ISCAP - DM - Auditoria
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O Mestrado em Auditoria desenvolve competências técnicas de recolha, tratamento e análise de dados e informação de índoles e fontes muito diversificadas que permitam formar e sustentar uma opinião sobre a fidedignidade da informação disponível na organização objeto de auditoria, particularmente em auditorias de âmbito Contabilístico, Fiscal e de Gestão.
Pretende-se desenvolver competências de investigação direccionada para as metodologias de investigação aplicada, valorizando a aplicação dos conhecimentos na procura de soluções para problemas da área da organização interna e dos processos de auditoria das organizações. A formação técnica especializada na área de Auditoria é complementada com uma formação científica geral. No final do ciclo de estudos, o Mestre em Auditoria deve ser capaz de:
- Conhecer e analisar, crítica e fundamentalmente, as técnicas, os instrumentos e as metodologias específicas da área da Auditoria adotados pelas instituições;
- Conhecer e saber aplicar e compatibilizar as normas nacionais com as normas internacionais de auditoria;
- Conceber, organizar e gerir um sistema de controlo interno;
- Analisar a eficácia e eficiência de um sistema de controlo interno na óptica de auditor externo;
- Planear e organizar o processo de auditoria de forma a minimizar os riscos inerentes à emissão de um parecer o objeto da auditoria;
- Reconhecer a natureza ética inerente ao exercício da actividade de Auditor;
- Conhecer os estudos científicos e as linhas de investigação mais relevantes em Auditoria;
- Desenvolver, sob orientação, projetos de investigação aplicada, nomeadamente projetos de investigaçaão/ação sobre problemáticas específicas da área da Auditoria.
Saídas Profissionais
- Auditor Interno;
- Auditor Externo;
- Inspector Tributário;
- Revisor Oficial de Contas (ROC);
- Técnico Oficial de Contas (TOC);
- Director Financeiro;
- Consultor Financeiro e de Gestão;
- Contabilista de Gestão.
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Entradas recentes
- A importância da auditoria financeira para o processo político democráticoPublication . Pinho, Carlos Manuel da Silva Pereira Pinheiro de; Rio, Rui Fernando da SilvaEste estudo tem como objetivo explorar a relação entre auditoria financeira e política. O universo de análise compreende titulares e ex-titulares de cargos políticos cuja formação académica, experiência profissional ou exercício de funções estejam relacionados com matérias de auditoria financeira. A finalidade do estudo consiste em compreender, através de entrevistas realizadas a esses titulares e ex-titulares, como eles percecionam a importância da auditoria financeira para a sociedade democrática e para o processo de tomada de decisão política. A revisão da literatura permitiu sistematizar as principais definições e conceitos de auditoria financeira e de política, delimitando assim o enquadramento teórico do estudo. Optou-se por uma abordagem qualitativa, adequada à investigação de perceções e significados, utilizando a entrevista como técnica principal de recolha de dados. As questões que compõem o roteiro de entrevistas, dirigidas aos entrevistados, foram elaboradas de modo a responder às hipóteses formuladas. Essas hipóteses assentes em diferentes vertentes: a consciência técnica que o decisor político possui acerca da auditoria financeira; a relação entre auditoria financeira e a sociedade democrática; a evolução normativa da auditoria financeira impulsionada pelo poder político; e o contributo da auditoria financeira para o processo de decisão política. A apresentação, análise e interpretação dos dados obtidos nas entrevistas proporcionaram informações detalhadas e relevantes, permitindo alcançar os objetivos propostos pelo estudo. Os resultados e conclusões obtidos possibilitaram responder à questão de investigação, confirmando que o poder político reconhece, de forma satisfatória, a importância da auditoria financeira para a sociedade democrática e para o processo de decisão política.
- A confidencialidade do auditor tributário - entre o dever de sigilo e os deveres de revelaçãoPublication . Gonçalves, Tânia Margarida da Silva Garcia; Rocha, Ana Paula MarquesA confidencialidade constitui um princípio estruturante da auditoria e da inspeção tributária, sendo determinante para a proteção dos dados dos contribuintes e para a credibilidade do sistema fiscal. Contudo, este dever de sigilo não é absoluto: em diversas situações, a lei impõe a sua derrogação em nome do interesse público, como no combate à criminalidade económico-financeira ou no âmbito da cooperação internacional. Este estudo tem como objetivo analisar a confidencialidade no exercício da auditoria e da inspeção tributária em Portugal, clarificando os limites do dever de sigilo e identificando os contextos em que os profissionais estão obrigados a revelar informação reservada. Pretende-se ainda compreender a perceção de auditores e inspetores tributários sobre este equilíbrio, bem como os desafios que enfrentam no seu desempenho. Metodologicamente, a investigação adota uma abordagem qualitativa, com base em entrevistas a inspetores da Autoridade Tributária e Aduaneira e a auditores financeiros e do Tribunal de Contas. A análise empírica foi complementada por uma revisão da legislação e jurisprudência relevantes, bem como pela análise de casos mediáticos que demonstram os dilemas do sigilo profissional. Os resultados evidenciam que a confidencialidade é reconhecida como um valor essencial, mas coexistente com deveres de revelação em contextos legalmente tipificados. Os profissionais entrevistados apontaram como principais dificuldades a necessidade de equilibrar transparência e sigilo, bem como as pressões externas que condicionam a sua atuação. Conclui-se que a proteção da confidencialidade exige não apenas a aplicação rigorosa das normas legais e deontológicas, mas também medidas organizacionais que reforçam a confiança da sociedade na auditoria e na inspeção tributária. Este estudo contribui para a literatura ao analisar de forma integrada o papel da confidencialidade nestas funções, evidenciando os dilemas éticos e práticos vividos pelos profissionais e sugerindo a necessidade de reforço de mecanismos de proteção e clarificação normativa.
- O papel do revisor oficial de contas no combate ao branqueamento de capitaisPublication . Nunes, Luís Carlos Barbosa; Fernandes, Tiago Vieira Pimenta MartinsA recente legislação sobre o Branqueamento de Capitais alude a profissão dos auditores, sendo esta sujeita a um conjunto de procedimentos que deverão ser implementados no decurso das auditorias de forma a melhorar a eficácia na prevenção e combate a este crime. A sustentação deste trabalho baseia-se inicialmente numa revisão da literatura sobre o enquadramento teórico dos conceitos relacionados com o tema, nomeadamente as fases, as formas e as possíveis ligações com a economia paralela. Segue-se ainda as consequências do Branqueamento de Capitais na economia e a evolução legislativa nacional e europeia nesta matéria. O trabalho aborda ainda importantes instrumentos para os auditores em matéria de Branqueamento de Capitais, nomeadamente o Guia de Aplicação Técnica Nº16 emitido pela Ordem dos Revisores Oficiais de Contas e o Regulamento Nº 2/2020 da CMVM.
- A estreita relação entre a auditoria e o controlo interno: principais diferenças existentes no controlo interno entre a PME e a grande empresaPublication . Guedes, Ana Rita Nogueira; Torres, Cláudia Maria Teixeira Pinto Gomes; Torres, Cristina Maria Dias PereiraNum contexto em que a transparência e a confiança são pilares fundamentais da gestão organizacional, a presente dissertação analisa o papel da Auditoria, com especial enfoque na Auditoria Interna (AI) e no Controlo Interno (CI), enquanto instrumentos estratégicos para a promoção da eficiência e da fiabilidade nas organizações. O estudo procura compreender de que forma a AI contribui para o fortalecimento do CI e para a melhoria dos processos de gestão, considerando as diferenças na aplicação destes mecanismos entre Pequenas e Médias Empresas (PME) e Grandes Empresas (GE). Recorrendo a uma abordagem quantitativa, foi aplicado um questionário a 92 empresas, obtendo-se 123 respostas válidas, que permitiram testar empiricamente as hipóteses formuladas. Os resultados evidenciam que, nas GE, a AI assume um papel mais formal e estratégico, refletindo-se em Sistemas de Controlo Interno (SCI) robustos e monitorizados. Nas PME, apesar de reconhecida a importância dos controlos, a limitação de recursos e a centralização das decisões conduzem a práticas menos formalizadas, mas frequentemente mais flexíveis e adaptáveis. Conclui-se que a integração entre AI e o CI é essencial para aumentar a eficácia, fiabilidade e sustentabilidade das organizações, sendo que a adoção de mecanismos de controlo ajustados à dimensão e complexidade de cada empresa contribui para uma gestão mais informada, transparente e orientada para a criação de valor.
- O papel do auditor no combate ao branqueamento de capitaisPublication . Vilela, Vitória Maria Teixeira; Monteiro, Maria de Fátima MendesO branqueamento de capitais (BC) constitui um dos maiores desafios enfrentados pelas economias modernas, pela sua capacidade de distorcer o funcionamento dos mercados, fragilizar as instituições financeiras e comprometer a integridade do sistema económico. Neste contexto, o auditor desempenha um papel fundamental na deteção e prevenção de práticas que possam estar associadas à ocultação de fundos de origem ilícita. O presente relatório de estágio, desenvolvido no âmbito do Mestrado em Auditoria, tem como objetivo analisar o papel do auditor no combate ao branqueamento de capitais, identificando os principais procedimentos de auditoria que contribuem para a mitigação deste risco e as ferramentas utilizadas no exercício profissional, nomeadamente o SIPTA (Sistema de Informação e Planeamento de Trabalhos de Auditoria), o Microsoft Excel e o PEPData. O estudo adota uma metodologia qualitativa, baseada na experiência prática adquirida durante um estágio de nove meses numa Sociedade de Revisores Oficiais de Contas (SROC). Através da observação direta e da análise documental, procurou-se compreender de que forma as práticas de auditoria e os controlos internos podem contribuir para a deteção precoce de operações suspeitas. Os resultados obtidos demonstram que o auditor, ao cumprir rigorosamente as Normas Internacionais de Auditoria (ISA) e ao manter uma postura de ceticismo profissional, constitui uma linha de defesa essencial na integridade financeira das organizações. O uso de ferramentas tecnológicas, como o SIPTA e o Excel, revelou-se igualmente determinante para assegurar a rastreabilidade, a fiabilidade e a qualidade da informação analisada. Em conclusão, o relatório evidencia que a combinação entre rigor técnico, ética profissional e tecnologia constitui o alicerce para uma atuação eficaz do auditor na prevenção e combate ao branqueamento de capitais.
- A influência do conservadorismo contabilístico na qualidade da auditoria: evidência europeiaPublication . Ribeiro, Raúl Reófilo Freitas; Maldonado, Isabel Alexandra Neves; Pinho, Joaquim Carlos da CostaEsta dissertação investiga a relação entre o conservadorismo contabilístico e os honorários de auditoria nas empresas do STOXX Europe 600 entre 2018 e 2024. O conservadorismo é mensurado através de um índice baseado em accruals construído a partir do modelo de Kothari, enquanto os honorários de auditoria em logaritmo são utilizados como aproximação do esforço e da qualidade do trabalho de auditoria. A análise empírica recorre a dados em painel, estimados através de regressões multivariadas com efeitos fixos de indústria-por-ano e erros-padrão clusterizados à firma. Os modelos incluem os determinantes tradicionais dos honorários de auditoria, assegurando que o efeito estimado do conservadorismo é isolado de fatores económicos estruturais. Os resultados indicam uma associação positiva e estatisticamente significativa entre conservadorismo e honorários de auditoria. Um aumento de um desvio-padrão no índice de conservadorismo está associado, em média, a um acréscimo na ordem dos 6–7% nos honorários de auditoria. As variáveis de controlo apresentam, em geral, os sinais esperados, e a Big 4 não exibe efeito estatisticamente significativo quando considerados os restantes fatores. O trabalho contribui para a evidência europeia recente ao mostrar que práticas contabilísticas mais prudentes se associam a auditorias de maior intensidade.
- Pressões para o envolvimento da gestão de topo em práticas de responsabilidade social empresarial e seus impactos: teoria institucionalPublication . Magalhães, Marta Filipa de Sousa; Silva, Amélia Cristina Ferreira da; Monteiro, Albertina Paula MoreiraAs recentes evoluções regulatórias europeias intensificaram as exigências associadas à divulgação e garantia da informação sobre sustentabilidade. Uma vez que a implementação de práticas de responsabilidade social depende, em grande parte, da gestão de topo, é importante compreender os fatores que impulsionam o seu envolvimento neste processo. Este estudo analisa a forma como as pressões institucionais, de ordem coerciva, mimética e normativa influenciam o envolvimento da gestão de topo em práticas de responsabilidade social e a sua relação causal com o envolvimento dos stakeholders, a divulgação e garantia dos relatórios de sustentabilidade, a qualidade da informação e o desempenho empresarial. Para esse efeito, foi desenvolvido um modelo conceptual, testado através de Modelo de Equações estruturais, com base em dados recolhidos através de um questionário aplicado a auditores, contabilistas e gestores/diretores. Com base numa amostra de 431 observações, os resultados indicam que as pressões normativas têm um impacto positivo no nível de envolvimento da gestão de topo, bem como na divulgação e garantia dos relatórios de sustentabilidade. Em sentido oposto, as pressões coercivas e miméticas têm efeitos negativos no nível de envolvimento da gestão de topo e na divulgação do relato de sustentabilidade, contrariando as expectativas teóricas iniciais. O efeito dessas pressões na garantia do relato de sustentabilidade não é significativo. Além disso, verificou-se uma relação causal entre o nível de envolvimento da gestão de topo, o nível de envolvimento dos stakeholders, a qualidade da informação e a melhoria do desempenho das empresas. A garantia da informação também revelou ser determinante para a qualidade da informação e o sucesso empresarial. Este estudo contribui para a literatura ao fornecer evidências empíricas sobre as pressões institucionais que moldam o envolvimento da gestão de topo na sustentabilidade empresarial, reforçando a importância dos stakeholders e da qualidade da informação divulgada no desempenho empresarial.
- A divulgação do capital intelectual em instituições do ensino superiorPublication . Araújo, Marta Filipa Pereira; Vale, José António Fernandes OliveiraO capital intelectual é reconhecido como um ativo intangível determinante para a criação de valor e competitividade nas instituições de ensino superior. Apesar da sua relevância, a divulgação do capital intelectual neste setor permanece heterogénea e sem padrões universais, o que evidencia uma lacuna na compreensão sobre a forma e a consistência com que estas instituições comunicam os seus ativos intangíveis. Assim, o objetivo desta dissertação é analisar o nível e a qualidade da divulgação de CI nas IES, contribuindo para o debate sobre transparência e competitividade no ensino superior. O presente estudo analisa a divulgação o capital intelectual pelas 100 melhores universidades que integram o World University Rankings by Subject 2025: Business and Economics, elaborado pela Times Higher Education em parceria com a Elsevier. Para tal, aplicou-se uma análise de conteúdo aos websites institucionais, com base numa grelha composta por 21 indicadores distribuídos pelas dimensões estrutural, relacional e humana. A avaliação considerou tanto a extensão como a qualidade da informação divulgada, através de uma escala de mensuração previamente definida. Os resultados demonstram que as instituções de ensino superior divulgam, em média, 13,98 indicadores (num total de 21), correspondendo a um índice médio de extensão de 0,67 e a um índice médio de qualidade de 0,50. Observa-se maior expressão do capital estrutural, seguido do capital relacional, sendo o capital humano o menos representado, o que evidencia práticas de divulgação ainda pouco equilibradas entre as diferentes dimensões do CI. Estes resultados contribuem para o debate sobre transparência, accountability e competitividade no ensino superior, ao demonstrar que as universidades com práticas de divulgação mais estruturadas tendem a reforçar a sua legitimidade e reputação no contexto académico global.
- Impacto da inteligência artificial em procedimentos de auditoria em PortugalPublication . Lopes, Maria Margarida Figueiredo; Bastos, Susana Adelina Moreira CarvalhoEsta dissertação, inserida no âmbito do Mestrado em Auditoria, tem como escopo principal perceber a evolução e o impacto associado à implementação e utilização de ferramentas de Inteligência Artificial nos procedimentos de auditoria, em Portugal. A metodologia de investigação adotada é de natureza qualitativa, que assenta na recolha de dados obtidos através do contributo de profissionais da área de auditoria. Foram realizadas várias entrevistas e as respetivas questões foram estruturadas com base na revisão de literatura analisada. Paralelamente, foi solicitada uma entrevista ao Bastonário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, o Dr. Fernando Virgílio Macedo, de modo a que fosse possível refletir a perspetiva desta entidade reguladora sobre a relação da Inteligência Artificial com a área da auditoria. Os resultados obtidos possibilitam apresentar uma resposta clara de acordo com o objetivo principal desta investigação. Para além disso, permitem aumentar o conhecimento sobre esta temática, nomeadamente a sua evolução e implementação nos procedimentos de controlo interno e na deteção da fraude. A pesquisa desenvolvida revela que a eficácia dos sistemas de controlo interno depende da dimensão e dos recursos disponíveis das entidades, sendo as Pequenas e Médias Empresas mais vulneráveis a limitações estruturais. A Inteligência Artificial é percecionada como um instrumento complementar que otimiza as tarefas, apoia a deteção de irregularidades e reforça a tomada de decisões, sem substituir naturalmente o pensamento crítico humano. A prevenção e deteção de fraude permanecem como tarefas fundamentais na área da auditoria, destacando-se a importância da colaboração entre profissionais de auditoria e entidades reguladoras, assim como da modernização contínua e da formação especializada para ser possível garantir a eficácia e a sustentabilidade da profissão em Portugal. Considera-se, por isso, que o principal objetivo desta investigação foi cumprido, ainda que se tenham evidenciado limitações, nomeadamente a indisponibilidade por parte dos entrevistados e a dimensão da amostra.
- O Impacto da tecnologia na auditoria – uso de ferramentas tecnológicas e da Inteligência Artificial: relatório de estágioPublication . Gomes, Maria Beatriz da Silva; Neto, Cláudia Maria Teixeira Pinto GomesO presente relatório de estágio tem como tema o Impacto da Tecnologia na Auditoria Financeira, num contexto em que o setor se encontra em profunda transformação digital. As tecnologias emergentes, como a Inteligência Artificial e a análise automatizada de dados, têm vindo a alterar de forma significativa os métodos de trabalho dos auditores, trazendo vantagens ao nível da eficiência, da fiabilidade e da profundidade das análises. Porém, esta evolução coloca também desafios relevantes, sobretudo no que diz respeito a preservar o ceticismo profissional e na adaptação das competências exigidas aos auditores. O estudo adotou uma abordagem qualitativa, com base num estágio profissional realizado na firma Deloitte, no qual me foi possível aplicar e observar os procedimentos reais em auditoria, bem como refletir sobre o uso de ferramentas tecnológicas no contexto profissional. Além disso, foram ainda analisadas diversas rubricas das demonstrações financeiras, tanto do balanço como da demonstração de resultados, permitindo, deste modo, uma visão mais prática e abrangente da atividade de auditoria. As principais conclusões destacam que a tecnologia representa, efetivamente, um importante aliado do auditor, potenciando a qualidade e a eficácia do trabalho desenvolvido. No entanto, a implementação destas técnicas requer um processo de adaptação cuidado, com investimento em formação contínua, revisão de procedimentos internos e reforço de boas práticas profissionais. O trabalho destaca, desta forma, a importância em encontrar um equilíbrio entre a inovação tecnológica e a preservação dos princípios fundamentais da auditoria, como a independência, o julgamento crítico e a fiabilidade da evidência obtida. Com efeito, este trabalho contribui para o debate académico e profissional sobre o papel da tecnologia na auditoria financeira, incentivando uma reflexão crítica e estratégica sobre o futuro da profissão.
