ESE - DPRM - Educação Especial: Multideficiência e Problemas de Cognição
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Percorrer ESE - DPRM - Educação Especial: Multideficiência e Problemas de Cognição por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "04:Educação de Qualidade"
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- As atitudes das crianças em idade pré-escolar em relação aos seus pares com necessidades adicionais de suporte: associação a características pessoais e sociaisPublication . Freire, Joana Filipa Alves; Sanches-Ferreira, Maria ManuelaO objetivo deste estudo prende-se com a análise do papel de alguns fatores que estão associados ao desenvolvimento das atitudes das crianças em idade pré-escolar com desenvolvimento típico em relação aos seus pares com necessidades adicionais de suporte. Para isso, tomamos em consideração as características pessoais e sociais, que foram analisadas através das experiências anteriores das crianças, crenças, contextos e atitudes dos pais e educadores/as face à interação com pares com necessidades adicionais de suporte. A recolha de dados foi realizada com recurso a quatro escalas: Understanding Disability Scale, Perceived Attributes Scale, Perceived Capabilities Scale e Behavioral Intentions Scale, desenvolvidas por Van Hooser, em 2009, questionários aos pais e aos educadores. As atitudes das crianças foram avaliadas partindo da observação de dois conjuntos de fotografias de crianças de três grupos distintos: o primeiro conjunto com 1) com incapacidade motora, 2) com incapacidade intelectual, 3) sem incapacidade com os pares; e o segundo conjunto com os três grupos apresentados anteriormente sem os pares. Participaram nesta investigação 33 crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 6 anos de idade, a frequentar o ensino pré-escolar e divididas por oito salas, sendo que quatro tinham crianças com Necessidades Adicionais de Suporte (NAS) e as restantes quatro não tinham crianças com NAS. Os resultados demostraram a existência de associações entre a experiência dos pais e as atitudes das crianças e entre o desenho e o contexto em que estão inseridas. Tendencialmente, demonstram atitudes mais positivas face aos pares com desenvolvimento típico do que os pares com deficiência física e incapacidade intelectual.
- Atitudes de alunos de 1º ciclo face aos seus pares com incapacidadesPublication . Vidal, Mónica Salomé Moreira da Almeida; Alves, Sílvia Regina GonçalvesEste trabalho de investigação tem como objetivos o estudo das atitudes dos pares com desenvolvimento típico face aos pares com incapacidade e a avaliação dos efeitos de diferentes abordagens de intervenção desenvolvidas para promover a sensibilização e a aceitação dos alunos com incapacidade. Foram realizados dois estudos subcitados. No primeiro estudo, realizado num estabelecimento de ensino privado do concelho de Vila Nova de Gaia e focado na avaliação das atitudes, participaram 184 alunos do 1º ciclo de ensino com idades entre os 6 e os 10 anos. Para a avaliação das atitudes, os alunos preencheram uma versão reduzida do instrumento Chedoke-McMaster Attitudes Towards Children with Handicaps Scale, CATCH. No segundo estudo, focado na intervenção sobre as atitudes, foram avaliados os efeitos de diferentes abordagens de intervenção. Numa primeira fase, participaram 41 alunos de duas turmas do 1º ano de escolaridade, constituindo um grupo experimental e um de controlo. Implementou-se um programa de intervenção baseado em múltiplas estratégias distribuídas por oito sessões. Os seus efeitos foram avaliados através da CATCH-modificada e da observação das interações entre alunos com e sem incapacidade. Numa segunda fase, na “semana cultural”, 141 alunos dos 2º, 3º e 4º anos de escolaridade participaram em atividades baseadas no contacto com pessoas com incapacidade. Avaliaram-se as atitudes recorrendo à CATCH-modificada. Os resultados demostraram que as atitudes dos alunos são tendencialmente positivas e a intervenção de oito sessões, baseada numa combinação de estratégias, apresenta efeitos mais positivos do que a intervenção baseada predominantemente no contacto com pessoas com incapacidade.
- Brincar Arriscado: a perspetiva dos pais de crianças com autismoPublication . Sousa, Tatiana Raquel Fernandes; Maia, Mónica SilveiraO Brincar Arriscado tem estado associado a benefícios no desenvolvimento das crianças e caracteriza-se por uma forma mais intensa e física de brincar que envolve atividades que apresentam algum nível de risco. Nos últimos anos o brincar arriscado tem sido alvo de análise, quer pelas barreiras que se colocam a este tipo de brincar na sociedade atual, quer pelas restrições adicionais que se colocam quando as crianças apresentam algum tipo de incapacidade. Neste estudo pretendemos explorar condições que apoiam e promovem o brincar arriscado de crianças com autismo entre os 3 e os 10 anos, procurando analisar a perspetiva dos pais sobre os fatores que influenciam o envolvimento das crianças neste tipo de brincar. Para este fim, implementamos um estudo de caso, que envolveu, primeiramente, a aplicação da versão traduzida e adaptada (Martins & Silveira-Maia, 2021) da escala The Tolerance to Risk in Play Scale (TriPS) da autoria de Bundy e Hill (2012) – seguida da realização de entrevistas a 13 pais de crianças com autismo entre os 3 e os 9 anos. Enquanto condições facilitadoras para o brincar arriscado, distinguem-se as ações de apoio como a vigilância/monitorização dos pais, ter parceiros de brincar e proporcionar um ambiente seguro. O brincar arriscado foi, segundo a perspetiva dos pais, definido pelo seu papel na promoção do desenvolvimento e da aprendizagem, tendo um carácter flutuante que depende da experiência e idade da criança. O perfil de competências e necessidades da criança e a sua abertura à experiência, por um lado, e a ocorrência de pensamentos negativos dos pais, por outro, parecem definir a dinâmica relacional criança-pais na mediação e promoção do brincar arriscado.
- Os efeitos de um programa de intervenção na participação social de uma criança com perturbação do espectro de autismo em jardim-de-infânciaPublication . Dias, Patrícia Filipa dos Santos; Alves, Sílvia Regina GonçalvesAs interações sociais com os pares são fundamentais para o desenvolvimento da criança, permitindo-lhe, através da relação com o outro, adquirir competências sociais, emocionais e cognitivas. Contudo, a literatura tem vindo a mostrar consistentemente que as crianças com incapacidades tendem a ter menos amigos e menos contactos sociais em contexto escolar e, por isso experienciam menos oportunidades para desenvolverem as suas competências sociais. Em particular, as limitações nas competências sociais e de interação apresentadas pelas crianças com perturbação do espectro do autismo (PEA) constituem um fator de risco na sua participação social, a que acrescem as interações que estabelecem com os pares com desenvolvimento típico e as atitudes de aceitação que estes demonstram face à incapacidade. Deste modo, este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de um programa de intervenção formado por duas componentes – sensibilização face à incapacidade e mediação por pares - nas interações, nas relações de amizade e nas atitudes de aceitação demonstradas pelos pares com desenvolvimento típico face a um aluno com PEA, implementado numa sala de jardim-de-infância. Trata-se de um estudo experimental de sujeito único, cujos resultados foram avaliados através da Escala de Atitudes e Aceitação, da nomeação sociométrica, da observação das interações e da Sensory Processing Measure- Preschool. Os resultados evidenciaram uma crescente aceitação social dos pares, verificada no final da intervenção através de atitudes mais positivas e do aumento de interações sociais com a criança com PEA. A criança com PEA passou a participar com mais frequência nas brincadeiras livres com os pares no contexto de sala de aula e de recreio, assim como entrou em redes de amizades.
- Envolvimento da família e dos jovens com necessidades adicionais de suporte na elaboração dos Programas Individuais de Transição. Um estudo exploratórioPublication . Santos, Daniela Patrícia Araújo; Sanches-Ferreira, ManuelaEste estudo tem como objetivo principal compreender de que forma foi planeado o processo de Transição para a Vida adulta de jovens com necessidades adicionais de suporte especificamente nos aspetos relacionados com a participação e envolvimento do próprio e dos seus pais / encarregados de educação. Participam no estudo, de natureza qualitativa, os pais / EE de seis jovens com necessidades adicionais de suporte em fase de transição para a vida adulta ou que deixaram a escolaridade obrigatória há pouco tempo, bem como os próprios jovens. Para a recolha de dados recorreu-se a entrevistas semiestruturadas seguindo um guião previamente elaborado com base na literatura, na legislação em vigor (D.L. 54/2018) e também com o recurso ao questionário (TQI –Transition quality indicators, University Cornell), que foi traduzido e adaptado de forma apoder ter-se em conta a qualidade dos indicadores de transição presentes ao longo do processo. As entrevistas foram gravadas com a autorização dos intervenientes e foram posteriormente transcritas na íntegra e objeto de análise de conteúdo. Os dados obtidos, apesar das limitações devidas ao número reduzido da amostra, remetem-nos para a necessidade de refletir sobre os tópicos analisados, partilhando-os com a comunidade educativa e outros agentes envolvidos afim de se reverem práticas e promover atitudes congruentes com uma mudança que vá ao encontro das reais necessidades dos jovens com necessidades adicionais de suporte e das suas famílias.
- Estágio curricular num centro de apoio à aprendizagem de um agrupamento de escolas em Braga: Dois estudos de casoPublication . Abelha, Maria Francisca Gonçalves; Casanova, Mariana Sofia LucasEste trabalho apresenta uma intervenção desenvolvida num agrupamento de escolas do concelho de Braga. Teve como principal foco dois alunos-alvo (estudo de caso 1 e estudo de caso 2) com dois perfis de funcionamento distintos. O primeiro, diagnosticado com Síndrome de Leigh e o segundo com Perturbação do Espectro do Autismo. A intervenção teve como principal objetivo a implementação de práticas que desenvolvessem a sua autonomia e interação social no contexto escolar. Foram utilizados vários instrumentos de avaliação, como a Medida de Independência Funcional (FIM), a Medida de Avaliação Funcional (FAM), a Escala de Intensidade de Apoio para Crianças (SIS-C) e a Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), para identificar as necessidades específicas dos alunos-alvo e definir os suportes necessários, visando promover a inclusão escolar e aumentar a sua autonomia funcional no contexto escolar. As estratégias de intervenção, bem como todos os recursos adotados e utlizados foram definidos tendo em conta o perfil de funcionalidade. Foram implementados tanto em contexto sala de aula como em contexto individual no Centro de Apoio à Aprendizagem do agrupamento. Finda a intervenção, para além de ser possível observar em ambos os casos um aumento significativo das aquisições curriculares, também foi possível notar uma evolução significativa na autonomia na realização das tarefas e um maior envolvimento e interação social dos alunos em contexto escolar. Conclui-se, assim, que o estágio contribuiu tanto para o desenvolvimento dos alunos acompanhados, como para o fortalecimento de práticas inclusivas no contexto escolar.
- Estudo da adequação do contexto às necessidades adicionais de suporte: implicações na autodeterminaçãoPublication . Correia, Dorisa Marlene Martins; Sanches-Ferreira, Maria ManuelaObjetivo: A nossa investigação tem como objetivo avaliar as necessidades adicionais de suporte a jovens/adultos com incapacidade do Centro de Apoio e Reabilitação para Pessoas com Deficiência – CARPD com idades compreendidas entre os 16 e os 40 anos. Procuramos também determinar de que modo as suas necessidades de suporte variam em função de fatores pessoais, da efetiva participação nas atividades, da adequação do suporte prestado pelo ambiente e da sua autodeterminação. Método: Participaram neste estudo 25 jovens/adultos com necessidades adicionais de suporte. Junto de cada jovem/adulto e do seu tutor/pessoa significativa foi recolhida informação sobre: (1) as suas necessidades de apoio nas atividades do quotidiano através da aplicação da Supports Intensity Scale (SIS); (2) os suportes fornecidos pelo meio e a participação (ou não) nas atividades; (3) a autodeterminação através da aplicação da Escala de Autodeterminação (ARC). Resultados: De modo global, as necessidades de suporte mais elevadas estão associadas a jovens/adultos com níveis de incapacidade mais elevados, com menor realização de atividades e menor nível de autodeterminação. As “Atividades de Proteção e Defesa”, seguindo-se “Atividades de Aprendizagem ao Longo da Vida" e as “Atividades de Trabalho e Emprego”, são aquelas onde os participantes apresentam menor índice de participação e, tendencialmente, onde o apoio prestado pelo contexto tende a ser menor do que o necessário. Os resultados serão discutidos à luz da necessidade de envolver todos os agentes da comunidades num esforço concertado no sentido de desde cedo (desde a escola) começar a planear o futuro dos jovens/adultos com incapacidade com vista ao seu projeto de vida.
- Estudo de caso sobre a participação de pessoas com incapacidades em atividades socialmente úteisPublication . Almeida; Sheila Izabel Moreira da Silva; Santos, Miguel Augusto Meneses da SilvaO presente relatório visa apresentar o trabalho desenvolvido e os resultados obtidos com as intervenções levadas a cabo durante o estágio realizado no Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) na Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral (APPC), no âmbito do Curso de Mestrado em Educação Especial, o qual teve como público-alvo, clientes com diagnóstico de Paralisia Cerebral (PC) e Atraso Global do Desenvolvimento (AGD). O estudo de caso desenvolvido durante o estágio teve como propósito acompanhar o envolvimento dos clientes da instituição de acolhimento (CACI) em Atividades Socialmente Úteis (ASU) e avaliar o impacto da sua participação nessas atividades no desenvolvimento da sua autonomia, capacidade de comunicação e participação. Utilizou-se o modelo biopsicossocial subjacente à Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF) descrever a atividade, segundo a perceção individual de autonomia, comunicação e participação de cada cliente. Tal abordagem assenta na premissa de que a condição de saúde influencia diretamente o desempenho do sujeito, não só ao nível das funções e estruturas corporais, mas também através da interação com fatores ambientais, os quais podem modelar, para melhor ou para pior, a capacidade funcional ou o desempenho do indivíduo. As evidências que resultam do estudo de caso confirmam que a participação das pessoas com deficiência em atividades socialmente úteis é relevante no desenvolvimento de múltiplas competências (habilidades) e, consequentemente, constitui um fator absolutamente decisivo para a sua capacitação para a inclusão. Tais constatações vêm reforçar o entendimento de que as ASU constituem oportunidades de valorização pessoal e de capacitação, na medida em que estimulam a participação social e promovem a autonomia dos indivíduos. De facto, ao empenharem-se em tarefas socialmente significativas, as pessoas com deficiência, tal como qualquer outro indivíduo, desenvolvem competências relacionais e socioprofissionais, o que contribui para o reforço da sua autoestima e da sua autoconfiança, aspetos com repercussão na comunicação, participação e autonomia.
- O impacto de um programa psicomotor dirigido à escrita manual como preparação para o 1ºcicloPublication . Silva, Filipa Inês Pinto da; Alves, Sílvia Regina GonçalvesAs crianças em transição para o 1º ciclo do Ensino Básico deparam-se com diversas mudanças na sua vida, desde a modificação das rotinas, dos horários, dos aspetos físicos da sala de aula, das regras e dos materiais que por norma utilizavam na educação pré-escolar. Entre as principais mudanças destaca-se o ensino da escrita e da leitura, competências base para outras aprendizagens fundamentais e reconhecidas como cruciais para o sucesso escolar. Em particular, ao nível da escrita, dados recentes indicam um aumento de crianças que à entrada no 1º ano manifestam desafios acrescidos na aprendizagem da escrita, motivados, entre outros fatores, por dificuldades na motricidade fina. Este estudo teve como objetivo examinar os impactos de um programa psicomotor implementado com crianças em idade pré-escolar e idade escolar identificadas com dificuldade na motricidade fina, dirigido à escrita manual como preparação para o 1ºciclo através de atividades dirigidas à consciencialização do corpo, motricidade fina, lateralidade, estruturação espaciotemporal, discriminação visual, coordenação bimanual, controlo postural e preensão. Dessa forma, foi realizado um estudo experimental de caso único de tipo ABA, estruturado em três fases: (1) linha de base, (2) intervenção e (3) pós-teste. Participaram quatro crianças, entre os 5 anos e os 8 anos com dificuldades na motricidade fina, apoiadas na valência de psicomotricidade numa Clínica no distrito de Braga. Foram expostas a 10 sessões de intervenção, com a duração de 45 minutos semanais, nas quais foram trabalhadas competências preparatórias/pré-requisitos da escrita. Globalmente, os resultados revelaram melhorias nas competências de escrita aludindo à necessidade de intensificar a intervenção em crianças que mostram primeiros sinais de dificuldades.
- A implementação do DL54/2018: a visão do professor de educação especialPublication . Rolim, Maria Luísa de Carvalho Morgado Belo; Sanches-Ferreira, ManuelaA publicação do Decreto-Lei nº 54/2018, de 6 de julho, estabeleceu um compromisso com a educação inclusiva, através de metodologias e práticas educativas, assentes num modelo de Abordagem Multinível de Suporte. Este facto criou expectativas e convicções em toda a comunidade educativa, com relevância para os professores de educação especial. Neste sentido, o presente estudo pretende contribuir para o conhecimento do processo de implementação deste modelo, segundo a visão de alguns professores de educação especial. Para tal, foram realizadas 15 entrevistas a professores de educação especial de escolas do norte de Portugal, cujos dados foram examinados segundo uma análise de conteúdo temático. Os resultados demonstraram o prolongamento de algumas preocupações relativas à operacionalização do modelo Abordagem Multinível de Suporte, nomeadamente sobre a elegibilidade dos alunos para os serviços de educação especial, os documentos pedagógicos, o papel do professor de educação especial e a falta de recursos.
