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ESE - DPRM - Administração das Organizações Educativas

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  • O contributo do processo de autoavaliação no agrupamento de escolas D. Pedro IV para a melhoria na prestação do serviço educativo
    Publication . Silva, Ricardo Jorge Coelho dos Santos; Pereira, Paula Cristina Romão
    A Autoavaliação é um processo essencial de gestão, regulação e desenvolvimento organizacional, que permite à escola refletir sobre o seu funcionamento, identificar fragilidades e potenciar os seus pontos fortes, assumindo-se como um motor de melhoria contínua. Procuramos, com a concretização deste projeto, compreender o contributo do processo de Autoavaliação para a melhoria da prestação do serviço educativo no Agrupamento de Escolas D. Pedro IV, Vila do Conde. O projeto assenta num quadro teórico onde se define a escola como organização educativa, o enquadramento legal da avaliação em Portugal, a articulação entre Avaliação Externa das Escolas (AEE) e Autoavaliação, reforçada pelos referenciais da Inspeção Geral da Educação e Ciência (IGEC). O enquadramento teórico mostra que a AEE permite uma visão externa e comparativa e a Autoavaliação leva à reflexão interna e à transformação efetiva das práticas pedagógicas e organizacionais. A investigação adota uma abordagem quantitativa, desenvolvida através de um estudo de caso no Agrupamento de escola D. Pedro IV, recorrendo à análise documental e à utilização de inquéritos por questionário, envolvendo os diferentes intervenientes educativos: docentes, coordenadores, Assistentes Técnicos, Assistentes Operacionais e alunos do 1.º e 3.º ciclos. A análise documental dos relatórios de Autoavaliação demonstra um predomínio de dados quantitativos e descritivos, com reduzida análise crítica e poucas propostas de ação. Os resultados mostram que o processo de Autoavaliação é reconhecido como relevante, mas é visto como burocrático e pouco transformador, devido à falta de articulação entre os diferentes intervenientes e à limitada integração dos resultados nos planos de melhoria. Observa-se, contudo, uma crescente consciencialização da importância da participação e do diálogo entre os membros da comunidade educativa. A Autoavaliação só contribuirá verdadeiramente para a melhoria da escola quando for entendida não como mera obrigação administrativa, mas como um processo contínuo de aprendizagem organizacional, capaz de gerar mudança, inovação e qualidade educativa.
  • Pontes para a diversidade: Planear pedagogicamente para integrar alunos e famílias migrantes
    Publication . Calçada, Sónia Alexandra Fernandes Vinhal Gomes; Romão, Paula
    O projeto “Pontes para a Diversidade: Planear pedagogicamente para integrar alunos e famílias migrantes”, desenvolvido como estudo de caso, procura analisar e melhorar os processos de acolhimento e inclusão de alunos migrantes num Agrupamento de Escolas marcado por crescente diversidade cultural. Assenta em dois objetivos: (OG1) identificar e caracterizar os processos de acolhimento e promoção do sucesso destes alunos e (OG2) desenvolver estratégias pedagógicas que favoreçam a sua inclusão, assegurando equidade e igualdade de oportunidades. A investigação recorreu a uma metodologia mista, combinando questionários dirigidos a alunos migrantes e aos seus encarregados de educação com análise documental dos principais instrumentos organizacionais do Agrupamento. A articulação entre perceções de alunos e famílias, triangulada com os dados institucionais, permitiu uma compreensão mais completa da realidade estudada. Os resultados evidenciam dificuldades linguísticas significativas que afetam a participação nas aulas, o envolvimento em atividades e a comunicação escola/família. Verificou-se ainda alguma discrepância entre a forma como alunos e encarregados de educação percecionam o acompanhamento escolar e a clareza da informação disponibilizada. Embora existam orientações internas que valorizam a inclusão, a sua concretização mostra-se, por vezes, insuficiente ou pouco consistente. Conclui-se que a integração eficaz de alunos migrantes exige práticas de ensino diferenciadas, apoio sistemático em Português Língua Não Materna, comunicação mais acessível e a valorização explícita da diversidade cultural no quotidiano escolar. Apontam-se como linhas de ação futura a implementação de um plano estruturado para a diversidade, o reforço de mecanismos de mediação cultural e o aprofundamento da investigação através de metodologias qualitativas.
  • Orientação Vocacional no Ensino Secundário – Estudo de caso num agrupamento de escolas do Grande Porto
    Publication . Filipe, Jéssica Raquel Gomes; Queirós, João Pedro Luís de
    O presente projeto, desenvolvido no âmbito do Mestrado em Administração das Organizações Educativas da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, incide sobre o papel da orientação vocacional no ensino secundário e sobre o modo como esta se organiza num agrupamento de escolas do sistema público e como influencia os processos de tomada de decisão académica e profissional dos alunos. Num contexto marcado pela incerteza laboral e económica e pelas profundas transformações tecnológicas, as escolhas vocacionais dos jovens tornam-se cada vez mais complexas e exigentes, solicitando uma intervenção educativa sistemática. Através da realização de um estudo de caso, procedeu-se à análise das práticas de orientação vocacional em contexto escolar, tendo por base três preocupações: o estudo da organização interna dos serviços e recursos disponíveis; a análise da perceção dos alunos sobre as suas necessidades e o apoio recebido; e a reflexão sobre o envolvimento das famílias na tomada de decisão. A investigação recorreu a uma metodologia mista, envolvendo a análise documental e técnicas de recolha de dados como entrevistas e inquéritos por questionário. Os resultados demonstram que, embora exista reconhecimento da importância da orientação vocacional, a sua aplicação revela-se muitas vezes desprovida de sistematicidade e articulação com os diferentes intervenientes educativos. É notória a fraca participação dos encarregados de educação, fator que compromete a eficácia do processo e acentua desigualdades no acesso à informação e apoio vocacional. Neste sentido, o estudo propõe um conjunto de medidas com vista ao reforço da eficácia e equidade da orientação vocacional na escola.
  • O papel das equipas multidisciplinares de apoio à educação inclusiva no combate ao insucesso escolar: Um estudo de caso
    Publication . Pereira, Beatriz Lima; Delgado, João Paulo Ferreira
    O insucesso escolar tem sido reconhecido e encarado há várias décadas como um problema presente nos sistemas educativos atuais, cujo trabalho e foco se têm desenvolvido no sentido de o combater. É, por isso, pertinente perceber qual o papel das Equipas Multidisciplinares de Apoio à Educação Inclusiva neste processo, bem como os resultados da sua intervenção. Neste trabalho fez-se um estudo de caso com esse objetivo e utilizou-se uma abordagem qualitativa, com recurso a entrevistas semiestruturadas e grupos de discussão focalizada como métodos de recolha de dados. Os principais resultados demonstram, por um lado, que o trabalho desenvolvido por estas equipas é, sem dúvida, essencial para os alunos e para a Escola e, por outro, o impacto que a família e o contexto socioeconómico apresentam no insucesso escolar
  • Práticas de gestão escolar para a Inserção de alunos imigrantes: Uma perspetiva local a partir de uma escola pública e de uma escola privada
    Publication . Almeida, José Ricardo da Silva; Teixeira, Maria Inês da Silva
    O presente estudo analisa as práticas de gestão escolar na inclusão de alunos imigrantes em duas escolas: uma pública e uma privada. Num contexto de crescente diversidade cultural e linguística, procurou-se compreender como diferentes atores educativos — diretores, coordenadores pedagógicos, docentes, alunos e encarregados de educação — percecionam e operacionalizam estratégias inclusivas. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem de natureza mista: aplicação de questionários a docentes, alunos e encarregados de educação, e, realização de entrevistas semiestruturadas e focus group aos diretores e a coordenadores de departamento (que também responderam aos questionários, enquanto docentes), respetivamente. Os instrumentos de recolha de dados foram previamente validados e os questionários foram aplicados em formato digital e em formato de papel. Para o tratamento dos dados – quantitativos e qualitativos – as técnicas utilizadas foram o tratamento estatístico e a análise de conteúdo, respetivamente. Os resultados evidenciaram disparidades nos planos de acolhimento, insuficiente formação docente, escassez de recursos especializados e fraco envolvimento das famílias, sobressaindo, ainda, as barreiras linguística e cultural como principais entraves. Concluiu-se que, apesar de avanços, a inclusão escolar continua condicionada por fatores estruturais e organizacionais, exigindo maior articulação entre políticas e práticas educativas, formação docente aplicada e estratégias de comunicação intercultural.
  • Entre a zona de conforto e a vontade de mudança. O papel das lideranças intermédias na melhoria do serviço educativo: estudo de caso.
    Publication . Silva; Sandra Isabel Oliveira da; Teixeira, Maria Inês da Silva
    As práticas pedagógicas dos docentes têm um papel fundamental no desenvolvimento e nas aprendizagens das crianças e dos jovens, tornando-se essencial que cada profissional reflita continuamente sobre a sua atuação, contribuindo para um serviço educativo de qualidade. Através de um estudo de caso, conduzido num agrupamento de escolas, investigam-se as perceções dos docentes em geral e dos próprios coordenadores de departamento, sobre a influência destes na qualidade das práticas educativas exercidas pelos docentes, nomeadamente no que respeita à promoção do trabalho colaborativo e à inovação pedagógica. A metodologia adotada é de natureza mista, com a aplicação de questionários e de entrevistas individuais semiestruturadas, alvo de tratamento estatístico e de análise de conteúdo, respetivamente. Os resultados evidenciam a relevância do papel do coordenador de departamento enquanto promotor de práticas colaborativas e inovadoras, bem como os constrangimentos por ele sentidos, que se constituem como desafios à sua atuação. Os condicionalismos impostos por esses constrangimentos levaram à criação de um plano de ação que visa fomentar a constituição de comunidades de prática e o fortalecimento das lideranças intermédias.
  • Universidades e Politécnicos em tempos de globalização neoliberal: Um estudo de caso sobre a influência supranacional na autonomia, produção e disseminação de conhecimento em Ciências da Educação no Porto e Lisboa
    Publication . Menezes, Mariana Sofia Cardoso Vasconcelos Quintanilha de; Delgado, João Paulo Ferreira
    Numa realidade marcada pela globalização neoliberal, o Ensino Superior tem sofrido profundas transformações. A promoção de um ambiente competitivo que valoriza métricas e resultados, ao qual as instituições de Ensino Superior não conseguem escapar, tem marcado as experiências das lideranças, bem como dos docentes e investigadores. A influência crescente de entidades supranacionais e processos como o de Bolonha contribuíram para uma maior pressão nas instituições para a adaptação ao mercado global, com efeitos na autonomia e na produção e disseminação de conhecimento. Esta dissertação procurou compreender as perceções de diferentes lideranças, docentes e investigadores sobre os efeitos da influência supranacional na autonomia e na produção e disseminação de conhecimento, nas instituições públicas de Ensino Superior da área das Ciências da Educação, das cidades do Porto e Lisboa. Constituindo-se como um estudo de caso, a abordagem qualitativa concretizou-se na realização de sete entrevistas semiestruturadas e dois grupos focais. Posteriormente, recorreu-se à análise temática dos dados. Com base nas perceções reunidas no processo de recolha de dados, foi possível compreender que a influência supranacional se traduz, essencialmente, em questões como a pressão para a publicação, o acesso a financiamento, a definição das agendas de investigação, a preocupação institucional com a reputação, entre outras. Os resultados obtidos potenciam uma reflexão sobre os desafios que as instituições de Ensino Superior portuguesas enfrentam face à influência supranacional, concorrendo para uma discussão sobre a configuração da autonomia destas instituições e o seu papel na construção e disseminação de conhecimento.
  • Qualidade e certificação de entidades de formação pela DGERT
    Publication . Soares; Gisela Mendes França; Romão, Paula Cristina
    O presente trabalho, realizado no âmbito do Mestrado Administração das Organizações Educativas, tem como objetivo analisar o impacto da certificação DGERT na Qualidade das entidades formadoras em Portugal. Através de uma revisão bibliográfica sobre Qualidade, sistemas de gestão da Qualidade e certificação, e de uma pesquisa qualitativa com as entidades formadoras certificadas e a entidade certificadora, procura-se compreender os desafios e benefícios associados à implementação da norma DGERT. Os resultados indicam que a certificação contribui para a melhoria da Qualidade percebida pelas entidades formadoras, através da implementação de sistemas de gestão da Qualidade e da promoção de uma cultura de melhoria contínua. No entanto, a pesquisa também revela desafios como a burocracia do processo de certificação e a necessidade de maior apoio às pequenas entidades. As implicações deste estudo são relevantes tanto para as entidades formadoras como para a DGERT, sugerindo a necessidade de simplificar o processo de certificação e de oferecer mais suporte e acompanhamento às entidades durante e após a sua implementação.
  • Perspetiva dos alunos sobre a sua participação, envolvimento e autodeterminação em contexto escolar
    Publication . Costa, Maria Emília Brandão da; Alves, Sílvia
    O compromisso global para uma escola inclusiva, e consequentes esforços dos países para implementar políticas de inclusão, foram seguidos pela investigação dos fatores que contribuem para o sucesso na implementação deste modelo educacional, nomeadamente, ao nível das políticas das escolas, dos professores e dos pares. No entanto, poucos estudos privilegiam a perspetiva dos alunos, em particular dos alunos com necessidades adicionais de suporte (NAS), o que parece ser uma omissão na investigação, considerando o discurso dominante sobre a importância da educação centrada no aluno para valorizar a sua voz. Escutar o que os alunos têm para dizer acerca da sua experiência escolar e de inclusão é essencial para aumentar a compreensão dos outros atores sobre a educação inclusiva. O objetivo deste estudo é conhecer a opinião de alunos do 3º ao 9º ano de escolaridade acerca do processo de inclusão no contexto educativo. Para isso, iremos estudar: a) até que ponto os alunos participam nas atividades escolares, dentro e fora da sala de aula; b) como descrevem a sua participação social; c) o quanto se sentem envolvidos nas atividades educativas; até que ponto sentem que são considerados na tomada de decisão sobre o seu processo educativo. Participaram no estudo 325 alunos de quatro agrupamentos de escolas. Os resultados sugerem que o facto de os alunos terem medidas adicionais de suporte, não se traduz num acréscimo da atenção e feedback do professor, nem numa maior preocupação com a sua autodeterminação, apesar destes alunos apresentarem motivação e grau de envolvimento semelhantes aos seus pares. Também indicam falta de hábitos de auscultação da voz dos alunos nas tomadas de decisão sobre o seu processo educativo.
  • A autoaprendizagem e o autoconhecimento em contexto escolar: um estudo sobre os Agrupamentos de Escola/Escolas não agrupadas do Norte de Portugal
    Publication . Ferreira, Arlindo José Falhas; Pereira, Pedro Duarte
    Dada a natureza da minha formação de base (professor de Física e Química), sempre impulsionei a curiosidade e o espírito crítico aos meus alunos e tentei fazê-los atores principais dos seus processos educativos, o que nem sempre foi fácil, quer por culpa deles, quer, sobretudo pela minha, já que o mais experiente dentro da sala de aula era eu… Esta perceção foi-se consolidando ao longo da minha atividade profissional, enquanto diretor de turma (DT), coordenador de departamento e, sobretudo, diretor, reforçando a ideia de que nem sempre o mais responsável pela autonomia do aluno é o que por ela mais faz. Dado que desenvolvo neste momento da minha atividade profissional um contacto privilegiado com diretores de escolas, resolvi fazer esta investigação, escolhendo-os como público-alvo, no sentido de aferir do seu interesse pelas práticas de autoconhecimento e de autoaprendizagem, em ambiente escolar, já que as considero relevantes no pressuposto referido acerca de qual o lugar que o aluno deve e está, efetivamente, a ocupar na sala de aula. Optei por esse foco porque acredito, verdadeiramente, que pelo autoconhecimento se potencia a autoaprendizagem e, através de ambas estas práticas, em contexto de aula, o aluno desenvolve a sua identidade e autenticidade, tão necessária nesta sociedade global, de modo a tornar-se uma personalidade única e completa. Este auto trabalho permitirá expandir, a partir do interior de cada um, a consciência que todos são diferentes e devem permanecê-lo, bem como formar personalidades autênticas, decididas e livres, que valorizam mais as atitudes do que atos, os ideais além das ideias e com opinião própria em vez da opinião pública.