Percorrer por autor "Santos, Diana"
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- Antioxidant profile of Portuguese and Spanish craft beersPublication . Pereira, Maria João; Santos, Diana; Oliveira, Ana Isabel; Pinho, CláudiaThe antioxidant potential of craft beer (CB) may be due to high quality of the raw materials (water, malt, hop and yeast) and traditional techniques. The scarcity of studies evaluating the antioxidant potential of CB highlights the relevance of thisstudy. In vitroevaluation of the antioxidant activity of aqueous extracts of Portuguese and Spanish CB. Experimental study using six CB with different styles: Milk Stout (EL-MS), India Pale Ale (EL-IPA, ALM-IPA), Imperial Stout (EME-IS), Oatmeal Stout (ALM-OS), Pilsner (EL-P), Munich Dunkell (B-MD) and two industrial beers, Pilsner (S-P) and Munish Dunkell (S-MD). The pH, acidity content (AC) and total phenolic compounds (TPC) were determined. The antioxidant capacity was assessed using 2,2’-azino-bis(3-ethylbenzothiazoline-6-sulfonic acid) (ABTS) and the hydrogen peroxide (H2O2) assays, expressed in concentration for 50% activity inhibition (IC50). One-way ANOVA and Student’s t-test were used for statistical analysis in GraphPad®Prism8.0 software, with a significance level of 0.05. The pH of the beers varied between 3.89±0.00-4.78±0.05 and AC between 0.13±0.01-0.44±0.01%. ALM-IPA had the highest TPC value (8.96±0.64mg gallic acid equivalents/g). IPA style presented the lower IC50values in H2O2(ALM-IPA with an IC50=23.54±1.53μg/mL, p<0.05) and ABTS (EL-IPA with an IC50=55.21±4.68μg/mL, p<0.05) assays. The industrial beers have lower TPC values compared to CB (same style, p<0.05), and lower capacity to neutralize the H2O2and ABTS radicals.For Omisore et al. (2005), samples with IC50>50μg/mL are classified as being moderately active, while samples with IC50<50μg/mL have high antioxidant capacity. Also, the results for IPA style are in line with Breda et al. (2022), in which light-colored beers had better antioxidant profiles. However, according to Silva et al. (2022) the best antioxidant profiles were associated with dark beers. The samples showed antioxidant potential, but further tests should be carried out considering the complex underlying antioxidant mechanisms.
- Avaliação da atividade antioxidante de maltes, lúpulos e cervejas portuguesasPublication . Araújo, Daniela; Santos, Diana; Pereira, Maria João; Oliveira, Ana Isabel; Pinho, Cláudia; Oliveira, Ana IsabelA cerveja é uma das bebidas mais consumidas em todo o mundo, sendo composta por quatro ingredientes principais (água, malte, lúpulo e leveduras), alguns deles, como o malte e lúpulo, reconhecidos pelas atividades biológicas dos compostos, nomeadamente a atividade antioxidante, com vantagens na saúde dos consumidores (Silva et al., 2022). Avaliar a capacidade antioxidante de cervejas artesanais e industriais portuguesas e das matérias-primas (malte e lúpulo). Estudo experimental, com avaliação in vitro da atividade antioxidante de extratos aquosos e etanólicos (95% V/V), de três amostras de malte (Chocolate, Munich type I, Vienna) e lúpulo (Citra, Mosaic, Saaz). Foram ainda avaliadas duas cervejas artesanais (estilo Imperial Stout - IS-N e Brown Porter - BP-N) e uma cerveja industrial (estilo Sweet Stout - SB-S), com etanol na proporção da cerveja original (IS-N, 8,5%; BP-N, 4,8%; SB-S, 5%). A atividade antioxidante avaliou-se pelo ensaio da capacidade captora do radical 2,2-difenil-1-picril-hidrazilo (DPPH), ensaio de neutralização do ácido 2,2´-azino-bis(3-etilbenzotiazolina-6-sulfónico (ABTS), e ensaio da ferrozina. Nas amostras de malte, o IC50 variou entre 114,6±2,2 µg/mL e 969,5±5,4 µg/mL (baixa atividade antioxidante - IC50 > 100 μg/mL) (Kuete, & Efferth, 2010). Os extratos etanólicos apresentaram, no geral, melhores valores, com o extrato etanólico de malte Chocolate Rye a apresentar valores mais baixos de IC50 para o ensaio de ABTS e DPPH (370,5±2,4 µg/mL e 114,6±2,2 µg/mL, respetivamente). Para o lúpulo, o IC50 mais baixo foi de 7,4±0,2 µg/mL no ensaio do DPPH (extrato etanólico, Citra) (elevada atividade antioxidante, IC50 < 50 μg/mL). Nos extratos aquosos de lúpulo (ensaio do DPPH) duas variedades obtiveram IC50 abaixo de 50 µg/mL (Saaz, 24,3±1,5 µg/mL; Citra, 31,5±1,0 µg/mL). Nas cervejas, obtiveram-se valores de IC50 apenas nos ensaios do DPPH e ABTS, variando entre 230,8±4,8 µg/mL (IS-N, água, ensaio DPPH) e 963,8±8,1 µg/mL (BP-N, água, ensaio ABTS) (baixa atividade antioxidante). No geral, a cerveja artesanal IS-N (solvente etanólico) apresentou melhores resultados. As diferenças observadas nas amostras podem justificar-se pelos diferentes métodos de cultivo, períodos de colheita, e características da técnica extrativa (nos extratos de malte e lúpulo), os quais poderão afetar o perfil fitoquímico e, consequentemente, a atividade antioxidante.
- Avaliação da atividade antioxidante e citotóxica in vitro de um extrato aquoso de Moringa oleifera e Curcuma longaPublication . Santos, Diana; Pereira, Maria João; Sequeira, Susie; Pinho, CláudiaOs extratos isolados de Moringa oleifera (moringa) e Curcuma longa (curcuma) apresentam inúmeras atividades em comum, nomeadamente, a atividade antioxidante, anti-inflamatória, antineoplásica e antibacteriana, pelo que alguns autores referem benefícios da combinação de ambas as plantas. Porém, a escassez de informação quanto à associação das duas plantas, principalmente em produtos já comercializados, realça a pertinência do presente trabalho. Avaliar, in vitro, a atividade antioxidante e citotóxica do extrato aquoso de um produto comercial contendo Moringa oleiferae Curcuma longa. Preparou-se a infusão de moringa e curcuma como descrito pelo fabricante (1 saqueta em 250 mL de água destilada fervente), e ao fim de 5 minutos a solução foi filtrada, para posterior liofilização. Estimou-se a atividade antioxidante através da determinação do teor total de flavonoides (TTF) e recorrendo ao ensaio do ácido 2,2’-azino-bis(3-etilbenzotiazolina-6-sulfónico) (ABTS) e do peróxidode hidrogénio (H2O2). Para a citotoxicidade, estimou-se a % de viabilidade celular em células A549, pelo ensaio do brometo de 3-(4,5-dimetil-2-tiazolil)-2,5-difenil-2H-tetrazólio (MTT), após 48h de incubação com o extrato em estudo. Para a determinação do TTF obteve-se um valor de 165,5 ± 8,7 mg de equivalentes em quercetina/g de extrato. Nos ensaios de ABTS e H2O2os valores de IC50foram de 138,3 ± 0,4 μg/mL e 15,8 ± 0,0 μg/mL, respetivamente. A percentagem de viabilidade celular variou entre 89,81-120,60%, para as concentrações de extrato testadas (5-1000 μg/mL), não demonstrando assim efeito citotóxico nas células analisadas. Neste estudo, realça-se a potencial atividade antioxidante do extrato aquoso de moringa e curcuma, que poderá estar relacionada com os compostos fenólicos presentes, nomeadamente os flavonóides. Porém, mais estudos deverão ser feitos no sentido de validar o benefício desta associação de plantas, como produto antioxidante.
- Beer enriched with “Lapins” cherry extracts: antioxidant activity and liver toxicityPublication . Santos, Diana; Pereira, Maria João Sequeira; Oliveira, Ana Isabel; Pinho, Cláudia; Pinho, CláudiaBeer can be considered a functional beverage and integrate innovative ingredients, namely sweet cherries, with different properties, such as antioxidant activity[1,2]. To evaluate the antioxidant activity, in vitro, and liver toxicity, in human hepatocarcinoma cells (HepG2), in beer after incorporation of aqueous (CAE) and ethanolic (CEE) extracts of cherry variety "Lapins". CAEand CEE(1mg/mL) were incorporated into commercial bottles of Imperial Stout beer (IS-N). The total phenolic content(TPC), expressed in mg of gallicacid equivalents (GAE)/g, was determined. The antioxidant capacity was evaluated by the 2,2'-azino-bis(3-ethylbenzothiazoline-6-sulfonic acid) (ABTS) neutralization and hydrogen peroxide (H₂O₂) assays, both expressed in the concentration required to inhibit the activity by 50% (IC50). Also, the ferricreducing antioxidant power (FRAP) assay was performed and expressed in μmol of trolox equivalent (TE)/mg. Cell toxicity was studied in HepG2 cells, with assessment of metabolic activity by the 3-(4,5-dimethyl-2-thiazolyl)-2,5-diphenyl-2H-tetrazolium bromide (MTT) assay. Data were analysed using GraphPad Prism software, and significant differences were considered for p< 0.05.The incorporation of CEEto IS-N beer significantly decreased TPC (4.2±0.1mg GAE/g for IS-N+CEE; 8.3 ± 0.2mg GAE/g for IS-N;p<0.05).There was an increase in the antioxidant capacity by the ABTS assay(IC50= 80.1±1.1μg/mLfor IS-N; IC50= 60.5 ±1.5 μg/mLfor IS-N + CAE; IC50= 48.0 ±0.6 μg/mLfor IS-N + CEE); however, the incorporation of cherry extracts was not promising in the H2O2(27.0±1.5μg/mLfor IS-N; IC50= 58.7 ±0.4 μg/mLfor IS-N + CEE; IC50= 78.8 ±1.6 μg/mLfor IS-N + CAE;) and FRAP (44.4±0.0μmol/gfor IS-N; 42.7 ±0.0μmol/gfor IS-N + CAE; and 39.7 ±0.0μmol/gfor IS-N + CEE) assays. Further more, IS-N+CEE showed greater antioxidant capacity than IS-N+CAE. After the incorporation of cherry extracts, cytotoxicity was observed in concentrations higher than 10 mg/mL (for IS-N + CAE, 24h incubation) and at the concentration of 500mg/mL (for IS-N + CAE and IS-N + CEE, 48h incubation). IS-N + CEE showed the greatest increase in cell viability. The addition of cherry extracts to beer increased the antioxidant capacity by the ABTS assay, while TPC was reduced with the addition of CEE. The incorporation of both extracts showed promising potential, with low cytotoxicity in HepG2.
- Beer with probiotics: Benefits and challenges of their incorporationPublication . Santos, Diana; Barreiros, Luisa; Jesus, Ângelo; Silva, Ana Luísa; Martins, João Paulo; Oliveira, Ana Isabel; Pinho, Cláudia; Jesus, Ângelo; Oliveira, Ana Isabel; Barreiros, LuisaBeer is considered one of the most consumed beverages worldwide and a potential vehicle for probiotics. However, there are several technical challenges to overcome during the production and storage of beers, as probiotics must remain viable until the moment of consumption. Therefore, this work aims to discuss how the incorporation of probiotics improves or adds value to beer and which variables influence the viability of the process. This is a narrative review of the literature with research in the PubMed, Web of Science, and b-on databases for articles related to the incorporation of probiotics in beer and the variables that influence the process. The results demonstrated that the incorporation of probiotics into beer faces technical challenges such as probiotic selection, pH, the presence of alcohol, and beer’s production and storage temperatures. However, strategies such as immobilizing probiotics in alginate, alginate–silica, and durian husk powder, fermentation with the yeast Saccharomyces cerevisiae var. boulardii, and co-fermentation with probiotics permit us to overcome these barriers. Thus, incorporating probiotics into beer brings added value, potentially increasing antioxidant activity and phenolic compound content and providing unique flavors and aromas. Nevertheless, strict control of the technical conditions involved is necessary to ensure probiotic viability and the health benefits they confer.
- Cervejas artesanais: Avaliação da atividade antioxidantePublication . Santos, Diana; Pereira, Maria João; Oliveira, Ana Isabel; Pinho, Cláudia; Oliveira, Ana Isabel; Pereira, Maria JoãoA cerveja artesanalé uma matriz rica em compostos antioxidantes, o que releva o interesse do seu estudo dada a escassez de evidências científicas[1,2]. Deste modo, surge a possibilidade de correlacionar uma bebida álcoolica a benefícios para a saúde. Avaliar, in vitro, a atividade antioxidante de extratos aquosos de cervejas artesanais. Estudo experiemental com utilização de cinco cervejas artesanais (estilos Milk Stout, India Pale Ale, Imperial Stout, Pale Ale, DubbelBelga), devidamente codificadas. Caracterizou-se as amostras quanto ao teor alcoólico (TA)e açúcares redutores (TAR). Avaliou-se a atividade antioxidante através do ensaio de quelação do ferro (ensaio da ferrozina) e poder antioxidante de redução do ferro (FRAP). Determinou-se também o teor de compostos fenólicos (TCF). As cervejas artesanais apresentam um TA compreendido entre 6,00-9,10% e um TAR que varia entre 4121,67±0,00 e 14392,50±0,00mg de equivalentes de glicose/L. No ensaio TCF os valores variaram entre 4,07±0,46e 8,15±0,09mg de equivalentes de ácido gálico/g(GAE/g), constatando-se que as cervejas artesanais mais escuras (Imperial Stoute Milk Stout) apresentam valores de TFC superiores, o que vai de encontro ao descrito na literatura[1,2]. No ensaio FRAP a capacidade de redução de Fe3+aFe2+ está compreendida entre 215,40±5,33 e 309,40±0,00μMol de equivalentes de Trolox/10mg(μMolde TE/10mg). No ensaio da ferrozina não foi possível determinar a concentração inibitória capaz de quelar 50% de Fe2+, constatando-se que a percentagem de quelação é dependente da concentração. A maior atividade quelante verificou-se na cerveja do estilo India Pale Ale,41,60±0,28%, que também apresentou o maior valor de FRAP309,40±0,00μMolde TE/10mge umTCF de 7,59±0,28GAE/g. Em suma, as amostras em estudo revelam um poder antioxidante promissor. No entanto, outros ensaios devem ser realizados com o intuito de se averiguar outros mecanismos antioxidantes.
- Contaminantes microbiológicos da cerveja artesanal: revisão narrativaPublication . Santos, Diana; Barreiros, Luísa; Oliveira, Ana Isabel; Pinho, Cláudia; Barreiros, LuisaA autenticidade, inovação e qualidade associadas às cervejas artesanais tem contribuído para o aumento da produção e consumo desta bebida. Embora a cerveja artesanal apresente características que restringem o crescimento microbiano (ex: etanol, iso-α-ácidos, baixo pH), existem bactérias e leveduras capazes de tolerar estas condições e produzir alterações sensoriais, microbiológicas, químicas, e físicas no produto[1]. O facto de não ser, habitualmente, uma bebida pasteurizada ou filtrada, também contribui para a ocorrência de contaminações, comprometendo o produto final e a saúde do consumidor[2]. Identificar os principais contaminantes microbiológicos e discutir o seu impacto na cerveja artesanal. Revisão narrativa com pesquisa nas bases de dados PubMede B-on utilizando os termos de pesquisa “microbiological”, “contamination”, “spoilage”e “craft beer” combinadas com os operadores booleanos “OR” e “AND”. Incluíram-se artigos com referência acontaminantes microbiológicos na cerveja artesanal, em língua inglesa, espanhola e portuguesa, sem limites temporais. Nos estudos analisados detetou-se, nas cervejas artesanais, a presença de bactérias contaminantes Gram-positivo, como Lactobacillus brevis, Pediococcus damnosus e Staphylococcus xylosus, e bactérias Gram-negativo, nomeadamente, Acetobacter cerevisiae, Asaia bogorensis e Pseudomonas hunanensis[2-7]. Num estudo também foi identificada a presença de leveduras não-saccharomyces, nomeadamente, Wickerhamomyces anomaluse Naganishia adeliensis[4]. A presença das bactérias e leveduras contaminantes provoca alterações organoléticas da cerveja, uma vez que são produzidos compostos como ácido lático e ácido acético, que tornam a cerveja mais ácida; diacetil que confere sabores e aromas “amanteigados” à cerveja; compostos fenólicos, que tornam a cerveja mais turva; bem como aminas biogénicas que são prejudiciais à saúde do consumidor[2-7]. As fontes de contaminantes podem ter origem nas matérias-primas, nos equipamentos ou durante o processo de produção. Para evitar contaminações microbiológicas é fundamental adotar boas práticas de produção, nomeadamente, uma correta higienização, e utilizar matérias-primas de elevada qualidade.
- Exploring alternative potentialities of portuguese and spanish craft beers: antioxidant and photoprotective activitiesPublication . Pereira, Maria João; Santos, Diana; Cruz, Agostinho; Jesus, Ângelo; Martins, João P.; Moreira, Fernando; Santos, Marlene; Pinho, Cláudia; Oliveira, Ana Isabel; Cruz, Agostinho; Santos, Diana; Pereira, Maria João; Pinho, CláudiaCraft beer has gained popularity due to its unique sensory characteristics and complex matrix with nutritional and potential health benefits. Studies linking beer consumption to skin conditions are limited, however, the high content of bioactive compounds is related to biological activities such as antibacterial, anti-inflammatory, anti-oxidative, and anti-carcinogenic. This study aims to evaluate the antioxidant, photoprotective and metabolic activity in human keratinocytes (HaCaT). Eighteen craft and four industrial beers were analyzed after dealcoholizing, degassing and freeze-drying. Total phenolic content (TPC) and antioxidant activity were determined. The most promising craft beer was studied for its photoprotective and metabolic activity. An India Pale Ale beer (ALM-IPA) presented the second best TPC (8.96 ± 0.64 mg of GAE/g) and promising antioxidant activity by ABTS (IC50 = 55.21 ± 4.68 µg/mL), H2O2 (IC50 = 23.54 ± 1.53 µg/mL) and FRAP (53.74 ± 1.27 µmol TE/g) assays. Regarding photoprotective activity, a solar photoprotection factor of 48.85 ± 0.39 was obtained. ALM-IPA showed no cytotoxicity up to a concentration of 250 µg/mL after 24 and 48 h of incubation. The potential benefits of beer extracts on skin can be seen, but further studies are essential to corroborate the findings and guarantee the safety of the extracts.
- Identificação de substâncias estranhas em plantas medicinais secas comercializadas de Melissa officinalis L. e Mentha × piperita L.Publication . Ascensão, Ana; Emílio, Catarina; Santos, Matilde; Barros, Helena; Silva, Mariana; Ribas, Marta; Gomes, Nuno; Santos, Diana; Pereira, Maria João; Pinho,Cláudia; Pinho, Cláudia; Pereira, Maria JoãoO uso de Plantas Aromáticas e Medicinais (PAM) tem vindo a aumentar, por estarem associadas a propriedades terapêuticas e serem consideradas mais seguras que a medicina convencional. Assim, surge a necessidade de garantir a qualidade das PAM comercializadas, através da identificação dos fármacos, da sua pureza e atividade terapêutica, para assegurar a segurança do consumidor. A determinação das substâncias estranhas é um ensaio quantitativo, estando os limites para muitas PAM estabelecidos na Farmacopeia. A Food and Drug Administration define substâncias estranhas como qualquer corpo estranho em um produto associado a condições/práticas impróprias na produção, armazenamento, distribuição.Também inclui partes sem valor do material vegetal bruto, como caules. Determinar a percentagem de substâncias estranhas presentes em amostras comerciais secas de erva-cidreira (Melissaofficinalis) e hortelã-pimenta (Mentha piperita). Trabalho experimental com a aquisição de 5 amostras diferentes das plantas em estudo e,pesagem da quantidade de 20 g e 10 g de amostra para erva-cidreira e hortelã-pimenta, respetivamente. Nas plantas em estudo utilizam-se em terapêutica as folhas, como tal, identificou-se e pesou-se os elementos estranhos (caules), na quantidade de amostra pesada anteriormente, para cálculo da percentagem. Para a erva-cidreira obtiveram-se valores de percentagem de elementos estranhos entre5,2±0,3% (amostra 1) e 23,5±1,8% (amostra 4); e para a hortelã-pimenta valores entre 2,0±0,3% (amostra 2) e 59,5±1,5% (amostra 4). Na erva-cidreira apenas a amostra 1 e 5 permaneceram com valores dentro dos estipulados na Farmacopeia Portuguesa(valores máximos de 10%), e no caso da hortelã-pimenta apenas as amostras 2 e 5 (valores máximos de 5%). Resultados semelhantes têm sido encontrados com outras espécies[6]. Apesar da presença de substâncias estranhas e outros contaminantes nas PAM, estes poderão ser reduzidas com a utilização de boas práticas na cadeia de produção, armazenamento e distribuição dos produtos.
- A importância dos probióticos nas cervejas artesanais: revisão narrativaPublication . Santos, Diana; Pereira, Maria João; Moreira, Fernando; Barreiros, Luísa; Oliveira, Ana Isabel; Pinho, CláudiaA cerveja constitui uma bebida funcional dado o seu valor nutritivo e possível enriquecimento com ingredientes inovadores, que lhe confere propriedades nutricionais benéficas para a saúde do consumidor. Assim, os probióticos são ingredientes ativos passíveis de serem adicionados, pelas inúmeras vantagens na saúde do hospedeiro. Os alimentos funcionais contendo probióticos são geralmente produtos lácteos. Como tal, a funcionalidade probiótica deve ser confirmada noutros veículos. Discutir a viabilidade e os benefícios da incorporação de probióticos em cervejas artesanais. Revisão narrativa com pesquisa de artigos na base de dados PubMed, utilizando os termos de pesquisa “probiotics”, “beer” e “craft beer” combinadas com os operadores booleanos “OR” e “AND”. Incluíram-se artigos com referência a benefícios da incorporação de probióticos nas cervejas artesanais, em língua inglesa e portuguesa, não tendo sido estabelecidos limites temporais. As cervejas artesanais não são filtradas nem pasteurizadas o que lhes confere, genericamente, maior teor de compostos fenólicos totais (TPC) e maior atividade antioxidante. A ausência destas etapas, apesar de fundamentais para a garantia de isenção de contaminações, potencia os benefícios desta cerveja, e a incorporação de probióticos. A incorporação de Saccharomyces cerevisiae var. boulardii em co-fermentação com Saccharomycescerevisiae na cerveja artesanal, revelou-se promissora e viável, tendo-se atingido um elevado número de células viáveis (8,0x106–7,0x107células/mL). Denotou-se ainda o aumento da atividade antioxidante e do teor de polifenóis na cerveja.Por sua vez, durante a co-fermentação com Saccharomycescerevisiae, a bactéria Lactobacillus paracaseiL26 manteve uma elevada viabilidade (>108CFU/mL), evidenciando a boa compatibilidade entre os dois microrganismos. Também a fermentação da cerveja com Lacticaseibacillus para caseiLpc-37 demonstrou um TPC e atividade antioxidante elevados. Aincorporação de probióticos nas cervejas artesanais pode ser uma opção promissora na otimização das propriedades antioxidantes e compostos fenólicos, bem como na contribuição para a manutenção da microbiota intestinal.
