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Resumo(s)
Reminiscence therapy (RT) is a widely used non-pharmacological intervention in dementia. Presenting 360° videos enables the recreation of autobiographical experiences in immersive (virtual reality headset) or non-immersive (monitor) formats. This study evaluated the effects of a 360° video-based RT programme, in both formats, on engagement, neuropsychiatric symptoms, and well-being. A crossover experimental design was adopted, in which each participant completed four immersive and four non-immersive sessions, with randomised exposure order and a two-week washout period. In all sessions, observational scales of engagement, well-being, and neuropsychiatric symptoms (apathy and emotional expression) were applied. Twenty-seven people with dementia participated (M = 79.9 years; 66.7% women), mostly with moderate to severe cognitive decline (66.6%). No significant differences were observed between approaches in global measures of engagement and well-being; however, both showed positive results. Significant differences were found in the apathy and emotional expression scales: the immersive format was associated with higher general alertness (p = .035), whereas the non-immersive format resulted in higher expressions of pleasure (p = .026) and sadness (p = .010). The immersive approach showed good tolerability and greater self-reported motivation. We conclude that 360° video-based RT differs by format: immersiveness is mainly associated with greater attention/alertness, whereas the non-immersive format favours emotional and communicative expression, possibly due to the therapist’s visibility during the session.
A terapia de reminiscência (TR) é uma intervenção não farmacológica amplamente utilizada na demência. A apresentação de vídeos em 360° permite recriar experiências autobiográficas em formato imersivo (óculos de realidade virtual) ou não imersivo (monitor). Este estudo avaliou os efeitos de um programa de TR com vídeos 360°, em ambos os formatos, no envolvimento, nos sintomas neuropsiquiátricos e no bem-estar. Foi adotado um desenho experimental cruzado (crossover), no qual cada participante completou quatro sessões imersivas e quatro não imersivas, com ordem de exposição randomizada e um período de washout de duas semanas. Em todas as sessões foram aplicadas escalas de observação de envolvimento, bem-estar e sintomas neuropsiquiátricos (apatia e a expressão emocional). Participaram 27 pessoas com demência (M = 79,9 anos; 66,7% mulheres), maioritariamente com declínio cognitivo moderado a grave (66,6%). Não se observaram diferenças significativas entre abordagens nas medidas globais de envolvimento e bem-estar, no entanto, ambas demonstraram resultados positivos. Verificaram-se, contudo, diferenças significativas ao nível das escalas de apatia e de expressão emocional: o formato imersivo associou-se a maior estado de alerta geral (p = .035), enquanto o formato não imersivo resultou na expressão de maior prazer (p = .026), maior tristeza (p = .010). A abordagem imersiva apresentou boa tolerabilidade e maior motivação autorreportada. Conclui-se que a TR com recurso a vídeos 360° difere por formato: a imersividade associa-se sobretudo a maior atenção/alerta, enquanto o formato não imersivo favorece a expressão emocional e comunicativa, possivelmente pela visibilidade do terapeuta durante a sessão.
A terapia de reminiscência (TR) é uma intervenção não farmacológica amplamente utilizada na demência. A apresentação de vídeos em 360° permite recriar experiências autobiográficas em formato imersivo (óculos de realidade virtual) ou não imersivo (monitor). Este estudo avaliou os efeitos de um programa de TR com vídeos 360°, em ambos os formatos, no envolvimento, nos sintomas neuropsiquiátricos e no bem-estar. Foi adotado um desenho experimental cruzado (crossover), no qual cada participante completou quatro sessões imersivas e quatro não imersivas, com ordem de exposição randomizada e um período de washout de duas semanas. Em todas as sessões foram aplicadas escalas de observação de envolvimento, bem-estar e sintomas neuropsiquiátricos (apatia e a expressão emocional). Participaram 27 pessoas com demência (M = 79,9 anos; 66,7% mulheres), maioritariamente com declínio cognitivo moderado a grave (66,6%). Não se observaram diferenças significativas entre abordagens nas medidas globais de envolvimento e bem-estar, no entanto, ambas demonstraram resultados positivos. Verificaram-se, contudo, diferenças significativas ao nível das escalas de apatia e de expressão emocional: o formato imersivo associou-se a maior estado de alerta geral (p = .035), enquanto o formato não imersivo resultou na expressão de maior prazer (p = .026), maior tristeza (p = .010). A abordagem imersiva apresentou boa tolerabilidade e maior motivação autorreportada. Conclui-se que a TR com recurso a vídeos 360° difere por formato: a imersividade associa-se sobretudo a maior atenção/alerta, enquanto o formato não imersivo favorece a expressão emocional e comunicativa, possivelmente pela visibilidade do terapeuta durante a sessão.
Descrição
Palavras-chave
Dementia Virtual reality Reminiscence therapy Engagement Behavioural and psychological symptoms
