ESTG - DM - Gestão e Internacionalização de Empresas
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Percorrer ESTG - DM - Gestão e Internacionalização de Empresas por assunto "ambidestria organizacional"
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- O papel dos laços fortes e fracos no processo de internacionalização das empresas familiaresPublication . Gomes, Ana Helena Macedo; Mendes, Telma Idalina Leite; Braga, Vítor Lélio da SilvaA internacionalização das empresas familiares tem vindo a ganhar destaque na literatura, sobretudo em virtude dos desafios específicos que estas organizações enfrentam no acesso e consolidação em mercados externos. A proximidade relacional, a aversão ao risco e a preservação da riqueza socio-emocional (SEW) condicionam as suas decisões estratégicas, nomeadamente no que diz respeito à expansão internacional. Neste contexto, a capacidade de gestão ambidestra – a aptidão para equilibrar simultaneamente atividades de exploração (exploration) e de eficiência (exploitation) – assume particular relevância, ao permitir que estas empresas conciliem inovação com estabilidade. Da mesma forma, as redes sociais desempenham um papel determinante, sendo os laços fortes e fracos elementos-chave no acesso a recursos, informação e oportunidades. Sendo assim, este estudo tem como objetivo analisar a influência dos laços fortes e fracos no processo de internacionalização das empresas familiares portuguesas. Simultaneamente, procurase avaliar o papel moderador da ambidestria organizacional, entendida como a capacidade de integrar de forma equilibrada práticas de exploration e exploitation, potenciando uma abordagem estratégica mais flexível e adaptativa no contexto internacional. Recorreu-se a uma metodologia de natureza quantitativa, com base numa amostra inicial de 639 empresas identificadas a partir do Sistema de Análise de Balanços Ibéricos (SABI). A recolha de dados foi realizada através da aplicação de um inquérito por questionário, tendo sido obtidas 101 respostas, das quais 69 foram consideradas válidas para análise. Os dados recolhidos foram tratados através de Análise Fatorial Exploratória (AFE) e da Análise de Equações Estruturais (AEE) com recurso ao software SmartPLS. Os resultados indicam que tanto os laços fortes como os laços fracos influenciam positivamente a internacionalização das empresas familiares, embora com magnitudes distintas. Os laços fracos revelaram-se particularmente relevantes pelo acesso que proporcionam a informação nova e não redundante, bem como a oportunidades externas, enquanto os laços fortes contribuem através da criação de confiança, estabilidade e suporte relacional. Para além disso, verificou-se que a ambidestria organizacional reforça esses efeitos, funcionando como uma alavanca estratégica que permite às empresas familiares capitalizar eficazmente os seus recursos relacionais em contextos internacionais de maior complexidade e incerteza. Este trabalho contribui para o avanço teórico no domínio da teoria das redes e do capital social, ao integrar a variável moderadora da ambidestria organizacional no estudo da internacionalização das empresas familiares. Do ponto de vista prático, oferece implicações relevantes para os gestores de pequenas e médias empresas (PME) familiares, sublinhando a importância de desenvolver competências ambidestras e de investir estrategicamente em redes sociais diversificadas. Por fim, propõe recomendações para políticas públicas orientadas para a capacitação estratégica e relacional deste tipo de empresas, promovendo a sua competitividade e sobrevivência nos mercados internacionais.
