Percorrer por autor "Martins, Maria"
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- Atitudes e competências em sustentabilidade na FisioterapiaPublication . Ribeiro, Andrea; Martins, Maria; Venâncio, João PauloA integração da sustentabilidade no ensino da fisioterapia constitui uma resposta urgente aos desafios da saúde planetária e da responsabilidade social dos profissionais de saúde. Contudo, permanece limitada a investigação sobre o nível de preparação dos estudantes nesta área. Este estudo teve como objetivo explorar atitudes, competências percebidas, comportamentos e barreiras relativamente à sustentabilidade entre estudantes de fisioterapia de uma instituição de ensino superior em Portugal. Foi aplicado um questionário online, intitulado Atitudes e competências em sustentabilidade em Fisioterapia a 113 estudantes (idade média = 22 anos; 60,2% do género feminino), de todos os anos curriculares, de uma escola de ensino superior na Licenciatura em Fisioterapia. O mesmo foi previamente aprovado pela comissão de ética da mesma instituição com o parecer 2025/05-06. Apenas 13,3% referiram ter recebido formação prévia em sustentabilidade ou saúde ambiental. A maioria reconhece a ligação entre alterações ambientais e saúde (81,4%), considera importante a inclusão do tema nos planos curriculares (67,3%) e adota comportamentos sustentáveis, como a redução de materiais descartáveis (61,9%). No entanto, foram identificadas barreiras como a falta de formação (49,6%) e o apoio institucional limitado (44,2%). Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre géneros nas secções “Atitudes e Crenças” (χ²(4)=13,4, p=0,010) e “Barreiras Percebidas” (χ²(4)=13,1, p=0,011), indicando perceções diferenciadas nestas dimensões. A comparação entre estudantes com e sem formação prévia não revelou diferenças significativas em termos de conhecimento percebido (t(111) = -0,577; p=0,565), sugerindo uma fragilidade na profundidade ou eficácia da formação existente. Os resultados revelam uma atitude globalmente favorável à integração da sustentabilidade na fisioterapia, mas também uma lacuna formativa e institucional que dificulta a sua concretização prática. Este estudo reforça a necessidade de estratégias educativas mais consistentes e interdisciplinares, capazes de capacitar futuros fisioterapeutas para uma prática crítica, ambientalmente responsável e orientada para a saúde planetária.
- O efeito do exercício terapêutico em grupo na qualidade de vida de mulheres com incontinência urinária de esforçoPublication . Macedo, Carla; Martins, Maria; Ribeiro, AndreaA incontinência urinária de esforço (IUE) afeta significativamente a qualidade de vida (ǪdV) de milhões de mulheres em todo o mundo, sendo associada a estigma, isolamento social e impacto funcional. O exercício terapêutico (ET) dos músculos do pavimento pélvico (MPP) constitui uma abordagem não invasiva recomendada como primeira linha de intervenção. Contudo, a evidência sobre os efeitos do ET em grupo na ǪdV ainda é limitada. Este estudo teve como objetivo analisar o efeito de um programa de ET em grupo na ǪdV de mulheres com diagnóstico de IUE. Trata-se de um estudo quasi-experimental no qual participaram 60 mulheres com diagnóstico de IUE, distribuídas em grupo experimental (n=30) e grupo controlo (n=30). O grupo experimental integrou um programa de ET durante 10 semanas, com frequência bissemanal. A ǪdV foi avaliada antes e após a intervenção através da Escala Ditrovie-10, que analisa as dimensões de atividades, autoimagem, impacto emocional, sono, bem-estar e perceção global de ǪdV. Os resultados mostraram uma melhoria estatisticamente significativa no grupo experimental em todas as dimensões da escala (p<0,001). A pontuação média global diminuiu de 2,3±1,1 para 1,7±0,7 (Δ = -0,6 pontos), com um tamanho do efeito elevado (d de Cohen = 0,9). Em contraste, o grupo controlo manteve valores estáveis ou agravados, como na dimensão de ǪdV global, que aumentou de 2,4±1,0 para 2,7±0,9. Conclui-se que o ET em grupo é uma estratégia eficaz e viável para melhorar a ǪdV de mulheres com IUE, com benefícios não apenas físicos, mas também psicossociais. Além de promover a função dos MPP, a dinâmica de grupo pode ter contribuído para maior motivação, adesão e suporte entre as participantes. Estes dados reforçam a importância da implementação de programas de reabilitação baseados em exercício em contextos comunitários, acessíveis e supervisionados por fisioterapeutas. Futuros estudos devem incluir amostras maiores, avaliação objetiva da força muscular (ex.: perineometria) e follow-up a longo prazo para analisar a manutenção dos ganhos. Este estudo reforça o papel central do ET na gestão da IUE e a necessidade de abordagens que integrem dimensão técnica, educativa e relacional.
- Sustentabilidade no ensino da Fisioterapia: atitudes, competências e barreiras entre estudantes do Ensino SuperiorPublication . Ribeiro, Andrea; Martins, Maria; Venâncio, João PauloA integração da sustentabilidade na formação em fisioterapia é essencial face aos desafios ambientais e às suas implicações na saúde. Porém, a prontidão formativa e institucional para tal integração permanece pouco caracterizada em contextos lusófonos. Caracterizar atitudes, competências percebidas, comportamentos sustentáveis e barreiras à integração da sustentabilidade entre estudantes de fisioterapia de uma instituição de ensino superior portuguesa. Estudo quantitativo, transversal e descritivo. Aplicou-se um questionário online desenvolvido para o efeito a estudantes de licenciatura (n=113; 18–34 anos; 60,2% feminino). Aprovação ética: 2025/05-06. Apenas 13,3% reportaram formação prévia em sustentabilidade; 81,4% reconheceram a relação ambiente–saúde; 67,3% defenderam a inclusão do tema no currículo; 61,9% referiram comportamentos sustentáveis (p.ex., redução de descartáveis). Principais barreiras: falta de formação (49,6%) e apoio institucional limitado (44,2%). Observaram-se diferenças por género em “Atitudes e Crenças” (χ²(4)=13,4; p=0,010) e em “Barreiras Percebidas” (χ²(4)=13,1; p=0,011). Não houve diferenças no conhecimento percebido entre estudantes com e sem formação prévia (t(111)=-0,577; p=0,565). Os estudantes evidenciam atitudes favoráveis, mas persistem lacunas formativas e de suporte institucional. Implica-se: (i) integração transversal de sustentabilidade no currículo de fisioterapia; (ii) pedagogias ativas e interdisciplinares; (iii) capacitação docente e indicadores de competência para uma prática clínica de baixo impacto ambiental.
