Logo do repositório
 

ESS - CIR - Comunicações em eventos científicos

URI permanente para esta coleção:

Navegar

Entradas recentes

A mostrar 1 - 10 de 125
  • Da sala de aula para o contexto real: Estratégia Pedagógica
    Publication . Silva, Sandra; Lopes, Sofia; Lopes, Sofia
    A importância da intervenção comunitária é cada vez mais evidente nos dias de hoje, sendo essencial em diferentes áreas nas quais a coesão social e territorial representam um desafio significativo. A Fisioterapia na Comunidade, lecionada no 3º ano dos Cursos de Licenciatura em Fisioterapia do Instituto Politécnico de Saúde do Norte, é um exemplo onde a intervenção comunitária assume um papel primordial. Foi implementada uma prática pedagógica que contemplou sessões de promoção de saúde em contexto real, ministradas por estudantes e supervisionadas pelos docentes. Esta iniciativa teve como objetivo aumentar a literacia em saúde e promoção de mudança comportamental. A amostra em estudo foi constituída por 129 estudantes, e a maioria considerou que as temáticasabordadas (n=121), os conhecimentos na área da Fisioterapia em Geriatria (n=123), as competências em contexto real (n=122), e as competências de comunicação intergeracionais (n=120), foram ao encontro das suas espectativas, aumentando os seus soft skills. A maioria auto-reportou que se encontravam muito satisfeitos (n=65), considerando esta prática pedagógica transponível para outros módulos (n=118) e outras unidades curriculares (n=120). Os resultados parecem indicar que os estudantes auto-percecionam que o papel do fisioterapeuta enquanto promotor de saúde é um pilar da intervenção na comunidade, com vista à capacitação dos cidadãos.
  • Impacto de sessões de promoção de saúde na literacia em trabalhadores fabris
    Publication . Coelho, Ana; Lopes, Sofia; Brochado, Gabriela; Gomes, Catarina; Vieira, Francisca; Queirós, Guilherme; Vieira, Ágata; Lopes, Sofia; Vieira, Ágata
    Avaliar o impacto de sessões de promoção de saúde na literacia dos trabalhadores de uma empresa têxtil e secundariamente verificar se existe associação entre a literacia e a idade, o sexo, as habilitações literárias e os anos de serviço. Foi realizado um estudo quase-experimental numa amostra de 57 trabalhadores. Na primeira sessão de promoção de saúde, aplicou-se um questionário de caraterização sociodemográfica e profissional e o HLS-EU-Q16 para avaliar a literacia em saúde. Cada sessão teve a duração de 60 minutos, sendo a primeira de caracter expositivo, focando conteúdos de Saúde Ocupacional, e a segunda sessão, exclusivamente prática, foi direcionada para as lesões músculo-esqueléticas mais prevalentes. No final das sessões os trabalhadores voltaram a preencher o HLS-EU-Q16. As respostas foram analisadas, através de estatística inferencial não paramétrica com um nível de significância de 5%. A maioria dos participantes era do sexo feminino (66,7%) e 43,9% concluiu o ensino secundário. Verificou-se uma melhoria na literacia dos trabalhadores após as sessões (p=0,035). Não foram encontradas associações entre os níveis de literacia e as variáveis como o sexo (p=0,262), a idade (p=0,514), as habilitações literárias (p=0,541) e os anos de experiência (p=0,441). As correlações observadas são fracas, e negativas para as variáveis habilitações literárias (ρ=-0,083) e anos de experiência profissional (ρ=-0,104). As sessões de promoção de saúde mostraram-se eficazes na melhoria dos níveis de literacia em saúde dos trabalhadores. Adicionalmente verificou-se que a literacia não apresentou associação com a idade, sexo, habilitações literárias e anos de serviço.
  • A virtual reality game to support cognitive stimulation in elderly people with Alzheimer's and Mild Dementia
    Publication . Barbosa, Alice; Melro, Henrique; Pacheco, Rodrigo; Almeida, Raquel Simões; Teixeira, Bruno; Sá, Vitor J.; Simões de Almeida, Raquel; Sá, Vítor J.
    This article presents the development of ReLembra, an immersive Virtual Reality game designed to support elderly people with Alzheimer's and mild dementia in preserving their cognitive abilities, that is, in preventing activities and some motor functions for daily life. Through interactive activities in calm and familiar virtual environments, the games promote the stimulation of memory, language, organization and spatial orientation. The application was developed in the Unity 3D tool and optimized for the Meta Quest 3 device. Tests were carried out with five participants, evaluating presence (IPQ), cybersickness (SSQ), usability (SUS) and performance metrics. The results indicate high usability and excellent acceptance. However, some limitations related to the digital literacy of users and the difficulty in distinguishing between the virtual and the real world were identified. This project represents an innovative and promising tool to support health professionals and caregivers, with potential for future expansion.
  • Fisioterapia vs. Terapêuticas Farmacológicas na Oncologia Paliativa: síntese comparativa por sintoma
    Publication . Ribeiro, Andrea; Sousa, João; Pacheco, Gilvan
    Em cuidados paliativos oncológicos, o controlo sintomático exige integrar intervenções não farmacológicas e farmacológicas. Persistem dúvidas sobre o que priorizar por sintoma, em particular na fadiga, dor e dispneia. Sintetizar a evidência comparativa entre fisioterapia e terapêuticas farmacológicas em doentes com cancro avançado, identificando ganhos clínicos por domínio sintomático e prioridades de investigação. Revisão narrativa baseada em pesquisa estruturada de estudos comparativos e revisões (ECA, meta‑análises e observacionais) sobre fadiga, dor, dispneia e qualidade de vida, com extração de tipo de intervenção, magnitude do efeito, segurança e implicações práticas. A fisioterapia (exercício doseado/progressivo, treino respiratório, TENS, massagem e educação/componente cognitivo‑comportamental) mostra benefício consistente na fadiga e na função, frequentemente superando fármacos estimulantes/corticosteroides para estes desfechos e com melhor perfil de segurança. Na dor oncológica, opioides e adjuvantes mantêm‑se padrão‑ouro para dor moderada‑severa; a fisioterapia atua como adjuvante, reduzindo intensidade, incapacidade e, em alguns contextos, necessidades de resgate. Na dispneia, técnicas respiratórias e medidas simples (p.ex., ventilação dirigida, treino de padrões, ventilador de mão/“fan therapy”) oferecem alívio clinicamente relevante; fármacos (opioides/corticosteroides) reservam‑se para refratariedade e requerem monitorização de efeitos adversos. Programas de reabilitação precoce e integrados associam‑se a melhoria da qualidade de vida e autonomia. A efetividade é dependente do sintoma: a fisioterapia destaca‑se em fadiga, função e qualidade de vida; a farmacoterapia é indispensável na dor intensa e útil na dispneia refratária. A abordagem integrada e personalizada, iniciada precocemente, apresenta o melhor rácio benefício‑risco. Persistem lacunas: ECA head‑to‑head, dados de custo‑efetividade e critérios de estratificação por subgrupos.
  • Tele‑reabilitação em Oncologia durante quimioterapia: síntese da evidência sobre ganhos funcionais, sintomáticos e de acesso
    Publication . Ribeiro, Andrea; Sousa, João
    A tele‑reabilitação, via videochamada, apps móveis e monitorização remota, emergiu como estratégia para ultrapassar barreiras logísticas, risco de infeção e falta de acesso à reabilitação especializada em doentes oncológicos sob quimioterapia. Sintetizar resultados da tele‑reabilitação em doentes oncológicos durante quimioterapia, comparando com cuidados presenciais quando aplicável, e identificar lacunas para investigação futura. Revisão de escopo com pesquisa ampla (20 estratégias) em bases indexadas; 1 042 registos identificados, 668 triados, 429 elegíveis e 50 estudos incluídos (ECA, observacionais, qualitativos e revisões). Foram extraídos desfechos físicos, sintomáticos, adesão/satisfação, segurança e custo‑efetividade. Programas remotos de exercício aeróbio, resistência, flexibilidade e treino respiratório melhoram capacidade funcional, força e aptidão cardiorrespiratória, com efeitos por vezes equivalentes ou superiores aos cuidados presenciais. A tele‑reabilitação reduz dor, fadiga, ansiedade/depressão e perturbações do sono, e sustenta ganhos cognitivos e de bem‑estar. Adesão e satisfação tendem a ser elevadas, valorizando conveniência e continuidade de cuidados, incluindo modelos de grupo ou híbridos. A segurança é favorável, com elevada retenção e poucos eventos adversos reportados; vários estudos indicam potencial custo‑efetividade e menor utilização de recursos. O atendimento presencial pode ser preferível em casos altamente complexos ou que exijam intervenção muito individualizada. A tele‑reabilitação é uma via segura, eficaz e acessível para entregar fisioterapia durante a quimioterapia, fortalecendo resultados físicos, controlo sintomático e qualidade de vida, ao mesmo tempo que mitiga barreiras ao acesso. Persistem lacunas quanto a impacto a longo prazo, custo‑efetividade comparativa em diferentes contextos, otimização para baixa literacia digital e evidência específica em populações pediátricas e casos complexos.
  • Sustentabilidade no ensino da Fisioterapia: atitudes, competências e barreiras entre estudantes do Ensino Superior
    Publication . Ribeiro, Andrea; Martins, Maria; Venâncio, João Paulo
    A integração da sustentabilidade na formação em fisioterapia é essencial face aos desafios ambientais e às suas implicações na saúde. Porém, a prontidão formativa e institucional para tal integração permanece pouco caracterizada em contextos lusófonos. Caracterizar atitudes, competências percebidas, comportamentos sustentáveis e barreiras à integração da sustentabilidade entre estudantes de fisioterapia de uma instituição de ensino superior portuguesa. Estudo quantitativo, transversal e descritivo. Aplicou-se um questionário online desenvolvido para o efeito a estudantes de licenciatura (n=113; 18–34 anos; 60,2% feminino). Aprovação ética: 2025/05-06. Apenas 13,3% reportaram formação prévia em sustentabilidade; 81,4% reconheceram a relação ambiente–saúde; 67,3% defenderam a inclusão do tema no currículo; 61,9% referiram comportamentos sustentáveis (p.ex., redução de descartáveis). Principais barreiras: falta de formação (49,6%) e apoio institucional limitado (44,2%). Observaram-se diferenças por género em “Atitudes e Crenças” (χ²(4)=13,4; p=0,010) e em “Barreiras Percebidas” (χ²(4)=13,1; p=0,011). Não houve diferenças no conhecimento percebido entre estudantes com e sem formação prévia (t(111)=-0,577; p=0,565). Os estudantes evidenciam atitudes favoráveis, mas persistem lacunas formativas e de suporte institucional. Implica-se: (i) integração transversal de sustentabilidade no currículo de fisioterapia; (ii) pedagogias ativas e interdisciplinares; (iii) capacitação docente e indicadores de competência para uma prática clínica de baixo impacto ambiental.
  • Gamificação na promoção da literacia em saúde do pavimento pélvico: da educação para a saúde à aprendizagem interativa
    Publication . Macedo, Carla; Gomes, Alexandre Cavallieri; Neves, Cristiane; Geraldo, Nathalie; Machado, Sónia; Lima, Tânia; Pacheco, Gilvan; Ribeiro, Andrea; Gonçalves, Daniela
    As disfunções do pavimento pélvico são comuns e impactam negativamente na saúde psicofuncional, configurando-se um problema de saúde pública mundial. O conhecimento do tema é insuficiente, dificultando a promoção da saúde (1, 2). A gamificação surge como uma abordagem promissora para melhorar a literacia, integrando elementos lúdicos e mecanismos motivacionais que favorecem a adesão e a retenção de conhecimento (3). O objetivo do estudo é avaliar o impacto de um programa educativo em saúde sobre pavimento pélvico, utilizando estratégias de gamificação. Foi realizado um estudo quasi-experimental com 70 indivíduos, com idade > a 18 anos do Centro de Yoga de Barcelos, divididos em grupo: experimental (n=40) e controlo (n=30). O grupo experimental participou num programa educativo estruturado sobre o pavimento pélvico, incorporando gamificação. Os dados foram recolhidos através do questionário de caracterização da amostra de literacia em saúde do pavimento pélvico e do Australian Pelvic Floor Questionnaire, antes, após e três meses após a intervenção. Na análise estatística utilizou-se estatística descritiva e testes não paramétricos, como o teste Friedman e Mann-Whitney. O grupo experimental apresentou resultados positivos na literacia em saúde do pavimento pélvico com 33,7% antes da intervenção, 92,4% após a intervenção e 91,4% três meses depois. Em contraste, o grupo de controlo não apresentou qualquer alteração significativa. Todos os participantes apresentaram algum grau de disfunção, destacando a necessidade de intervenções educativas com gamificação. Os resultados sugerem que a gamificação pode ser uma ferramenta eficaz para aumentar a literacia em saúde do pavimento pélvico. No entanto, é importante considerar a diversidade das populações e as diferentes necessidades de aprendizagem. A eficácia da gamificação pode variar dependendo do contexto e da implementação. Portanto, futuras investigações devem explorar a personalização das intervenções e a inclusão de diferentes grupos demográficos para maximizar o impacto da educação em saúde. O programa educativo demonstrou ser eficaz na promoção da literacia em saúde do pavimento pélvico, e a introdução da gamificação representa um avanço inovador nas ações educativas em fisioterapia e saúde pública.
  • O Bem-Estar no trabalho e a Aliança Terapêutica na Fisioterapia
    Publication . Gonçalves, Luísa; Bonengel, Marine; Bancheri, Meije; Lopes, Sofia; Vieira, Ágata; Vieira, Ágata
    O Bem-Estar (BE) no trabalho assume uma crescente relevância nas profissões de saúde. Na fisioterapia, a Aliança Terapêutica (AT) constitui um elemento central na abordagem clínica, promovendo e aumentando a confiança e adesão do utente. Estudar a relação entre o BE no trabalho dos fisioterapeutas e a AT com os seus utentes; analisar o efeito da duração da intervenção, da idade e do sexo do fisioterapeuta na AT; verificar a associação entre a satisfação com a remuneração, número de horas de trabalho por semana em fisioterapeutas com o seu BE no trabalho. Estudo observacional analítico transversal com 137 fisioterapeutas e 618 utentes. Foi aplicado um questionário de caracterização da amostra, o Work-Related Quality of Life (WRQoL) aos fisioterapeutas, para avaliar o BE no trabalho, e o Working Alliance Inventory - Short Revised (WAI-SR) aos utentes, para avaliar a AT. Para a análise da AT, foram elegíveis 31 respostas entre fisioterapeuta e respetivo utente. Para o estudo da relação entre os dados sociodemográficos e as dimensões do WRQoL e do WAI-SR foram utilizados os testes U de Mann Whitney e de Spearman com um intervalo de confiança de 95% no SPSS. Não se verificou uma correlação da AT com o BE no trabalho. Relativamente à idade do fisioterapeuta e ao sexo também não se verificaram correlações, no entanto, observou-se uma correlação positiva, de intensidade moderada, entre a duração da intervenção e a AT (p<0,001; r=0,665). A satisfação com a remuneração mostrou ter relação com o BE no trabalho (p<0,001). Não foi encontrada uma correlação entre o tempo de trabalho por semana e o BE no trabalho. Na presente amostra, parece que quanto maior a duração da intervenção melhor a AT estabelecida entre utente e fisioterapeuta, e que quanto maior a satisfação com a remuneração melhor o BE do fisioterapeuta no trabalho.
  • Sinais de alerta do desenvolvimento fonológico em crianças dos 3 aos 5 anos - Perceção dos pais
    Publication . Cunha, Ana Francisca; Pinto, Marta Joana; de Sousa Pinto, Marta Joana
    A fonologia estuda os sons da língua e a forma como os mesmos se combinam. Entre os 4 anos e os 4 anos e 6 meses, as crianças adquirem a maior parte do seu sistema fonológico. Quando uma criança possui uma perturbação dos sons da fala, realiza processos atípicos para a idade, que podem ser identificados como sinais de alerta no desenvolvimento fonológico (Coutinho, 2012). Nestes casos, sendo os pais as pessoas mais próximas da criança, é importante que reconheçam e detetem precocemente estas alterações, com vista a procurarem apoio terapêutico. Objetivo: Identificar os sinais de alerta do desenvolvimento fonológico, percecionados pelos pais, em crianças do préescolar; verificar os sinais a que os pais dão relevância para procurar apoio em terapia da fala; identificar os apoios formais e informais que os mesmos procuram. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, descritivo, transversal e de análise quantitativa. Utilizou-se um questionário, adaptado pela equipa de investigação e destinado a pais de crianças em idade pré-escolar, das zonas Norte e Centro de Portugal, que foi divulgado online através das redes sociais das autoras. A amostra obedeceu assim, a um processo de amostragem não probabilística. Foram consideradas 47 respostas. Resultados: Os resultados obtidos foram heterogéneos, demonstrando que os pais identificam mais sinais de alerta na faixa etária dos 4 anos. Para as faixas etárias dos 3 e 5 anos as respostas não foram expressivas. No entanto, verificou-se que a maioria dos pais, quando identificam dificuldades nos seus filhos, procuram o terapeuta da fala. Conclusão: Verificouse a necessidade de instrumentos que auxiliem os pais na identificação dos sinais de alerta para o desenvolvimento fonológico em idade pré- escolar, de forma a procurarem um apoio especializado e atempado.
  • Transformar o jogo de azar online com tecnologias profundas: A perspetiva dos jogadores
    Publication . Barroso, Beatriz C. R.; Cardoso, Leonor G.; Gomes, Bruno; Rocha, Carla; Morgado, Pedro; Marques, António; Queirós, Ricardo; Dores, Artemisa R.; Dores, Artemisa
    As tecnologias profundas são cada vez mais utilizadas para dar resposta a problemas de saúde pública. No contexto do jogo de azar online, estas tecnologias têm contribuído para personalizar as experiências dos utilizadores ao tornar os jogos mais interessantes e estimulantes. O aprimoramento constante da qualidade do jogo parece favorecer o desenvolvimento de comportamentos adictivos relacionados com o jogo. Este estudo insere-se num projeto mais abrangente que visa compreender se e como as tecnologias profundas podem promover práticas de jogo mais seguras e éticas, enquanto preservam o envolvimento. Para tal, pretende-se desenvolver um protocolo de entrevista a jogadores de jogos de azar online. Numa equipa multidisciplinar, criou-se o protocolo de uma entrevista semiestruturada para jogadores desta modalidade de jogo, independentemente do seu nível de risco ou dependência. O protocolo foi sujeito a uma administração piloto, seguida de reflexão falada. O protocolo é constituído por oito questões, organizadas em cinco categorias, que incluem: 1) experiência do jogador com os jogos e as tecnologias neles integradas; 2) envolvimento e riscos no jogo online; 3) medidas de prevenção e intervenção que podem ser incluídas na experiência de jogo; 4) ética e privacidade de dados dos jogadores; e 5) regulamentação e políticas. Análises preliminares das entrevistas piloto demonstraram a adequabilidade do protocolo, ademais os participantes demonstraram dificuldade com conceitos novos e tecnológicos (e.g., tecnologias profundas) que foram modificados e esclarecidos posteriormente. Emergiram como categorias preliminares de fatores críticos para a criação de um ambiente de jogo mais seguro e responsável, através da análise indutiva: ferramentas de autorregulação (e.g., autoexclusão, imposição de limites) e alertas personalizados para a monitorização do jogo e do comportamento do jogador (e.g., número de perdas e ganhos); medidas de apoio à saúde mental; preocupações com a privacidade dos dados e sensibilidade ao contexto social (e.g., regulamentação da publicidade ao jogo). Este protocolo será fundamental à realização de entrevistas a jogadores de jogos de azar online, que como parte de uma metodologia participativa, irá contribuir para o desenvolvimento de futuras políticas públicas e inovações tecnológicas que visem promover a saúde digital, principalmente no jogo online.