ISCAP - DM - Contabilidade e Finanças
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O Mestrado em Contabilidade e Finanças está vocacionado para o desenvolvimento de competências e qualificações profissionais nos domínios da contabilidade e finanças empresariais. Tem como principal objectivo desenvolver as capacidades e os conhecimentos técnicos essencialmente nos domínios da área Financeira; em particular, em Contabilidade, Fiscalidade e Finanças Empresariais, bem como proporcionar a oportunidade de aprofundar estas matérias e de realizar uma aproximação à investigação científica nestes domínios.
Destinatários:
- A completar a formação do 1º ciclo proporcionada por uma licenciatura em contabilidade, gestão, finanças, economia e outras áreas afins. Trata-se de um Mestrado de natureza profissionalizante, tendo em vista garantir que os estudantes que concluam o curso potenciem as suas perspectivas de empregabilidade e de carreira futura;
- Aos profissionais da Contabilidade, Finanças e áreas afins que sintam a necessidade de aumentar os seus conhecimentos e acompanhar as alterações verificadas nestas áreas.
Paralelamente pretende-se desenvolver competências de investigação, direccionadas para as metodologias de investigação aplicada, valorizando a aplicação dos conhecimentos adquiridos na procura de soluções às questões e problemas concretos, da área da Contabilidade e Finanças, com que as organizações se deparam.
A definição do plano de estudos e a distribuição dos créditos pelas unidades curriculares foram definidos com o objectivo de compatibilizar e equilibrar uma formação técnica especializada na área da Contabilidade e Finanças com uma formação científica geral.
No final do ciclo de estudos, o Mestre em Contabilidade e Finanças deve ser capaz de:
- Conhecer e analisar, crítica e fundamentadamente, as técnicas, os instrumentos e as metodologias da área da Contabilidade e Finanças adoptados pelas organizações empresariais;
- Exercer uma actividade profissional como especialista na preparação e interpretação de informação económica e financeira para efeitos de prestação de contas e para suporte ao planeamento, à tomada de decisões e ao controlo de gestão, de entidades privadas e públicas.
- Gerir a fiscalidade das empresas, no interesse das empresas, no estrito respeito pela Lei;
- Conhecer os trabalhos científicos e as linhas de investigação mais relevantes na área da Contabilidade e Finanças;
- Desenvolver, sob orientação, projectos de investigação aplicada e projectos de investigação sobre as problemáticas específicas da área Contabilidade e Finanças.
Saídas Profissionais
- Contabilista
- Consultor Fiscal
- Diretor Financeiro
- Consultor Financeiro e de Gestão
- Auditor Interno
- Auditor Externo
- Inspector Tributário
- Gestor de Empresas e outras Organizações Públicas e Privadas
- Quadro de Instituições Financeiras
- Acesso à profissão de Técnico Oficial de Contas (mediante o cumprimento das normas destas instituições)
- Acesso à profissão de Revisor Oficial de Contas (mediante o cumprimento das normas destas instituições)
Reconhecimento do Mestrado em Contabilidade e Finanças
Por Despacho de 08-06-2012 do Senhor Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, o Mestrado em Contabilidade e Finanças, foi deferido o pedido de reconhecimento para o grupo de recrutamento 430, do ensino básico, 2º e 3º ciclos, e do ensino secundário.
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- A adoção da contabilidade de gestão nas pequenas e médias empresas portuguesasPublication . Carvalho, Catarina Filipa Monteiro; Oliveira, Helena Maria da Costa; Maldonado, Isabel Alexandra Neves; Maldonado, Isabel Alexandra NevesA contabilidade de gestão constitui uma ferramenta essencial de apoio à decisão, ao controlo e ao planeamento estratégico, assumindo especial relevância para as Pequenas e Médias Empresas (PME), que representam a maioria do tecido empresarial português. A pertinência deste tema decorre do facto de estas organizações enfrentarem limitações de recursos humanos e financeiros que dificultam a adoção das práticas estruturadas de gestão. O objetivo central deste estudo consistiu em analisar fatores organizacionais e contextuais que influenciam a adoção de práticas de contabilidade de gestão (PCG) nas PME portuguesas, bem como os principais desafios enfrentados e os benefícios obtidos, avaliando o seu impacto no desempenho organizacional. A investigação recorreu a uma metodologia quantitativa, baseada na aplicação de um questionário a gestores e contabilistas certificados de PME portuguesas selecionadas através do Sistema de Análise de Balanços Ibéricos (SABI). Os dados recolhidos foram analisados através da modelagem de equações por mínimos quadrados parciais (PLS-SEM), técnica adequada para modelos complexos em amostras de dimensão moderada. Os resultados demonstram que fatores internos, como cultura organizacional, recursos e competências técnicas, assim como a maturidade dos sistemas e processos, influenciam positivamente a criação de sinergias internas e a percepção de benefícios associados às PCG. Em contrapartida, obstáculos como resistência à mudança e escassez de recursos aumentam os desafios e reduzem a eficácia da implementação. Conclui-se que os benefícios desempenham um papel mediador decisivo, permitindo que a adoção de PCG se traduza em melhorias efetivas no desempenho das PME. O estudo contribui para a literatura ao oferecer evidências empíricas atualizadas sobre o contexto português, ainda pouco explorado, e apresenta originalidade ao propor e validar um modelo conceptual integrado que explica o processo de adoção das PCG em PME.
- A contabilidade de gestão no setor da saúde em PortugalPublication . Martins, Eduardo da Silva; Oliveira, Helena Maria da Costa; Silva, Paulino Manuel Leite daA crescente exigência de transparência e eficiência na gestão dos recursos públicos tem colocado a contabilidade de gestão no centro das preocupações das entidades do setor da saúde em Portugal. O presente estudo tem como objetivo analisar o cumprimento das exigências do Plano de Contabilidade Analítica Hospitalar e da Norma de Contabilidade Pública 27 – Contabilidade de Gestão, por parte das Entidades Públicas Empresariais no setor da saúde e aferir sobre a maturidade da contabilidade de gestão nas Unidades Locais de Saúde (ULS) em Portugal, recorrendo ao modelo concetual de Young. A investigação parte da importância da contabilidade de gestão como ferramenta de apoio à decisão no setor da saúde, onde a escassez de recursos e a necessidade de transparência exigem informação de custos rigorosa e comparável. A metodologia baseou-se na análise documental dos relatórios de gestão e contas das 42 ULS em Portugal, avaliando o grau de cumprimento dos critérios exigidos pelos normativos. Foram analisados aspetos como a definição de centros de custo, a separação de custos diretos e indiretos, a divulgação de critérios de imputação, os objetos de custo finais e a identificação de custos não incorporados, entre outros. Os resultados revelam um cumprimento desigual entre entidades sendo que algumas unidades evidenciam práticas mais alinhadas com os referenciais, enquanto outras apresentam omissões significativas. Conclui-se que, apesar de existirem avanços, a implementação da contabilidade de gestão no setor continua a enfrentar desafios, sobretudo ao nível da uniformização dos critérios e da qualidade da informação divulgada. Este estudo contribui para o conhecimento empírico sobre a aplicação das normas de contabilidade de gestão no setor público da saúde, evidenciando, em simultâneo as boas práticas e as dificuldades da sua operacionalização. Ao nível profissional o estudo contribui para uma maior compreensão da forma como as ULS no setor da saúde aplicam a contabilidade de gestão, avaliando a efetividade da informação de custos enquanto instrumento de apoio à decisão e de prestação de contas à sociedade.
- A evolução e desafios da tributação do comércio eletrónico em sede de IVAPublication . Canelas, Ana Catarina Campos; Amorim, José de CamposAtualmente, o comércio digital possui um papel essencial na economia e na vitalidade das empresas, dado o elevado número de transações que os consumidores efetuam no seu dia-a-dia. Adicionalmente, o IVA possui um papel central na arrecadação de receitas fiscais do Estados-Membros, o que coloca este imposto no centro das discussões da Comunidade Europeia. Segundo o Livro Verde, publicado pela Comissão Europeia (2010, pg.3): “Dado o impacto do envelhecimento da população de trabalho, é provável que o financiamento do Estado tenha de se basear menos na tributação do trabalho e no rendimento do capital, o que reforça a argumentação em favor da fiscalidade indireta.” Logo, é essencial garantir uma evolução adequada da legislação dos impostos indiretos, nomeadamente do IVA. O presente trabalho tem como objetivo analisar a evolução da legislação europeia perante os desafios na tributação do comércio digital, através de uma exposição teórica das adaptações realizadas, seguida de uma análise qualitativa de um conjunto de casos práticos aplicados nos temas centrais das mais recentes atualizações, de forma a apresentar os benefícios associados a estes esforços por parte da União Europeia e dos seus Estados-Membros. Através desta comparação será possível concluir que estas modificações resultam num regime mais vantajoso e uniforme para todos os Estados-Membros, bem como para os sujeitos passivos envolvidos, devido à minimização de custos administrativos e diminuição das receitas perdidas por meios de fraude fiscal.
- A implementação da Diretiva (UE) 2024/1760 em organizações públicas, privadas e público-privadas portuguesas: um estudo de caso múltiploPublication . Gomes, Sónia Marisa Gonçalves; Bandeira, Ana Maria AlvesA Sustentabilidade tem vindo a assumir um papel de relevância na sociedade e nas organizações nos últimos tempos. Trata-se de um tema atual e de particular preocupação, amplamente debatido em Portugal e no contexto internacional. A conjuntura económica, as alterações climáticas, a escassez dos recursos e as desigualdades sociais caraterizam este contexto atual. As empresas, enquanto agentes económicos e sociais, têm contribuído para esta realidade, sendo hoje desafiadas a adotar práticas e estratégias sustentáveis, capazes de equilibrar a criação de valor económico com o respeito pelos princípios Environment, Social and Governance (ESG), numa perspetiva sistémica e orientada para o futuro. A presente dissertação analisa a implementação da Diretiva (UE) 2024/1760 nas Organizações Públicas, Privadas e Público-Privadas Portuguesas (OPPP), explorando os desafios, os riscos e as oportunidades decorrentes da integração do dever de diligência em matéria de sustentabilidade nas respetivas cadeias de valor. A análise considera as responsabilidades das organizações perante a sociedade, tendo em conta os potenciais impactos, positivos e negativos, que as suas atividades podem gerar sobre os direitos humanos e o ambiente, de forma direta ou indireta. Neste âmbito, destaca-se a relevância dos processos de identificação, prevenção, mitigação e cessação de impactos adversos, enquanto pilares de uma gestão empresarial ética e responsável. O estudo baseia-se numa abordagem qualitativa baseada em três casos concretos — a Corticeira Amorim, a Infraestruturas de Portugal e a REN — com recurso à análise de conteúdos dos relatórios integrados. Os resultados evidenciam que as OPPP se encontram numa fase de transição, revelando uma consciência crescente relativamente à sustentabilidade e aos fatores ESG, bem como ao contributo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), embora enfrentem limitações de natureza organizacional e técnica. Por conseguinte, destaca-se, que a contabilidade e o papel do contabilista certificado assumem-se como instrumentos centrais de governação — transparência e fiabilidade da informação — reforçando a relevância da informação financeira e não financeira na construção de uma cultura empresarial ética e sustentável.
- A importância dos fatores macroeconómicos na estrutura de capital nas PME do setor de tecnologias da informação: um estudo empírico para o caso de PortugalPublication . Rodrigues, Tomás Aguiar; Alcarva, Paulo Alexandre dos SantosO presente estudo visa investigar o impacto dos fatores macroeconómicos na estrutura de capital das pequenas e médias empresas do setor de tecnologias de informação, em Portugal. Tendo como ponto de partida os modelos e teorias explicativas da estrutura de capital, este estudo pretende analisar o impacto das variáveis macroeconómicas – como é o caso da taxa de juro, da taxa de inflação, do crescimento económico português e da estabilidade política – nas decisões de financiamento das empresas em análise. Para o efeito, foi utilizado o modelo de dados em painel, consistindo o hiato temporal em análise naquele que medeia entre os anos de 2012 e de 2022 – abrangendo, desse modo, o período da pandemia de 2020 e de 2021. Para além disso, o estudo abrange uma amostra de 2120 empresas, selecionadas com base na respetiva atividade económica, todas localizadas em Portugal. Quanto às variáveis de controlo, foram incluídas variáveis como a liquidez, a rentabilidade, a tangibilidade dos ativos e a oportunidade de crescimento, de forma a assegurar a robustez dos resultados. Tendo em linha de conta os resultados que foram obtidos, conclui-se que há fatores – como a taxa de juro, o crescimento económico e a estabilidade política – que têm impacto na estrutura de capital das pequenas e médias empresas do setor em estudo. Por outro lado, observou-se que a inflação mostrou não ser estatisticamente significativa para esta questão. Adicionalmente, as pequenas e médias empresas do setor de tecnologias de informação – em face da natureza dinâmica que apresentam e da necessidade de estarem em constante inovação – demonstraram uma maior sensibilidade às condições macroeconómicas, por comparação com outros setores.
- A integração dos ODS no meio empresarial: o caso do grupo EDPPublication . Gomes, Marta Filipa da Silva; Oliveira, Helena Maria da Costa; Maldonado, Isabel Alexandra NevesO meio empresarial tem cada vez mais um papel fundamental no desenvolver do caminho para sustentabilidade. A Organização das Nações Unidas promove o desenvolvimento sustentável, através dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propostos na Agenda 2030, e, portanto, torna-se essencial encontrar soluções capazes de facilitar as empresas a integrar planos de desenvolvimento sustentável nos seus modelos de negócio. Para o efeito, uma análise e interpretação do controlo de gestão de uma organização, é importante neste processo, visto que o controlo de gestão demonstra ser uma ferramenta substancial na integração e implementação de qualquer medida na empresa. A presente investigação qualitativa e interpretativa investiga empiricamente as práticas de controlo de gestão, segundo a teoria de Herath, divulgadas pela EDP, empresa líder no setor da eletricidade em Portugal e uma empresa de referência na incorporação da sustentabilidade, para integrar os ODS. O estudo também averigua as motivações por trás dessa integração e como as práticas de controlo de gestão estão a ser aplicadas no processo. Para isso, foi realizada uma análise documental dos relatórios integrados da empresa, complementada por entrevistas públicas e podcasts com os principais intervenientes da empresa. Os resultados mostram que a empresa aplica uma estrutura dos sistemas de controlo de gestão abordados pelo autor Herath, com a cultura organizacional sendo a componente mais proeminente. Deste modo, as questões culturais e os valores da empresa são a principal motivação para a incorporação dos ODS nas suas práticas de controlo de gestão, bem como a eventual pressão dos stakeholders. Este estudo, revela a importância que as empresas têm no âmbito da sustentabilidade, mais concretamente dos ODS e como estas podem e devem integrá-los na estratégia empresarial. O estudo também contribui para a literatura, expandindo o conhecimento existente e oferecendo uma compreensão mais aprofundada sobre o tema.
- A relação entre capital intelectual e contabilidade e controlo de gestão - uma revisão sistemática da literaturaPublication . Carvalho, Márcia Isabel dos Santos; Vale, José António Fernandes OliveiraNo atual contexto de transformação organizacional, marcado pela digitalização, inovação e crescente valorização dos ativos intangíveis, o Capital Intelectual destaca-se como um recurso estratégico fundamental para a criação de vantagens competitivas. Neste cenário, a Contabilidade e Controlo de Gestão enfrentam o desafio de integrar eficazmente os contributos do Capital Intelectual nos processos de tomada de decisão e avaliação de desempenho. Assim, o presente estudo propõe-se a explorar o estado da arte que relaciona Capital Intelectual com a Contabilidade e Controlo de Gestão, bem como a sinalizar pistas para futuras investigações. Este estudo seguiu as diretrizes do protocolo PRISMA, com a seleção de uma amostra final de 40 artigos, obtidos nas bases de dados Scopus e Web of Science. Os resultados evidenciam que o Capital Intelectual assume um papel crescente na Contabilidade e Controlo de Gestão, funcionando como um recurso estratégico essencial à criação de valor, à tomada de decisão e à sustentabilidade organizacional. A literatura analisada revela que os sistemas de controlo de gestão são fundamentais para traduzir o Capital Intelectual em práticas concretas, seja através de ferramentas de gestão estratégica, indicadores de desempenho ou sistemas de informação contabilísticos. Além disso, destacam-se ainda preocupações com a integração do Capital Intelectual em áreas como o desempenho ambiental e a sustentabilidade empresarial. De forma transversal, observa-se uma evolução no foco dos estudos que passa da simples mensuração do Capital Intelectual para a sua gestão ativa, reforçando a sua importância enquanto ativo intangível nas organizações contemporâneas. As principais limitações deste estudo prendem-se com o carácter emergente do tema, que condiciona a disponibilidade de investigação consolidada sobre a relação entre o Capital Intelectual e a Contabilidade e Controlo de Gestão. Adicionalmente, foram excluídas publicações como livros, atas de conferência e literatura cinzenta, o que poderá ter reduzido a abrangência e diversidade da amostra. Como pistas para investigação futura, sugere-se o aprofundar a integração do Capital Intelectual nos sistemas de controlo de gestão digitais, bem como a sua aplicação na monitorização em tempo real e na tomada de decisão estratégica. Por fim, recomenda-se a inclusão de mais bases de dados para obter uma amostra mais robusta.
- A tributação na economia digitalPublication . Ribeiro, Sofia Lucas; Amorim, José de CamposA globalização e a transformação digital têm vindo a alterar de forma significativa os modelos económicos e os sistemas de tributação tradicionais. A crescente desmaterialização das operações e a expansão do comércio eletrónico levantam desafios complexos à fiscalidade, em particular no que respeita à definição do local de tributação, à prevenção da erosão da base tributável e à garantia de equidade fiscal entre empresas digitais e tradicionais. A presente dissertação tem como objetivo analisar os principais desafios da tributação na economia digital e avaliar as soluções propostas a nível internacional e europeu. Numa primeira fase, procede-se a uma revisão teórica e normativa, com destaque para as medidas da OCDE, nomeadamente o Plano BEPS e a implementação dos Pilares Um e Dois, bem como para as iniciativas da União Europeia, em especial o regime One Stop Shop (OSS) e o Imposto sobre Serviços Digitais. Numa segunda fase, é desenvolvido um estudo de caso aplicado a uma empresa fictícia — Digital Society, Lda. —, que permite testar a aplicação prática do artigo 6.º-A do CIVA e do regime OSS em diferentes cenários de operações B2C e B2B. Através desta análise, demonstram-se as implicações fiscais das novas regras, evidenciando-se tanto os benefícios em termos de simplificação e harmonização, como as dificuldades de adaptação para as pequenas e médias empresas portuguesas. Os resultados obtidos permitem concluir que, apesar dos avanços alcançados com as reformas em curso, a tributação da economia digital continua a ser uma realidade inacabada, que exige constante atualização normativa e maior cooperação internacional. Esta investigação contribui, assim, para a reflexão sobre a necessidade de repensar os sistemas fiscais, adaptando-os a um contexto global, desmaterializado e em permanente transformação.
- Abordagem ao risco de crédito no âmbito do acordo de Basileia III em PortugalPublication . Pereira, Mafalda Florinda AraújoA crise financeira internacional originada na década passada e que teve como ponto de partida a concessão desregulada de crédito, que se propagou por todo o mundo, também conhecida como a crise do subprime, teve consequências a nível mundial nas economias de vários países, tornando relevante a necessidade de concessão de crédito com base em critérios rigorosos. Pelo exposto, a regulação do sistema financeiro é um aspeto que preocupa os órgãos de decisão nacionais e internacionais já há algum tempo, e por este facto, o Comité de Supervisão Bancária criou os Acordos de Basileia como forma de garantir uma regulação e supervisão dos sistemas financeiros, tendo em vista assegurar o seu regular funcionamento e a confiança em si mesmo. Os diferentes critérios de ajustamento e controlo previstos no Acordo de Basileia III têm impacto nas demonstrações financeiras das instituições em Portugal. Neste sentido, é possível o posicionamento das instituições através do estudo das referidas demonstrações. A presente dissertação desenvolvida no âmbito do Mestrado em Contabilidade e Finanças pretende analisar o risco de crédito à luz do Acordo de Basileia III em Portugal. Esta análise será feita em duas partes: a primeira correspondendo à revisão da bibliografia existente sobre o tema, usando uma metodologia qualitativa e a segunda compreendendo um diagnóstico do tratamento do risco de crédito pelas instituições em Portugal, sendo utilizada uma metodologia de cariz quer quantitativo quer qualitativo. No primeiro ponto da segunda parte e através dos dados do Portal da Empresa, foi realizado um diagnóstico ao risco de crédito tendo por base uma amostra de trinta empresas têxteis em Portugal, no exercício de 2010, utilizando para cálculo do risco o desvio padrão, que é a medida mais usada. Consideraram-se como variáveis explicativas os suprimentos, a solvabilidade, o debt to equity, a liquidez, o resultado líquido do exercício, os capitais próprios, os custos financeiros, as vendas e a rentabilidade dos capitais próprios. Tendo em conta os resultados do trabalho, estes revelam que a amostra estudada apresenta pouco risco, não sendo necessário um acompanhamento e atenção especial em termos do grau de risco que lhe está inerente. No segundo ponto desta parte foram analisadas as demonstrações financeiras de seis bancos auditados pela troika, sendo elaborados gráficos com algumas rubricas que permitem compreender o risco de crédito. Desta análise concluímos que a CGD é a que maior peso tem no mercado.
- Abordagem comportamental e investimento racional no mercado cambial: o caso do mercado forexPublication . Campos, Paulo Jorge FonsecaO mercado Forex é um mercado financeiro muito atractivo. Esta alta atractividade justifica-se pela correlação entre o nível de investimento e a possibilidade de elevados ganhos. Por isso, o nível de risco também é muito elevado. O comportamento do investidor é um dos factores principais para se ter sucesso neste mercado. A impulsividade, geralmente, é o mote para o fracasso, e fracassar neste mercado, normalmente, é sinónimo de grandes perdas financeiras. Ao investir é preciso estar bem ciente da forma como este mercado funciona: a plataforma e as suas ferramentas, os termos técnicos, as influências que nele se reflectem e o risco associado. Assim, justificam-se os tipos de análise que se devem complementar, nomeadamente, a análise técnica, a análise fundamental e, ainda, a compreensão da abordagem comportamental – tantas vezes emotiva – do investidor. A decisão de investimento deve ser racional e, assim, deve sustentar-se com toda a informação disponível para fundamentar cada opção, tentando dessa forma diminuir, substancialmente, o risco. Enquanto Homem, o investidor deve conhecer-se a si próprio, capaz de controlar tendências impulsivas de investimento, e saber interpretar os diversos dados e acontecimentos. Por isso, a análise é crucial.
