ESMAE - DM - Artes e Tecnologias do Som
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Percorrer ESMAE - DM - Artes e Tecnologias do Som por orientador "Azevedo, Mário Joaquim Silva"
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- Das vozes que me cantam à voz que entooPublication . Castro, Sann Gusmão; Azevedo, Mário Joaquim Silva; Freijo, Ana Isabel NistalUma deriva poético-filosófica sobre as forças que constituem o real. A “voz” é aqui metáfora das paisagens ruidosas, estratificadas, mas também um fluxo de potências que atravessam o mundo, revelando um campo de tensões onde a diferença se afirma em cada repetição. A pesquisa quis fazer da criação como que gesto ritual ativador e reorganizador dessas forças, sem buscar uma origem ou uma verdade, mas deixando-as vibrar em suas aparições. Lógica constelar, jogo, perversão, estética de si, aqui a técnica vem como feitiço — uma articulação do sensível que faz do real espaço de montagem de percepções e afetos sempre provisórios. A lembrar que a queda da aura é abertura para o experimental. Por fim, uma defesa do simulacro, da interpretação da interpretação, este texto reinscreve a imagem como campo de luta, de atravessamentos e de vozes que se entoam umas às outras.
- Entrespassos, o processo criativo como lugar informePublication . Dias, Maria Ana Amaral de Figueiredo Guimarães; Pereira, Bruno Alexandre Bernardino; Azevedo, Mário Joaquim SilvaEste projecto é uma auto-etnografia, quase auto-retrato, de um querer pós-fenomenológico, que recorre ao método de investigação-acção monográfico. Parte da minha vontade de compreender melhor a forma como o meu olhar sobre caminhadas quotidianas que faço, me afecta no processo criativo. A pesquisa implicou referências acerca de caminhadas e dos caminhantes a que elas se entregam, da significância do objecto artístico, da imediatidade e espontaneidade da criação, do entre sentir - pensar - fazer. Tanto as caminhadas como a escrita, assumem um papel preponderante na recolha de fragmentos/sementes criativas. Ambas representam uma fenda no mundo, no meu pensar e sentir, onde se dão as ideias e se dão umas com as outras e umas às outras. Neste sentido, avancei para a criação artística de uma obra transdisciplinar, Entrespassos, que contempla as linguagens poéticas da palavra e do som (acrescentando ao projecto de investigação, a visual - fotografia), cujos alicerces criativos se sustentaram no mundo que me é externo e na sensação causada pela minha observação e escuta atentas, como principais responsáveis expressivos e geradores de conteúdo artístico. Espero com este projecto de investigação e respectivo objecto artístico, partilhar a urgência da receptividade sensorial e abertura do espírito à criação de uma obra, a partir de algo gerado e germinado em torno de uma postura de deslumbramento quase infantil, de um deslumbre perante o nosso quotidiano.
- Geração imagética visual através do som: Walk MePublication . Gonçalves, Maria João Freitas Gonçalves; Azevedo, Mário Joaquim Silva; Lopes, Filipe Cunha MonteiroEste projeto de mestrado consistiu na criação de uma instalação – Walk Me - que explora o imaginário visual numa relação estreita com o som. Em particular, o propósito é que cada pessoa gere o seu imaginário, a partir das propostas sonoras, e, com base nesse imaginário, especificamente pela tomada de decisões ao longo da experiência, crie a sua narrativa. A instalação consiste na audição individual de trechos sonoros com auscultadores, num espaço com pouco ruído visual e sonoro, na qual cada pessoa é lançada para dentro de uma sonoridade inicial. A narrativa é então construída perante os diferentes sons e sonoridades que vão surgindo, contando também com momentos em que o participante poderá tomar decisões que, arguciosamente, irão afetar o que adiante será dado a ouvir. Esse momento de decisão, consumado com recurso a uma interface, é ponto principal para animar o imaginário visual e evitar a monotonia, o hábito, a conformidade. Foram feitas entrevistas semiabertas, após cada participante experimentar a instalação, a fim de conhecer a relação imaginária que cada pessoa estabeleceu com a experiência sonora proposta. Com esta conversa, pretendeu-se ir em busca do imaginário visual que surgiu a cada um, por forma a pensar como a experiência atravessou as ressonâncias internas e deu sinal de si através das imagens desencadeadas que, por sua vez, foram trazidas à tona durante a entrevista. Com base na análise aos comentários dos participantes, através da apreciação das notas redigidas durante a entrevista, notou-se que a esmagadora maioria dos participantes, não obstante serem empurrados para um mundo aberto de sonoridades sem fortes dependências causais, num contexto que até se assemelha a um jogo, projeta a sua vivência recente no seu imaginário visual.
- Modos de escuta, a antropologia da música e o produtor musical independente - Influências da escuta nas decisões éticas e criativas de um produtor musical independentePublication . Marques, João Miguel Ribeiro Silva; Azevedo, Mário Joaquim SilvaNeste contexto digital e globalizado, onde algoritmos e mercados moldam a escuta e a produção musical, a diversidade sonora enfrenta uma crescente homogeneização. Esta dissertação investiga como a escuta crítica pode informar decisões éticas e criativas na prática do produtor musical independente. Partindo da etnomusicologia e atravessando filosofia, antropologia da música e práticas artísticas, propõe-se uma escuta situada: atenta aos contextos culturais, consciente das heranças sonoras e comprometida com a diferença. A Walking Methodology serve como base para uma investigação que integra teoria e prática, som e corpo, tradição e experimentação. Ao longo deste trabalho, defende-se que a escuta não é apenas um gesto sensorial, mas uma ferramenta de pensamento, de resistência estética e de responsabilidade ética. Através da produção de um arquivo sonoro original, esta dissertação propõe um modelo de criação musical que dialoga com o mundo de forma crítica e implicada.
- Passagens sonoras: escuta, espaço e improvisaçãoPublication . Silva, Maria Teresa Sarmento Ferreira da; Azevedo, Mário Joaquim Silva; Lopes, Filipe Cunha MonteiroEste projeto tese investiga a caminhada como prática estética, criativa e transformadora, explorando a sua relação com o processo artístico e com a escuta atenta do ambiente. A partir de caminhadas livres e espontâneas pela cidade do Porto, foram recolhidas impressões sensoriais, sonoras e reflexivas, posteriormente transduzidas em narrativas e composições musicais. O caminhar revelou-se não apenas um exercício físico, mas também um espaço de contemplação, de expansão do tempo vivido e de aprofundamento do espaço experienciado. Nesse encontro entre exterior e interior, emergiu uma escuta ampliada, necessária para novas abordagens criativas e para o desenvolvimento de improvisações sonoras. Neste contexto, o corpo afirma-se como lugar central da experiência, ponto de partida para a perceção e modo de estar-no-mundo, tal como é sublinhado pela fenomenologia (Merleau-Ponty, Husserl). A atenção dada às impressões sensoriais e sonoras transforma o percurso urbano em acontecimento vivido, no qual sujeito e ambiente se constituem mutuamente. O tempo “alargado” da caminhada suspende a rotina quotidiana e cria condições para uma relação mais aberta, atenta e sensível ao que se manifesta no ambiente. Assim, o projeto assume-se como uma proposta artística enraizada no movimento, na escuta sensível e na relação orgânica com o mundo, evidenciando a dimensão fenomenológica como horizonte teórico e prático que sustenta a investigação.
