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A ressignificação da fotografia vernacular – o ato de reescrever o arquivo fotográfico manipulando a memória

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Resumo(s)

A produção fotográfica não esteve desde o seu início acessível a todas as faixas sociais. As elites foram as primeiras precursoras daquilo que se denominou inicialmente de invento fotográfico. Pelo custo associado às técnicas vigentes à época, o passo para a democratização deste meio só foi possível pela intervenção de figuras hoje reconhecidas na história da fotografia, como André Disdéri e George Eastman. Todavia, a quantidade de acontecimentos evolutivos (sociais, económicos, tecnológicos) levou a que rapidamente se presenciasse um espoletar da criação imagética, mesmo que o panorama atual evidencie já uma enorme mudança. No que se refere à quantidade, a criação diária de imagens hoje corresponde, em média, àquela registada anualmente na metade do século passado; a noção de caos ruidoso foi incluída na produção de imagens de forma forçada, em parte, alimentada pela era do digital. Ainda assim, não deixa de existir a tentativa constante – e obcecada – do fotógrafo, em mostrar e criar aquilo que ainda não foi visto e explorado (vivendo constantemente numa “impossibilia”), com a consequência do depósito de mais imagens. Tornam-se necessárias soluções que desacelerem uma criação desenfreada, e, a manipulação criativa e plena de sentidos complexos de “found photography” por Joachim Schmid é um caminho plausível para uma hipótese de produção eivada de reciclagem fotográfica. Não só da estratégia de Schmid, mas essencialmente da ressignificação da fotografia vernacular, nasce um olhar promissor no combate à massificação da imagem. David Bate afirma que a fotografia, contrariamente à pintura, dá certezas de que algo aconteceu ou esteve presente. No campo do vernacular a manipulação da memória pessoal/coletiva pode tornar-se uma estratégia imprescindível para a reinterpretação e fusão de dois tempos, numa nova abordagem, por onde nos movimentamos experiencialmente, fazendo circular entre tempos e espaços memórias e momentos distintos de captação do real, criando pela sua sínquise, novos significados.

Descrição

Palavras-chave

Massificação imagética Memória Fotografia vernacular Herança Família

Contexto Educativo

Citação

Projetos de investigação

Unidades organizacionais

Fascículo

Editora

Ao Norte, Câmara Municipal de Viana do Castelo

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Sem licença CC