ISCAP – DM - Mestrado Profissionalizante em Controlo de Gestão e Finanças
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Percorrer ISCAP – DM - Mestrado Profissionalizante em Controlo de Gestão e Finanças por orientador "Alcarva, Paulo Alexandre dos Santos"
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- Controlo de gestão no ensino superior politécnico: diagnóstico e proposta de melhoria para o Instituto Superior de Contabilidade e Administração - Instituto Politécnico do PortoPublication . Castro, Manuel Luís Martins de; Alcarva, Paulo Alexandre dos SantosO presente projeto, intitulado “Controlo de Gestão no Ensino Superior Politécnico: Diagnóstico e Proposta de Melhoria para o ISCAP – P.PORTO”, enquadrase no Mestrado em Controlo de Gestão e Finanças – Profissionalizante e tem como objetivo principal diagnosticar o sistema de controlo de gestão do ISCAP e propor melhorias que reforcem a eficiência, a transparência e o alinhamento estratégico institucional. O estudo parte do reconhecimento de que as IES públicas enfrentam crescentes exigências de accountability e sustentabilidade, exigindo sistemas de gestão mais integrados e orientados para resultados. Para responder a este desafio, adotou-se uma metodologia aplicada, de natureza qualitativa e caráter profissionalizante, baseada num estudo de caso único. As etapas seguiram uma estratégia de intervenção composta por diagnóstico, definição de objetivos, planeamento, implementação piloto e avaliação. A recolha de dados combinou análise documental, observação direta e enquadramento teórico sustentado nas abordagens da Nova Gestão Pública (Hood, 1991), nos modelos de controlo de Ferreira e Otley (2009) e no Balanced Scorecard (Kaplan & Norton, 1992, 2001). Os resultados evidenciaram fragilidades na integração de indicadores, na coerência dos dados e na articulação entre planeamento estratégico e monitorização de resultados. Com base no modelo do Balanced Scorecard, foi desenvolvida uma proposta de melhoria que estrutura um Sistema de Controlo de Gestão Integrado (SCGI), permitindo alinhar as quatro perspetivas – financeira, clientes, processos internos e aprendizagem e crescimento. A proposta prevê uma implementação faseada: no curto prazo, criação de dashboards e revisão de KPIs; no médio prazo, reestruturação de processos e formação; e no longo prazo, um modelo global de governação de dados. Conclui-se que o projeto, suportado pelo BSC, contribui para reforçar a cultura de desempenho e a tomada de decisão baseada em evidência, demonstrando a relevância do controlo de gestão na otimização da gestão pública e na sustentabilidade das Instituições de Ensino Superior.
- Determinação do valor intrínseco de uma PME: estudo de caso – a empresa Diamantino SegurosPublication . Pinto, Paulo Alexandre Gomes de Carvalho de Figueiredo; Machado, Ricardo André Cabral de Carvalho Bahia; Alcarva, Paulo Alexandre dos SantosO presente estudo estima o valor económico da Diamantino Seguros, microempresa portuguesa de mediação de seguros, na sequência de uma aproximação de compra, enquadrando a análise na Insurance Distribution Directive (IDD) e na Lei n.º 7/2019, que aumentam os custos de compliance e o risco operacional. Segue-se um desenho aplicado com as contas 2018–2024 e entrevistas aos sócios, numa carteira de 6.220 apólices e retenção próxima de 95%. Em 2024 o volume de negócios foi 270.962,94€ e a margem EBITDA caiu para 3,45 por um reforço de pessoal e FSE, num ano de investimento que antecede a nova loja em Alpendurada, com 50 mil euros de capex e potencial para um milhão de euros de prémios em regime estabilizado. A avaliação assenta no Free Cash Flow to the Firm (FCFF) com perpetuidade e taxa de desconto obtida por build-up, vertida num WACC de 12,47% e crescimento terminal de 2,5%, triangulada por múltiplos e por um valor patrimonial ajustado. Em complemento, uma simulação de Monte Carlo quantifica a incerteza dos parâmetros de desconto, do crescimento e da execução. Os resultados apontam para um valor do capital próprio de 1,264 milhões de euros no caso base, com uma mediana simulada de 1,450 milhões e um intervalo P10–P90 entre 1,129 e 1,908 milhões, refletindo a dominância do valor terminal. A comparação com práticas locais ancoradas em 1,5x prémios cobrados produz um headline superior ao valor intrínseco e exige harmonização de métricas e um earn-out para alinhar o preço e o risco. Recomenda-se uma negociação cash-free debt-free em torno de 1,45 milhões, com um pagamento inicial de 0,9–1,1 milhões e um earn-out trianual indexado aos prémios e retenção, alinhando incentivos e partilhando o risco. O trabalho oferece um quadro replicável para microintermediários, ancorado nas International Valuation Standards (IVS), que articula evidência histórica, modelização prospetiva e exigências regulatórias, e explicita os riscos de pessoa-chave, de compliance e de execução, determinantes para a transferibilidade do valor.
