ESS - FIT - Comunicações em eventos científicos
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Entradas recentes
- O Bem-Estar no trabalho e a Aliança Terapêutica na FisioterapiaPublication . Gonçalves, Luísa; Bonengel, Marine; Bancheri, Meije; Lopes, Sofia; Vieira, Ágata; Vieira, ÁgataO Bem-Estar (BE) no trabalho assume uma crescente relevância nas profissões de saúde. Na fisioterapia, a Aliança Terapêutica (AT) constitui um elemento central na abordagem clínica, promovendo e aumentando a confiança e adesão do utente. Estudar a relação entre o BE no trabalho dos fisioterapeutas e a AT com os seus utentes; analisar o efeito da duração da intervenção, da idade e do sexo do fisioterapeuta na AT; verificar a associação entre a satisfação com a remuneração, número de horas de trabalho por semana em fisioterapeutas com o seu BE no trabalho. Estudo observacional analítico transversal com 137 fisioterapeutas e 618 utentes. Foi aplicado um questionário de caracterização da amostra, o Work-Related Quality of Life (WRQoL) aos fisioterapeutas, para avaliar o BE no trabalho, e o Working Alliance Inventory - Short Revised (WAI-SR) aos utentes, para avaliar a AT. Para a análise da AT, foram elegíveis 31 respostas entre fisioterapeuta e respetivo utente. Para o estudo da relação entre os dados sociodemográficos e as dimensões do WRQoL e do WAI-SR foram utilizados os testes U de Mann Whitney e de Spearman com um intervalo de confiança de 95% no SPSS. Não se verificou uma correlação da AT com o BE no trabalho. Relativamente à idade do fisioterapeuta e ao sexo também não se verificaram correlações, no entanto, observou-se uma correlação positiva, de intensidade moderada, entre a duração da intervenção e a AT (p<0,001; r=0,665). A satisfação com a remuneração mostrou ter relação com o BE no trabalho (p<0,001). Não foi encontrada uma correlação entre o tempo de trabalho por semana e o BE no trabalho. Na presente amostra, parece que quanto maior a duração da intervenção melhor a AT estabelecida entre utente e fisioterapeuta, e que quanto maior a satisfação com a remuneração melhor o BE do fisioterapeuta no trabalho.
- Sinais de alerta do desenvolvimento fonológico em crianças dos 3 aos 5 anos - Perceção dos paisPublication . Cunha, Ana Francisca; Pinto, Marta Joana; de Sousa Pinto, Marta JoanaA fonologia estuda os sons da língua e a forma como os mesmos se combinam. Entre os 4 anos e os 4 anos e 6 meses, as crianças adquirem a maior parte do seu sistema fonológico. Quando uma criança possui uma perturbação dos sons da fala, realiza processos atípicos para a idade, que podem ser identificados como sinais de alerta no desenvolvimento fonológico (Coutinho, 2012). Nestes casos, sendo os pais as pessoas mais próximas da criança, é importante que reconheçam e detetem precocemente estas alterações, com vista a procurarem apoio terapêutico. Objetivo: Identificar os sinais de alerta do desenvolvimento fonológico, percecionados pelos pais, em crianças do préescolar; verificar os sinais a que os pais dão relevância para procurar apoio em terapia da fala; identificar os apoios formais e informais que os mesmos procuram. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, descritivo, transversal e de análise quantitativa. Utilizou-se um questionário, adaptado pela equipa de investigação e destinado a pais de crianças em idade pré-escolar, das zonas Norte e Centro de Portugal, que foi divulgado online através das redes sociais das autoras. A amostra obedeceu assim, a um processo de amostragem não probabilística. Foram consideradas 47 respostas. Resultados: Os resultados obtidos foram heterogéneos, demonstrando que os pais identificam mais sinais de alerta na faixa etária dos 4 anos. Para as faixas etárias dos 3 e 5 anos as respostas não foram expressivas. No entanto, verificou-se que a maioria dos pais, quando identificam dificuldades nos seus filhos, procuram o terapeuta da fala. Conclusão: Verificouse a necessidade de instrumentos que auxiliem os pais na identificação dos sinais de alerta para o desenvolvimento fonológico em idade pré- escolar, de forma a procurarem um apoio especializado e atempado.
- Efeitos de um programa de exercícios na força de preensão manual na indústria têxtilPublication . Lopes, Sofia; Vieira, Ágata; Coelho, Ana; Barroso, Bárbara; Silva, Diogo; Brochado, Gabriela; Vieira, ÁgataAs Lesões Músculo-Esqueléticas Relacionadas com o Trabalho têm vindo a tornar-se mais prevalentes ao longo dos últimos anos. Alguns fatores que agravam estas lesões são os movimentos repetitivos e posturas incorretas, podendo ter, como consequência, a diminuição da força de preensão manual, tornando-se importante a implementação de um programa de exercício terapêutico. Avaliar o efeito de um programa de exercício terapêutico na força de preensão manual em colaboradores de uma empresa têxtil. Material e Estudo Quase-Experimental realizado com 37 indivíduos que desempenhavam funções por turnos, distribuídos por um grupo experimental (n=10) e grupo controlo (n=27). Os colaboradores preencheram um questionário de caraterização, e a força de preensão manual foi avaliada com um dinamómetro manual, cuja calibração, é realizada anualmente assegurando o cumprimento dos requisitos exigidos. As avaliações foram realizadas pelo mesmo investigador, em dois momentos distintos, outubro de 2023, antes do início do programa de exercício, e maio de 2024, após a sua conclusão. O grupo experimental realizou o programa de exercício terapêutico durante as pausas de trabalho, ao longo de 5 meses, 2 vezes por semana. Recorreu-se ao programa SPSS para análise estatística, com um nível de significância de 5%. No grupo experimental observou-se um aumento da força de preensão manual bilateralmente 3,4 (3,2) Kgf (à direita) e 3,2(3,5) Kgf (à esquerda), tendo este sido significativo (p=0,008; p=0,018, respetivamente). Conclui-se que a implementação de um programa de exercício terapêutico é benéfico para o aumento da força de preensão manual em colaboradores da indústria têxtil.
- Efeitos da mobilização posteroanterior unilateral da coluna lombar na extensibilidade neural e muscular bilateral dos isquiotibiais – ensaio controlado randomizadoPublication . Rodrigues, Elisa; Hilário, Daniela; Crasto, Carlos; Bessa, Isabel Moura; Rodrigues, Elisa; Crasto, Carlos; Moura Bessa, IsabelEvidências sugerem que a mobilização posteroanterior (PA) unilateral da coluna lombar influencia a extensibilidade neural no membro ipsilateral. No entanto, os seus efeitos no membro contralateral e a sua manutenção após 72 horas permanecem pouco claros. Analisar os efeitos da mobilização PA unilateral, aplicada de T12/L1 a L5/S1, nos componentes musculares e neurais dos isquiotibiais de ambos os membros, imediatamente e até 72 horas após a intervenção. Ensaio clínico randomizado com uma amostra de 26 indivíduos (19 a 35 anos), divididos em dois grupos: experimental (GE) e controlo (GC), cada um com 13 participantes. A avaliação foi realizada em quatro momentos distintos: antes (M0), imediatamente (M1), 24 horas (M2) e 72 horas (M3) após a técnica de mobilização PA unilateral à direita, grau III de Maitland, aplicada de T12/L1 a L5/S1 (30 segundos em cada nível). O teste de elevação da perna com joelho em extensão (SLR) foi utilizado para medir a extensibilidade neural, e o teste de extensão passiva do joelho (PKE), para a extensibilidade dos isquiotibiais, ambos aplicados bilateralmente. Um inclinómetro de bolha Baseline® (modelo 12-1056, Fabrication Enterprises; White Plains, Nova Iorque), foi colocado na parte superior da crista da tíbia e ajustado para 0⁰ na posição inicial, servindo como referência para registo dos ângulos. A fiabilidade intraobservador foi previamente confirmada num estudo piloto (ICC: 0,992–0,998). Foram aplicados o teste t para amostras independentes e emparelhadas, e ANOVA de medidas repetidas (α = 0,05). Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos nos testes em momentos isolados. No entanto, o GE apresentou aumentos significativos na amplitude do teste SLR entre M0 e os momentos M1, M2 e M3 (~5⁰), bilateralmente. Não se verificaram diferenças significativas entre os grupos no teste PKE. A mobilização PA unilateral lombar à direita promove um aumento da extensibilidade neural bilateral que se mantém após 72 horas, sem efeitos relevantes na extensibilidade muscular dos isquiotibiais.
- Scapular kinematics and muscular activity level assessed before and after a scapular exercises programPublication . Melo, Ana S. C.; Cruz, Eduardo B.; Vilas-Boas, J. Paulo; Sousa, Andreia S. P.; Pinheiro de Sousa, Andreia SofiaShoulder pain is a major musculoskeletal complaint. Among different contributing factors for chronic conditions, the scapular adaptations have been identified as a relevant one. This association seems to be expressed through neurophysiological and biomechanical scapular parameters. However, there are some conflicting findings about this association between scapular adaptations and chronic shoulder pain, as well as about the effectiveness of a first line recommended intervention for shoulder pain s rehabilitation - therapeutic exercise.
- Artificial intelligence in problem-based learning in higher education: A scoping reviewPublication . Alexandrino, Ana; Cunha, Christine; Lima, Teresa; Alexandrino, Ana Silva; Cunha, ChristineThe rapid evolution of technology calls for continuous pedagogical innovation in higher education, with active approaches like Problem-Based Learning (PBL) fostering critical thinking and collaboration. Artificial Intelligence (AI) shows strong potential to enhance PBL, yet there is a clear need for comprehensive research on its integration within higher education (HE) curricula. This study aims to map the scope of existing evidence on the use of AI in PBL contexts for higher education students. The eligibility criteria follow the PCC framework: Population: Higher education students; Concept: Use of Artificial Intelligence; Context: Problem-Based Learning. Methodology: Following the Joanna Briggs Institute methodology and reporting according to PRISMA-ScR guidelines, this scoping review addresses the main research question: What is the scope of existing evidence on the use of AI in PBL for higher education students? The sub-questions are: 1. What types of AI tools and systems are used and how are they pedagogically integrated into PBL approaches for HE students? 2. What are the identified benefits and challenges in using AI in PBL contexts for HE students? 3. What are the identified research gaps regarding the use of AI in PBL for HE students? A systematic search will be conducted in electronic databases such as Scopus, Web of Science, ERIC, and ScienceDirect, including studies published between 2015 and 2025, available in English or Portuguese. Study selection will be done by two independent reviewers. Results will be synthesized narratively, grouping findings thematically. This review expects to identify AI tools applied in PBL, pedagogical strategies, benefits, challenges, and gaps in the literature, offering evidence-based insights for pedagogical practice, and guide future research in this emerging domain.
- Da teoria à prática: Entrevista a fisioterapeutas como estratégia pedagógica para a aplicação e integração dos conteúdos curricularesPublication . Lopes, Sofia; Silva, Sandra; Figueira, Vânia; Lopes, SofiaO trabalho colaborativo, como abordagem pedagógica, permite desenvolver tarefas em equipa capacitando os estudantes a enfrentar desafios complexos. Permite cooperação, comunicação, desenvolvimento de competências sociais e aprendizagem entre pares, sob a forma de projetos e/ ou debates em pequenos grupos, resolução de problemas e atividades práticas, como entrevistas. Neste sentido, foi objetivo avaliar a satisfação dos estudantes quanto à realização de uma entrevista a Fisioterapeutas, de forma a aplicar e integrar os conteúdos programáticos da Unidade Curricular de Introdução à Profissão, lecionada no 1º ano do Curso de Licenciatura em Fisioterapia do Instituto Politécnico da Saúde do Norte. Dos 203 estudantes inscritos na Unidade Curricular, 135 constituíram a amostra em estudo. Quanto à satisfação relativamente à entrevista, 95% (n=128) dos estudantes, auto-reportaram que se encontravam muito satisfeitos ou satisfeitos com esta prática pedagógica. Os resultados parecem indicar que os estudantes auto-percepcionaram que a entrevista apresentou-se como uma dinâmica de aprendizagem inovadora.
- Nano versus bulk: Evaluating the toxicity of lanthanum, yttrium, and cerium oxides on Enchytraeus crypticusPublication . Santos, Joana; Neca, Inês; Capitão, Ana; Nogueira, João; Santos, José A. S.; Pinto, Edgar; Barreto, Angela; Silva, Ana L. Daniel da; Maria, Vera L.; Pinto, EdgarConsidering the increase in demand for rare earth elements (REEs) and their accumulation in soil ecosystems, it is crucial to understand their toxicity. However, the impact of lanthanum, yttrium and cerium oxides (La2O3, Y2O3 and CeO2, respectively) on soil organisms remains insufficiently studied. This study aims to unravel the effects of La2O3, Y2O3 and CeO2 nanoparticles (NPs) and their corresponding bulk forms (0, 156, 313, 625, 1250 and 2500 mg/kg) on the terrestrial species Enchytraeus crypticus. The effects on survival, reproduction (21 days (d)), avoidance behavior (2 d) and DNA integrity (2 and 7 d) of E. crypticus were evaluated. No significant effects on survival were observed. For La2O3, the bulk form affected more endpoints than the NPs, inducing avoidance behavior (1250 mg/kg) and DNA damage (1250 mg/kg - 2 d; 2500 mg/kg - 7 d). The Y2O3 NPs demonstrated higher toxicity than the bulk form: decreased reproduction (≥ 1250 mg/kg); induced avoidance behavior (≥ 625 mg/kg) and DNA damage (≥ 156 mg/kg - 2 d; 2500 mg/kg - 7 d). For CeO2, both forms exhibited similar toxicity, decreasing reproduction (625 mg/kg for bulk and 2500 mg/kg for NPs) and inducing DNA damage at all tested concentrations for both forms. REEs oxides toxicity was influenced by the REEs type and concentration, exposure time and material form, suggesting different modes of action. This study highlights the distinct responses of E. crypticus after exposure to REEs oxides and shows that REEs exposure may differently affect soil organisms, emphasizing the importance of risk assessment.
- Scapular muscle dynamic stiffness of asymptomatic subjects and subjects with chronic shoulder pain, at rest and isometric contraction conditionsPublication . Melo, Ana S. C.; Pinheiro de Sousa, Andreia Sofia; Montóia, Bárbara; Cruz, Eduardo B.; Vilas-Boas, J. Paulo; Sousa, Andreia S. P.Muscle stiffness had a crucial role in joint stability, particularly, at the shoulder complex. Although changes in upper trapezius muscle stiffness have been described for shoulder pain, contradictory findings have been obtained. Also, existing data regarding scapular muscles are, majorly, about trapezius. Myotonometry is a method used to assess stiffness; however, the reliability values of scapular muscle stiffness through this method have not been assessed in shoulder pain conditions. The present study aims to compare scapular muscles’ stiffness (trapezius, serratus anterior, and levator scapulae) between subjects with and without chronic shoulder pain and to evaluate the related test-retest reliability. Twenty-two symptomatic and twenty-two asymptomatic subjects participated in a cross-sectional study. The dynamic muscular stiffness of scapular muscles, at rest and during an isometric contraction, was measured bilaterally with myotonometry, in two moments. The differences in bilateral averaged values between symptomatic and asymptomatic subjects and the effect of the group (group presenting pain in the dominant or non-dominant side, and asymptomatic group) and of the limb (unilateral painful or asymptomatic limb, and bilateral asymptomatic limbs) were investigated. Test-retest intra-rater reliability was determined. An effect of the group was observed at rest, for middle trapezius stiffness, and during contraction, for middle and lower trapezius stiffness. For middle trapezius, increased values were observed in the group presenting pain in non-dominant side comparing to both groups or to group presenting pain in dominant side. The intraclass correlation coefficient, majorly, ranged between 0.775 and 0.989. Participants with pain in the non-dominant side presented an increased middle trapezius’ stiffness. Globally, high reliability was observed for scapular muscles dynamic stiffness.
- Powered smart textile-based exoskeleton for human support movementPublication . Ferreira, C.; Fertuzinhos, A.; Silva, R.; Ramalho, M.; Vale, B.; Silva, J.; Costa, L.; Oliveira, C.; Ramôa, A.; Aguiar, F.; Pilastri, A.; Matta, A.; Dias, P.; Sampaio, R.; Machado, D.; Costa, M.; Roças, A.; Madureira, P.; Moreira, Juliana; Pereira, J. R.; Pereira, C.; Pereira, F. B.Industrial environments require people’s physical efforts related to excessive force, poor posture, and repetitive tasks that increase the risk of developing musculoskeletal diseases. Due to the high prevalence of postural complaints and consequent global health burdens, a significant demand has been conducted to build and implement powered lower and upper limb devices for human enhancement, considering the working layout/position, anthropometric and ergonomic data to generate valuable information for posture correction guidance.
