Percorrer por autor "Rocha, Carla"
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- Deep technologies and safer gambling: A systematic reviewPublication . Cardoso, Leonor G.; Barroso, Beatriz C. R.; Piccoli, Gloria; Peixoto, Miguel; Morgado, Pedro; Marques, António; Rocha, Carla; Griffiths, Mark D.; Queirós, Ricardo; Dores, Artemisa; Pereira da Silva Marques, António José; de Faria Távora Moreira Peixoto, MiguelDeep technologies combine engineering innovation and scientific findings to solve complex problems and are becoming particularly relevant to the gambling industry. With the global rise of gambling practices and the subsequent increase of gambling-related problems and disorders, deep technologies have emerged as a way to create safer online gambling environments. However, there is still limited knowledge regarding their applica bility and consequences. The present study systematically reviewed the existing literature on deep technologies in gambling environments, such as online casinos and betting platforms, and explored their potential benefits, risks, and effectiveness in promoting safer gambling experiences. This review followed the Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-analysis (PRISMA) guidelines. Searches were conducted in Web of Sci ence, PubMed, Scopus, EBSCO, and IEEE databases, and manually. A total of sixty-eight studies were included in the review. In general, four primary applications of deep technologies in online settings were found: (i) behavioural monitoring and feedback; (ii) predictive risk modelling; (iii) decision support and AI classifiers; and (iv) limit-setting/self-exclusion tools. They were primarily used to identify and classify problematic gambling, prompt individual action, regulate gambling behaviours, raise awareness of risk levels, promote responsible gambling practices, support research, interventions, and evaluate player protection initiatives. Together, the findings suggest that deep technologies offer ample opportunities to enhance gambler safety and reduce potential risks, although challenges may arise from their implementation, such as privacy and ethical concerns, malicious data use, misclassification of risk levels, and difficulties in large-scale application. Limitations and directions for future studies are discussed
- Deep technologies for responsible gambling: a narrative review of policies and implementation strategiesPublication . Cardoso, Leonor G.; Barroso, Beatriz C. R.; Rocha, Eduardo; Morgado, Pedro; Marques, António; Rocha, Carla; Griffiths, Mark D.; Corazza, Ornella; Queirós, Ricardo; Dores, Artemisa R.; Dores, Artemisa; Pereira da Silva Marques, António JoséDeep technologies, such as artificial intelligence, blockchain, and behavioural analytics, have emerged as promising tools to address complex social challenges. However, their integration into leisure activities, particularly online gambling, has raised concerns over the enhancement of user engagement, which might promote problem gambling behaviours. This review aimed to map how deep technologies intersect with responsible gambling regulations across jurisdictions. A qualitative scoping review was conducted to synthesise evidence from academic literature, legal and regulatory frameworks, and relevant grey literature. A comparative analysis was performed across key jurisdictions, including the European Union, the United Kingdom, Malta, and selected non-European countries. The review identified very few formal legal instruments that explicitly regulate the use of deep technologies in responsible gambling. The European Union Artificial Intelligence Act introduces binding requirements for high-risk AI systems, including those deployed in gambling, representing a pioneering step toward technology-specific regulation. In contrast, regulatory frameworks beyond Europe were generally non-binding or largely absent, with innovation primarily driven by operators acting voluntarily in the absence of legal mandates. This analysis underscores persistent gaps in legal oversight and advocates for a shift toward proactive, ethics-based governance models that integrate technological accountability and robust consumer protections. Overall, the findings suggest that regulatory frameworks must not only keep pace with rapid technological innovation but also prioritise prevention through enforceable, transparent, and harmonised policies across jurisdictions.
- Erros e medicação Look-a-Likes/Sound-a-LikesPublication . Mendes, F.; Rocha, Carla; Carvalho, Ana FilipaA segurança do doente é essencial para a qualidade da prestação de serviços de saúde, uma vez que, os erros de medicação têm como consequências a incapacidade ou até a morte. Assim, torna-se fulcral a necessidade de instituir mecanismos de deteção e prevenção. Ao nível dos Serviços Farmacêuticos (SF), os erros possíveis derivam de múltiplos fatores tais como a designação e aparência de medicamentos semelhantes, a errada interpretação de prescrição médica facilitada pela utilização de siglas, e ainda, a má identificação do doente. No entanto, o primeiro fator apontado destaca-se como a causa mais comum de erro de medicação, podendo este ocorrer em qualquer etapa da utilização do medicamento. Nos Estados Unidos da América, cerca de 10% do total de erros de medicação resultam da confusão da designação do medicamento. Outro erro identificado é a administração incorreta de soluções eletrolíticas, como é o caso do cloreto de potássio em ampolas. Este não pode ser administrado sem a sua diluição prévia mas, a sua rotulagem não alerta para esta especificidade, tornando mais propicia a ocorrência do erro. Assim, os SF assumem uma função de extrema importância no combate do erro, ao dispensar medicamentas devidamente identificados. Neste estudo pretende-se demonstrar vários exemplos de erros que podem ocorrer em qualquer etapa da utilização do medicamento, do tipo Look-alikes/Sound-alikes, da aparência semelhante e má identificação dos medicamentos.
- Infusão do programa “Riscos & Desafios” na unidade curricular “Psicologia da comunicação e das relações interpessoais”Publication . Sousa, Zita; Dores, Artemisa R; Costa, Sónia; Rocha, CarlaUnidade Curricular (UC) “Psicologia da Comunicação e Relações Interpessoais” (PCRI) é dinamizada por docentes da área Ciências Sociais e Humanas, na Escola Superior de Saúde (ESS) do P.PORTO. O seu objetivo geral é promover nos estudantes competências transversais de desenvolvimento pessoal, comunicação e relação interpessoal. Neste trabalho apresentamos a experiência pedagógica de infusão curricular do programa “Riscos & Desafios” (R&D) na UC. Este programa de 8 sessões, desenvolvido pela Divisão de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e Dependências, tem por objetivo geral a promoção de comportamentos de proteção e a prevenção de comportamentos de risco para a saúde através do desenvolvimento de competências de vida. É dirigido a estudantes a frequentar o 1º ano do ensino superior, cenário de vivências desafiantes intra e interpessoais para os estudantes, facilitando a transição/adaptação a este nível de ensino. Motivou esta iniciativa o facto de considerarmos que possibilita o acesso dos estudantes a um programa validado com objetivos em parte coincidentes com os da UC, designadamente a capacitação dos estudantes em termos intra e interpessoais, a sua metodologia ativa e participativa, aliada a uma dimensão psicoeducativa/informativa. Adicionalmente, com a infusão deste programa, promovemos a saúde dos estudantes e prevenimos o risco, removendo barreiras à aprendizagem e, como tal, fomentando o sucesso académico. Os resultados foram muito positivos e convidam à replicação da experiência.
- Interações medicamentosas na população idosa - Estudo de caso num lar domiciliário do grande PortoPublication . Rocha, Carla; Correia, Vítor; Jesus, ÂngeloInterações medicamentosas são definidas como a modulação da atividade farmacológica de um determinado medicamento, pela administração prévia ou concomitante de outro. A interação pode também estar interligada com a administração de alimentos ou nutrientes. A ocorrência de interações medicamentosas pode ser influenciada por fatores genéticos, idade, condições gerais de saúde, funções renal e hepática, consumo de álcool, tabagismo, dieta, assim como fatores ambientais e fatores do próprio medicamento. A população idosa é particularmente suscetível às interações medicamentosas devido às alterações fisiológicas e à polimedicação. Com este estudo de caso pretendeu-se analisar uma população de idosos (22) num lar domiciliário do Grande Porto, e aferir sobre a presença e gravidade de interações medicamentosas. Realizou-se uma intervenção junto de pacientes institucionalizados durante o mês de Março de 2014, seguindo os pressupostos dos métodos Dáder. Os dados foram organizados numa matriz e classificadas as interações medicamentosas de acordo com a proposta da Micromedex®. A amostra consistiu em 6 indivíduos do sexo masculino e 16 do sexo feminino, com uma média de idades de 79,6 anos. Em média, cada paciente administra diariamente 6 medicamentos. Foram detetadas 10 interações Major, 92 interações Significantes e 38 Minor. Da população estudada, 8 pacientes tinham interações Major e 18 tinham interações Significantes. Apenas 1 paciente, não tem qualquer tipo de interações detalhadas. Considerando o número reduzido de pacientes, o número total de interações detetadas foi extremamente elevado (140). Este estudo de caso, embora limitado em termos temporais e amostrais, permitenos inferir que a população idosa, particularmente a população institucionalizada, carece de cuidados de seguimento farmacoterapêutico que permitam identificar, monitorizar e controlar reações adversas inerentes à polimedicação. Espera-se que os dados deste trabalho possam servir de base para um estudo mais alargado e aprofundado sobre a temática e ao mesmo tempo contribuir para uma sensibilização da importância do seguimento farmacoterapêutico na população idosa.
- Intoxicações agudas: análise num hospital central do grande PortoPublication . Mendes, F.; Rocha, Carla; Carvalho, Ana FilipaAs intoxicações agudas, voluntárias ou não, são um grave problema de saúde pública. Em Portugal, existem escassos estudos sobre a prevalência de intoxicações agudas, principalmente sobre as intoxicações medicamentosas, pelo que é este um tema de extrema importância. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, as intoxicações medicamentosas estão entre as quarta e sexta causas de morte nos países ocidentais. Assim, o presente estudo tem como objetivo primordial a identificação dos elementos tóxicos contribuintes para a intoxicação. Inicialmente, procedeu-se à caraterização da população da amostra, bem como, à análise estatística do número, do tóxico utilizado e do tratamento instituído dos casos de intoxicações agudas que num período de 6 meses recorreram ao serviço de urgência de um hospital central do Porto. Desta forma, tornou-se possível detetar que a maioria das intoxicações agudas era medicamentosa, sendo os ansiolíticos o grupo mais comum, principalmente as benzodiazepinas. O facto de as intoxicações agudas ocorrerem com este grupo de fármacos advém tanto dos hábitos de prescrição como da facilidade de acesso ao tóxico por parte do doente. Neste sentido, a Consultora IMS Health apontou, em 2012, números que facilmente demonstram tal teoria - 7.753.193 ansiolíticos e 6.095.634 antidepressivos prescritos. O crescimento das vendas destes tipos de fármacos é também claro, em relação a 2011, uma vez que, apresentam aumentos na ordem dos 1,2% e 7,7%, respetivamente. Avançando o Infarmed, o consumo de tranquilizantes em Portugal como um problema de saúde pública. Segundo publicação do Jornal de Notícias, em Portugal são consumidas 96 doses diárias de benzodiazepinas por cada 1000 habitantes, sendo os fármacos mais consumidos, entre 2000 e 2012, o Alprazolam e o Lorazepam. Para Álvaro de Carvalho, Coordenador do Plano Nacional para a Saúde Mental, o uso excessivo das benzodiazepinas "traduz uma prática clínica discutível, levanta suspeitas de que são dispensadas na farmácia sem receita médica" e retratam utilizações incorretas em que o doente não está isento de responsabilidade. O mesmo defende, entre outras medidas, uma redução da comparticipação das benzodiazepinas para baixar o seu consumo, facto comprovado por um estudo do Infarmed que identifica resultados positivos nos antidepressivos. O presente estudo avança como medidas para a redução deste tipo de substância, de modo a evitar intoxicações, o redimensionamento das embalagens, isto é, um menor número de unidades por caixa, e o maior controlo no ato da sua dispensa.
- Professionals’ perspectives on the role of advanced technologies in responsible gamblingPublication . Barroso, Beatriz C. R.; Cardoso, Leonor G.; Morgado, Pedro; Marques, António; Rocha, Carla; Griffiths, Mark D.; Queirós, Ricardo; Dores, Artemisa R.; Dores, ArtemisaProblematic gambling is associated with substantial individual and societal harms, which may be intensified by the accessibility, anonymity, and captivating design of online gambling products. In this domain, advanced technologies (e.g., artificial intelligence and data analytics) are increasingly recommended for prevention, early detection, and harm reduction. This study aimed to examine the current and potential uses of advanced technologies in gambling. Forty-five semi-structured interviews were conducted with social/legal science (n = 24) and technology (n = 21) experts. Data were analysed using thematic analysis, beginning with a deductive approach followed by an inductive analysis. A total of 182 codes were identified from social/legal science professionals, and 228 from technology experts. Four overarching themes were identified: (i) characterisation of contemporary gambling; (ii) applications and implications of advanced technologies; (iii) regulatory frameworks and challenges; and (iv) recommendations and solutions. Profit-driven design practices, heightened vulnerabilities in online gambling environments, regulatory gaps, and concerns regarding algorithmic opacity and data use were highlighted. Advanced technologies were viewed as having a dual role, with potential both to exacerbate gambling-related harm and to enable earlier identification of risky behaviours and targeted interventions. Findings indicate that responsible gambling cannot rely solely on technological solutions (e.g., behavioural monitoring and limit-setting) and should be instead integrated with community-level strategies, public education, and robust regulatory oversight. Leveraging technological innovation alongside user protection is essential, requiring interdisciplinary collaboration, a public health-oriented approach, and transparent, evidence-based and ethically governed frameworks. Implications, limitations, and future directions are discussed.
- Risks & Challenges Program: Preventing behavioural addictions and dependenciesPublication . Dores, Artemisa R.; Rendo, Gizela; Rocha, CarlaThe literature supports the importance of prevention of psychoactive substances in college students, namely among first-year students. Although, few programs aim the intervention in behavioural addictions, such as gambling and gaming disorders. The purpose of this work is to present a Portuguese program, Risks & Challenges, and the experience of its implementation in the School of Health, Polytechnic of Porto.
- Transformar o jogo de azar online com tecnologias profundas: A perspetiva dos jogadoresPublication . Barroso, Beatriz C. R.; Cardoso, Leonor G.; Gomes, Bruno; Rocha, Carla; Morgado, Pedro; Marques, António; Queirós, Ricardo; Dores, Artemisa R.; Dores, ArtemisaAs tecnologias profundas são cada vez mais utilizadas para dar resposta a problemas de saúde pública. No contexto do jogo de azar online, estas tecnologias têm contribuído para personalizar as experiências dos utilizadores ao tornar os jogos mais interessantes e estimulantes. O aprimoramento constante da qualidade do jogo parece favorecer o desenvolvimento de comportamentos adictivos relacionados com o jogo. Este estudo insere-se num projeto mais abrangente que visa compreender se e como as tecnologias profundas podem promover práticas de jogo mais seguras e éticas, enquanto preservam o envolvimento. Para tal, pretende-se desenvolver um protocolo de entrevista a jogadores de jogos de azar online. Numa equipa multidisciplinar, criou-se o protocolo de uma entrevista semiestruturada para jogadores desta modalidade de jogo, independentemente do seu nível de risco ou dependência. O protocolo foi sujeito a uma administração piloto, seguida de reflexão falada. O protocolo é constituído por oito questões, organizadas em cinco categorias, que incluem: 1) experiência do jogador com os jogos e as tecnologias neles integradas; 2) envolvimento e riscos no jogo online; 3) medidas de prevenção e intervenção que podem ser incluídas na experiência de jogo; 4) ética e privacidade de dados dos jogadores; e 5) regulamentação e políticas. Análises preliminares das entrevistas piloto demonstraram a adequabilidade do protocolo, ademais os participantes demonstraram dificuldade com conceitos novos e tecnológicos (e.g., tecnologias profundas) que foram modificados e esclarecidos posteriormente. Emergiram como categorias preliminares de fatores críticos para a criação de um ambiente de jogo mais seguro e responsável, através da análise indutiva: ferramentas de autorregulação (e.g., autoexclusão, imposição de limites) e alertas personalizados para a monitorização do jogo e do comportamento do jogador (e.g., número de perdas e ganhos); medidas de apoio à saúde mental; preocupações com a privacidade dos dados e sensibilidade ao contexto social (e.g., regulamentação da publicidade ao jogo). Este protocolo será fundamental à realização de entrevistas a jogadores de jogos de azar online, que como parte de uma metodologia participativa, irá contribuir para o desenvolvimento de futuras políticas públicas e inovações tecnológicas que visem promover a saúde digital, principalmente no jogo online.
