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ESE - CE - Artigos

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  • Gestão das organizações educativas: um posicionamento crítico
    Publication . Moreira, Ana Isabel; Duarte, Pedro; Moreira, Ana Isabel
    Este artigo evidencia, sob a forma de uma reflexão teórica, a interação possível entre a investigação-ação enquanto abordagem investigativa geral e a gestão das organizações educativas, em particular as escolas, enquanto prática profissional. Mobilizando as pesquisas e os trabalhos conceptuais de diversos autores, fundamenta-se um ponto de vista que clarifica as potencialidades da investigação-ação(-participativa) no seio de uma ação de gestão da escola que assenta em pressupostos e valores democráticos, nomeadamente a agência dos diferentes intervenientes nos contextos. Simultaneamente, mostra como a gestão educativa permite o aperfeiçoamento de estruturas e de práticas, também pedagógicas, quando os agentes são realmente integrados nas ações quotidianas, nas decisões tomadas, na análise de uma realidade (social) que é distinta de todas as outras. Assume-se, assim, uma determinada perspetiva sobre assuntos como a investigação e seus contornos, a gestão e o seu papel nas organizações educativas, o lugar dos profissionais da educação nas escolas e suas diversas circunstâncias.
  • "Educação a quanto obrigas": Quando se torna o currículo um 'extra' ou um 'enriquecimento'?
    Publication . Duarte, Pedro; Duarte, Pedro; Coelho, Carina; Coelho, Carina
    O debate sobre educação na esfera pública tem vindo a caracterizar-se por um esvaziamento educativo, isto é, pela desconsideração de conceitos, valores e preocupações fundamentais e historicamente constituintes da reflexão em educação. Desprovida dos seus suportes axiológicos, a discussão educativa orienta-se, sobretudo, para uma vocação utilitária, de resposta às necessidades da economia e do mercado, justificada à luz das teorias do capital humano. Esta ocupação discursiva estende-se aos tempos de educação (e de vida) das crianças, os quais, altamente institucionalizados, são decididos de forma heterónoma e em função de um eventual benefício escolar ou vantagem competitiva, no mercado global. Com este artigo procuramos contribuir para uma reflexão sobre infância, tempo livre e ludicidade que se oriente por fundamentos eminentemente educativos e que se liberte de referenciais escolares e instrumentalistas da educação. Ou, por outras palavras, para pensarmos as possibilidades de conjugar harmoniosamente o currículo, a liberdade e a ludicidade
  • A avaliação no 1º ciclo do ensino básico: entre as perspetivas das crianças e as tendências político-curriculares
    Publication . Duarte, Pedro; Duarte, Pedro; Fonseca, Dora; Ramos Fonseca, Dora Maria
    O presente trabalho, ancorando-se nas perspetivas críticas, visa interpretar a perspetiva das crianças que frequentam a educação primária em Portugal sobre a avaliação e a sua relação com as práticas de estudo e tendências político-curriculares. Os dados resultantes da auscultação de crianças em duas escolas primárias revelam que estas adotam uma conceção de avaliação predominantemente orientada para a ação dos professores, enfatizando a identificação de bons e maus alunos. A avaliação é conceptualizada como um instrumento que legitima a competição e a comparação individual, favorecendo áreas curriculares entendidas como mais difíceis e úteis. A investigação sugere a importância de considerar alternativas ao pensamento dominante, questionando o discurso reprodutivo e mecanizante na educação e avaliação.
  • Quebrando estruturas de vidro: A mulher nas organizações
    Publication . Menezes, Mariana; Barbosa Gomes Pereira, Pedro Duarte
    Apesar da luta pela igualdade de género a que se tem assistido ao longo das últimas décadas, e de todas as conquistas da mulher, as posições de liderança e gestão nas organizações continuam a ser maioritariamente ocupadas por homens. Aquando da sua ascendência na hierarquia organizacional, a mulher atinge um “telhado de vidro” que condiciona o seu sucesso profissional e coloca em causa o equilíbrio entre a sua vida pessoal e profissional. Isto porque as organizações não são neutras em termos de género, possuindo estereótipos desta índole integrados estruturalmente, perpetuados através da comunicação explícita e implícita das organizações. Para combater a segregação vertical e horizontal, é fundamental a legislação e medidas organizacionais, bem como a educação e formação dos indivíduos, de forma a promover a desconstrução de estereótipos e preconceitos associados à mulher no mundo organizacional. Assim, o presente trabalho argumentará como a desigualdade de género está presente no seio das organizações.
  • O currículo move-se: um olhar político sobre o currículo no ensino básico português
    Publication . Duarte, Pedro
    Como tem sido reconhecido em múltiplos trabalhos (Mouraz & Cosme, 2021; Pacheco & Maia, 2021; Roldão & Almeida, 2018), nomeadamente em estudos internacionais (Bolívar, 2019), o contexto contemporâneo português é hoje uma realidade educativo-política dinâmica, marcada por mudanças que se fazem sentir em diferentes níveis de deliberação curricular. Com efeito, com as alterações iniciadas em 2017 e generalizadas em 2018, o Ensino Básico português encontra-se num período de particular dinamismo curricular, cruzando influências provenientes das decisões JOURNAL OF SUPRANATIONAL POLICIES OF EDUCATION, ISSN 2340-6720 46 normativas, dos discursos político-pedagógicos mais amplos e das vivências educativas concretas experienciadas em cada realidade escolar. Contudo, à semelhança do que defende Giroux (2023), a ausência de historicidade na discussão e estudo incorre inevitavelmente num enfraquecimento analítico, pois é incapaz de atentar nos pressupostos ideológico-políticos que alicerçam e enquadram as opções concretas. Explicando por outras palavras, uma discussão que desconsidere a dimensão histórica conduzirá a um trabalho incapaz de reconhecer aos fundamentos - de dimensões políticas e ideológicas - que suportam, moldam e guiam as mudanças educativas que se almejam. Necessitamos, por conseguinte, de privilegiar uma reflexão mais ampla, que não se circunscreva a uma análise superficial de cada momento, mas que atente no modo como as influências internacionais, os documentos jurídico-normativos, os discursos políticos e os sistemas educativos se movimentam. Na senda do apresentado, este artigo procura, acima de tudo, problematizar a concretude da realidade educativa portuguesa - em particular o Ensino Básico nacional - a partir das mudanças políticas vivenciadas neste século XXI. Para tal, privilegiar-se-á uma hermenêutica dialógica que considera as tendências internacionais no âmbito educativo, o contexto político, os documentos jurídico-normativos de referência com incidência nas opções curriculares, os documentos curriculares de âmbito nacional, em particular aqueles que se orientam para decisões transversais e para a educação cidadã das crianças.
  • História ausente é História esquecida? - análise do currículo oficial para o Ensino Básico português
    Publication . Moreira, Ana Isabel; Duarte, Pedro
    Este trabalho tem como principal foco de análise o currículo oficial português relacionado com a componente de História, para o Ensino Básico, em particular as ausências que aí mais sobressaem. Estas podem relacionar-se com os conhecimentos substantivos que se apartam da abordagem preconizada por variadas razões (passados incómodos? temas difíceis? grupos não poderosos? …) ou com as competências de pensamento histórico (multiperspetiva, significância, causalidade, empatia, …) que parecem ter sido esquecidas quando se estruturou certo percurso de aprendizagem para estudantes com idades entre os 6 e os 15 anos. Como considerações maiores, constata-se, naqueles textos curriculares (denominado Aprendizagens Essenciais), uma aparente simplificação genérica da narrativa histórica que se conta aos mais jovens cidadãos do mundo atual. A inevitável seleção de determinados saberes em detrimento de outros, na verdade, contribui, acima de tudo, para o escamotear de uma literacia histórica que podia, e devia, alcançar outros níveis. O processo de ensino (e de aprendizagem) da História, desde o começo da escolaridade obrigatória, tem de orientar-se no sentido de uma formação cidadã, esclarecida, democrática, intertemporal. As inexistências no que concerne aos conteúdos considerados ou ao raciocínio potenciado, por sua vez, somente comprometem aquele desígnio.
  • Colaboração entre estudantes e docentes no Ensino Superior: a atividade do GATA na comunidade educativa da ESE-P.Porto.
    Publication . Coelho, Carina; Duarte, Pedro; Araújo, Maria José
    O Grupo de Apoio ao Trabalho Académico (GATA) da Escola Superior de Educação do P. Porto tem como principal objetivo criar condições de socialização, que permitam aos estudantes desenvolver as suas competências académicas (e profissionais), numa estreita relação com colegas e docentes. Neste texto, divulgamos algumas das iniciativas promovidas pelo grupo, enfatizando a sua importância para a comunidade educativa em que se considera fundamental a abordagem colaborativa inspirada na investigação-ação participativa. Uma abordagem que privilegia os quotidianos de vida, os percursos sociais, educativos e culturais dos estudantes, como possibilidade de implicação nas diferentes atividades de grupo no contexto onde realizam a sua formação. Na esteira de John Dewey, esta abordagem ajuda a criar uma estrutura que promove experiências de aprendizagem mais robustas e significativas, por reconhecer os percursos dos estudantes como fundamentais para a valorização das suas competências académicas. Assumimos que os processos de formação pessoal e profissional necessitam de se estabelecer como dinâmicas que incentivam a curiosidade dos estudantes, que promovem competências de análise da realidade e que reconhecem a possibilidade de reconstruir conhecimento que valoriza as interações e entreajuda. Do trabalho desenvolvido salientamos: i) oficinas de escrita académica; ii) promoção de tutorias entre pares; iii) debates em encontros científicos iv) reflexão pedagógica envolvendo estudantes e docentes; v) publicação de artigos e livros em co-autoria; vi) I Seminário do GATA enquanto espaço de partilha de trabalhos desenvolvidos pelos estudantes de diferentes cursos.
  • História (e identidade) ensinada a partir do currículo oficial português
    Publication . Moreira, Ana Isabel; Duarte, Pedro
    Objetivo: compreender o contributo do currículo prescrito português para o acesso a determinada narrativa histórica oficial pelos estudantes dos dois primeiros ciclos do Ensino Básico. Isto para se estudar a inclusão de determinados conhecimentos (históricos) e a ocultação de outros, que contribuem para a aprendizagem de certa identidade individual e coletiva, identificando o lugar da realidade portuguesa neste âmbito. Metodologia: concretizou-se um estudo de caso. A partir da leitura das Aprendizagens Essenciais para o 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico, enquanto documento curricular em vigor, definiram-se as categorias de análise (nacionalista, interativa, controversa, geográfica, genérica) e procedeu-se à explicitação e interpretação das mesmas. Resultados: pela pesquisa concretizada, percebeu-se que parte do currículo oficial tende a privilegiar, com maior ou menor evidência, a aprendizagem de uma narrativa nacional não tão abrangente, democrática e dialogante quanto o desejável no século XXI. Conclusões: será essencial que o processo de ensino e de aprendizagem da História permita a assunção de uma (multi)perspetiva realmente humanista e indagadora.
  • Contas-me como foi? Narrativas de estudantes do Ensino Básico sobre o 25 de abril (de 1974)
    Publication . Moreira, Ana Isabel; Duarte, Pedro
    Este artigo surge como mais um contributo para o debate sobre o papel do ensino da História na construção de uma sociedade cada vez mais complexa. Assim, focado na realidade educativa portuguesa, assenta num estudo de caso que envolveu 44 alunos que, no ano letivo 2022/23, frequentaram o Ensino Básico (4.º e 6.º anos) numa instituição privada do distrito do Porto. A sua participação ganhou forma de narrativa histórica sobre a Revolução do 25 de abril de 1974. Analisados os relatos individuais, percebe-se que a cidadania democrática interiorizada pelos jovens participantes assenta na ideia maior, feliz, de liberdade recuperada, ao mesmo tempo que se enforma numa certa simbologia cristalizada.