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Orientador(es)
Resumo(s)
O vírus da imunodeficiência humana (VIH) provoca imunodeficiência progressiva pela destruição dos linfócitos T CD4+, evoluindo para SIDA sem tratamento. A quantificação da carga viral é marcador para monitorizar a infeção e a resposta à terapêutica antirretroviral (TAR). A supressão virológica sustentada melhora o prognóstico, previne resistências e reduz a transmissibilidade. Estudo observacional descritivo com análise dos registos laboratoriais de carga viral de 471 doentes com VIH-1, acompanhados na ULSAAVE, entre janeiro de 2020 e dezembro de 2024. Foram analisados registos laboratoriais referentes a contagem de linfócitos T CD4+, regime terapêutico, resistências, subtipos genéticos e coinfeções (HBV, HCV). A proporção de doentes com carga viral indetetável aumentou de 66,7% em 2020 para 77,3% em 2023, mantendo-se acima de 75% em 2024. A maioria (84,1%) manteve imunidade estável (CD4+ ≥200 células/μL), enquanto 5,3% apresentaram imunossupressão persistente. O sucesso terapêutico (carga viral indetetável e CD4+ ≥200 sob TAR ) foi atingido por 32,7% dos doentes; 44,4% exibiram instabilidade viro-imunológica e 4,7% mantiveram imunossupressão apesar de TAR ativa. Resistências documentadas em 10,4% e coinfeções por HCV, associaram-se a piores desfechos. O subtipo B foi predominante, mas observou-se presença de subtipos não-B e formas recombinantes,
sublinhando a relevância da vigilância epidemiológica. Estes resultados evidenciam progressos na supressão viral e recuperação imunitária, em linha com as metas 95-95-95 da ONUSIDA/OMS, embora persistam subgrupos vulneráveis. Conclui-se que a adesão sustentada à TAR, rastreio e tratamento de coinfeções e monitorização são fundamentais para consolidar avanços e contribuir para a eliminação do VIH como problema de saúde pública.
Descrição
Palavras-chave
VIH-1 Linfócitos T CD4+ Infeções por HIV RNA Viral VIH-1/genética
