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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Esta dissertação analisou a eficiência operativa do Bloco Operatório Central (BOC) entre 2023 e primeiro semestre de 2025, com o objetivo de identificar fatores determinantes da taxa de ocupação, da variabilidade intraoperatória e dos principais indicadores de desempenho cirúrgico. Recorreu-se a uma abordagem quantitativa e retrospetiva utilizando dados diários, relatórios operacionais e indicadores agregados. A estatística descritiva aplicada serviu- se de testes como ANOVA, testes t emparelhados, testes de proporções, correlações de Pearson e regressões lineares, em conformidade com as normas metodológicas para investigação em serviços de saúde . Os resultados evidenciam estabilidade estrutural da taxa de ocupação (67 –69%), sem diferenças significativas entre períodos. A produção adicional representou cerca de 3–637% do total programado, funcionando como mecanismo estrutural para nivelamento da capacidade. A taxa de cancelamentos aumentou significativamente em 2025- S1 (p=0,019). Observou- se elevada variabilidade entre a duração prevista e real das cirurgias (~66–67%) e manutenção de cerca de 12% de procedimentos com duração superior a 240 minutos. N a segurança cirúrgica, verificou- se deterioração significativa do registo da checklist operacional. Conclui- se que o BOC apresenta resiliência operacional, mas evidencia ineficiências estruturais relacionadas com variabilidade intraoperatória, cancelamentos e adesão subótima às práticas de segurança, destacando -se oportunidades para melhoria contínua através de otimização do agendamento, reforço da cultura de segurança e gestão dinâmica da capacidade.
Descrição
Palavras-chave
Eficiência cirúrgica Bloco operatório Taxa de ocupação Gestão Lean
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