ESE - DPRM - Educação Especial: Multideficiência e Problemas de Cognição
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Browsing ESE - DPRM - Educação Especial: Multideficiência e Problemas de Cognição by Field of Science and Technology (FOS) "Ciências Sociais"
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- Amizade entre os alunos do 1º ciclo, com e sem incapacidade, em contexto educativoPublication . Pinto, Márcia Teresa Gomes Campos; Alves, SílviaConsensualmente aceite como o modelo educativo mais equitativo, a implementação da educação inclusiva foi responsável pela garantia do acesso dos alunos com necessidades adicionais de suporte à escola, trazendo desafios do ponto de vista das condições ideais para assegurar a sua participação. Assim, as atitudes de aceitação dos pares com desenvolvimento típico é um tema amplamente estudado na literatura, mas pouco se sabe sobre as relações de amizade estabelecidas entre os alunos com e sem NAS. Desta forma, este estudo teve como objetivo compreender as relações de amizade entre pares com e sem incapacidade, no qual participaram 126 alunos. O estudo adotou uma abordagem qualitativa e quantitativa, envolvendo questionários de autopreenchimento e entrevistas, aplicados a alunos e professores. Os resultados revelam que as relações de amizade existentes entre alunos com e sem incapacidade promovem empatia, independentemente do género, o respeito das diferenças, além de melhorar as habilidades sociais e a confiança dos alunos. Para os alunos com incapacidade, essas relações são cruciais para fortalecer a autoestima e a participação social. Por outro lado, os pares sem incapacidade desenvolvem competências sócioemocionais, como a empatia e a cooperação, enquanto reconhecem o valor da diversidade. Promover a inclusão, a participação social e a amizade nas escolas criam uma experiência educacional plena, que beneficia todos os alunos. Não só melhora os resultados escolares, mas também promove uma cultura escolar positiva onde a diversidade é comemorada e cada aluno se sente valorizado e apoiado.
- As atitudes das crianças em idade pré-escolar em relação aos seus pares com necessidades adicionais de suporte: associação a características pessoais e sociaisPublication . Freire, Joana Filipa Alves; Sanches-Ferreira, Maria ManuelaO objetivo deste estudo prende-se com a análise do papel de alguns fatores que estão associados ao desenvolvimento das atitudes das crianças em idade pré-escolar com desenvolvimento típico em relação aos seus pares com necessidades adicionais de suporte. Para isso, tomamos em consideração as características pessoais e sociais, que foram analisadas através das experiências anteriores das crianças, crenças, contextos e atitudes dos pais e educadores/as face à interação com pares com necessidades adicionais de suporte. A recolha de dados foi realizada com recurso a quatro escalas: Understanding Disability Scale, Perceived Attributes Scale, Perceived Capabilities Scale e Behavioral Intentions Scale, desenvolvidas por Van Hooser, em 2009, questionários aos pais e aos educadores. As atitudes das crianças foram avaliadas partindo da observação de dois conjuntos de fotografias de crianças de três grupos distintos: o primeiro conjunto com 1) com incapacidade motora, 2) com incapacidade intelectual, 3) sem incapacidade com os pares; e o segundo conjunto com os três grupos apresentados anteriormente sem os pares. Participaram nesta investigação 33 crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 6 anos de idade, a frequentar o ensino pré-escolar e divididas por oito salas, sendo que quatro tinham crianças com Necessidades Adicionais de Suporte (NAS) e as restantes quatro não tinham crianças com NAS. Os resultados demostraram a existência de associações entre a experiência dos pais e as atitudes das crianças e entre o desenho e o contexto em que estão inseridas. Tendencialmente, demonstram atitudes mais positivas face aos pares com desenvolvimento típico do que os pares com deficiência física e incapacidade intelectual.
- Atitudes de alunos de 1º ciclo face aos seus pares com incapacidadesPublication . Vidal, Mónica Salomé Moreira da Almeida; Alves, Sílvia Regina GonçalvesEste trabalho de investigação tem como objetivos o estudo das atitudes dos pares com desenvolvimento típico face aos pares com incapacidade e a avaliação dos efeitos de diferentes abordagens de intervenção desenvolvidas para promover a sensibilização e a aceitação dos alunos com incapacidade. Foram realizados dois estudos subcitados. No primeiro estudo, realizado num estabelecimento de ensino privado do concelho de Vila Nova de Gaia e focado na avaliação das atitudes, participaram 184 alunos do 1º ciclo de ensino com idades entre os 6 e os 10 anos. Para a avaliação das atitudes, os alunos preencheram uma versão reduzida do instrumento Chedoke-McMaster Attitudes Towards Children with Handicaps Scale, CATCH. No segundo estudo, focado na intervenção sobre as atitudes, foram avaliados os efeitos de diferentes abordagens de intervenção. Numa primeira fase, participaram 41 alunos de duas turmas do 1º ano de escolaridade, constituindo um grupo experimental e um de controlo. Implementou-se um programa de intervenção baseado em múltiplas estratégias distribuídas por oito sessões. Os seus efeitos foram avaliados através da CATCH-modificada e da observação das interações entre alunos com e sem incapacidade. Numa segunda fase, na “semana cultural”, 141 alunos dos 2º, 3º e 4º anos de escolaridade participaram em atividades baseadas no contacto com pessoas com incapacidade. Avaliaram-se as atitudes recorrendo à CATCH-modificada. Os resultados demostraram que as atitudes dos alunos são tendencialmente positivas e a intervenção de oito sessões, baseada numa combinação de estratégias, apresenta efeitos mais positivos do que a intervenção baseada predominantemente no contacto com pessoas com incapacidade.
- Centros de atividades ocupacionais: uma análise das atividades desenvolvidasPublication . Nunes, Tânia Zaida Duarte; Silveira-Maia, MónicaEm Portugal, os Centros de Atividades Ocupacionais (CAO) representam uma das principais respostas de apoio a jovens e adultos em situação de incapacidade. Contudo, a informação sistematizada sobre o teor das atividades desenvolvidas neste contexto, bem como sobre o significado que lhes é atribuído pelos técnicos e utilizadores destes serviços é reduzida. Este estudo teve por intenção caracterizar - através de uma pesquisa por inquérito -, o perfil de funcionalidade dos indivíduos apoiados nos CAO e descrever - com recurso também a um estudo de caso - as atividades promovidas por estes serviços quanto à sua natureza e diversidade, bem como quanto à sua significância para os utilizadores. Para o efeito, foram inquiridos - através de um questionário - técnicos de 23 instituições, e foram objeto de análise três instituições - através de observações em contexto a 109 utilizadores dos serviços, bem como entrevistas a três técnicos e seis utilizadores. A respeito do perfil de funcionalidade dos utilizadores dos CAO, observou-se, como denominador comum, a existência de deficiências e limitações/ restrições em vários domínios de funcionalidade, registando-se, maioritariamente, restrições severas no caso dos indivíduos predominantemente envolvidos em atividades estritamente ocupacionais, e restrições ligeiras e moderadas naqueles envolvidos em atividades socialmente úteis. As atividades cobrem vários domínios de atividades e participação e enquadram também respostas de natureza reabilitativa e de bem estar, notando-se preponderância do domínio de recreação e lazer - o que coincide com as preferências e interesses apurados na entrevista aos indivíduos. As atividades são desenvolvidas predominantemente em contexto de CAO. Nas atividades de recreação e lazer verifica-se maior recurso ao contexto comunitário, bem como maior diferenciação das estratégias de suporte usadas.
- Os efeitos de um programa de intervenção na participação social de uma criança com perturbação do espectro de autismo em jardim-de-infânciaPublication . Dias, Patrícia Filipa dos Santos; Alves, Sílvia Regina GonçalvesAs interações sociais com os pares são fundamentais para o desenvolvimento da criança, permitindo-lhe, através da relação com o outro, adquirir competências sociais, emocionais e cognitivas. Contudo, a literatura tem vindo a mostrar consistentemente que as crianças com incapacidades tendem a ter menos amigos e menos contactos sociais em contexto escolar e, por isso experienciam menos oportunidades para desenvolverem as suas competências sociais. Em particular, as limitações nas competências sociais e de interação apresentadas pelas crianças com perturbação do espectro do autismo (PEA) constituem um fator de risco na sua participação social, a que acrescem as interações que estabelecem com os pares com desenvolvimento típico e as atitudes de aceitação que estes demonstram face à incapacidade. Deste modo, este estudo teve como objetivo avaliar os efeitos de um programa de intervenção formado por duas componentes – sensibilização face à incapacidade e mediação por pares - nas interações, nas relações de amizade e nas atitudes de aceitação demonstradas pelos pares com desenvolvimento típico face a um aluno com PEA, implementado numa sala de jardim-de-infância. Trata-se de um estudo experimental de sujeito único, cujos resultados foram avaliados através da Escala de Atitudes e Aceitação, da nomeação sociométrica, da observação das interações e da Sensory Processing Measure- Preschool. Os resultados evidenciaram uma crescente aceitação social dos pares, verificada no final da intervenção através de atitudes mais positivas e do aumento de interações sociais com a criança com PEA. A criança com PEA passou a participar com mais frequência nas brincadeiras livres com os pares no contexto de sala de aula e de recreio, assim como entrou em redes de amizades.
- A elaboração do Portefólio de Transição [identificação de interesses e aspetos positivos da funcionalidade por uma jovem com incapacidade intelectual]Publication . Costa, Joana Cristina Teixeira da; Silveira-Maia, MónicaO presente estudo teve como objetivo analisar em que medida o envolvimento de uma jovem de 19 anos, com incapacidade intelectual, na elaboração de um portefólio de transição para a vida ativa, se revela um processo promotor do autoconhecimento e exploração pessoal, através de uma identificação mais abrangente das suas experiências, interesses e competências funcionais. O efeito valorativo da elaboração do portefólio - processo desenvolvido ao longo de 27 sessões - no reconhecimento de experiências e interações positivas de funcionalidade que sejam tomadas, pela própria jovem, como um ponto de partida para novas oportunidades no domínio de uma vida adulta autónoma, foi avaliado através da condução de uma entrevista – nos momentos pré e pós elaboração do portefólio – e do registo contínuo da participação da jovem ao longo das sessões. O guião da entrevista procurou incorporar tópicos que permitissem obter, através da perspetiva da jovem, um retrato da sua funcionalidade e do seu perfil pessoal. Socorremo-nos de técnicas de análise de conteúdo para examinar mudanças no conteúdo do discurso da jovem, procurando, com base nessa análise, quantificar e analisar a diversidade de experiências, interesses, funcionalidades e suportes reconhecidas pela própria antes e após elaboração do portefólio. Os resultados deste estudo indicam que a elaboração do portefólio promoveu a construção de um maior autoconhecimento, pela jovem, das suas competências, interesses e aspirações - havendo no momento pós-elaboração do portefólio uma maior referência a aspetos positivos da sua funcionalidade, nestas dimensões de análise. Assim, este estudo parece sugerir que o processo de elaboração do portefólio poder-se-á afigurar como uma metodologia facilitadora na condução de uma transição consonante com os princípios avançados na abordagem de planeamento centrado na pessoa.
- Ensino direto da matemática funcional: estudo de casoPublication . Cardoso, Ana Cristina Oliveira Novais; Santos, Miguel Augusto Meneses da SilvaNeste estudo, focado na aprendizagem do manuseio do dinheiro, pretendeu-se que os alunos adquirissem competências que os habilitasse a um maior grau de independência e participação na vida em sociedade, desempenhando tarefas de cariz financeiro de forma mais independente, por exemplo, compra de produtos, pagamento de serviços e gestão do dinheiro. Para alcançar o pretendido, utilizou-se a metodologia do ensino direto, com tarefas estruturadas. Numa fase inicial o investigador prestava apoio constante aos alunos, que foi diminuindo gradualmente à medida que atingiam as competências relacionadas com o dinheiro. Na fase final, os alunos realizaram as tarefas propostas de forma autónoma. Construído como um estudo de caso, os dados foram recolhidos através de observação direta e de provas de monitorização. Os alunos começaram por realizar uma avaliação inicial para delinear a linha de base da intervenção. Posteriormente, foi realizada a intervenção baseada no ensino direto, com recurso ao computador, à calculadora, a provas de monitorização e ao manuseio de dinheiro. O computador foi utilizado na intervenção como tecnologia de apoio à aprendizagem, permitindo a realização de jogos interativos e consulta de materiais. No final da intervenção os alunos revelaram autonomia na resolução das tarefas, pois já tinham automatizado os processos matemáticas para saber manusear corretamente a moeda euro. O ensino direto auxiliou os alunos a reterem as competências matemáticas essenciais de manuseamento do dinheiro, compondo quantias, efetuando pagamentos e conferindo trocos, que muito podem contribuir para terem uma participação independente na vida em sociedade
- Envolvimento da família e dos jovens com necessidades adicionais de suporte na elaboração dos Programas Individuais de Transição. Um estudo exploratórioPublication . Santos, Daniela Patrícia Araújo; Sanches-Ferreira, ManuelaEste estudo tem como objetivo principal compreender de que forma foi planeado o processo de Transição para a Vida adulta de jovens com necessidades adicionais de suporte especificamente nos aspetos relacionados com a participação e envolvimento do próprio e dos seus pais / encarregados de educação. Participam no estudo, de natureza qualitativa, os pais / EE de seis jovens com necessidades adicionais de suporte em fase de transição para a vida adulta ou que deixaram a escolaridade obrigatória há pouco tempo, bem como os próprios jovens. Para a recolha de dados recorreu-se a entrevistas semiestruturadas seguindo um guião previamente elaborado com base na literatura, na legislação em vigor (D.L. 54/2018) e também com o recurso ao questionário (TQI –Transition quality indicators, University Cornell), que foi traduzido e adaptado de forma apoder ter-se em conta a qualidade dos indicadores de transição presentes ao longo do processo. As entrevistas foram gravadas com a autorização dos intervenientes e foram posteriormente transcritas na íntegra e objeto de análise de conteúdo. Os dados obtidos, apesar das limitações devidas ao número reduzido da amostra, remetem-nos para a necessidade de refletir sobre os tópicos analisados, partilhando-os com a comunidade educativa e outros agentes envolvidos afim de se reverem práticas e promover atitudes congruentes com uma mudança que vá ao encontro das reais necessidades dos jovens com necessidades adicionais de suporte e das suas famílias.
- Estágio curricular num centro de apoio à aprendizagem de um agrupamento de escolas em Braga: Dois estudos de casoPublication . Abelha, Maria Francisca Gonçalves; Casanova, Mariana Sofia LucasEste trabalho apresenta uma intervenção desenvolvida num agrupamento de escolas do concelho de Braga. Teve como principal foco dois alunos-alvo (estudo de caso 1 e estudo de caso 2) com dois perfis de funcionamento distintos. O primeiro, diagnosticado com Síndrome de Leigh e o segundo com Perturbação do Espectro do Autismo. A intervenção teve como principal objetivo a implementação de práticas que desenvolvessem a sua autonomia e interação social no contexto escolar. Foram utilizados vários instrumentos de avaliação, como a Medida de Independência Funcional (FIM), a Medida de Avaliação Funcional (FAM), a Escala de Intensidade de Apoio para Crianças (SIS-C) e a Classificação Internacional da Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), para identificar as necessidades específicas dos alunos-alvo e definir os suportes necessários, visando promover a inclusão escolar e aumentar a sua autonomia funcional no contexto escolar. As estratégias de intervenção, bem como todos os recursos adotados e utlizados foram definidos tendo em conta o perfil de funcionalidade. Foram implementados tanto em contexto sala de aula como em contexto individual no Centro de Apoio à Aprendizagem do agrupamento. Finda a intervenção, para além de ser possível observar em ambos os casos um aumento significativo das aquisições curriculares, também foi possível notar uma evolução significativa na autonomia na realização das tarefas e um maior envolvimento e interação social dos alunos em contexto escolar. Conclui-se, assim, que o estágio contribuiu tanto para o desenvolvimento dos alunos acompanhados, como para o fortalecimento de práticas inclusivas no contexto escolar.
- Estudo da adequação do contexto às necessidades adicionais de suporte: implicações na autodeterminaçãoPublication . Correia, Dorisa Marlene Martins; Sanches-Ferreira, Maria ManuelaObjetivo: A nossa investigação tem como objetivo avaliar as necessidades adicionais de suporte a jovens/adultos com incapacidade do Centro de Apoio e Reabilitação para Pessoas com Deficiência – CARPD com idades compreendidas entre os 16 e os 40 anos. Procuramos também determinar de que modo as suas necessidades de suporte variam em função de fatores pessoais, da efetiva participação nas atividades, da adequação do suporte prestado pelo ambiente e da sua autodeterminação. Método: Participaram neste estudo 25 jovens/adultos com necessidades adicionais de suporte. Junto de cada jovem/adulto e do seu tutor/pessoa significativa foi recolhida informação sobre: (1) as suas necessidades de apoio nas atividades do quotidiano através da aplicação da Supports Intensity Scale (SIS); (2) os suportes fornecidos pelo meio e a participação (ou não) nas atividades; (3) a autodeterminação através da aplicação da Escala de Autodeterminação (ARC). Resultados: De modo global, as necessidades de suporte mais elevadas estão associadas a jovens/adultos com níveis de incapacidade mais elevados, com menor realização de atividades e menor nível de autodeterminação. As “Atividades de Proteção e Defesa”, seguindo-se “Atividades de Aprendizagem ao Longo da Vida" e as “Atividades de Trabalho e Emprego”, são aquelas onde os participantes apresentam menor índice de participação e, tendencialmente, onde o apoio prestado pelo contexto tende a ser menor do que o necessário. Os resultados serão discutidos à luz da necessidade de envolver todos os agentes da comunidades num esforço concertado no sentido de desde cedo (desde a escola) começar a planear o futuro dos jovens/adultos com incapacidade com vista ao seu projeto de vida.
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