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Resumo(s)
A monitorização laboratorial dos fármacos antiepiléticos constitui uma ferramenta essencial na prática clínica, permitindo otimizar a eficácia terapêutica e minimizar riscos. Estes medicamentos apresentam uma margem terapêutica estreita, ou seja, pequenas variações nas concentrações plasmáticas podem conduzir a perda de eficácia ou a toxicidade. Assim, a determinação periódica dos níveis séricos possibilita ajustar a dose de forma individualizada, tendo em conta fatores como idade, peso, função hepática e renal, bem como interações medicamentosas. Para além da eficácia, a monitorização contribui para a deteção precoce de efeitos adversos, frequentemente associados ao uso prolongado destes fármacos. Entre os mais relevantes encontram-se alterações hepáticas, hematológicas e metabólicas, que podem ser identificadas através de exames laboratoriais regulares, como provas de função hepática, hemogramas e eletrólitos séricos. Desta forma, é possível prevenir complicações graves e garantir maior segurança ao doente. A adesão terapêutica também beneficia desta abordagem, uma vez que níveis plasmáticos inesperadamente baixos podem indicar incumprimento, interações ou metabolismo acelerado. Por outro lado, concentrações elevadas sem sintomas podem alertar para risco futuro de toxicidade. Em suma, a monitorização laboratorial dos antiepiléticos é fundamental para assegurar um equilíbrio entre eficácia e segurança, funcionando como um apoio indispensável ao clínico na individualização da terapêutica e na prevenção de efeitos adversos.
Descrição
Palavras-chave
Fármacos antiepiléticos Monitorização terapêutica Epilepsia Carbamazepina Ácido Valpróico Fenitoína Fenobarbital
