Publicação
Estudo da prevalência da Doença Hemolítica do Feto e do Recém-Nascido na população da ULSTS
| dc.contributor.author | Moreira, Ana Isabel Ferreira | |
| dc.date.accessioned | 2026-02-18T14:43:20Z | |
| dc.date.available | 2026-02-18T14:43:20Z | |
| dc.date.issued | 2025-11-26 | |
| dc.description.abstract | A doença hemolítica do feto e do recém-nascido (DHFRN) resulta da passagem transplacentária de anticorpos maternos da classe IgG, responsáveis pela destruição de eritrócitos fetais e neonatais. Apesar da redução da incidência de casos por anti-D após a implementação da profilaxia, continuam a surgir casos associados a outros anticorpos clinicamente relevantes. Pretendeu-se neste estudo caracterizar a prevalência, os achados clínico-laboratoriais e as intervenções associadas à DHFRN numa coorte de recém-nascidos da ULSTS em 2024. Realizou-se um estudo observacional em recém-nascidos (RN), avaliando-se parâmetros clínicos e laboratoriais, incluindo grupo sanguíneo, teste de antiglobulina direto (TAD), níveis de hemoglobina e bilirrubina, necessidade de fototerapia e história obstétrica materna. Foi realizada uma análise estatística descritiva e inferencial. Foram obtidos 1808 registos de RN e respetivas mães. A idade média das grávidas neste estudo foi de 31,3 ± 5,5 anos, com percentagem de mulheres primíparas de 52,5%, e um total de 7,08% de grávidas que não tiveram a vigilância adequada durante a gravidez. A incompatibilidade ABO entre mãe/RN neste estudo foi de 27,09%, com TAD positiva por anticorpos ABO de 3,85%. A prevalência de grávidas com anticorpos anti-eritrocitários foi de 1,05%, sendo o anti-D o mais frequente com 40,91% (n=9). A cobertura profilática com Ig anti-D foi de 85,91% durante a gravidez e de 97,67% no pós-parto. Verificou-se associação estatisticamente significativa entre TAD positivo e ocorrência de icterícia, bem como necessidade de fototerapia. Os RN com TAD positivo apresentaram níveis de hemoglobina mais baixos. Os resultados reforçam o papel do TAD como marcador clínico e laboratorial de hemólise significativa em RN, permitindo identificar precocemente os que apresentam maior risco de icterícia e necessidade de terapêutica. A profilaxia com imunoglobulina anti-D continua a ser uma medida fundamental na redução da aloimunização RhD. Contudo, a presença de anticorpos de outros sistemas sanguíneos reforça a importância do rastreio universal e da vigilância pré e pós-natal. Conclui-se que a DHFRN, embora controlada por estratégias preventivas, permanece uma condição clinicamente relevante, justificando monitorização e protocolos multidisciplinares que integrem prevenção, diagnóstico precoce e terapêuticas eficazes. | por |
| dc.identifier.tid | 204175399 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.22/31840 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.rights.uri | N/A | |
| dc.subject | Doença hemolítica do feto e do recém-nascido | |
| dc.subject | Hiperbilirrubinémia | |
| dc.subject | Incompatibilidade ABO e Rh | |
| dc.subject | Aloimunização | |
| dc.subject | Profilaxia com imunoglobulina anti-D | |
| dc.title | Estudo da prevalência da Doença Hemolítica do Feto e do Recém-Nascido na população da ULSTS | por |
| dc.type | master thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| thesis.degree.name | Mestre em Análises Clínicas e Saúde Pública – Área de Especialização em Imunohemoterapia e Transplantação |
