barreiras que se colocam a este tipo de brincar na sociedade atual, quer pelas restrições adicionais que se colocam quando as crianças apresentam algum tipo de incapacidade. Neste estudo pretendemos explorar condições que apoiam e promovem o brincar arriscado de crianças com autismo entre os 3 e os 10 anos, procurando analisar a perspetiva dos pais sobre os fatores que influenciam o envolvimento das crianças neste tipo de brincar. Para este fim, implementamos um estudo de caso, que envolveu, primeiramente, a aplicação da versão traduzida e adaptada (Martins & Silveira-Maia, 2021) da escala The Tolerance to Risk in Play Scale (TriPS) da autoria de Bundy e Hill (2012) – seguida da realização de entrevistas a 13 pais de crianças com autismo entre os 3 e os 9 anos. Enquanto condições facilitadoras para o brincar arriscado, distinguem-se as ações de apoio como a vigilância/monitorização dos pais, ter parceiros de brincar e proporcionar um ambiente seguro. O brincar arriscado foi, segundo a perspetiva dos pais, definido pelo seu papel na promoção do desenvolvimento e da aprendizagem, tendo um carácter flutuante que depende da experiência e idade da criança. O perfil de competências e necessidades da criança e a sua abertura à experiência, por um lado, e a ocorrência de pensamentos negativos dos pais, por outro, parecem definir a dinâmica relacional criança-pais na mediação e promoção do brincar arriscado.
  • Programa intergeracional entre crianças em Creche e adultos apoiados em Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão
    Publication . Covilhã, Maria Pureza de Sousa Fonseca; Maia, Mónica Silveira
    A existência crescente de centros que unem num mesmo local respostas sociais que visam grupos geracionais diferentes é um desafio, mas sobretudo uma oportunidade para - através da interação entre crianças e pessoas adultas mais velhas - promover a aprendizagem e o envolvimento social dos dois grupos. Apesar de ser comum em Portugal a existência de Centros que reúnam respostas dirigidas a públicos geracionais distintos, são ainda poucos os programas intergeracionais documentados e analisados no seu impacto. Menores ainda são os estudos que documentem programas intergeracionais (PI) que envolvam pessoas com deficiência e incapacidade. O presente estudo pretende descrever o desenvolvimento e a implementação de um PI concebido para uma comunidade constituída por um grupo de 12 crianças em creche e outro de 5 adultos apoiados num Centro de Atividades e de Capacitação para a Inclusão (CACI). Procuramos descrever e avaliar de que modo as atividades que integraram o programa promoveram a interação entre os dois grupos e de que forma os adultos apoiados no CACI experienciaram este programa. Usamos uma abordagem qualitativa, através da análise de um diário de bordo onde se relatou a cada sessão comportamentos / ações nos domínios da proximidade física, comunicação e ações cooperativas; e de uma entrevista aos adultos no final do programa. A partilha, as experiências e o estabelecimento de laços interpessoais destacados nesses registos, permitem reiterar o potencial transformador dos PI no quadro de uma sociedade inclusiva.
  • A inclusão de crianças e jovens com necessidades adicionais de apoio no Movimento Escutista
    Publication . Póvoa, Mariana de Castro Costa; Maia, Mónica Silveira
    O Movimento Escutista tem tido um papel muito relevante na preparação para a cidadania ativa e inclusão social de todas as crianças e jovens. É também caracterizado por uma cultura de interajuda, cooperação, sensibilidade afetiva, autoconhecimento e solidariedade. Num quadro de inclusão social, são cada vez mais as crianças e jovens com necessidades diversas – incluindo as decorrentes de situações de deficiência e incapacidade - a ingressar e a participar no Movimento Escutista. Torna-se, por isso, fundamental conhecer e sistematizar as melhores práticas no apoio ao acolhimento e inclusão destas crianças/jovens no seio das atividades escutistas. Com este trabalho de investigação pretende-se explorar boas práticas e desafios no acolhimento e inclusão de crianças/jovens com deficiência e incapacidade. Foram realizados grupos focais com um total de 31 Dirigentes e Candidatos a Dirigente. Na análise discursiva dos participantes sublinham-se como estratégias para a inclusão a adaptação de atividades, a intensificação da monotorização da criança e a educação dos pares. Os principais desafios apontam para a necessidade de criar mecanismos mais eficientes de comunicação com os familiares da criança/jovem, promover a formação dos dirigentes para a inclusão e reforçar o trabalho colaborativo entre dirigentes.
  • O impacto de um programa psicomotor dirigido à escrita manual como preparação para o 1ºciclo
    Publication . Silva, Filipa Inês Pinto da; Alves, Sílvia Regina Gonçalves
    As crianças em transição para o 1º ciclo do Ensino Básico deparam-se com diversas mudanças na sua vida, desde a modificação das rotinas, dos horários, dos aspetos físicos da sala de aula, das regras e dos materiais que por norma utilizavam na educação pré-escolar. Entre as principais mudanças destaca-se o ensino da escrita e da leitura, competências base para outras aprendizagens fundamentais e reconhecidas como cruciais para o sucesso escolar. Em particular, ao nível da escrita, dados recentes indicam um aumento de crianças que à entrada no 1º ano manifestam desafios acrescidos na aprendizagem da escrita, motivados, entre outros fatores, por dificuldades na motricidade fina. Este estudo teve como objetivo examinar os impactos de um programa psicomotor implementado com crianças em idade pré-escolar e idade escolar identificadas com dificuldade na motricidade fina, dirigido à escrita manual como preparação para o 1ºciclo através de atividades dirigidas à consciencialização do corpo, motricidade fina, lateralidade, estruturação espaciotemporal, discriminação visual, coordenação bimanual, controlo postural e preensão. Dessa forma, foi realizado um estudo experimental de caso único de tipo ABA, estruturado em três fases: (1) linha de base, (2) intervenção e (3) pós-teste. Participaram quatro crianças, entre os 5 anos e os 8 anos com dificuldades na motricidade fina, apoiadas na valência de psicomotricidade numa Clínica no distrito de Braga. Foram expostas a 10 sessões de intervenção, com a duração de 45 minutos semanais, nas quais foram trabalhadas competências preparatórias/pré-requisitos da escrita. Globalmente, os resultados revelaram melhorias nas competências de escrita aludindo à necessidade de intensificar a intervenção em crianças que mostram primeiros sinais de dificuldades.
  • Atitudes de alunos de 1º ciclo face aos seus pares com incapacidades
    Publication . Vidal, Mónica Salomé Moreira da Almeida; Alves, Sílvia Regina Gonçalves
    Este trabalho de investigação tem como objetivos o estudo das atitudes dos pares com desenvolvimento típico face aos pares com incapacidade e a avaliação dos efeitos de diferentes abordagens de intervenção desenvolvidas para promover a sensibilização e a aceitação dos alunos com incapacidade. Foram realizados dois estudos subcitados. No primeiro estudo, realizado num estabelecimento de ensino privado do concelho de Vila Nova de Gaia e focado na avaliação das atitudes, participaram 184 alunos do 1º ciclo de ensino com idades entre os 6 e os 10 anos. Para a avaliação das atitudes, os alunos preencheram uma versão reduzida do instrumento Chedoke-McMaster Attitudes Towards Children with Handicaps Scale, CATCH. No segundo estudo, focado na intervenção sobre as atitudes, foram avaliados os efeitos de diferentes abordagens de intervenção. Numa primeira fase, participaram 41 alunos de duas turmas do 1º ano de escolaridade, constituindo um grupo experimental e um de controlo. Implementou-se um programa de intervenção baseado em múltiplas estratégias distribuídas por oito sessões. Os seus efeitos foram avaliados através da CATCH-modificada e da observação das interações entre alunos com e sem incapacidade. Numa segunda fase, na “semana cultural”, 141 alunos dos 2º, 3º e 4º anos de escolaridade participaram em atividades baseadas no contacto com pessoas com incapacidade. Avaliaram-se as atitudes recorrendo à CATCH-modificada. Os resultados demostraram que as atitudes dos alunos são tendencialmente positivas e a intervenção de oito sessões, baseada numa combinação de estratégias, apresenta efeitos mais positivos do que a intervenção baseada predominantemente no contacto com pessoas com incapacidade.
  • Investigação exploratória: aplicação da IA na personalização de tabelas para o AsTeRICS Grid
    Publication . Pereira, Jessica Mota; Teles, Rui Fernando da Maia Oliva
    Este estudo apresenta uma investigação exploratória sobre o uso da Inteligência Artificial (IA) na personalização de tabelas de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) por meio da plataforma AsTeRICS Grid. O estudo teve como objetivo analisar o impacto da IA na otimização do tempo de construção das tabelas na perceção dos terapeutas da fala quanto à usabilidade da ferramenta e na qualidade dos conteúdos gerados. A pesquisa foi conduzida com dois terapeutas experientes, utilizando métodos qualitativos e quantitativos, como observação direta e entrevistas semiestruturadas. Os resultados indicam que, embora a IA ofereça potencial como ferramenta de apoio, a sua aplicação no contexto clínico apresentou limitações significativas, especialmente no que diz respeito à personalização, precisão simbólica e integração com o software AsTeRICS. Os resultados sugerem que a atuação humana continua sendo essencial na construção de recursos comunicativos eficazes, sendo a IA mais adequada como suporte inicial em ambientes menos especializados. O estudo contribui para o debate sobre tecnologias assistivas e destaca a importância de envolver profissionais na avaliação e desenvolvimento dessas ferramentas.
  • Estágio curricular num centro de apoio à aprendizagem de um agrupamento de escolas em Braga: Dois estudos de caso
    Publication . Abelha, Maria Francisca Gonçalves; Casanova, Mariana Sofia Lucas
    Este trabalho apresenta uma intervenção desenvolvida num agrupamento de escolas do concelho de Braga. Teve como principal foco dois alunos-alvo (estudo de caso 1 e estudo de caso 2) com dois perfis de funcionamento distintos. O primeiro, diagnosticado com Síndrome de Leigh e o segundo com Perturbação do Espectro do Autismo. A intervenção teve como principal objetivo a implementação de práticas que desenvolvessem a sua autonomia e interação social no contexto escolar. Foram utilizados vários instrumentos de avaliação, como a Medida de Independência Funcional (FIM), a Medida de Avaliação Funcional (FAM), a Escala de Intensidade de Apoio para Crianças (SIS-C) e a Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), para identificar as necessidades específicas dos alunos-alvo e definir os suportes necessários, visando promover a inclusão escolar e aumentar a sua autonomia funcional no contexto escolar. As estratégias de intervenção, bem como todos os recursos adotados e utlizados foram definidos tendo em conta o perfil de funcionalidade. Foram implementados tanto em contexto sala de aula como em contexto individual no Centro de Apoio à Aprendizagem do agrupamento. Finda a intervenção, para além de ser possível observar em ambos os casos um aumento significativo das aquisições curriculares, também foi possível notar uma evolução significativa na autonomia na realização das tarefas e um maior envolvimento e interação social dos alunos em contexto escolar. Conclui-se, assim, que o estágio contribuiu tanto para o desenvolvimento dos alunos acompanhados, como para o fortalecimento de práticas inclusivas no contexto escolar.
  • Envolvimento da família e dos jovens com necessidades adicionais de suporte na elaboração dos Programas Individuais de Transição. Um estudo exploratório
    Publication . Santos, Daniela Patrícia Araújo; Sanches-Ferreira, Manuela
    Este estudo tem como objetivo principal compreender de que forma foi planeado o processo de Transição para a Vida adulta de jovens com necessidades adicionais de suporte especificamente nos aspetos relacionados com a participação e envolvimento do próprio e dos seus pais / encarregados de educação. Participam no estudo, de natureza qualitativa, os pais / EE de seis jovens com necessidades adicionais de suporte em fase de transição para a vida adulta ou que deixaram a escolaridade obrigatória há pouco tempo, bem como os próprios jovens. Para a recolha de dados recorreu-se a entrevistas semiestruturadas seguindo um guião previamente elaborado com base na literatura, na legislação em vigor (D.L. 54/2018) e também com o recurso ao questionário (TQI –Transition quality indicators, University Cornell), que foi traduzido e adaptado de forma apoder ter-se em conta a qualidade dos indicadores de transição presentes ao longo do processo. As entrevistas foram gravadas com a autorização dos intervenientes e foram posteriormente transcritas na íntegra e objeto de análise de conteúdo. Os dados obtidos, apesar das limitações devidas ao número reduzido da amostra, remetem-nos para a necessidade de refletir sobre os tópicos analisados, partilhando-os com a comunidade educativa e outros agentes envolvidos afim de se reverem práticas e promover atitudes congruentes com uma mudança que vá ao encontro das reais necessidades dos jovens com necessidades adicionais de suporte e das suas famílias.
  • Promoção da leitura através da tutoria entre pares no 1.º Ciclo do Ensino Básico
    Publication . Martins, Helena Maria Borges; Sanches-Ferreira, Manuela
    Tendo por base as investigações que reconhecem a importância da leitura e sua influência no sucesso educativo, bem como os benefícios da tutoria entre pares, pretendemos analisar a implementação dessa estratégia. Para tal realizou-se um estudo com desenho de investigação quase experimental de linha de base múltipla (Horner et al., 2005), procurando avaliar os efeitos do programa ao nível da precisão e fluência da leitura. Assim, este estudo, realizado em 5 escolas de um agrupamento de escolas do distrito do Porto, pretendeu avaliar o impacto da implementação da estratégia de tutoria entre pares no desenvolvimento das competências de leitura em 91 alunos do 2.º e 4.º ano, do primeiro ciclo, com e sem necessidade de medidas universais e seletivas de suporte à aprendizagem e à inclusão, esperando contribuir para uma melhoria na capacidade leitora dos alunos. Os resultados obtidos são indicativos de uma evolução positiva da leitura nas cinco turmas, encontrando diferenças significativas entre momentos de avaliação no índice de precisão e no índice de fluência. A partir da análise dos resultados, verificou-se também que os que inicialmente apresentaram menor desempenho na precisão, foram os que evoluíram mais nesse parâmetro durante o estudo. Constata-se ainda que os participantes do sexo feminino evidenciaram ganhos mais elevados do que os do sexo masculino. Ao nível da fluência, no quarto ano, as diferenças encontradas entre momentos de avaliação sugerem ser mais favorável a primeira intervenção do que a segunda. Além disso, nas duas últimas turmas intervencionadas, encontrou-se diferenças significativas que constatam um maior ganho para a turma do quarto ano, comparada com a do segundo. Assim, afigura-se a tutoria entre pares como uma estratégia para a promoção da leitura com relevância em termos pedagógicos e educativos.