ESS - DM - Técnicas Avançadas de Imagem em Radiologia
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- Níveis de referência de diagnóstico - definição de valor típico em tomografia computorizada pré-operatória de implantação da válvula aórtica por cateter (TAVI)Publication . Ferreira, José Miguel Araújo; Nogueira, Maria Luísa; Pereira, José Manuel; Faria, CarlosA International Commission on Radiological Protection’s (ICRP) na sua publicação mais recente definiu que os Níveis de Referência e Diagnóstico (NRD) e Valores Típicos de dose devem ser estabelecidos em função de uma determinada indicação clínica e não por zona anatómica. Este estudo teve como objetivo principal estabelecer o valor típico em exames de TC pré-procedimento TAVI para o CHUSJ, para o doente padrão, seguindo as normas de ICRP135, e comparar o valor obtido com o de outros estudos publicados. Realizou-se um estudo institucional, observacional e transversal com recolha retrospetiva de dados secundários no CHUSJ. Foram incluídos n amostra indivíduos que realizaram exame de TC pré-operatório, para planeamento TAVI utilizando o protocolo de referência da instituição. Os dados foram recolhidos pelo investigador principal a partir da análise da Raw Data e do dose report das imagens. O valor típico para a instituição foi calculado de acordo com as normas publicadas pela ICPR135 e comparado com os resultados de um estudo desenvolvido por AINaemi et al. Para além disso, calculou-se o valor típico para a amostra completa e para as diferentes classes de IMC: baixo peso, peso normal, pré-obesidade e obesidade. Investigaram-se, ainda, possíveis associações entre as variáveis sexo, idade, altura, peso, IMC, KV e mAs com os descritores de dose CTDIvol e DLP. A amostra total incluiu 167 participantes. O valor típico estabelecido no CHUSJ, para os exames de TC pré TAVI, selecionando apenas os participantes que se enquadravam na norma ICPR135, foi de 5,89mGy (CTDIvol) e 452 mGy.cm (DLP). Comparando este valor com o estabelecido no estudo de AINaemi H et al., verifica-se que, tanto para o CTDIvol (p=0,006) como para o DLP (p˂0,0001) se observaram diferenças estatísticas significativas nos valores típicos entre os dois estudos, sendo que no CHUSJ o CTDIvol é superior e o DLP inferior. Utilizando a amostra ompleta o valor típico obtido foi de 5,86mGy (CTDIvol) e 447mGy.cm (DLP). Ao dividir a amostra de acordo com o IMC obtiveram-se: IMC-baixo peso 3,22mGy (CTDIvol) e 242mGy.cm (DLP); IMC-peso normal foi de 3,59mGy (CTDIvol) e 294,5mGy.cm (DLP); IMC-pré-obesidade foi de 6,23mGy (CTDIvol) e 493mGy.cm (DLP); IMC-obesidade 7,12mGy (CTDIvol) e 526mGy.cm (DLP). O DLP apresentou uma correlação positiva fraca com a altura (p=0,0004; rs=0,27). Ambos os descritores de dose apresentaram correlação positiva com o peso do doente (CTDIvolp˂0,0001; rc=0,70) e (DLPp˂0,0001; rs=0,73). A análise realizada entre os diferentes grupos de IMC evidenciou diferenças significativas nos valores de CTDIvol (p˂0,0001) e DLp (p˂0,0001), sendo que quanto maior o valor de IMC, maior a dose de radiação envolvida na realização do exame. A tensão do tubo (KV) varia de forma significativa o valor do CTDIvol (p˂0,0001) e do DLP (p˂0,0001), assim como, a corrente de tubo (mAs), que tem uma relação estatisticamente significativa com o CTDIvol (p˂0,001; rs=0,87) e com o DLP (p˂0,001; rs=0,93), apresentando para ambos os descritores de dose, uma relação muito forte. Após comparar o valor típico obtido no CHUSJ com o valor típico do estudo de AINaemi et al., verificou-se que é necessário a otimização do protocolo no CHUSJ de maneira a reduzir a dose de radiação na instituição.
- O papel da imagem ponderada em difusão (DWI) no estudo da Esclerose MúltiplaPublication . Ribeiro, Jéssica Carolina Santos; Nogueira, Maria Luísa; Coelho, José; Freitas, DavideA Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória e autoimune que afeta o Sistema Nervoso Central (SNC) sendo caracterizada pela desmielinização e degeneração axonal. A doença é desencadeada pela ativação do sistema autoimune, com infiltração de células T e destruição dos oligodendrócitos, inviabilizando a reparação da bainha de mielina levando à sua destruição. A EM afeta essencialmente jovens adultos, expressando-se através de diferentes sintomas, como vertigens, parestesias e alterações visuais. O diagnóstico é baseado na exclusão de outras hipóteses diagnósticas e realizado através de análises clínicas, punção lombar, potenciais evocados e métodos de imagem, como a Ressonância Magnética (RM). A RM nestes casos é uma importante arma diagnóstica, pois permite o diagnóstico diferencial de forma menos invasiva. A Imagem ponderada em difusão (DWI), uma técnica de ressonância magnética (DWI), permite um diagnóstico mais preciso da EM, podendo ainda ser um indicador de prognóstico. O objetivo principal deste estudo é avaliar a capacidade de discriminação do Coeficiente de Difusão Aparente (ADC) entre Lesões de EM e Substância Branca de Aparência Normal (NAWM). Realizou-se um estudo retrospetivo, que incluiu uma amostra de 82 pacientes seguidos na consulta externa de EM/Doenças desmielinizantes e que realizaram RM num equipamento de 3T. Para a avaliação do valor de Coeficiente de Difusão Aparente (ADC) médio, foram selecionadas às 3 lesões de EM de maior dimensão no corte selecionado, 1 região de interesse (ROI) com um diâmetro de cerca de 10mm2 por lesão, às quais se associaram 3 ROI na região periplaca (PP) contiguas à lesão de EM e 3 ROI na substância branca de aparência normal (NAWM) no hemisfério contralateral (CL), ou seja 2 ROI da NAWM por lesão selecionada. O teste t de student foi utilizado para avaliar diferenças entre os valores de ADC das lesões, NAWM e região perilesional (PP) e com os valores de referência da literatura. Também foi avaliada a diferença de ADC médio entre sexos. A maioria dos pacientes eram do sexo feminino (56%) com idade média de 45±12 anos). A forma mais prevalente de Esclerose Múltipla (EM) foi a Recidiva Remitente (51,2%). Verificou-se diferenças estatisticamente significativas entre os valores de ADC das lesões e das outras regiões de NAWM (PP-p˂0,001 e CL-p˂0,001). Não foram encontradas diferenças entre os valores de ADC médio das lesões entre sexos (p=0,730). A comparação entre os valores de ADC médios reportados na literatura (lesões 1,2292x10-3mm2/s; PP (0,8067x10-3mm2/s); CL 0,7265x10x10-3mm2/s com os obtidos no nosso estudo, mostrou que não existem diferenças entre os valores de ADC médio nas lesões (p˂0,056), existindo diferenças estatisticamente significativas nos valores de ADC da região PP(p˂0,01) e ADC da NAWM-CL (p˂0,01). Os valores de ADC têm capacidade para diferenciar lesões de EM da NAWM. No futuro os valores de ADC poderão ser utilizados como indicador de prognóstico, predizendo as regiões que futuramente serão afetadas pela EM.
- Perfusão por Ressonância Magnética na diferenciação entre Linfomas Primários do Sistema Nervoso Central e GlioblastomasPublication . Borges, Ana Raquel Tinoco Vaz Martins; Coelho, José Manuel; Nogueira, Maria LuísaOs tumores malignos primários do sistema nervoso central apresentam elevada morbimortalidade e disgnóstico complexo. O linfoma primário do sistema nervoso central (LPSNC) partilha várias características clínicas e imagiológicas como o glioblastoma (GBM), dificultando o diagnóstico diferencial e podendo atrasar a escolha terapêutica adequada. A ressonância magnética (RM), especialmente com técnicas avançadas como a perfusão, surge como ferramenta promissora para distinguir estas entidades. A quantificação de parâmetros perfusionais como o volume sanguíneo cerebral relativo (rCBV), o fluxo sanguíneo cerebral relativo (rCBF), o tempo até ao pico (TTP) e outros índices hemodinâmicos podem fornecer informações complementares essenciais. O objetivo deste estudo foi investigar a importância da perfusão por RM na avaliação diferencial entre GBM e LPSNC. Realizou-se um estudo retrospetivo que incluiu 37 doentes com diagnóstico histopatológico confirmado de glioblastoma (GBM) ou linfoma primário do sistema nervoso central (LPSNC), submetidas a RM 3T com sequência PRESTO. Variáveis clínicas e imagiológicas foram extraídas e organizadas numa base de dados estruturada. Definiram-se regiões de interesse (ROI) na porção sólida tumoral e na substância branca contralateral. Aplicaram-se análises estatísticas univariadas, curvas ROC e índices de Youden para determinar limiares ótimos dos marcadores perfusionais. O volume sanguíneo cerebral relativo (rCBV) foi significativamente mais elevado no GBM (5,36 ± 1,54) do que no LPSNC (2,99 ± 2,83; p=0,005). O tempo até ao pico (TTP) foi maior no LPSNC (28,11 ± 3,91) comparado ao GBM (23,60 ± 5,10: p=0,027) e o fluxo sanguíneo cerebral relativo (rCBF) mais baixo nos LPSNC (2,87 ± 2,21) do que nos GBM (4,86 ± 2,48; p=0,043). Outros parâmetros não atingiram significância estatística, embora tenham mantido tendências consistentes com a literatura. A perfusão por RM constitui uma ferramenta complementar relevante no diagnóstico diferencial entre GBM e LPSNC, reforçando o seu potencial na prática clínica em neuro-oncologia.
