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- Efeitos da intervenção osteopática na musculatura cervical em mulheres com Cefaleia Tensional: Ensaio controlado randomizadoPublication . Campelo, Natália; Sousa, Helena; Milhazes, A.; Marinho, A.; Moreira, B.; Campelo, Natalia; Sousa, Helena Maria Rocha de SousaAs cefaleias tensionais são a forma mais comum de cefaleia primária, com maior prevalência nas mulheres, associando-se a fatores hormonais e estruturais. Caracterizam-se por dor bilateral, de intensidade leve a moderada, com impacto negativo na qualidade de vida. A disfunção dos músculos trapézio superior, esternocleidomastoideu e suboccipitais está implicada na fisiopatologia da condição. Técnicas osteopáticas, como o stretching e a inibição muscular, têm demonstrado efeitos benéficos na redução da dor e na melhoria funcional. Avaliar o efeito de um protocolo de intervenção osteopática, constituído por técnicas de stretching e inibição muscular, na redução da sintomatologia de cefaleias tensionais em mulheres adultas. Ensaio clínico randomizado registado em ClinicalTrials.gov (CT06475248), com 43 mulheres diagnosticadas com cefaleias tensionais. As participantes foram aleatoriamente atribuídas a um grupo experimental (n=21), submetido a técnicas de stretching do trapézio superior e esternocleidomastoideu e inibição dos suboccipitais, ou a um grupo de controlo (n=22), sujeito a intervenção placebo na qual o investigador posicionava uma mão sobre o esterno sem qualquer movimento, durante 6 minutos. A intervenção decorreu em três sessões semanais. A avaliação foi realizada com a escala HIT-6 antes da primeira e uma semana após a última sessão. A análise estatística utilizou os testes de Mann-Whitney e Wilcoxon. Foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos no segundo momento (p = 0,001), com melhoria significativa no grupo experimental (p < 0,001). Não se verificaram alterações relevantes no grupo de controlo (p > 0,05). Os dados indicam uma redução na frequência e intensidade das cefaleias, com impacto positivo na funcionalidade e qualidade de vida das participantes. O protocolo osteopático revelou-se eficaz na redução da sintomatologia das cefaleias tensionais em mulheres. Os resultados sustentam a inclusão da abordagem osteopática como estratégia terapêutica complementar na gestão desta condição.
- Práticas de avaliação e intervenção dos Terapeutas da Fala em intervenção precocePublication . Machado, Sandra Mónica Ribeiro; Gonçalves, Maria João Moreira; Gonçalves, Maria Joao MoreiraA Intervenção Precoce na Infância (IPI) é um conjunto de medidas de apoio centrado na criança e na família, incluindo ações de natureza preventiva e reabilitativa que visam o normal desenvolvimento da criança e a sua participação. A investigação realizada no âmbito da IPI tem vindo a recomendar as intervenções centradas na família e baseadas nas rotinas e o trabalho em equipa, preferencialmente integrando uma equipa transdisciplinar (Educação Inclusiva, 2020). Este estudo procurou responder à questão: “Será que os terapeutas da fala (TF) em Portugal utilizam na sua intervenção as práticas recomendadas na literatura para a IPI?”. Para dar resposta a questão delineada, foram traçados objetivos: 1. Descrever o modelo de funcionamento em equipa mais utilizado pelos TF em Portugal; 2. Entender a utilização da intervenção baseada nas rotinas na prática dos TF em Portugal; 3. Identificar contextos utilizados como contextos de aprendizagem; 4. Perceber a forma como é feito o envolvimento da família na intervenção. Quanto à sua metodologia, é um estudo observacional descritivo transversal de natureza mista, com uma amostra de 21 participantes todos eles TF a exercer em Portugal, que intervêm ao nível da intervenção precoce. Tendo em conta os objetivos do estudo definiu-se o questionário de autopreenchimento como sendo o mais adequado. Este é constituído por 28 questões (abertas e fechadas), dividido em quatro partes: caracterização da amostra, modelo de funcionamento em equipa, práticas centradas na família e intervenção baseada nas rotinas. Os resultados indicam que os participantes consideram ter conhecimento atualizados na área e que defendem as práticas recomendadas ao nível da IPI, independentemente do contexto. O modelo mais utilizado, é o transdisciplinar, considerado como mais indicado na literatura para servir a IPI, pois promove uma colaboração entre profissionais de diferentes áreas, incluindo a família em todo o processo. O estudo revela que este ainda não ocorre de forma plena em todas as etapas da intervenção, verificando-se uma participação mais ativa da família na escolha das rotinas e na discussão de estratégias. Os TF indicam pedir menor participação das famílias na elaboração do plano e na preparação das atividades terapêuticas.
- Preditores da qualidade do sono em informáticos – estudo observacionalPublication . Couto, Marta; Miranda, Leonor G.; Miranda, LeonorA Terapia Ocupacional reconhece o sono como um determinante da saúde, frequentemente comprometido em profissionais de informática devido à natureza sedentária e cognitivamente exigente do seu trabalho, realizado durante longos períodos, tanto em horários diurnos como noturnos. Objetivo: Averiguar preditores da qualidade de sono em informáticos. Estudo observacional analítico transversal. Recolha de dados com questionário online contendo: questionário sociodemográfico, o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (qualidade, quantidade e latência do sono) e o Questionário Internacional de Atividade Física. Análise estatística: regressão linear múltipla (método stepwise). A amostra (n=67) maioritariamente masculina (77,60%) tinha uma idade média de 35,40 (±8,38) anos. Os hábitos tabágicos (B=0,13 (0,01; 0,25); p<0,001) e o índice de massa corporal (B=2,40 (1,09; 3,70); (p=0,024) revelaram ser preditores significativos da Qualidade do Sono (R² ajustado=0,234). Conclusão: Este estudo sugere que o tabagismo e um índice de massa corporal mais elevado estão associados com uma pior qualidade de sono, em informáticos. Pode alertar para contributo da Terapia Ocupacional na educação da saúde relativamente à participação ocupacional no sono.
- Diferenças relacionadas com o género na libertação da hormona antidiurética (ADH) após administração de catinonas sintéticas em ratos WistarPublication . Faria, Ana Carolina; Silva, Diana Dias da; Dias da Silva, Diana CristinaAs catinonas sintéticas provocam efeitos psicoativos semelhantes aos das anfetaminas clássicas1. As anfetaminas, em particular a 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA), podem induzir hiponatremia mediada pela serotonina através de um aumento da secreção da hormona antidiurética (ADH)2. Este efeito parece mais pronunciado nas mulheres, sugerindo diferenças relacionadas com o género na secreção de ADH2, 3. Este estudo avaliou o efeito de catinonas sintéticas na secreção de ADH in vivo e investigou diferenças relacionadas com o género neste efeito. Para isso, ratos Wistar fêmeas receberam i.p. 20 ou 40 mg/kg de 3,4-dimetilmetcatinona (3,4-DMMC) ou metilona; 20 mg/kg de MDMA serviu como controlo positivo. Os níveis plasmáticos de ADH foram quantificados 1h após a administração usando um imunoensaio enzimático-competitivo. Os níveis de ADH foram também quantificados no plasma de machos 1h após a administração de 20 mg/kg 3,4-DMMC/metilona e no plasma e urina de fêmeas 24h após a administração de 20 mg/kg 3,4-DMMC/metilona. Análises adicionais incluíram temperatura rectal; produção de urina, ingestão de água e teor de água no cérebro; razão peso cerebral/peso corporal. Observou-se que a MDMA, metilona e 3,4-DMMC aumentaram significativamente a ADH plasmática após 1h (p<0,05), não havendo diferenças significativas entre substâncias ou géneros. Os níveis de ADH mantiveram-se aumentados após 24h (p<0,01), embora de forma menos acentuada. Os níveis urinários de ADH também aumentaram significativamente 24h após exposição a ambas as catinonas (p<0,01). Após 24h, os animais expostos à 3,4-DMMC excretaram menores volumes urinários em relação à ingestão de água, suportando o efeito antidiurético mediado pela ADH. No entanto, não foram observados sinais de edema cerebral, com as razões peso cerebral/peso corporal permanecendo inalteradas. Após 1h, a temperatura rectal aumentou significativamente em todos os animais tratados, independentemente do género (p<0,01). Estes resultados demonstram que a 3,4-DMMC e a metilona aumentam significativamente a secreção de ADH, com a 3,4-DMMC produzindo um efeito antidiurético mensurável.
- Literacia em Osteopatia na população portuguesa: Um estudo observacionalPublication . Campelo, Natália; Sousa, Helena; Azêdo, L.; Lessa, L.; Campelo, Natalia; Sousa, Helena Maria Rocha de SousaA literacia em saúde é essencial para decisões informadas relativamente à saúde individual e coletiva. Níveis reduzidos de literacia estão associados a desfechos clínicos negativos. A osteopatia, reconhecida em Portugal como terapêutica não convencional, permanece pouco compreendida pela população, limitando a sua integração efetiva nos cuidados de saúde. Avaliar o nível de literacia em osteopatia da população portuguesa, explorando o conhecimento, perceção e experiências relacionadas com esta abordagem terapêutica. Estudo observacional baseado na aplicação de um questionário digital com 30 questões sobre osteopatia. Este foi elaborado pelos investigadores, sujeito à validação de um painel de júri. O inquérito foi divulgado por amostragem em bola de neve, decorrendo durante 30 dias. A amostra incluiu 179 participantes com idade superior a 18 anos. A análise estatística foi realizada com estatística descritiva no SPSS 28.0, avaliando variáveis sociodemográficas e respostas sobre o conhecimento da prática osteopática. A maioria dos participantes era do sexo feminino (81%) e residia em áreas urbanas (65,4%). Relativamente ao conhecimento sobre osteopatia, 55,9% consideravam-na uma área médica autónoma e 34,6% reconheciam o seu foco em disfunções músculo-esqueléticas. Apenas 6,1% admitiram não conhecer a osteopatia. Cerca de 44,7% dos inquiridos já tinham recorrido a esta terapêutica, dos quais 41,9% reportaram benefícios clínicos. Embora 77,7% reconhecessem o seu papel preventivo, 78% desconheciam a “lei da artéria”. A osteopatia foi maioritariamente percecionada como uma terapia complementar (60,9%). O nível de literacia em osteopatia na população portuguesa é moderado, com melhor compreensão do seu papel clínico do que dos seus princípios filosóficos. A aceitação da osteopatia como complemento à medicina convencional evidencia a necessidade de estratégias educativas e maior divulgação científica para promover a sua integração nos cuidados de saúde.
- Efeito de um protocolo de intervenção osteopática na qualidade do sono de estudantes do Ensino Superior com insónia: Estudo pilotoPublication . Sousa, Helena; Campelo, Natália; Lúcio, A.; Freitas, I.; Carvalho, V.; Sousa, Helena Maria Rocha de Sousa; Campelo, NataliaA insónia é uma condição prevalente entre estudantes do ensino superior, com repercussões negativas no rendimento académico e na qualidade de vida. Técnicas osteopáticas, como a técnica do 4.º ventrículo (CV4) e a respiração diafragmática, têm sido propostas como estratégias de regulação autonómica e promoção do relaxamento. Contudo, a sua eficácia na melhoria da qualidade do sono carece de investigação empírica robusta. Avaliar os efeitos combinados das técnicas osteopáticas CV4 e respiração diafragmática na qualidade do sono de estudantes universitários com insónia. Realizou-se um ensaio clínico randomizado com 12 estudantes universitários (18– 28 anos), divididos em grupo experimental (n=6) e grupo de controlo (n=6). O grupo experimental recebeu duas sessões de intervenção com as técnicas CV4 e respiração diafragmática. O grupo de controlo foi submetido a uma intervenção placebo. A qualidade do sono foi avaliada através de uma versão adaptada do Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) em três momentos: pré-intervenção (M0), após a primeira intervenção (M1) e uma semana após a segunda intervenção (M2). A análise estatística foi realizada com testes não paramétricos (Wilcoxon e Mann- Whitney). O grupo experimental apresentou melhorias estatisticamente significativas na qualidade do sono entre M0 e M1 (p = 0,027), bem como entre M1 e M2 (p = 0,027). A componente “qualidade subjetiva do sono” também evidenciou melhorias significativas (p = 0,023). O grupo de controlo não registou alterações significativas entre os três momentos (p > 0,05). A combinação das técnicas osteopáticas CV4 e respiração diafragmática revelou- se eficaz na melhoria da qualidade do sono em estudantes com insónia. Estes resultados sustentam a integração de abordagens osteopáticas como complemento terapêutico na gestão da insónia.
- Avaliação fonológica em discurso induzido, em crianças falantes de Português EuropeuPublication . Gomes, Joana; Pinto, Marta Joana; de Sousa Pinto, Marta JoanaAtualmente, defende-se que existem processos fonológicos utilizados no discurso que se verificam apenas na extensão do enunciado, não sendo observáveis em provas de nomeação simples (Vaz et al., 2020). Embora existam alguns instrumentos validados para outras línguas que permitem avaliar a performance fonológica em segmentos discursivos maiores, tal ainda não se verifica para o Português Europeu (PE). Este estudo pretende contribuir para a criação de um instrumento de avaliação que identifique competências fonológicas em discurso induzido, em crianças em idade pré-escolar, para o PE. Este estudo seguiu uma abordagem qualitativa, exploratória e descritiva. Participaram cinco crianças entre os 5 e os 6 anos, sem perturbações fonológicas. Foi solicitado às crianças que descrevessem uma sequência de imagens-chave, tendo as suas produções sido registadas numa grelha construída pela investigadora. Os processos fonológicos encontrados foram comparados com os resultados obtidos no TFF-ALPE (Mendes et al., 2009). As amostras de discurso recolhidas evidenciaram a presença de processos fonológicos, que não foram observáveis em tarefas de nomeação simples. Consideramos assim, a pertinência da construção de um instrumento de avaliação que identifique competências fonológicas ao nível do enunciado, pois, como este estudo revela, existem diferenças na performance de crianças que apenas se manifestam na extensão dos enunciados. Este estudo verificou que tarefas de descrição de imagens permitem avaliar com maior eficácia a análise dos processos fonológicos utilizados no discurso de crianças, assim como a quantidade de processos utilizados, típicos e/ou atípicos, verificando a sua consistência, comparativamente a provas formais de nomeação de palavra isolada.
- A gamificação na prevenção dos acidentes escolares de Castelo de PaivaPublication . Silva, Ana SofiaNa União Europeia, a causa de morte devido a acidentes ocupou o 5º lugar em 2022, representando aproximadamente 5% do número total de mortes. Os acidentes são a segunda causa de mortalidade nas faixas etárias dos 5-9 anos e 10-14 anos, sendo a primeira causa de mortalidade entre os 15-19 anos. Os acidentes de transporte contribuíram cerca de 60% para o número total de mortes entre 2016 e 2020, sendo que 74% do número total de mortes correspondem ao sexo masculino. Em 2023, em Portugal, morreram 276 crianças até aos 4 anos de idade e 219 entre os 5-19 anos. No concelho de Castelo de Paiva foram analisados os acidentes escolares ocorridos no ano letivo 2022/2023. Descrição do caso: A taxa de incidência de acidentes escolares por 1000 alunos é de 82% no Agrupamento do Couto Mineiro do Pejão e 29% no Agrupamento de Castelo de Paiva. Tal como acontece a nível nacional, 35% dos acidentes escolares ocorreu na faixa etária 12-14 anos (2º ciclo) e 25% na faixa etária 6-9 anos (1º ciclo), sendo o sexo masculino o mais acidentado (61%). A incidência dos acidentes foi maior nos meses de outubro (24%), novembro e janeiro (18%, respetivamente). Os acidentes com maior incidência foram quedas ao mesmo nível (53%) e choque contra objetivos/pessoas (35%). As lesões mais predominantes foram as contusões (31%) e entorse (14%), tendo os membros inferiores sido os mais afetados (28%), seguido dos membros superiores (26%) e cabeça (24%). É no espaço de jogo e recreio que predominam 40% dos acidentes, seguido do ginásio (35%). Os acidentes não apresentam gravidade, uma vez que 99% foram tratados em ambulatório. Comentário: Os agrupamentos de Castelo de Paiva irão adotar o uso da ludicidade como ferramenta pedagógica nas intervenções educativas, possibilitando a promoção da saúde da criança, o seu desenvolvimento integral, a sua criatividade e a construção de conhecimentos saudáveis. A literatura demostra ainda que, a gamificação é um recurso eficaz na educação e prevenção de acidentes infantis, influenciando positivamente as mudanças no comportamento das crianças e adolescentes por meio da identificação de situações de risco para prevenção de acidentes.
- Alimentação infantil: Conhecimento dos educadores de Infância sobre as alterações alimentares de base sensorialPublication . Alves, Bruna Alexandra Dias; Dias, Najla Valéria Araújo; Santos, Ana Filipa de OliveiraO suporte ao desenvolvimento alimentar infantil exige acompanhamento que vai além do contexto familiar. O meio pré-escolar assume, assim, especial importância, sendo essencial que os profissionais de educação estejam sensibilizados para identificar sinais de alerta para alterações alimentares. Verificar o conhecimento dos educadores de infância sobre o desenvolvimento alimentar infantil; avaliar a identificação de sinais de alerta para alterações alimentares; apurar estratégias utilizadas perante alterações alimentares; identificar a necessidade de formação; identificar o conhecimento sobre o papel do Terapeuta da Fala. Estudo descritivo, observacional, transversal e quantitativo, realizado com cinco educadores de infância do concelho de Gondomar. A recolha de dados foi feita através de um questionário elaborado pela autora, validado por peritos, com questões fechadas, semiabertas e escalas de Likert. A análise foi estatística e descritiva, com recurso ao software Microsoft Excel. Os educadores desconhecem etapas do desenvolvimento alimentar e identificam sinais de alerta de forma inconsistente. Utilizam estratégias variadas, nem sempre adequadas, e reconhecem necessidade de formação. 60% desconhecem o papel do Terapeuta da Fala. Há necessidade de formação sobre desenvolvimento alimentar e o papel do Terapeuta da Fala, favorecendo encaminhamento precoce e adequado.
- Sinais de alerta do desenvolvimento fonológico em crianças dos 3 aos 5 anos - Perceção dos paisPublication . Cunha, Ana Francisca; Pinto, Marta Joana; de Sousa Pinto, Marta JoanaA fonologia estuda os sons da língua e a forma como os mesmos se combinam. Entre os 4 anos e os 4 anos e 6 meses, as crianças adquirem a maior parte do seu sistema fonológico. Quando uma criança possui uma perturbação dos sons da fala, realiza processos atípicos para a idade, que podem ser identificados como sinais de alerta no desenvolvimento fonológico (Coutinho, 2012). Nestes casos, sendo os pais as pessoas mais próximas da criança, é importante que reconheçam e detetem precocemente estas alterações, com vista a procurarem apoio terapêutico. Objetivo: Identificar os sinais de alerta do desenvolvimento fonológico, percecionados pelos pais, em crianças do préescolar; verificar os sinais a que os pais dão relevância para procurar apoio em terapia da fala; identificar os apoios formais e informais que os mesmos procuram. Metodologia: Foi realizado um estudo observacional, descritivo, transversal e de análise quantitativa. Utilizou-se um questionário, adaptado pela equipa de investigação e destinado a pais de crianças em idade pré-escolar, das zonas Norte e Centro de Portugal, que foi divulgado online através das redes sociais das autoras. A amostra obedeceu assim, a um processo de amostragem não probabilística. Foram consideradas 47 respostas. Resultados: Os resultados obtidos foram heterogéneos, demonstrando que os pais identificam mais sinais de alerta na faixa etária dos 4 anos. Para as faixas etárias dos 3 e 5 anos as respostas não foram expressivas. No entanto, verificou-se que a maioria dos pais, quando identificam dificuldades nos seus filhos, procuram o terapeuta da fala. Conclusão: Verificouse a necessidade de instrumentos que auxiliem os pais na identificação dos sinais de alerta para o desenvolvimento fonológico em idade pré- escolar, de forma a procurarem um apoio especializado e atempado.
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