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Orientador(es)
Resumo(s)
Desde sempre, e talvez para sempre, uma questão que inquieta o ser humano está relacionada com o que está reservado para nós após a morte. Mais do que discussões sobre o lugar da alma, do espírito e da mente, pretendemos discutir e experimentar captar o aspeto físico do corpo e do mundo que segue sem nós. Depois de nós, o que fica? Neste sentido, é explorada a ausência humana através dos vestígios da sua presença, do que deixamos ficar e da forma como o mundo nos reclama de novo para si. Apresentando como referências os trabalhos fotográficos de Paul Seawright, “Sectarian Murder” (1988), e Peter Finnemore, “Gwendraeth House” (iniciado nos anos 80), a fotografia, como medium, surge numa abordagem de captura e registo do aparentemente banal, capaz de mostrar implicitamente a ideia do vestigial e de construir uma outra memória, recuperando o vivido, que não foi registado fotograficamente. O registo sequencial num espetro diacrónico põe em evidência a noção do tempo contínuo e imparável, mas a amplitude de enfoques num dado momento pode evocar o passado através do vestígio contemporâneo.
Descrição
Palavras-chave
Banalidades Memória Morte Fotografia Documental
Contexto Educativo
Citação
Editora
Ao Norte, Câmara Municipal de Viana do Castelo
Licença CC
Sem licença CC
