ESS - TBIO/Rise Health - Posters apresentados em eventos científicos
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Percorrer ESS - TBIO/Rise Health - Posters apresentados em eventos científicos por autor "Alberto Alves Carvalhais, Carlos"
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- Efeitos na saúde associados à exposição ocupacional à radiação ultravioleta solar: Uma revisão sistemática da literaturaPublication . Rocha, Ricardo; Guedes, Joana; Santos, Joana; Carvalhais, Carlos; Alberto Alves Carvalhais, Carlos; Santos, JoanaA exposição ocupacional à radiação ultravioleta solar (UVR) é um dos principais riscos para os trabalhadores ao ar livre, associada a cancro, lesões oculares e envelhecimento precoce da pele. Embora seja crucial na síntese de vitamina D, a exposição excessiva é reconhecida como carcinogénico do Grupo 1 pela Organização Mundial da Saúde. A caracterização dos efeitos desta exposição, em diferentes contextos profissionais, é essencial para a adoção de medidas de proteção eficazes. Identificar os efeitos na saúde relacionados com a exposição ocupacional à UVR, descrevendo os grupos profissionais mais afetados, as medidas de proteção adotadas e as limitações metodológicas reportadas nos estudos. Foi realizada uma revisão sistemática segundo a metodologia PRISMA 2020. A pesquisa foi efetuada nas bases de dados Scopus, Web of Science e PubMed, com término a 19 de novembro de 2024. Foram incluídos estudos originais em humanos, publicados entre 2019 e 2024, em inglês e revistos por pares, que abordassem os efeitos da exposição ocupacional à UVR. O risco de viés foi avaliado através da checklist do Joanna Briggs Institute (JBI).Foram incluídos 16 estudos, abrangendo trabalhadores de vários setores profissionais, tais como agricultura, construção, pesca, docência, forças armadas e trabalho offshore. Os efeitos negativos mais identificados foram carcinoma basocelular e espinocelular, melanoma maligno, cataratas, fotoenvelhecimento, queratose actínica e lesões labiais. Em contrapartida, níveis moderados de exposição foram associados a uma redução do risco de cancro do cólon e da próstata. A utilização de medidas de proteção revelou-se inconsistente, com baixa adesão no uso de protetor solar e chapéus. As principais limitações metodológicas incluíram heterogeneidade dos desenhos de estudo, ausência de dados sobre exposição não ocupacional e falta de padronização na medição da dose cumulativa de UVR. A exposição ocupacional à UVR representa um risco significativo e persistente para a saúde dos trabalhadores ao ar livre, mas também pode conferir alguns efeitos protetores quando moderada. Estes resultados reforçam a necessidade de políticas públicas robustas, programas de vigilância ocupacional e uma maior uniformização dos métodos de avaliação. Estudos quantitativos de longo prazo são fundamentais para sustentar estratégias de prevenção eficazes e adaptadas aos diferentes contextos profissionais.
- ePO 7 – Sustentabilidade ambiental no ensino das ciências e tecnologias da saúde: perceções e conhecimentos dos estudantes do ensino superiorPublication . Carvalhais, Carlos; Ribeiro, Inês; Xavier, Ana; Saúde, Miguel; Alberto Alves Carvalhais, CarlosAs instituições de ensino superior têm um papel central na formação de profissionais e cidadãos conscientes. No ensino das Ciências e Tecnologias da Saúde, é fundamental promover uma formação integral que integre competências técnicas, clínicas, sociais e ambientais. Este estudo teve como objetivo avaliar as perceções e os conhecimentos dos estudantes sobre sustentabilidade ambiental no ensino e na prática clínica em saúde. Realizou-se um estudo transversal com um questionário de autor, parcialmente adaptado e traduzido de estudos prévios. Após um estudo piloto, a versão final incluiu 26 questões e foi aplicada a estudantes de licenciatura do 1.º ao 4.º ano de cursos das Ciências e Tecnologias da Saúde (imagem média e radioterapia, saúde ambiental, fisiologia clínica, fisioterapia, audiologia, entre outros), entre setembro de 2024 e janeiro de 2025. Participaram 247 estudantes. A maioria referiu possuir conhecimentos gerais sobre sustentabilidade; contudo, 19,0% demonstraram falta de consciência sobre o impacto ambiental da prática clínica. A necessidade de maior integração da sustentabilidade nos planos de estudo foi referida por 77,0% dos participantes. Globalmente, observaram-se conhecimentos limitados sobre práticas sustentáveis na profissão (32,0%), apesar da elevada adoção de comportamentos sustentáveis na vida quotidiana (89,0%). Foi ainda identificada uma forte associação entre os cursos frequentados e os ODS 3 (97,6%), 4 (55,5%) e 8 (37,3%). Os resultados evidenciam a necessidade de reforçar a integração da sustentabilidade nos planos curriculares de forma transversal ou através de módulos específicos, alinhado com as exigências em matéria de acreditação de cursos. A introdução precoce destes conteúdos poderá contribuir para a formação de profissionais ambientalmente responsáveis, capazes de tomar decisões informadas que minimizem o impacto ambiental da prática clínica e promovam um sistema de saúde mais sustentável.
- Segurança e saúde em laboratórios académicos: conhecimentos, atitudes e práticas de estudantes do Ensino SuperiorPublication . Ribeiro, Inês; Carvalhais, Carlos; Alberto Alves Carvalhais, CarlosAs instituições de ensino superior, particularmente aquelas que dispõem de laboratórios de ensino e investigação nas suas infraestruturas, desempenham um papel importante na transmissão de conhecimentos e atitudes sobre segurança química aos seus estudantes (Walters et al., 2017). O presente estudo tem como objetivo avaliar o conhecimento e as atitudes dos estudantes do ensino superior de diferentes cursos relativamente à segurança química em laboratório. Foi realizado um estudo transversal, recorrendo a um questionário adaptado e traduzido para português (Al-Zyoud et al., 2019). O instrumento incluiu um total de vinte e sete questões e foi aplicado a estudantes inscritos em cursos de licenciatura e pós-graduação que integram práticas laboratoriais nos seus planos curriculares, entre março e julho de 2025. Participaram no estudo 284 estudantes, provenientes dos diferentes ciclos de ensino superior politécnico e universitário nas áreas das ciências da vida e da saúde (CTeSP = 4,2%; Licenciatura = 70,4%; Mestrado = 21%; Doutoramento = 4,2%). Os resultados evidenciaram que, apesar de uma elevada proporção de estudantes demonstrar um bom nível de conhecimento sobre pictogramas de perigo — sendo o pictograma comburente o menos reconhecido (55% de respostas corretas) e o tóxico o mais conhecido (99% de respostas corretas) — as atitudes relatadas nem sempre são as mais adequadas. Cerca de 20% dos participantes referiram que os equipamentos de proteção individual são obrigatórios apenas quando se manuseiam produtos químicos, e 34,5% afirmaram nunca ter consultado as fichas de dados de segurança dos produtos utilizados, o que pode comprometer a sua própria segurança e a de terceiros. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os diferentes níveis de ensino relativamente ao conhecimento sobre a temática. Os resultados obtidos evidenciam a necessidade de ajustes curriculares. A exposição precoce a conceitos de segurança química e laboratorial tem o potencial de promover o desenvolvimento de estudantes e futuros profissionais mais conscientes. A integração de módulos de segurança nos planos de estudo poderá aumentar o conhecimento e as competências necessárias para tomar decisões informadas que contribuam para a redução de acidentes e incidentes em ambiente laboratorial.
