ESE - DPRM - Educação Especial: Multideficiência e Problemas de Cognição
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- O treino da perceção visual e da consciência fonológica como promotor da fluência da leitura num aluno do 2º ciclo do ensino básicoPublication . Ribeiro, Luciana Rita Miranda; Sanches-Ferreira, ManuelaAprender a ler é um dos maiores desafios que as crianças enfrentam quando entram para a escola. A dificuldade no domínio do código alfabético, nos níveis da consciência fonológica e a falta de fluência na leitura são fatores que interferem em larga escala na aprendizagem global dos alunos. Habilitar um aluno para a prática da leitura é um estímulo que tem vindo a dar origem a várias investigações e intervenções no campo da educação. Este projeto descreve dois programas de treino: “Programa de treino da percepção Visual” e “Programa de promoção do desenvolvimento da consciência fonológica”, num aluno do 2º ciclo do ensino básico com dificuldade de fluência na leitura, ao longo de quinze aulas de 90 minutos. No que respeita aos resultados do primeiro estudo, que teve por base o “Programa de treino da percepção visual”, não foram encontradas diferenças relevantes quanto ao seu efeito na fluência da leitura do aluno. No entanto, no segundo estudo, que se centrou na aplicação do “Programa de promoção do desenvolvimento da consciência fonológica” em complemento com o “Programa de treino da percepção visual”, mostrou que o aluno ficou mais fluente na leitura diminuindo o número de erros de precisão (substituições, omissões, inversões, adições e erros complexos). Assim, sugere-se uma monotorização sistemática das aprendizagens dos alunos para que as intervenções possam ser cada vez mais precoces e direcionadas para as suas necessidades.
- A surdez na multideficiência: estudo de casoPublication . Bernardes, Cátia Sofia Tomé; Alves, Cidália Laurinda da Costa FerreiraO presente trabalho tem como principal objetivo, observar a eficácia de uma intervenção que envolve a implementação de algumas metodologias/estratégias na realização de atividades programadas e desenvolvidas no contexto escolar, na valência de Terapia da Fala. A intervenção visou a promoção de competências comunicativas, linguísticas e de fala de uma aluna inserida na problemática dos alunos com incapacidade no domínio sensorial, por apresentarem surdez e limitações motoras e cognitivas associadas. Desta realidade surgiu o tema deste trabalho, cuja pertinência se deve não só, à necessidade emergente de aprofundar conhecimentos teóricos relativos às temáticas da surdez e da multideficiência em geral, como também de descrever as principais características, nomeadamente as limitações da aluna, de forma a comprovar não só a necessidade de recursos humanos adequados à especificidade da problemática apresentada, como também de implementar metodologias/estratégias diferenciadas que favorecem o desenvolvimento de competências diversas. Procedeu-se a um estudo de caso único, intrínseco e instrumental de uma aluna, que frequenta o 5º ano de escolaridade, com medidas educativas previstas pelo Decreto-Lei 3/2008. Do estudo consta, a descrição do contexto educativo e da aluna. Para tal, foi necessário recorrer à realização de uma entrevista semiestruturada dirigida à Encarregada de Educação e à análise de fontes documentais constantes do processo educativo da aluna. Os resultados da avaliação final refletem a eficácia do plano de intervenção, dada a promoção de competências nos vários domínios, em articulação estrita e direta com docentes de Educação Especial, formadores e intérpretes de Língua Gestual Portuguesa.
- As representações dos professores acerca da participação de alunos com necessidades educativas especiais em diversas atividades escolaresPublication . Ventura, Liliana Raquel de Oliveira; Santos, Miguel Augusto Meneses da SilvaOs paradigmas concernentes à educação e ao atendimento de crianças com necessidades educativas especiais têm evoluído ao longo do tempo. De facto, se no paradigma da segregação o foco de incapacidade se situava no indivíduo, com o paradigma da inclusão o foco desloca-se para o ambiente, na medida em que este se deve organizar e preparar para dar resposta aos indivíduos com incapacidade. Por conseguinte, o meio deve assumir-se como facilitador à participação de todas as crianças. Tal fundamento comporta desafios para os professores e educadores, aos quais compete identificar as pressões de exclusão que inibem a participação plena de todos os alunos em todas as atividades inerentes ao meio escolar e acionar os suportes necessários para que tal não suceda. Com a realização deste estudo pretendemos conhecer de modo mais aprofundado as representações dos professores acerca da participação de alunos com diferentes tipos de incapacidade em variadas atividades e contextos escolares, identificando barreiras e facilitadores à sua participação e analisando os possíveis contributos pessoais dos professores para incrementar o nível de participação dos alunos com incapacidade em atividades inerentes ao meio escolar. O estudo operacionalizou-se através da aplicação de um inquérito por questionário, destinado a professores de todos os níveis de ensino e grupos de recrutamento. Através da aplicação deste instrumento, procurámos obter informações sobre os inquiridos, as representações dos professores acerca da participação de alunos com diferentes tipos de incapacidade em diversas atividades escolares, e, por fim, possíveis contributos para incrementar o nível de participação desses mesmos alunos. Os resultados sugerem que o tipo de incapacidade apresentado pelo aluno influencia as expetativas de participação de educadores e professores do ensino regular e da educação especial. Contudo, não confirmámos a existência de diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos de professores. No que concerne a possíveis contributos para incrementar a participação de alunos com incapacidade em diversas atividades escolares, identificámos a necessidade de se fomentar e desenvolver uma cultura de inclusão na escola.
- Aprendizagem da Leitura e Escrita - estudo de casoPublication . Oliveira, Eva Cristina Ribeiro de Jesus; Alves, Cidália Laurinda da Costa FerreiraO tema central da nossa investigação prende-se com o processo de aquisição da leitura e escrita em crianças com Necessidades Educativas Especiais, tomando como essencial este processo para a integração e inclusão destas crianças numa sociedade plena de direitos e onde o registo escrito é dominante. Faremos um enquadramento teórico dos diferentes métodos de ensino e aprendizagem da leitura e da escrita existente. Pretendemos verificar qual o mais adequado às especificidades destas crianças. Distinguiremos o Método de Leitura e Escrita da aprendizagem da leitura e escrita através da junção em contexto de leitura direta fonema grafema.
- Centro de recursos para a inclusão na multideficiência: as equipasPublication . Gomes, Juliana Raquel Marques; Alves, Cidália Laurinda da Costa FerreiraA inclusão como paradigma educativo é cada vez mais aceite nos dias de hoje. Diversas publicações neste âmbito, tais como O Forúm Mundial de Educação para Todos (1990), a Declaração de Salamanca (1994) e o Enquadramento da Ação de Dakar (2000), bem como a ênfase dada à igualdade de oportunidades vêm sustentar uma política de educação para todos. As restrições à participação dos alunos com multideficiência legitimam um continuum de serviços que responda às suas particularidades. O projeto Centro de Recursos para a Inclusão (CRI) surge no âmbito da reorientação das escolas especiais, na passagem destes alunos para as escolas de ensino regular. A presente investigação descreve as práticas e perceções dos técnicos do CRI quanto à atuação da equipa e demais intervenientes no processo educativo dos alunos com multideficiência. Para o efeito, foram entrevistados todos os técnicos (32) de equipas CRI do distrito do Porto que atuam com aquela população em contexto escolar. Os resultados evidenciaram que os técnicos percecionam a sua equipa como tendo todas as valências terapêuticas necessárias, concordam com a inclusão de alunos com multideficiência na escola de ensino regular e salientam a necessidade de serem modificadas atitudes relativas à pragmatização desta abordagem. As práticas de avaliação dos alunos resultam de contributos individualizados dos intervenientes, conquanto a intervenção seja realizada nos contextos reais dos indivíduos. Por fim, os profissionais consideram fundamental participarem na elaboração da documentação relativa ao aluno e, consequentemente, sugerem um efetivo reconhecimento e envolvimento da equipa no trabalho desenvolvido nas escolas.
- Portefólio da Família - Um passo para a inclusãoPublication . Bastos, Maria Cláudia Almeida Pinto Bastos; Cadima, Joana DiasO presente trabalho teve como principal objetivo analisar a satisfação com o suporte social em pais de crianças com perturbações do espectro do autismo (PEA), através da implementação de um grupo de ajuda mútua. Participaram três pais e cinco mães, com idades compreendidas entre os 33 e os 42 anos de idade. Estes responderam a um conjunto de instrumentos (e.g. Ficha de Inscrição; Inventário das Percepções dos Pais Kansas; …), que permitiram caraterizar as suas necessidades e perceções. Uma vez que o principal objetivo do estudo era Implementar um grupo de ajuda mútua, dando resposta às necessidades destes pais, foi planificado e implementado um grupo de ajuda mútua nesse sentido e elaborado um portefólio da família, como ferramenta de intervenção. Os resultados obtidos permitiram verificar que a maioria dos pais ficou satisfeita com o apoio recebido. Os resultados deste estudo vêm assim reforçar a importância do suporte social na diminuição dos níveis de stress e ansiedade de pais com crianças com PEA e enfatizar a importância das intervenções no fortalecimento das redes de apoio social junto destes pais.
- Relação Escola-Família de crianças com necessidades educativas especiais - perceção dos professoresPublication . Miranda, Ana Luísa Oliveira; Santos, Miguel Augusto Meneses da SilvaCom esta pesquisa pretende-se entender as perceções dos professores relativamente à colaboração entre a escola e as famílias de crianças com NEE. A investigação parte do esclarecimento de alguns conceitos relacionados com o tema, apontando igualmente alguns estudos similares realizados noutros países. Assim, propuseram-se como objetivos: o entendimento que os professores têm sobre o PEI; as perceções que os professores têm sobre o envolvimento dos pais na avaliação, planificação e intervenção do PEI dos seus filhos; as diferenças entre as perceções de professores do ensino regular e de professores da educação especial; se o facto de o aluno possuir a medida CEI afeta as perceções de ambos os grupos docentes e as práticas dos professores de educação especial no envolvimento dos pais neste processo. Para cumprir estes objetivos procedeu-se a um estudo de natureza quantitativa, através de um questionário, como instrumento de recolha de dados, destinado aos professores do ensino regular (pré-escolar, 1º, 2º, e 3º ciclo do ensino básico e secundário) e da educação especial. A partir da análise dos dados recolhidos constatou-se que segundo os professores, a colaboração entre a escola e as famílias acontece e é benéfica para o desenvolvimento dos alunos com NEE, embora em alguns itens, as opiniões dos professores do ensino regular e da educação especial sejam significativamente diferentes, nomeadamente perante o facto de o aluno possuir a medida currículo especifico individual. No entanto, os professores sugerem que esta relação precisa de ser melhorada e deixam algumas sugestões para tornar este processo mais eficaz.
- Perspetivas dos profissinais e dos pais de crianças com incapacidades sobre autodeterminaçãoPublication . Silva, Sandra Patrícia Duarte; Cadima, Joana DiasA promoção da autodeterminação dos alunos com ou sem incapacidade tem sido um tema central em diversas áreas, nomeadamente na educação especial. A autodeterminação refere-se a ações volitivas que permitem ao indivíduo escolher as suas opções e assim manter ou melhorar a sua qualidade de vida. Assim, um comportamento autodeterminado refere-se às ações que são identificadas por quatro caraterísticas: autonomia, autorregulação, pyschologically empowered e autorrealização Wehmeyer (2006). Muitos autores referem que, por mais grave que sejam as dificuldades das crianças, elas continuam a ter direito a serem o mais autodeterminadas possíveis. Estudos mostram que a promoção de autodeterminação permite de forma positiva o desenvolvimento de competências (sociais, educacionais, emocionais) de sujeitos com dificuldades graves (Wehmeyer, 2003). Concomitantemente, a autodeterminação é consistente com a filosofia de inclusão dos indivíduos com incapacidades nos diversos contextos em que estão inseridos. São várias as entidades responsáveis por estimular a autodeterminação nos indivíduos, sendo a escola e a família, pilares fundamentais na vida de uma criança, e consequentemente pela promoção de autodeterminação (Ward, 1998). No entanto, são escassos os estudos que analisaram o grau de familiaridade que os profissionais e os pais possuem sobre a autodeterminação. É assim objetivo principal desta investigação, tentar perceber quais são as perspetivas dos profissionais e dos pais de crianças com incapacidades, sobre a autodeterminação, através de um estudo quantitativo descritivo exploratório. No decorrer do estudo serão apresentados e discutidos os resultados, bem como as suas implicações no contexto de educação especial e de ambientes inclusivos.
- Impacto do aumento do tempo efectivo de leitura, através da autoria de pares na influência oral de alunos do 3º e 4º ano, com e sem necessidades adaptadas de suportePublication . Santos, Maria de Fátima Sousa; Sanches-Ferreira, ManuelaEm Portugal, tem-se assistido, nos últimos anos, a uma crescente preocupação na formação de bons leitores, com particular atenção para o 1ºciclo, dado ser durante este que as dificuldades de aprendizagem a nível de leitura se começam a manifestar. O presente estudo pretende avaliar o efeito da implementação da estratégia de Tutoria de Pares na promoção da fluência oral em alunos, com e sem Necessidades Adicionais de Suporte, do 3º e 4º ano do 1º ciclo Neste estudo através da estratégia de Tutoria de Pares pretendeu-se aumentar o tempo de leitura supervisionada, na sala de aula. Participaram neste estudo 54 alunos do 3º e 4ºanos do mesmo Agrupamento de Escolas. Os resultados revelam uma melhoria da fluência na leitura oral dos participantes, com significância estatística na variável velocidade leitora. Conclui-se assim que, a implementação da estratégia de Tutoria de Pares pode ser utilizada em sala de aula pelo professor, para proporcionar o aumento efetivo de leitura e consequentemente desenvolver a Fluência da Leitura Oral de todos os alunos, com ou sem Necessidades Adicionais de Suporte.
- Dificuldades de aprendizagem na aquisição da leitura: um estudo de casoPublication . Vasconcelos, Maria Luísa Coelho de; Santos, Miguel Augusto Meneses da SilvaA aprendizagem da leitura e da escrita consiste num dos maiores desafios que as crianças têm de enfrentar no início da sua escolarização. Conseguir vencer esse desafio dá-lhes a oportunidade de se tornarem cidadãos livres, autónomos e informados (Silva, 2003). Contudo, o ato de ler pode tornar-se um desafio árduo de atingir, com muitas dificuldades pelo meio, podendo exigir bastante sensibilidade, conhecimento, informação e até arte por parte de quem ensina. Sabemos que a informação não chega a todos os alunos da mesma forma. Uns necessitam de mais tempo para aprender, mais oportunidades, outras estratégias. Este trabalho teve como objetivo principal encontrar um conjunto de estratégias que fossem ao encontro das necessidades educativas de uma aluna com oito anos de idade que revela grandes dificuldades na aquisição desta competência. Numa primeira fase da intervenção foram aplicadas provas diagnósticas para aferir as aquisições que a aluna já tinha feito de modo a delinear uma intervenção eficaz e motivadora que fosse ao encontro das suas necessidades. A intervenção baseou-se na aplicação de um método multissensorial que trabalhasse todos os mecanismos inerentes ao ato de ler. Esperava-se que com esta intervenção a aluna lesse e escrevesse pequenas frases, tendo adquirido a base para o desenvolvimento da leitura. Os resultados obtidos foram positivos, sendo que os fonemas trabalhados foram adquiridos, tendo chegado a aluna ao fim da intervenção a ler frases simples.
