| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 194.93 KB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
O tónus postural, definido como a atividade dos músculos posturais antigravíticos necessária para vencer a força da gravidade, é fundamental para a realização de qualquer movimento voluntário e, consequentemente, para a interação do indivíduo com o ambiente e a tarefa. O tónus postural resulta da coativação sinérgica de músculos posturais flexores e extensores, de forma a lidar eficientemente com a ação da gravidade. Esta capacidade para a coativação sinérgica carece de uma orquestração entre os tratos vestibulares, a par dos reticuloespinais que são fundamentais para a modulação do tónus postural. Esta função de modulação está integrada e é fundamental na atividade da marcha. Na fase de duplo apoio da marcha, a informação aferente propriocetiva relativa ao estado de tensão e comprimento dos músculos intrínsecos do pé, detetada através dos órgãos tendinosos de golgi e dos fusos neuromusculares, assim como a informação aferente cutânea proveniente do pé têm impacto na modulação do tónus postural pela sua influência na formação reticular. Lesões do sistema nervoso central, nas quais se enquadram as decorrentes de um acidente vascular cerebral no território da artéria cerebral posterior, podem levar à perturbação da modulação do tónus pela diminuição da integração da informação propriocetiva, dado que esta artéria irriga estruturas responsáveis pela integração sensorial e por transmitirem informação aos córtices somatossensorial e motor relativa à sensação somática do corpo. Este estudo de caso teve como objetivo testar a hipótese de que através da ‘’manipulação’’ de informação predominantemente propriocetiva proveniente do pé, é possível reportar modificações ao nível da orientação postural dos segmentos distais do membro inferior, na atividade da marcha. Caso clínico: Sobrevivente de acidente vascular cerebral isquémico ao nível da artéria cerebral posterior, do sexo feminino, com 58 anos. Encontra-se restrita na participação em atividades que englobem caminhar no exterior em pisos irregulares. O exame objetivo comtemplou a análise da marcha e da sequência de sentado para de pé, com recurso ao software Kinovea e a aplicação do teste de desempenho Timed Up and Go. Após as seis semanas de intervenção, verificou-se um aumento da variação da orientação postural dos segmentos pé e perna, no sentido da dorsiflexão, em 16,3º e 10,6º, nas fases de contacto inicial e acomodação da carga, respetivamente. Também se verificou uma diminuição do tempo de execução do teste Timed Up and Go em 5s. Conclusão: Através da ‘’manipulação’’ da informação aferente proveniente do pé, foi possível promover a variação da orientação dos segmentos pé e perna, no sentido da dorsiflexão, nas fases de contacto inicial e acomodação da carga, da marcha, pela possível influência desta informação na modulação do tónus. Esta variação da orientação repercutiu-se na diminuição do risco de queda, no aumento da velocidade da marcha e, principalmente, no aumento da participação do indivíduo.
Descrição
Palavras-chave
Tónus Segmentos distais Membro inferior
Contexto Educativo
Citação
Lata, S., Vasconcelos, M., Silva, A., & Cunha, C. (2025). Influência da informação aferente proveniente do pé na modulação do tónus dos segmentos distais do membro inferior: Estudo de caso. 19º Congresso Português do AVC - Livro de Resumos, 57. https://spavc.org/wp-content/uploads/2025/01/LIVRO-DE-RESUMOS.pdf
Editora
Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral
Licença CC
Sem licença CC
