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- A tecnologia no ensino da interpretaçãoPublication . Duarte, Pedro; Costa, Susana de Noronha Nascimento Leão da CunhaO objectivo deste trabalho é apresentar o processo de introdução da Interpretação Remota e de Teleconferência como unidade curricular do Mestrado em Tradução e Interpretação Especializadas do ISCAP. A Interpretação Remota e de Teleconferência apresenta-se como uma nova modalidade de uma tarefa já de si exigente, onde a tecnologia representou desde sempre um papel importante enquanto meio essencial de transmissão de áudio de e para o intérprete. Contudo, a introdução de novas tecnologias, como a videoconferência, no mercado das comunicações levou a que o intérprete se deparasse com um outro tipo de mediação tecnológica que representa novas condições de trabalho. Com base em vários testes os profissionais da área da interpretação referem diversos problemas de carácter técnico (qualidade áudio/vídeo, visibilidade do espaço remoto), físico (irritações nos olhos, dores de pescoço) e psicológico (sentido de alienação, desmotivação) que obstam à realização de interpretação remota ou de teleconferência. Estes são o suporte de variadas objecções no que respeita à viabilidade da realização desta modalidade de interpretação. O mercado de trabalho, por seu turno, já oferece serviços de interpretação que utilizam estas novas tecnologias. Tal situação leva, necessariamente, a que as entidades formadoras tenham de reconsiderar a formação nesta modalidade específica da interpretação. Estas entidades deparam-se agora com uma nova geração de alunos cujas competências estão ainda a ser desenvolvidas, e cuja habituação ao trabalho com as tecnologias da comunicação tem características distintas das das gerações que os precederam. Tal facto implica uma mudança nas metodologias de ensino da interpretação, dada a sua índole essencialmente prática. A realização de sessões práticas representa uma grande percentagem do período lectivo do ensino de interpretação, o que justifica a importância das condições tecnológicas/laboratoriais criadas para a realização destas sessões. Procurou-se, aqui, fazer a apresentação das condições laboratoriais no ensino de Interpretação Remota e de Teleconferência em duas instituições: na ETI (Genéve), uma escola com vasta experiência no ensino e investigação na área da interpretação; e no ISCAP (Porto) que apresenta já uma experiência de 10 anos no ensino da interpretação e introduz agora a interpretação remota e de teleconferência como parte integrante do plano curricular de um curso de mestrado. Esta introdução levou à necessidade de uma adaptação/actualização das condições laboratoriais já existentes para que estas continuem a aproximar os alunos das condições que estes poderão ter de enfrentar como profissionais.
- Mad about you: da tradução à legendagem de audiovisuaisPublication . Almeida, Paula Ramalho; Duarte, PedroA partir de um trabalho de um aluno realizado no âmbito do Seminário de Tradução e Legendagem, da Licenciatura em Línguas e Secretariado- Ramo de Tradução e Interpretação Especializadas, no Instituto Superior de Contabilidade de Administração do Porto, são apresentadas soluções de tradução e de legendagem para um episódio da sitcom americana Mad About You. Esta reflexão é contextualizada por um breve historial do seminário e uma apresentação sucinta de formas de trabalho adoptadas ao longo das sessões, com o objectivo de integrar as perspectivas de professora e aluno.
- Diversidade na prática da interpretaçãoPublication . Duarte, PedroO presente trabalho de âmbito profissional foi elaborado para ser submetido a provas públicas com vista à obtenção do Título de Especialista em Línguas e Culturas (Línguas e Literaturas Estrangeiras). Nesse sentido, e de forma a permitir uma melhor contextualização do tema em análise neste trabalho, procedeu-se a um enquadramento teórico que versou sobre os diferentes modos e modalidades de interpretação, com especial enfoque nos desafios sentidos pelos profissionais na sua prática. Após o enquadramento teórico, foi feita uma análise de uma seleção de casos práticos representativos da prática profissional do autor ao longo de mais de 15 anos de experiência no mercado livre. Os casos analisados visam ilustrar diferentes cenários de prestações de serviços de interpretação, procedendo-se à identificação de constrangimentos sentidos, soluções encontradas e técnicas utilizadas em cada um dos casos, bem como à sua sistematização. Posteriormente, apresenta-se a atividade realizada pela Bolsa de Tradutores e Intérpretes do ISCAP, a qual se enquadra no trabalho desenvolvido no âmbito do ensino de Interpretação nesta instituição, e apontam-se as pontes com o mercado de trabalho. Finalmente, é feita uma análise do contributo da experiência do autor enquanto intérprete profissional para a sua prática docente.
- A autonomia e flexibilidade curricular: perspetivas dos docentes do 2.º Ciclo do Ensino BásicoPublication . Ferreira, Juliana; Duarte, PedroO conceito de currículo tem sido amplamente estudado, reconhecendo-se a dificuldade em evidenciar uma definição de consenso amplo. Os estudos curriculares, iniciados no século passado, com Bobbitt (1918) como um dos seus autores pioneiros, vinculam o currículo à predefinição dos conteúdos e, por vezes, dos métodos a desenvolver em contexto escolar, numa lógica que Pinar (2004) tem denominado de ‘currículo à prova de professor(es)’. Porém, após a década de 1970, com autores como Senhouse (1979), Huebner (1967) e Schwab (1969), os estudos curriculares evidenciaram maior preocupação com a sua dimensão prática o que, por inerência, possibilita a reflexão e discussão sobre conceitos como autonomia, flexibilização ou, recorrendo à proposta de Leite, territorialização curricular. Tendo em consideração o apresentado, o presente estudo tem como objetivo compreender de que modo os docentes definem e autonomia e flexibilidade curricular (considerando as indicações normativas explicitadas no Decreto-Lei 55/2018), e de que forma perspetivam esses conceitos, considerando a sua relação com o quotidiano escolar e com a prática educativa. Para tal, foram recolhidos dados, através de um inquérito por questionário — disponibilizado online e respondido, voluntariamente, por 40 docentes do 2.º Ciclo do Ensino Básico, das diferentes áreas disciplinares — que indicia que os professores, deste nível de ensino conceptualizam os conceitos de modo indiferenciado, reconhecendo a sua importância nas realidades escolares, mas considerando não existirem as condições administrativas e materiais necessárias para o desenvolver.
- Gestão das organizações educativas: um posicionamento críticoPublication . Moreira, Ana Isabel; Duarte, Pedro; Moreira, Ana IsabelEste artigo evidencia, sob a forma de uma reflexão teórica, a interação possível entre a investigação-ação enquanto abordagem investigativa geral e a gestão das organizações educativas, em particular as escolas, enquanto prática profissional. Mobilizando as pesquisas e os trabalhos conceptuais de diversos autores, fundamenta-se um ponto de vista que clarifica as potencialidades da investigação-ação(-participativa) no seio de uma ação de gestão da escola que assenta em pressupostos e valores democráticos, nomeadamente a agência dos diferentes intervenientes nos contextos. Simultaneamente, mostra como a gestão educativa permite o aperfeiçoamento de estruturas e de práticas, também pedagógicas, quando os agentes são realmente integrados nas ações quotidianas, nas decisões tomadas, na análise de uma realidade (social) que é distinta de todas as outras. Assume-se, assim, uma determinada perspetiva sobre assuntos como a investigação e seus contornos, a gestão e o seu papel nas organizações educativas, o lugar dos profissionais da educação nas escolas e suas diversas circunstâncias.
- "Educação a quanto obrigas": Quando se torna o currículo um 'extra' ou um 'enriquecimento'?Publication . Duarte, Pedro; Duarte, Pedro; Coelho, Carina; Coelho, CarinaO debate sobre educação na esfera pública tem vindo a caracterizar-se por um esvaziamento educativo, isto é, pela desconsideração de conceitos, valores e preocupações fundamentais e historicamente constituintes da reflexão em educação. Desprovida dos seus suportes axiológicos, a discussão educativa orienta-se, sobretudo, para uma vocação utilitária, de resposta às necessidades da economia e do mercado, justificada à luz das teorias do capital humano. Esta ocupação discursiva estende-se aos tempos de educação (e de vida) das crianças, os quais, altamente institucionalizados, são decididos de forma heterónoma e em função de um eventual benefício escolar ou vantagem competitiva, no mercado global. Com este artigo procuramos contribuir para uma reflexão sobre infância, tempo livre e ludicidade que se oriente por fundamentos eminentemente educativos e que se liberte de referenciais escolares e instrumentalistas da educação. Ou, por outras palavras, para pensarmos as possibilidades de conjugar harmoniosamente o currículo, a liberdade e a ludicidade
- A avaliação no 1º ciclo do ensino básico: entre as perspetivas das crianças e as tendências político-curricularesPublication . Duarte, Pedro; Duarte, Pedro; Fonseca, Dora; Ramos Fonseca, Dora MariaO presente trabalho, ancorando-se nas perspetivas críticas, visa interpretar a perspetiva das crianças que frequentam a educação primária em Portugal sobre a avaliação e a sua relação com as práticas de estudo e tendências político-curriculares. Os dados resultantes da auscultação de crianças em duas escolas primárias revelam que estas adotam uma conceção de avaliação predominantemente orientada para a ação dos professores, enfatizando a identificação de bons e maus alunos. A avaliação é conceptualizada como um instrumento que legitima a competição e a comparação individual, favorecendo áreas curriculares entendidas como mais difíceis e úteis. A investigação sugere a importância de considerar alternativas ao pensamento dominante, questionando o discurso reprodutivo e mecanizante na educação e avaliação.
