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O papel da imagem ponderada em difusão (DWI) no estudo da Esclerose Múltipla

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Abstract(s)

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória e autoimune que afeta o Sistema Nervoso Central (SNC) sendo caracterizada pela desmielinização e degeneração axonal. A doença é desencadeada pela ativação do sistema autoimune, com infiltração de células T e destruição dos oligodendrócitos, inviabilizando a reparação da bainha de mielina levando à sua destruição. A EM afeta essencialmente jovens adultos, expressando-se através de diferentes sintomas, como vertigens, parestesias e alterações visuais. O diagnóstico é baseado na exclusão de outras hipóteses diagnósticas e realizado através de análises clínicas, punção lombar, potenciais evocados e métodos de imagem, como a Ressonância Magnética (RM). A RM nestes casos é uma importante arma diagnóstica, pois permite o diagnóstico diferencial de forma menos invasiva. A Imagem ponderada em difusão (DWI), uma técnica de ressonância magnética (DWI), permite um diagnóstico mais preciso da EM, podendo ainda ser um indicador de prognóstico. O objetivo principal deste estudo é avaliar a capacidade de discriminação do Coeficiente de Difusão Aparente (ADC) entre Lesões de EM e Substância Branca de Aparência Normal (NAWM). Realizou-se um estudo retrospetivo, que incluiu uma amostra de 82 pacientes seguidos na consulta externa de EM/Doenças desmielinizantes e que realizaram RM num equipamento de 3T. Para a avaliação do valor de Coeficiente de Difusão Aparente (ADC) médio, foram selecionadas às 3 lesões de EM de maior dimensão no corte selecionado, 1 região de interesse (ROI) com um diâmetro de cerca de 10mm2 por lesão, às quais se associaram 3 ROI na região periplaca (PP) contiguas à lesão de EM e 3 ROI na substância branca de aparência normal (NAWM) no hemisfério contralateral (CL), ou seja 2 ROI da NAWM por lesão selecionada. O teste t de student foi utilizado para avaliar diferenças entre os valores de ADC das lesões, NAWM e região perilesional (PP) e com os valores de referência da literatura. Também foi avaliada a diferença de ADC médio entre sexos. A maioria dos pacientes eram do sexo feminino (56%) com idade média de 45±12 anos). A forma mais prevalente de Esclerose Múltipla (EM) foi a Recidiva Remitente (51,2%). Verificou-se diferenças estatisticamente significativas entre os valores de ADC das lesões e das outras regiões de NAWM (PP-p˂0,001 e CL-p˂0,001). Não foram encontradas diferenças entre os valores de ADC médio das lesões entre sexos (p=0,730). A comparação entre os valores de ADC médios reportados na literatura (lesões 1,2292x10-3mm2/s; PP (0,8067x10-3mm2/s); CL 0,7265x10x10-3mm2/s com os obtidos no nosso estudo, mostrou que não existem diferenças entre os valores de ADC médio nas lesões (p˂0,056), existindo diferenças estatisticamente significativas nos valores de ADC da região PP(p˂0,01) e ADC da NAWM-CL (p˂0,01). Os valores de ADC têm capacidade para diferenciar lesões de EM da NAWM. No futuro os valores de ADC poderão ser utilizados como indicador de prognóstico, predizendo as regiões que futuramente serão afetadas pela EM.

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Esclerosa Múltipla DWI Mapa de ADC Substância branca Ressonância magnética (RM)

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