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Publicação

Derivados da arbutina e a sua atividade citotóxica: Revisão da literatura

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Autores

Correia, Patrícia Carla dos Santos Correia
Pinho, Cláudia

Orientador(es)

Resumo(s)

Aarbutina, de fórmula molecular, C12H16O7, é um glicosídeo derivado da hidroquinona e pode ser encontrado nas folhas de plantas das famílias Ericaceae, Asteraceae, Proteaceae e Rosaceae[1]. Tradicionalmente, a arbutina está associada ao tratamento de infeções urinárias e à cicatrização de feridas, devido às suas propriedades antimicrobianas, antioxidantes e anti-inflamatórias[1,2]. Nos últimos anos, estudos têm sido desenvolvidos de forma a identificar novos derivados da arbutina, devido ao seu potencial terapêutico. Identificar os derivados da arbutina com atividade citotóxica, a sua origem e discutir esta atividade em estudos in vitroe in vivo. Revisão clássica de literatura, utilizando isoladamente e, em associação, as palavras-chave “arbutin derivatives”,“cytotoxicity” e“cancer cell lines” nas bases de dados científicas PubMed, Science Direct e SciELO. Não foi considerada nenhuma limitação temporal, e foram analisados artigos redigidos em inglês e português. Verificou-se que existem mais de 100 derivados naturais da arbutina com estruturas químicas variadas e diversos isómeros[3]. Os derivados da arbutina apresentam diversas atividades biológicas, sendo a citotóxica uma das mais predominantes. Para a atividade citotóxica encontraram-se 10 derivados da arbutina, como por exemplo, os derivados 4’-O-[(E)-p-coumaroyl]arbutina, 4’-O-[(E)-caffeoyl] arbutinae 4’-O-[(E)-feruloyl] arbutina, isolados a partir de Casearia multinervosa, e que demonstraram atividade citotóxica contra células linfáticas de um modelo animal em estudos in vitro[3]. Já o derivado 2’-[(E)-2’’, 5’’-dihydroxycinnamoyl] arbutina, isolado das folhas de Heliciopsis lobata, inibiu a proliferação de células cancerígenas gástricas(MGC-803) em 43%, a 20μg/mL[4]. Os estudos publicados demonstram que diversos derivados da arbutina têm atividade citotóxica, podendo ser uma alternativa promissora para o tratamento de doenças,como o cancro. Contudo, devem ser realizados mais estudos in vivo de forma a assegurar a sua segurança e eficácia.

Descrição

Palavras-chave

Arbutin derivatives Cytotoxicity Cancer cell lines

Contexto Educativo

Citação

Silva, I., Pinho, C., & Correia, P. (2026). Derivados da arbutina e a sua atividade citotóxica: Revisão da literatura. Proceedings of Research and Practice in Allied and Environmental Health, 2(3), 9. https://doi.org/10.26537/prpaeh.v2i3.6803

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