ESS - CIR - Comunicações em eventos científicos
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Entradas recentes
- Fisioterapia vs. Terapêuticas Farmacológicas na Oncologia Paliativa: síntese comparativa por sintomaPublication . Ribeiro, Andrea; Sousa, João; Pacheco, GilvanEm cuidados paliativos oncológicos, o controlo sintomático exige integrar intervenções não farmacológicas e farmacológicas. Persistem dúvidas sobre o que priorizar por sintoma, em particular na fadiga, dor e dispneia. Sintetizar a evidência comparativa entre fisioterapia e terapêuticas farmacológicas em doentes com cancro avançado, identificando ganhos clínicos por domínio sintomático e prioridades de investigação. Revisão narrativa baseada em pesquisa estruturada de estudos comparativos e revisões (ECA, meta‑análises e observacionais) sobre fadiga, dor, dispneia e qualidade de vida, com extração de tipo de intervenção, magnitude do efeito, segurança e implicações práticas. A fisioterapia (exercício doseado/progressivo, treino respiratório, TENS, massagem e educação/componente cognitivo‑comportamental) mostra benefício consistente na fadiga e na função, frequentemente superando fármacos estimulantes/corticosteroides para estes desfechos e com melhor perfil de segurança. Na dor oncológica, opioides e adjuvantes mantêm‑se padrão‑ouro para dor moderada‑severa; a fisioterapia atua como adjuvante, reduzindo intensidade, incapacidade e, em alguns contextos, necessidades de resgate. Na dispneia, técnicas respiratórias e medidas simples (p.ex., ventilação dirigida, treino de padrões, ventilador de mão/“fan therapy”) oferecem alívio clinicamente relevante; fármacos (opioides/corticosteroides) reservam‑se para refratariedade e requerem monitorização de efeitos adversos. Programas de reabilitação precoce e integrados associam‑se a melhoria da qualidade de vida e autonomia. A efetividade é dependente do sintoma: a fisioterapia destaca‑se em fadiga, função e qualidade de vida; a farmacoterapia é indispensável na dor intensa e útil na dispneia refratária. A abordagem integrada e personalizada, iniciada precocemente, apresenta o melhor rácio benefício‑risco. Persistem lacunas: ECA head‑to‑head, dados de custo‑efetividade e critérios de estratificação por subgrupos.
- Tele‑reabilitação em Oncologia durante quimioterapia: síntese da evidência sobre ganhos funcionais, sintomáticos e de acessoPublication . Ribeiro, Andrea; Sousa, JoãoA tele‑reabilitação, via videochamada, apps móveis e monitorização remota, emergiu como estratégia para ultrapassar barreiras logísticas, risco de infeção e falta de acesso à reabilitação especializada em doentes oncológicos sob quimioterapia. Sintetizar resultados da tele‑reabilitação em doentes oncológicos durante quimioterapia, comparando com cuidados presenciais quando aplicável, e identificar lacunas para investigação futura. Revisão de escopo com pesquisa ampla (20 estratégias) em bases indexadas; 1 042 registos identificados, 668 triados, 429 elegíveis e 50 estudos incluídos (ECA, observacionais, qualitativos e revisões). Foram extraídos desfechos físicos, sintomáticos, adesão/satisfação, segurança e custo‑efetividade. Programas remotos de exercício aeróbio, resistência, flexibilidade e treino respiratório melhoram capacidade funcional, força e aptidão cardiorrespiratória, com efeitos por vezes equivalentes ou superiores aos cuidados presenciais. A tele‑reabilitação reduz dor, fadiga, ansiedade/depressão e perturbações do sono, e sustenta ganhos cognitivos e de bem‑estar. Adesão e satisfação tendem a ser elevadas, valorizando conveniência e continuidade de cuidados, incluindo modelos de grupo ou híbridos. A segurança é favorável, com elevada retenção e poucos eventos adversos reportados; vários estudos indicam potencial custo‑efetividade e menor utilização de recursos. O atendimento presencial pode ser preferível em casos altamente complexos ou que exijam intervenção muito individualizada. A tele‑reabilitação é uma via segura, eficaz e acessível para entregar fisioterapia durante a quimioterapia, fortalecendo resultados físicos, controlo sintomático e qualidade de vida, ao mesmo tempo que mitiga barreiras ao acesso. Persistem lacunas quanto a impacto a longo prazo, custo‑efetividade comparativa em diferentes contextos, otimização para baixa literacia digital e evidência específica em populações pediátricas e casos complexos.
- Sustentabilidade no ensino da Fisioterapia: atitudes, competências e barreiras entre estudantes do Ensino SuperiorPublication . Ribeiro, Andrea; Martins, Maria; Venâncio, João PauloA integração da sustentabilidade na formação em fisioterapia é essencial face aos desafios ambientais e às suas implicações na saúde. Porém, a prontidão formativa e institucional para tal integração permanece pouco caracterizada em contextos lusófonos. Caracterizar atitudes, competências percebidas, comportamentos sustentáveis e barreiras à integração da sustentabilidade entre estudantes de fisioterapia de uma instituição de ensino superior portuguesa. Estudo quantitativo, transversal e descritivo. Aplicou-se um questionário online desenvolvido para o efeito a estudantes de licenciatura (n=113; 18–34 anos; 60,2% feminino). Aprovação ética: 2025/05-06. Apenas 13,3% reportaram formação prévia em sustentabilidade; 81,4% reconheceram a relação ambiente–saúde; 67,3% defenderam a inclusão do tema no currículo; 61,9% referiram comportamentos sustentáveis (p.ex., redução de descartáveis). Principais barreiras: falta de formação (49,6%) e apoio institucional limitado (44,2%). Observaram-se diferenças por género em “Atitudes e Crenças” (χ²(4)=13,4; p=0,010) e em “Barreiras Percebidas” (χ²(4)=13,1; p=0,011). Não houve diferenças no conhecimento percebido entre estudantes com e sem formação prévia (t(111)=-0,577; p=0,565). Os estudantes evidenciam atitudes favoráveis, mas persistem lacunas formativas e de suporte institucional. Implica-se: (i) integração transversal de sustentabilidade no currículo de fisioterapia; (ii) pedagogias ativas e interdisciplinares; (iii) capacitação docente e indicadores de competência para uma prática clínica de baixo impacto ambiental.
- Gamificação na promoção da literacia em saúde do pavimento pélvico: da educação para a saúde à aprendizagem interativaPublication . Macedo, Carla; Gomes, Alexandre Cavallieri; Neves, Cristiane; Geraldo, Nathalie; Machado, Sónia; Lima, Tânia; Pacheco, Gilvan; Ribeiro, Andrea; Gonçalves, DanielaAs disfunções do pavimento pélvico são comuns e impactam negativamente na saúde psicofuncional, configurando-se um problema de saúde pública mundial. O conhecimento do tema é insuficiente, dificultando a promoção da saúde (1, 2). A gamificação surge como uma abordagem promissora para melhorar a literacia, integrando elementos lúdicos e mecanismos motivacionais que favorecem a adesão e a retenção de conhecimento (3). O objetivo do estudo é avaliar o impacto de um programa educativo em saúde sobre pavimento pélvico, utilizando estratégias de gamificação. Foi realizado um estudo quasi-experimental com 70 indivíduos, com idade > a 18 anos do Centro de Yoga de Barcelos, divididos em grupo: experimental (n=40) e controlo (n=30). O grupo experimental participou num programa educativo estruturado sobre o pavimento pélvico, incorporando gamificação. Os dados foram recolhidos através do questionário de caracterização da amostra de literacia em saúde do pavimento pélvico e do Australian Pelvic Floor Questionnaire, antes, após e três meses após a intervenção. Na análise estatística utilizou-se estatística descritiva e testes não paramétricos, como o teste Friedman e Mann-Whitney. O grupo experimental apresentou resultados positivos na literacia em saúde do pavimento pélvico com 33,7% antes da intervenção, 92,4% após a intervenção e 91,4% três meses depois. Em contraste, o grupo de controlo não apresentou qualquer alteração significativa. Todos os participantes apresentaram algum grau de disfunção, destacando a necessidade de intervenções educativas com gamificação. Os resultados sugerem que a gamificação pode ser uma ferramenta eficaz para aumentar a literacia em saúde do pavimento pélvico. No entanto, é importante considerar a diversidade das populações e as diferentes necessidades de aprendizagem. A eficácia da gamificação pode variar dependendo do contexto e da implementação. Portanto, futuras investigações devem explorar a personalização das intervenções e a inclusão de diferentes grupos demográficos para maximizar o impacto da educação em saúde. O programa educativo demonstrou ser eficaz na promoção da literacia em saúde do pavimento pélvico, e a introdução da gamificação representa um avanço inovador nas ações educativas em fisioterapia e saúde pública.
- O Bem-Estar no trabalho e a Aliança Terapêutica na FisioterapiaPublication . Gonçalves, Luísa; Bonengel, Marine; Bancheri, Meije; Lopes, Sofia; Vieira, Ágata; Vieira, ÁgataO Bem-Estar (BE) no trabalho assume uma crescente relevância nas profissões de saúde. Na fisioterapia, a Aliança Terapêutica (AT) constitui um elemento central na abordagem clínica, promovendo e aumentando a confiança e adesão do utente. Estudar a relação entre o BE no trabalho dos fisioterapeutas e a AT com os seus utentes; analisar o efeito da duração da intervenção, da idade e do sexo do fisioterapeuta na AT; verificar a associação entre a satisfação com a remuneração, número de horas de trabalho por semana em fisioterapeutas com o seu BE no trabalho. Estudo observacional analítico transversal com 137 fisioterapeutas e 618 utentes. Foi aplicado um questionário de caracterização da amostra, o Work-Related Quality of Life (WRQoL) aos fisioterapeutas, para avaliar o BE no trabalho, e o Working Alliance Inventory - Short Revised (WAI-SR) aos utentes, para avaliar a AT. Para a análise da AT, foram elegíveis 31 respostas entre fisioterapeuta e respetivo utente. Para o estudo da relação entre os dados sociodemográficos e as dimensões do WRQoL e do WAI-SR foram utilizados os testes U de Mann Whitney e de Spearman com um intervalo de confiança de 95% no SPSS. Não se verificou uma correlação da AT com o BE no trabalho. Relativamente à idade do fisioterapeuta e ao sexo também não se verificaram correlações, no entanto, observou-se uma correlação positiva, de intensidade moderada, entre a duração da intervenção e a AT (p<0,001; r=0,665). A satisfação com a remuneração mostrou ter relação com o BE no trabalho (p<0,001). Não foi encontrada uma correlação entre o tempo de trabalho por semana e o BE no trabalho. Na presente amostra, parece que quanto maior a duração da intervenção melhor a AT estabelecida entre utente e fisioterapeuta, e que quanto maior a satisfação com a remuneração melhor o BE do fisioterapeuta no trabalho.
- Sinais de alerta do desenvolvimento fonológico em crianças dos 3 aos 5 anos - Perceção dos paisPublication . Cunha, Ana Francisca; Pinto, Marta Joana; de Sousa Pinto, Marta JoanaA fonologia estuda os sons da língua e a forma como os mesmos se combinam. Entre os 4 anos e os 4 anos e 6 meses, as crianças adquirem a maior parte do seu sistema fonológico. Quando uma criança possui uma perturbação dos sons da fala, realiza processos atípicos para a idade, que podem ser identificados como sinais de alerta no desenvolvimento fonológico (Coutinho, 2012). Nestes casos, sendo os pais as pessoas mais próximas da criança, é importante que reconheçam e detetem precocemente estas alterações, com vista a procurarem apoio terapêutico. Objetivo: Identificar os sinais de alerta do desenvolvimento fonológico, percecionados pelos pais, em crianças do préescolar; verificar os sinais a que os pais dão relevância para procurar apoio em terapia da fala; identificar os apoios formais e informais que os mesmos procuram. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, descritivo, transversal e de análise quantitativa. Utilizou-se um questionário, adaptado pela equipa de investigação e destinado a pais de crianças em idade pré-escolar, das zonas Norte e Centro de Portugal, que foi divulgado online através das redes sociais das autoras. A amostra obedeceu assim, a um processo de amostragem não probabilística. Foram consideradas 47 respostas. Resultados: Os resultados obtidos foram heterogéneos, demonstrando que os pais identificam mais sinais de alerta na faixa etária dos 4 anos. Para as faixas etárias dos 3 e 5 anos as respostas não foram expressivas. No entanto, verificou-se que a maioria dos pais, quando identificam dificuldades nos seus filhos, procuram o terapeuta da fala. Conclusão: Verificouse a necessidade de instrumentos que auxiliem os pais na identificação dos sinais de alerta para o desenvolvimento fonológico em idade pré- escolar, de forma a procurarem um apoio especializado e atempado.
- Transformar o jogo de azar online com tecnologias profundas: A perspetiva dos jogadoresPublication . Barroso, Beatriz C. R.; Cardoso, Leonor G.; Gomes, Bruno; Rocha, Carla; Morgado, Pedro; Marques, António; Queirós, Ricardo; Dores, Artemisa R.; Dores, ArtemisaAs tecnologias profundas são cada vez mais utilizadas para dar resposta a problemas de saúde pública. No contexto do jogo de azar online, estas tecnologias têm contribuído para personalizar as experiências dos utilizadores ao tornar os jogos mais interessantes e estimulantes. O aprimoramento constante da qualidade do jogo parece favorecer o desenvolvimento de comportamentos adictivos relacionados com o jogo. Este estudo insere-se num projeto mais abrangente que visa compreender se e como as tecnologias profundas podem promover práticas de jogo mais seguras e éticas, enquanto preservam o envolvimento. Para tal, pretende-se desenvolver um protocolo de entrevista a jogadores de jogos de azar online. Numa equipa multidisciplinar, criou-se o protocolo de uma entrevista semiestruturada para jogadores desta modalidade de jogo, independentemente do seu nível de risco ou dependência. O protocolo foi sujeito a uma administração piloto, seguida de reflexão falada. O protocolo é constituído por oito questões, organizadas em cinco categorias, que incluem: 1) experiência do jogador com os jogos e as tecnologias neles integradas; 2) envolvimento e riscos no jogo online; 3) medidas de prevenção e intervenção que podem ser incluídas na experiência de jogo; 4) ética e privacidade de dados dos jogadores; e 5) regulamentação e políticas. Análises preliminares das entrevistas piloto demonstraram a adequabilidade do protocolo, ademais os participantes demonstraram dificuldade com conceitos novos e tecnológicos (e.g., tecnologias profundas) que foram modificados e esclarecidos posteriormente. Emergiram como categorias preliminares de fatores críticos para a criação de um ambiente de jogo mais seguro e responsável, através da análise indutiva: ferramentas de autorregulação (e.g., autoexclusão, imposição de limites) e alertas personalizados para a monitorização do jogo e do comportamento do jogador (e.g., número de perdas e ganhos); medidas de apoio à saúde mental; preocupações com a privacidade dos dados e sensibilidade ao contexto social (e.g., regulamentação da publicidade ao jogo). Este protocolo será fundamental à realização de entrevistas a jogadores de jogos de azar online, que como parte de uma metodologia participativa, irá contribuir para o desenvolvimento de futuras políticas públicas e inovações tecnológicas que visem promover a saúde digital, principalmente no jogo online.
- Validação do Appearance Anxiety InventoryPublication . Dores, Artemisa R.; Freitas, Maria João; Podlipskytė, Aurelija; Burkauskas, Julius; force, Keep Fit Task; Corazza, Ornella; Dores, ArtemisaNo mundo BANI, emergem desafios globais que parecem afetar de forma particular a saúde mental dos adolescentes, nomeadamente pelos sentimentos de solidão que provocam. Neste sentido, os jovens recorrem às ferramentas digitais para satisfazer a necessidade de estar com os outros e como atividade recreativa. A utilização excessiva da internet é uma preocupação crescente, designadamente a utilização de redes sociais, onde ocorre exposição a padrões de beleza inatingíveis. Esta exposição pode exacerbar a insatisfação com a imagem corporal, contribuindo para a ansiedade de aparência ou o aparecimento de perturbações, como a perturbação dismórfica corporal. Este estudo visa validar o Appearance Anxiety Inventory (AAI) numa amostra representativa da população portuguesa. Este questionário avalia tanto dimensões cognitivas, como comportamentos de evitamento e estratégias de segurança associados à imagem corporal, sendo uma ferramenta útil na identificação de perturbações relacionadas com este domínio. O presente estudo (N = 171) recolheu uma amostra de jovens portugueses (M = 34.12, DP = 10.27), com idades compreendidas entre 18 e 59 anos. A validação da escala foi realizada através de uma análise fatorial confirmatória, embora não consistente com a configuração original, demonstrando resultados promissores, tanto a um fator como a dois. A escala apresentou uma boa consistência interna na escala geral (ω = .874) e na bifatorial (ω = .858, .860, respetivamente). Os resultados realçam ainda que as mulheres e os mais jovens apresentam valores mais elevados de ansiedade de aparência. A versão portuguesa do questionário AAI revelou propriedades psicométricas robustas para apoiar a sua utilização na população portuguesa, constituindo assim uma ferramenta válida para avaliar o impacto da exposição a imagens idealizadas online. Representa, ainda, um contributo relevante para a investigação e a prática clínica, permitindo uma avaliação mais precisa e o desenvolvimento de intervenções mais eficazes neste domínio.
- Inquérito por questionário à população francesa sobre os conhecimentos e o papel dos fisioterapeutas na gestão do linfedemaPublication . Lumini, José; Jurado, Lucie; Maurin, Elisa; Sellier, Fanny; Brahim-Courcoux, Julia; Ribeiro, Andrea; Sousa, JoãoO linfedema (LE) é uma doença crónica que afeta milhares de pessoas em França, podendo surgir após cirurgias, infeções ou cancro, causando inchaço significativo dos membros1. A sua prevenção e gestão requerem uma abordagem multidisciplinar. No entanto, o desconhecimento sobre o LE contribui para a subutilização dos serviços adequados e para a adoção insuficiente de medidas preventivas e terapêuticas2. Avaliar o conhecimento da população francesa sobre o LE e o papel específico dos fisioterapeutas na sua gestão. Foi elaborado um questionário com base na literatura e na consulta a especialistas em fisioterapia e linfedema. Após um pré- teste para aferir clareza e relevância, o questionário foi ajustado e dividido em secções: dados sociodemográficos, conhecimento sobre o LE (causas, sintomas, riscos), fontes de informação e gestão fisioterapêutica. A versão final foi divulgada em redes sociais, fóruns de saúde, grupos de discussão e instituições de ensino. Participaram indivíduos com mais de 18 anos e residentes em França. Algumas respostas foram analisadas conforme os critérios definidos no pré-teste e a validação dos especialistas. Responderam 338 participantes (235 mulheres e 103 homens). A maioria (55,71%) afirma conhecer o LE, mas com conhecimento frequentemente incompleto. Os profissionais de saúde são a principal fonte de informação (47,8%), seguidos pela internet e os meios de comunicação. Embora 63,04% reconheçam que o LE pode ser fatal, muitos subestimam sua prevalência e desconhecem os tratamentos. Apenas 28,44% conhecem alguma opção terapêutica, e 69,2% manifestam interesse em saber mais, especialmente sobre sintomas e prevenção. Quanto ao tratamento, 65% identificam corretamente os fisioterapeutas como os profissionais indicados para o acompanhamento de longo prazo. A população francesa demonstra algum grau de sensibilização sobre o LE, mas ainda há importantes lacunas no conhecimento sobre a condição e seus tratamentos. A confusão quanto aos profissionais responsáveis e a prevalência de fontes não especializadas apontam para a necessidade de campanhas educativas. Valorizar o papel dos fisioterapeutas é essencial para melhorar a abordagem ao LE e a qualidade de vida dos pacientes3.
- Efeitos de um programa de exercícios na força de preensão manual na indústria têxtilPublication . Lopes, Sofia; Vieira, Ágata; Coelho, Ana; Barroso, Bárbara; Silva, Diogo; Brochado, Gabriela; Vieira, ÁgataAs Lesões Músculo-Esqueléticas Relacionadas com o Trabalho têm vindo a tornar-se mais prevalentes ao longo dos últimos anos. Alguns fatores que agravam estas lesões são os movimentos repetitivos e posturas incorretas, podendo ter, como consequência, a diminuição da força de preensão manual, tornando-se importante a implementação de um programa de exercício terapêutico. Avaliar o efeito de um programa de exercício terapêutico na força de preensão manual em colaboradores de uma empresa têxtil. Material e Estudo Quase-Experimental realizado com 37 indivíduos que desempenhavam funções por turnos, distribuídos por um grupo experimental (n=10) e grupo controlo (n=27). Os colaboradores preencheram um questionário de caraterização, e a força de preensão manual foi avaliada com um dinamómetro manual, cuja calibração, é realizada anualmente assegurando o cumprimento dos requisitos exigidos. As avaliações foram realizadas pelo mesmo investigador, em dois momentos distintos, outubro de 2023, antes do início do programa de exercício, e maio de 2024, após a sua conclusão. O grupo experimental realizou o programa de exercício terapêutico durante as pausas de trabalho, ao longo de 5 meses, 2 vezes por semana. Recorreu-se ao programa SPSS para análise estatística, com um nível de significância de 5%. No grupo experimental observou-se um aumento da força de preensão manual bilateralmente 3,4 (3,2) Kgf (à direita) e 3,2(3,5) Kgf (à esquerda), tendo este sido significativo (p=0,008; p=0,018, respetivamente). Conclui-se que a implementação de um programa de exercício terapêutico é benéfico para o aumento da força de preensão manual em colaboradores da indústria têxtil.
