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  • Incorporação de algas em formulações cosméticas: Caracterização e fundamentos científicos
    Publication . Rodrigues, Renata; Oliveira, Ana Isabel; Oliveira, Ana Isabel
    A pele é o maior órgão do corpo humano e é responsável por funções de proteção e regulação (Quan, 2023). Nos últimos anos, tem-se verificado uma crescente procura por ingredientes naturais e sustentáveis. As algas, destacam-se, assim, como um dos exemplos mais promissores pela diversidade de compostos bioativos que produzem (Leong et al., 2024). Verificar e caracterizar a utilização de algas em formulações cosméticas, analisar as alegações cosméticas associadas às mesmas. Avaliar a fundamentação científica que sustenta a sua utilização, bem como a qualidade da informação disponibilizada no mercado de venda online. Estudo descritivo, transversal e observacional. Realizou-se uma pesquisa com as palavras-chave “comprar” E “cosméticos” E “parafarmácia” OU “farmácia” OU “loja de cosmética” OU “ervanária” e foram selecionados os cinco primeiros websites para pesquisar produtos cosméticos que contivessem algas ou seus derivados. Recolheram-se dados relativos à finalidade, local de aplicação, forma galénica, forma de apresentação e composição. A qualidade da informação apresentada nos websites foi avaliada através da ferramenta DISCERN, adaptada ao contexto cosmético. Foram identificados 129 produtos cosméticos contendo algas ou derivados. Os resultados encontrados têm suporte na literatura, onde diversos autores descrevem uma relação entre os grupos taxonómicos de algas e as finalidades cosméticas que lhes são atribuídas. As espécies mais frequentes foram Porphyridium cruentum e Chlorella vulgaris (14,0%). Quanto à finalidade, destacou-se a função hidratante (70,0%) e antienvelhecimento (30,2%). Observou-se uma predominância de produtos destinados ao rosto (72,1%) e as emulsões foram a forma galénica mais encontrada (58,1%). Verificou-se que 48,8% das formulações eram apresentadas sob a forma de cremes. A aplicação da ferramenta DISCERN revelou que 80% dos websites apresentavam qualidade de informação baixa, destacando-se a ausência de referências científicas e de dados sobre segurança e conservação. As algas afirmam-se como uma fonte natural com elevado potencial para formulações cosméticas, merecendo ser cada vez mais exploradas pela investigação científica e pela indústria. No entanto, é essencial uma comunicação mais responsável e sustentada, que combine clareza e rigor científico, permitindo ao consumidor fazer escolhas mais conscientes e informadas.
  • Metodologias de análise de impacte orçamental de biossimilares: Protocolo para uma scoping review
    Publication . Machado, Sara; Brandão, Catarina; Suárez, Ana Martín; Pimenta, Rui Esteves; Cruz, Agostinho; Cruz, Agostinho; Pimenta, Rui
    A Europa autoriza medicamentos biossimilares desde 2006, após queda das patentes dos medicamentos biológicos de referência. Os biossimilares são altamente semelhantes aos medicamentos biológicos de referência e têm de cumprir os mesmos rigorosos padrões de qualidade, segurança e eficácia (European Commission, 2013). Estas alternativas de elevada qualidade, aprovadas através de um procedimento centralizado, conduzido pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), resultaram em poupanças acumuladas estimadas em aproximadamente 56 mil milhões de euros, com base nos preços de lista, até julho de 2024 na Europa (IQVIA, 2025). A Análise de Impacte Orçamental (AIO) é um método utilizado para estimar as consequências financeiras da adoção de uma nova intervenção em saúde, complementando estudos de avaliação económica (Sullivan et al., 2014). Objetivo: Este estudo tem como objetivo descrever e analisar as metodologias aplicadas nas AIOs de biossimilares em países da Europa. A scoping review seguirá a metodologia proposta pelo Joanna Briggs Institute (JBI). A pesquisa e identificação dos estudos serão conduzidas em três bases de dados: MEDLINE (via PubMed), Web of Science Core Collection (SCI-Expanded, SSCI, ESCI) e ScienceDirect. Os critérios de elegibilidade dos estudos serão definidos de acordo com o modelo População–Conceito–Contexto (PCC) recomendado pelo JBI para scoping reviews, abrangendo artigos publicados em inglês desde 2006. O processo de extração dos dados será desenvolvido em conformidade com as boas práticas da International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research (ISPOR) para AIOs (Sullivan et al., 2014). Os dados serão sintetizados e apresentados de forma descritiva e narrativa, recorrendo a tabelas de síntese que evidenciem os parâmetros de extração definidos, de modo a responder ao objetivo do estudo. A síntese da evidência disponível sobre as metodologias de AIO aplicadas a biossimilares permitirá identificar lacunas metodológicas na literatura existente, bem como avaliar as implicações dessas lacunas para a comparabilidade dos resultados e para o desenho de futuras AIOs nesta área. Espera-se que o presente estudo contribua para uma melhor compreensão das metodologias de AIO aplicadas a biossimilares, promovendo o desenvolvimento de abordagens metodológicas mais harmonizadas e robustas neste domínio. Pretende-se, ainda, destacar o papel estratégico dos biossimilares na promoção da sustentabilidade financeira dos sistemas de saúde na Europa.
  • Efeitos da exposição das plantas ao Metronidazol – Revisão Sistemática
    Publication . Faria, Vítor; Cruz, Agostinho; Barros, Piedade; Cruz, Agostinho; Gonçalves de Barros, Piedade Aurora
    Os antibióticos desempenham um papel essencial na medicina humana e na pecuária, sendo o metronidazol (MTZ), um derivado 5-nitroimidazólico, amplamente utilizado no tratamento de infeções anaeróbicas e doenças parasitárias. Apesar da sua eficácia clínica, o MTZ e os seus metabolitos persistem no ambiente devido a efluentes domésticos e hospitalares, à utilização ilícita em animais e à aplicação de resíduos como fertilizante, levantando preocupações significativas sobre os riscos para espécies não-alvo (Majidi et al., 2024). Realizou-se uma revisão sistemática tendo como objetivo reunir e analisar a literatura científica disponível sobre os efeitos da exposição de plantas ao MTZ, avaliando impactos fisiológicos, bioquímicos e morfológicos, de forma a fornecer uma compreensão dos riscos ambientais associados à presença deste fármaco em ecossistemas agrícolas e naturais. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados PubMed, Web of Science e Science-Direct, seguindo a metodologia PRISMA (Page et al., 2024) e incluiu exclusivamente estudos experimentais com plantas expostas ao MTZ. A qualidade dos estudos foi avaliada com base numa checklist adaptada do instrumento de avaliação crítica do Joanna Briggs Institute (Barker et al., 2024). Observou-se absorção do MTZ em todas as espécies, embora os efeitos tenham sido heterogéneos. Chrysopogon zizanioides, Colocasia esculenta, Allium cepa e Glycine max evidenciaram inibição do crescimento e aumento do stress oxidativo, enquanto Lemna minor e Zea mays apresentaram alterações mínimas. Entre os principais indicadores de stress registaram-se o aumento de espécies reativas de oxigénio, a redução do teor de clorofila, a diminuição da atividade fotossintética, o aumento da peroxidação lipídica e da atividade das enzimas antioxidantes e o comprometimento da síntese de ácidos gordos. A intensidade dos efeitos revelou-se dependente da espécie, da concentração de MTZ e da duração da exposição. De forma geral, os resultados sublinham a necessidade de um maior escrutínio sobre o destino ambiental e os efeitos não intencionais do MTZ. Esta revisão evidencia a escassez de estudos de longo prazo em condições ambientais, reforçando a importância de investigações futuras que permitam avaliar de forma robusta os riscos ecotoxicológicos deste composto.
  • Atividades biológicas in vitro do Limão-caviar (Citrus australasica F. Muell): Revisão narrativa
    Publication . Madurago, Ana; Oliveira, Ana; Pinho, Cláudia; Oliveira, Ana Isabel
    A espécie Citrus australasica F. Muell, conhecida popularmente como limão-caviar, apresenta atividade antioxidante, anti-inflamatória e antimicrobiana, tendo despertado o interesse de diferentes indústrias, como a farmacêutica, cosmética e alimentar. Compilar a informação sobre as atividades biológicas do limão-caviar, realçando os potenciais mecanismos de ação e compostos presentes na planta. Revisão narrativa com pesquisa nas bases de dados PubMed, ScienceDirect e DOAJ, utilizando as palavras-chave “Citrus australasica”, “finger lime”, e “biological activities”. Incluíram-se artigos em inglês, sem restrição de data, e que descrevessem diferentes atividades biológicas de extratos do limão-caviar, em estudos in vitro. Foram incluídos oito artigos, com extratos (principalmente metanólicos e etanólicos) obtidos de diferentes partes da planta (casca, polpa do fruto, folhas e sementes), e diferentes variedades. Observaram-se resultados associados à atividade antioxidante in vitro, em particular com extratos da casca e polpa de limão-caviar. As cascas apresentaram maior teor de fenólicos totais (TPC) comparativamente com as polpas e, consequentemente, maior atividade antioxidante (Cioni et al., 2022). O extrato etanólico do fruto demonstrou atividade antibacteriana, atribuída à presença de compostos como o ácido quínico, outros polifenóis, e alcalóides. O melhor efeito bacteriostático foi obtido contra a bactéria Gram-positiva Bacillus subtilis. Quanto a possíveis mecanismos de ação, o extrato parece danificar a integridade das paredes celulares bacterianas e aumentar a permeabilidade da membrana celular, levando à saída de componentes intracelulares para o ambiente externo (Zhang et al., 2024). Num outro estudo, apenas o extrato etanólico (96% V/V)) da casca inibiu fracamente a acetilcolinesterase (AChE). Por sua vez, a viabilidade das células de glioblastoma (U87 e LN18) tratadas com extrato de casca (entre 0,5 e 400 µg/mL) permaneceu acima de 70% e 90%, respetivamente, indicando ausência de citotoxicidade (De Vita et al., 2024). As características organoléticas do fruto, a sua composição em compostos ativos e as potenciais atividades biológicas demonstradas até ao momento, fazem do limão-caviar um potencial candidato para o desenvolvimento de novos produtos, com efeitos benéficos na saúde. No entanto, são necessários estudos in vivo e ensaios de toxicidade para confirmar os resultados observados, assim como a segurança da planta.
  • Esquemas terapêuticos para a infeção por larva migrans provocada por Toxocara spp. em humanos e animais de companhia: Revisão Sistemática
    Publication . Neves, Marta; Simões, Vasco; Jesus, Ângelo; Cruz, Agostinho; Sousa, Mariana; Jesus, Ângelo; Sousa, Mariana
    A toxocaríase, causada por Toxocara canis ou Toxocara cati, é uma zoonose com um impacto significativo na saúde pública (Felix, 2020). Os humanos podem desenvolver a forma visceral, ocular ou cutânea da infeção, enquanto os cães e gatos funcionam como hospedeiros definitivos e fontes de contaminação ambiental (Pawlowski, 2001). Apesar da existência de esquemas terapêuticos antiparasitários, existe uma lacuna de evidências consolidadas sobre a eficácia e segurança em diferentes contextos reais. Avaliar, de forma sistemática, a eficácia e segurança dos diferentes esquemas terapêuticos farmacológicos utilizados em humanos e animais de companhia infetados por larva migrans de Toxocara spp., identificando estratégias eficazes e lacunas na literatura. Pretende-se desenvolver uma revisão sistemática com base no Guia PRISMA 2020 (Page et al., 2021). Foram incluídos estudos primários com dados sobre a eficácia clínica/parasitológica e/ou a segurança de esquemas terapêuticos em humanos, cães e gatos. As informações foram extraídas e analisadas qualitativamente, agrupadas por população-alvo e forma clínica da infeção. Nos humanos, o albendazol associado a corticoterapia demonstrou os melhores resultados no controlo da infeção, embora as sequelas causadas permaneçam irreversíveis. Os estudos apresentam limitações relevantes, como a ausência de ensaios clínicos controlados, a heterogeneidade terapêutica e a escassez de informação relativa à população adulta. Nos cães e gatos, os fármacos como a milbemicina oxima, a emodepsida, a selamectina, o pirantel, a ivermectina e a nemadectina demonstraram elevada eficácia na eliminação parasitária e na prevenção de reinfeções. No entanto, há poucos estudos que abordam as manifestações clínicas, características demográficas e os efeitos adversos, e há também uma sub-representação dos gatos. Os tratamentos disponíveis são geralmente eficazes, mas foram detetadas lacunas relevantes quanto à padronização de protocolos, ao acompanhamento farmacoterapêutico a longo prazo e à avaliação da segurança, revelando-se necessário desenvolver novos estudos controlados e integrativos para orientar as práticas terapêuticas na medicina humana e veterinária.
  • Propriedades promotoras de saúde dos subprodutos cervejeiros: uma revisão sobre o seu potencial antioxidante
    Publication . Reis, Joana; Teixeira, João; Pinho, Cláudia; Oliveira, Ana Isabel; Oliveira, Ana Isabel
    A indústria cervejeira gera ~85% dos resíduos do setor sob a forma de subprodutos, cuja valorização é crucial para a economia circular. Entre estes, destacam-se o bagaço de malte (BM), resíduos de lúpulo (RL) e levedura residual (LR), pelos compostos bioativos com potencial antioxidante (Vieira et al., 2017). Compilar informação sobre a atividade antioxidante de subprodutos cervejeiros. Revisão narrativa com pesquisa nas bases de dados PubMed e Web of Science, utilizando as palavras-chave “Brewing industry”, “Beer”, “Antioxidant activity” e “Brewers’ spent”, e incluindo artigos experimentais redigidos em inglês sem limite temporal de pesquisa. Obtiveram-se 12 artigos. No caso de BM, avaliou-se a atividade antioxidante através dos ensaios do DPPH, ORAC, ABTS e FRAP. Obtiveram-se valores de DPPH entre 10,66±0,02 - 93,71±2,61% (melhor resultado com extração aquosa). No ORAC, os valores oscilaram entre 13,59±2,15 - 163,73±3,76 µmol GAE/g, entre 0,88±0,01 - 3,59±0,17 mmol TE/g (melhor resultado com extração alcalina) e entre 0,26±0,01 - 1168,83±92,16 μmol TE/g proteína (melhor resultado com processos proteicos). Para o ABTS, os valores variaram entre 4,87±0,11 - 85,49±2,96 μmol TE/g, entre 0,075±0,007 e 0,273±0,006 mmol TE/g, (melhores resultados com extração alcalina), entre 8,15±0,39 e 94%, (melhor resultado com extração com processos proteicos), e entre 0,94 e 1,35 μM Trolox/100 g, (melhor com extração hidroalcoólica). No FRAP obtiveram-se valores entre 0,024±0,005 - 0,360±0,006 mmol TE/g, e entre 114,15±5,65 e 148,62±5,16 μM (melhores resultados para extração enzimática). Os resultados relativos ao IC₅₀ (ABTS = 4,67-8,52 mg/ml e FRAP = 5,18-7,00 mg/ml) apresentaram valores baixos de atividade antioxidante. No RL, realizaram-se ensaios como o DPPH, ABTS, FRAP evidenciando-se os resultados relativos ao DPPH (73,39±3,20% a 91,04±5,34%) e ABTS (5,39±0,09 e 8,91±0,13%), em extrações aquosas. No LR, obteve-se, para o FRAP, um valor de 381±1 mM TE/mL e para DPPH valores de IC50 entre 1,97±0,02 - 23,31 mg/mL (melhor resultado em extração aquosa) (Connoly et al., 2021; Petron et al., 2021). Os subprodutos cervejeiros demonstraram, com otimização de condições extrativas, boa atividade antioxidante, realçando o seu elevado potencial como fontes sustentáveis de compostos bioativos.
  • Perceção e interesse dos consumidores em relação à cerveja artesanal como bebida funcional
    Publication . Silva, Valeria; Baltarejo, Irene; Santos, Diana; Pereira, Maria João; Correia, Patrícia; Silva, Diana; Oliveira, Ana Isabel; Pinho, Cláudia; Pinho, Cláudia; Dias da Silva, Diana Cristina; Correia, Patrícia Carla dos Santos Correia; Pereira, Maria João
    As bebidas funcionais fornecem valor nutricional e benefícios à saúde humana, sendo a cerveja artesanal uma base promissora para o seu desenvolvimento, pela possibilidade de incorporação de compostos bioativos (Gupta et al., 2023; Habschied et al., 2020). Recolher informações sobre a perceção e interesse dos consumidores em relação à cerveja artesanal como potencial bebida funcional. Estudo descritivo, observacional e transversal, tendo como população-alvo consumidores de cervejas industriais e/ou artesanais, com idade ≥ 18 anos. A recolha dos dados foi realizada em outubro de 2025, através de questionário on-line, elaborado na plataforma Microsoft Forms Office. Os dados foram analisados no programa estatístico IBM SPSS Statistics 29.0. Analisaram-se os dados de 260 participantes, sendo a maioria do sexo feminino (68,1%), de nacionalidade portuguesa, e com idade média de 30 anos. Quando questionados sobre a diferença entre cerveja artesanal e tradicional, 67,3% sabem a diferença, não se verificando diferenças significativas entre géneros. Contudo, observaram-se diferenças entre as faixas etárias, com o grupo de idades entre 33-47 anos a apresentar um nível superior de conhecimento, enquanto os grupos com idades entre 18-32 anos e entre 63-80 anos apresentaram um nível inferior de conhecimento, evidenciando uma associação significativa entre a idade e conhecimento (p = 0,030). Em relação às cervejas funcionais, a maioria dos inquiridos desconhece a sua existência (59,6%), sem diferenças significativas entre géneros (p = 0,672) ou faixas etárias (p = 0,054), embora o grupo de 48-62 anos tenha apresentado maior conhecimento (55,6%). A maioria dos participantes (85,4%) demonstrou interesse em consumir cervejas funcionais, e 78,5% referiram estar dispostos a pagar mais por uma cerveja funcional, com incorporação de ingredientes naturais. Quando questionados sobre a importância dos fatores no momento de experimentar uma cerveja nova, as características organoléticas foram consideradas mais importantes, enquanto a embalagem/design foi considerada menos importante. Por fim, 38,8% dos inquiridos gostaria de ver a cereja de Resende incorporada numa cerveja artesanal. Apesar do conhecimento limitado sobre cervejas artesanais como bebidas funcionais, a maioria dos consumidores tem interesse no seu consumo, devido à possibilidade de incorporação de compostos com benefícios na saúde.
  • Is pharmacist-led medication review effective in reducing pain intensity and improving quality of life in chronic pain primary care patients?
    Publication . Duarte, Nuno; García-Pedraza, J. A.; Martins, João Paulo; Santos, Marlene; Santos, Marlene; Oliveira Martins, João Paulo; Duarte, Nuno
    Chronic pain patients in primary care often present with diverse pain conditions and underlying causes. The multidimensional nature of chronic pain constitutes a significant challenge to its management and assessment [1]. Medication review (MR), using the Dader method, involves a systematic evaluation of a patient’s pharmacotherapy to optimize treatment. An advantage of this method is the adaptability to all healthcare settings [2,3]. This study aims to assess the impact of pharmacist-led MR on pain intensity (PI) and quality of life (QoL) in primary care patients with chronic pain.
  • Potential skin benefits of incorporating Prunus avium Lapins extracts into a commercially available Portuguese India Pale Ale craft beer
    Publication . Pereira, Maria João; Santos, Diana; Pinho, Cláudia; Oliveira, Ana Isabel; Pereira, Maria João
    A commercially available Portuguese India Pale Ale craft beer (ALM-IPA) has shown potential skin benefits in a previous study [1]. However, the incorporation of cherry extracts into bottled beers lacks scientific evidence. To evaluate, in vitro, the benefits of incorporating aqueous (ACE) and ethanolic (ECE) cherry extracts into ALM-IPA beer, in terms of antioxidant and photoprotective activity and the viability of human keratinocytes (HaCaT cells). Experimental study, with the incorporation of ACE (infusion, 1:10) and ECE (70%) (1 mg/mL) into ALM-IPA bottles. Total phenolic content (TPC) was determined. The antioxidant potential was assessed using the 2,2'-azino-bis(3-ethylbenzothiazoline-6-sulfonic acid) (ABTS), hydrogen peroxide (H202)and iron-reducing antioxidant power (FRAP) assays. The photoprotective potential was estimated by determining the sun protection factor (SPF) and the ultraviolet absorption capacity (UV-AC). The viability of HaCaT cells was assessed using the 3-(4,5-Dimethyl-2-thiazolyl)-2,5-diphenyl-2H-tetrazolium bromide (MTT) assay. Data were analysed using the one-way ANOVA test and significant differences were considered for p< 0.05. Regarding antioxidant activity, and comparing both extracts, ALM-IPA+ACE presented the lowest value of IC50for ABTS assay (86.16 ± 5.33 μg/mL) and the highest FRAP value (27.58 ± 0.42 μmol of trolox equivalents/g), which is related with the highest TPC observed (15.10 ± 0.16 mg of gallic acid/g). ALM-IPA+ECE presented the lower IC50(43.27 ± 2.14 μg/mL) compared to ALM-IPA+ACE (65.08 ± 1.69 μg/mL) for H202 assay. However, ALM-IPA beer showed higher antioxidant activity (IC50= 55.21 ± 4.68 μg/mL for ABTS; IC50= 23.54 ± 1.53 μg/mL for H202; FRAP = 53.74 ± 1.27 μmol of trolox equivalents/g). Regarding photoprotective potential, both extracts presented photoprotective potential (SPF > 6) [2]. Analyzing the viability of HaCaT cells after incubation with both extracts, ALM-IPA+ACE and ALM-IPA+ECE presented cytotoxicity, for the 24h and 48h incubation period, only for concentrations higher than 100 μg/mL (cell viability > 80%) [3]. In the 24 hincubation period, ALM-IPA cell viability was higher than ALM-IPA+ACE and ALM-IPA+ECE, and generally, ALM-IPA+ECE was superior to ALM-IPA+ACE. More studies are needed regarding the incorporation of plant extracts into commercially available beers, particularly in other stages of brewing or different styles of beer.
  • Beer enriched with “Lapins” cherry extracts: antioxidant activity and liver toxicity
    Publication . Santos, Diana; Pereira, Maria João Sequeira; Oliveira, Ana Isabel; Pinho, Cláudia; Pinho, Cláudia
    Beer can be considered a functional beverage and integrate innovative ingredients, namely sweet cherries, with different properties, such as antioxidant activity[1,2]. To evaluate the antioxidant activity, in vitro, and liver toxicity, in human hepatocarcinoma cells (HepG2), in beer after incorporation of aqueous (CAE) and ethanolic (CEE) extracts of cherry variety "Lapins". CAEand CEE(1mg/mL) were incorporated into commercial bottles of Imperial Stout beer (IS-N). The total phenolic content(TPC), expressed in mg of gallicacid equivalents (GAE)/g, was determined. The antioxidant capacity was evaluated by the 2,2'-azino-bis(3-ethylbenzothiazoline-6-sulfonic acid) (ABTS) neutralization and hydrogen peroxide (H₂O₂) assays, both expressed in the concentration required to inhibit the activity by 50% (IC50). Also, the ferricreducing antioxidant power (FRAP) assay was performed and expressed in μmol of trolox equivalent (TE)/mg. Cell toxicity was studied in HepG2 cells, with assessment of metabolic activity by the 3-(4,5-dimethyl-2-thiazolyl)-2,5-diphenyl-2H-tetrazolium bromide (MTT) assay. Data were analysed using GraphPad Prism software, and significant differences were considered for p< 0.05.The incorporation of CEEto IS-N beer significantly decreased TPC (4.2±0.1mg GAE/g for IS-N+CEE; 8.3 ± 0.2mg GAE/g for IS-N;p<0.05).There was an increase in the antioxidant capacity by the ABTS assay(IC50= 80.1±1.1μg/mLfor IS-N; IC50= 60.5 ±1.5 μg/mLfor IS-N + CAE; IC50= 48.0 ±0.6 μg/mLfor IS-N + CEE); however, the incorporation of cherry extracts was not promising in the H2O2(27.0±1.5μg/mLfor IS-N; IC50= 58.7 ±0.4 μg/mLfor IS-N + CEE; IC50= 78.8 ±1.6 μg/mLfor IS-N + CAE;) and FRAP (44.4±0.0μmol/gfor IS-N; 42.7 ±0.0μmol/gfor IS-N + CAE; and 39.7 ±0.0μmol/gfor IS-N + CEE) assays. Further more, IS-N+CEE showed greater antioxidant capacity than IS-N+CAE. After the incorporation of cherry extracts, cytotoxicity was observed in concentrations higher than 10 mg/mL (for IS-N + CAE, 24h incubation) and at the concentration of 500mg/mL (for IS-N + CAE and IS-N + CEE, 48h incubation). IS-N + CEE showed the greatest increase in cell viability. The addition of cherry extracts to beer increased the antioxidant capacity by the ABTS assay, while TPC was reduced with the addition of CEE. The incorporation of both extracts showed promising potential, with low cytotoxicity in HepG2.