ISCAP - Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto
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O ISCAP é uma escola de ensino superior politécnico que tem por missão específica a formação, a investigação, a criação e difusão da cultura e do saber e a prestação de serviços na área das ciências empresariais.
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Percorrer ISCAP - Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto por orientador "Alcarva, Paulo Alexandre dos Santos"
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- A importância dos fatores macroeconómicos na estrutura de capital nas PME do setor de tecnologias da informação: um estudo empírico para o caso de PortugalPublication . Rodrigues, Tomás Aguiar; Alcarva, Paulo Alexandre dos SantosO presente estudo visa investigar o impacto dos fatores macroeconómicos na estrutura de capital das pequenas e médias empresas do setor de tecnologias de informação, em Portugal. Tendo como ponto de partida os modelos e teorias explicativas da estrutura de capital, este estudo pretende analisar o impacto das variáveis macroeconómicas – como é o caso da taxa de juro, da taxa de inflação, do crescimento económico português e da estabilidade política – nas decisões de financiamento das empresas em análise. Para o efeito, foi utilizado o modelo de dados em painel, consistindo o hiato temporal em análise naquele que medeia entre os anos de 2012 e de 2022 – abrangendo, desse modo, o período da pandemia de 2020 e de 2021. Para além disso, o estudo abrange uma amostra de 2120 empresas, selecionadas com base na respetiva atividade económica, todas localizadas em Portugal. Quanto às variáveis de controlo, foram incluídas variáveis como a liquidez, a rentabilidade, a tangibilidade dos ativos e a oportunidade de crescimento, de forma a assegurar a robustez dos resultados. Tendo em linha de conta os resultados que foram obtidos, conclui-se que há fatores – como a taxa de juro, o crescimento económico e a estabilidade política – que têm impacto na estrutura de capital das pequenas e médias empresas do setor em estudo. Por outro lado, observou-se que a inflação mostrou não ser estatisticamente significativa para esta questão. Adicionalmente, as pequenas e médias empresas do setor de tecnologias de informação – em face da natureza dinâmica que apresentam e da necessidade de estarem em constante inovação – demonstraram uma maior sensibilidade às condições macroeconómicas, por comparação com outros setores.
- Adoção de sistemas de pagamento digitais em Portugal - um estudo com adaptação do modelo UTAUTPublication . Ribeiro, Mariana Patrícia Silva; Alcarva, Paulo Alexandre dos SantosA crescente digitalização dos serviços financeiros tem impulsionado a adoção de sistemas de pagamento digitais em Portugal. Este estudo tem como objetivo geral analisar os fatores que influenciam a perceção e a adoção destes sistemas, através da adaptação do modelo teórico UTAUT ao contexto específico dos utilizadores portugueses. Embora originalmente concebido para ambientes organizacionais, o modelo UTAUT foi ajustado para compreender as dinâmicas de utilização individual, considerando as dimensões da eficiência percebida, segurança percebida, acessibilidade percebida e custos percebidos. Com base numa abordagem quantitativa, foi aplicado um inquérito a 425 participantes, sendo os dados analisados por meio de regressão linear múltipla e modelos de equações estruturais. Entre os objetivos específicos, destacam-se a análise das influências mútuas entre as quatro dimensões teóricas, bem como o teste empírico das relações propostas. Os resultados revelam que a eficiência e a acessibilidade percebidas têm um impacto positivo e significativo na adoção dos sistemas de pagamento digitais. A segurança mostrou-se relevante, inclusive como variável mediadora. Por outro lado, os custos percebidos não exerceram o efeito negativo esperado, sugerindo uma reinterpretação do seu papel como barreira à adoção. Diferenças estatisticamente significativas entre grupos sociodemográficos, sobretudo em função do nível de escolaridade, reforçam a importância da literacia digital. O estudo fornece contributos relevantes para a academia, reguladores e prestadores de serviços, ao oferecer um modelo validado para compreender a adoção de tecnologias financeiras, e ao propor diretrizes práticas para a conceção de soluções digitais mais eficazes e inclusivas.
- Como a volatilidade do PSI difere do IBEX35 em período de crisePublication . Azevedo, Simão Pedro Ferreira; Alcarva, Paulo Alexandre dos SantosA presente dissertação analisa a volatilidade dos retornos diários dos índices bolsistas PSI (Portugal) e IBEX35 (Espanha), através da aplicação dos modelos GARCH, EGARCH e TGARCH, antes, durante e após crise pandémica. Com base nos dados analisados entre o período de 2018 e 2024, os resultados obtidos demonstram uma elevada persistência da variância condicional em ambos os mercados, sendo mais acentuada no mercado bolsista PSI. Adicionalmente, os modelos assimétricos divulgam a presença de efeitos de alavancagem, sobretudo no IBEX35, visto que, durante o período referente à crise pandémica, o mesmo assinala uma maior sensibilidade a choques negativos, apresentando um coeficiente γ superior ao do PSI e mais significativo. Estes resultados demonstram diferenças significativas na reação da volatilidade entre os dois mercados ibéricos, contribuindo para a literatura sobre mercados financeiros europeus.
- Controlo de gestão no ensino superior politécnico: diagnóstico e proposta de melhoria para o Instituto Superior de Contabilidade e Administração - Instituto Politécnico do PortoPublication . Castro, Manuel Luís Martins de; Alcarva, Paulo Alexandre dos SantosO presente projeto, intitulado “Controlo de Gestão no Ensino Superior Politécnico: Diagnóstico e Proposta de Melhoria para o ISCAP – P.PORTO”, enquadrase no Mestrado em Controlo de Gestão e Finanças – Profissionalizante e tem como objetivo principal diagnosticar o sistema de controlo de gestão do ISCAP e propor melhorias que reforcem a eficiência, a transparência e o alinhamento estratégico institucional. O estudo parte do reconhecimento de que as IES públicas enfrentam crescentes exigências de accountability e sustentabilidade, exigindo sistemas de gestão mais integrados e orientados para resultados. Para responder a este desafio, adotou-se uma metodologia aplicada, de natureza qualitativa e caráter profissionalizante, baseada num estudo de caso único. As etapas seguiram uma estratégia de intervenção composta por diagnóstico, definição de objetivos, planeamento, implementação piloto e avaliação. A recolha de dados combinou análise documental, observação direta e enquadramento teórico sustentado nas abordagens da Nova Gestão Pública (Hood, 1991), nos modelos de controlo de Ferreira e Otley (2009) e no Balanced Scorecard (Kaplan & Norton, 1992, 2001). Os resultados evidenciaram fragilidades na integração de indicadores, na coerência dos dados e na articulação entre planeamento estratégico e monitorização de resultados. Com base no modelo do Balanced Scorecard, foi desenvolvida uma proposta de melhoria que estrutura um Sistema de Controlo de Gestão Integrado (SCGI), permitindo alinhar as quatro perspetivas – financeira, clientes, processos internos e aprendizagem e crescimento. A proposta prevê uma implementação faseada: no curto prazo, criação de dashboards e revisão de KPIs; no médio prazo, reestruturação de processos e formação; e no longo prazo, um modelo global de governação de dados. Conclui-se que o projeto, suportado pelo BSC, contribui para reforçar a cultura de desempenho e a tomada de decisão baseada em evidência, demonstrando a relevância do controlo de gestão na otimização da gestão pública e na sustentabilidade das Instituições de Ensino Superior.
- Determinação do valor intrínseco de uma PME: estudo de caso – a empresa Diamantino SegurosPublication . Pinto, Paulo Alexandre Gomes de Carvalho de Figueiredo; Machado, Ricardo André Cabral de Carvalho Bahia; Alcarva, Paulo Alexandre dos SantosO presente estudo estima o valor económico da Diamantino Seguros, microempresa portuguesa de mediação de seguros, na sequência de uma aproximação de compra, enquadrando a análise na Insurance Distribution Directive (IDD) e na Lei n.º 7/2019, que aumentam os custos de compliance e o risco operacional. Segue-se um desenho aplicado com as contas 2018–2024 e entrevistas aos sócios, numa carteira de 6.220 apólices e retenção próxima de 95%. Em 2024 o volume de negócios foi 270.962,94€ e a margem EBITDA caiu para 3,45 por um reforço de pessoal e FSE, num ano de investimento que antecede a nova loja em Alpendurada, com 50 mil euros de capex e potencial para um milhão de euros de prémios em regime estabilizado. A avaliação assenta no Free Cash Flow to the Firm (FCFF) com perpetuidade e taxa de desconto obtida por build-up, vertida num WACC de 12,47% e crescimento terminal de 2,5%, triangulada por múltiplos e por um valor patrimonial ajustado. Em complemento, uma simulação de Monte Carlo quantifica a incerteza dos parâmetros de desconto, do crescimento e da execução. Os resultados apontam para um valor do capital próprio de 1,264 milhões de euros no caso base, com uma mediana simulada de 1,450 milhões e um intervalo P10–P90 entre 1,129 e 1,908 milhões, refletindo a dominância do valor terminal. A comparação com práticas locais ancoradas em 1,5x prémios cobrados produz um headline superior ao valor intrínseco e exige harmonização de métricas e um earn-out para alinhar o preço e o risco. Recomenda-se uma negociação cash-free debt-free em torno de 1,45 milhões, com um pagamento inicial de 0,9–1,1 milhões e um earn-out trianual indexado aos prémios e retenção, alinhando incentivos e partilhando o risco. O trabalho oferece um quadro replicável para microintermediários, ancorado nas International Valuation Standards (IVS), que articula evidência histórica, modelização prospetiva e exigências regulatórias, e explicita os riscos de pessoa-chave, de compliance e de execução, determinantes para a transferibilidade do valor.
- Modelo de financiamento e avaliação económico-financeira para uma Comunidade de Energia Renovável (CER)Publication . Leite, Ana Sofia Dias; Alcarva, Paulo Alexandre dos SantosA transição energética tem impulsionado o desenvolvimento das Comunidades de Energia Renovável (CER) como uma solução capaz de promover a produção e utilização de energia mais descentralizada, sustentável e participativa. Apesar da evolução do enquadramento jurídico e da crescente maturidade tecnológica, a implementação destes projetos continua condicionada por desafios económicos, financeiros e organizacionais, evidenciando a necessidade de desenvolver modelos que garantam não apenas a sua viabilidade económica, mas também a sua financiabilidade. A presente dissertação tem como objetivo desenvolver um modelo de financiamento aplicável a uma CER, recorrendo a um estudo de caso desenvolvido na Frontrow, Lda. Para esse efeito foi adotada uma metodologia que integra a caraterização técnica e regulamentar do projeto, a construção de um modelo económico-financeiro, a avaliação da viabilidade através dos indicadores Valor Atual Líquido (VAL), Taxa Interna de Rentabilidade (TIR) e o período de recuperação do investimento, bem como a avaliação da financiabilidade através dos indicadores Cash Flow Available for Debt Service (CFADS) e Debt Service Coverage Ratio (DSCR). Complementarmente, foram realizadas análises de sensibilidade e um stress test associado ao risco regulatório decorrente da evolução da Tarifa de Acesso às Redes. Os resultados demonstram que o projeto apresenta viabilidade económica e uma estrutura financeira compatível com os critérios habitualmente exigidos pelas entidades financiadoras. Paralelamente, evidenciam que a integração da análise da financiabilidade, da governança e da gestão do risco permite reforçar a robustez da tomada de decisão e criar condições para uma evolução das CER para modelos de gestão integrada da energia, orientados para a otimização dos recursos disponíveis e para uma maior eficiência económica.
- O impacto da qualidade da auditoria no custo da dívida das PME portuguesas não financeirasPublication . Gouveia, Maria Margarida Carvalho; Alcarva, Paulo Alexandre dos Santos; Monteiro, Maria de Fátima MendesA presente dissertação tem como objetivo analisar o impacto da qualidade da auditoria no custo da dívida das Pequenas e Médias Empresas (PME) portuguesas não financeiras, num contexto institucional caracterizado por um sistema jurídico de tradição code-law e por uma forte dependência do financiamento bancário. Uma vez que a qualidade da auditoria não é diretamente observável, esta é analisada através de diferentes proxies amplamente utilizadas na literatura, nomeadamente a dimensão e reputação do auditor, o tipo de opinião emitida na Certificação Legal das Contas (CLC) e a estabilidade do auditor. A análise incide sobre observações empresa-ano de PME portuguesas não financeiras no período de 2015 a 2024, recorrendo a informação financeira e contabilística obtida a partir da base de dados SABI e à estimação de modelos de regressão linear múltipla. Os resultados evidenciam que a auditoria prestada por entidades Big Four apresenta uma associação positiva e estatisticamente significativa com o custo da dívida, contrariando a expetativa teórica formulada. Por sua vez, não é encontrada evidência estatisticamente significativa de uma relação entre o tipo de opinião emitida e o custo da dívida. Em contrapartida, a estabilidade da relação auditor-cliente revela uma associação negativa e estatisticamente significativa com o custo da dívida, sugerindo que relações de auditoria mais duradouras tendem a estar associadas a menores custos de financiamento. O estudo contribui para a literatura sobre auditoria e financiamento empresarial, ao fornecer evidência empírica sobre o papel da auditoria na avaliação do risco de crédito em PME portuguesas não financeiras.
