ESS - OST - Comunicações em eventos científicos
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer ESS - OST - Comunicações em eventos científicos por autor "Campelo, Natalia"
A mostrar 1 - 3 de 3
Resultados por página
Opções de ordenação
- Efeito de um protocolo de intervenção osteopática na qualidade do sono de estudantes do Ensino Superior com insónia: Estudo pilotoPublication . Sousa, Helena; Campelo, Natália; Lúcio, A.; Freitas, I.; Carvalho, V.; Sousa, Helena Maria Rocha de Sousa; Campelo, NataliaA insónia é uma condição prevalente entre estudantes do ensino superior, com repercussões negativas no rendimento académico e na qualidade de vida. Técnicas osteopáticas, como a técnica do 4.º ventrículo (CV4) e a respiração diafragmática, têm sido propostas como estratégias de regulação autonómica e promoção do relaxamento. Contudo, a sua eficácia na melhoria da qualidade do sono carece de investigação empírica robusta. Avaliar os efeitos combinados das técnicas osteopáticas CV4 e respiração diafragmática na qualidade do sono de estudantes universitários com insónia. Realizou-se um ensaio clínico randomizado com 12 estudantes universitários (18– 28 anos), divididos em grupo experimental (n=6) e grupo de controlo (n=6). O grupo experimental recebeu duas sessões de intervenção com as técnicas CV4 e respiração diafragmática. O grupo de controlo foi submetido a uma intervenção placebo. A qualidade do sono foi avaliada através de uma versão adaptada do Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI) em três momentos: pré-intervenção (M0), após a primeira intervenção (M1) e uma semana após a segunda intervenção (M2). A análise estatística foi realizada com testes não paramétricos (Wilcoxon e Mann- Whitney). O grupo experimental apresentou melhorias estatisticamente significativas na qualidade do sono entre M0 e M1 (p = 0,027), bem como entre M1 e M2 (p = 0,027). A componente “qualidade subjetiva do sono” também evidenciou melhorias significativas (p = 0,023). O grupo de controlo não registou alterações significativas entre os três momentos (p > 0,05). A combinação das técnicas osteopáticas CV4 e respiração diafragmática revelou- se eficaz na melhoria da qualidade do sono em estudantes com insónia. Estes resultados sustentam a integração de abordagens osteopáticas como complemento terapêutico na gestão da insónia.
- Efeitos da intervenção osteopática na musculatura cervical em mulheres com Cefaleia Tensional: Ensaio controlado randomizadoPublication . Campelo, Natália; Sousa, Helena; Milhazes, A.; Marinho, A.; Moreira, B.; Campelo, Natalia; Sousa, Helena Maria Rocha de SousaAs cefaleias tensionais são a forma mais comum de cefaleia primária, com maior prevalência nas mulheres, associando-se a fatores hormonais e estruturais. Caracterizam-se por dor bilateral, de intensidade leve a moderada, com impacto negativo na qualidade de vida. A disfunção dos músculos trapézio superior, esternocleidomastoideu e suboccipitais está implicada na fisiopatologia da condição. Técnicas osteopáticas, como o stretching e a inibição muscular, têm demonstrado efeitos benéficos na redução da dor e na melhoria funcional. Avaliar o efeito de um protocolo de intervenção osteopática, constituído por técnicas de stretching e inibição muscular, na redução da sintomatologia de cefaleias tensionais em mulheres adultas. Ensaio clínico randomizado registado em ClinicalTrials.gov (CT06475248), com 43 mulheres diagnosticadas com cefaleias tensionais. As participantes foram aleatoriamente atribuídas a um grupo experimental (n=21), submetido a técnicas de stretching do trapézio superior e esternocleidomastoideu e inibição dos suboccipitais, ou a um grupo de controlo (n=22), sujeito a intervenção placebo na qual o investigador posicionava uma mão sobre o esterno sem qualquer movimento, durante 6 minutos. A intervenção decorreu em três sessões semanais. A avaliação foi realizada com a escala HIT-6 antes da primeira e uma semana após a última sessão. A análise estatística utilizou os testes de Mann-Whitney e Wilcoxon. Foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos no segundo momento (p = 0,001), com melhoria significativa no grupo experimental (p < 0,001). Não se verificaram alterações relevantes no grupo de controlo (p > 0,05). Os dados indicam uma redução na frequência e intensidade das cefaleias, com impacto positivo na funcionalidade e qualidade de vida das participantes. O protocolo osteopático revelou-se eficaz na redução da sintomatologia das cefaleias tensionais em mulheres. Os resultados sustentam a inclusão da abordagem osteopática como estratégia terapêutica complementar na gestão desta condição.
- Literacia em Osteopatia na população portuguesa: Um estudo observacionalPublication . Campelo, Natália; Sousa, Helena; Azêdo, L.; Lessa, L.; Campelo, Natalia; Sousa, Helena Maria Rocha de SousaA literacia em saúde é essencial para decisões informadas relativamente à saúde individual e coletiva. Níveis reduzidos de literacia estão associados a desfechos clínicos negativos. A osteopatia, reconhecida em Portugal como terapêutica não convencional, permanece pouco compreendida pela população, limitando a sua integração efetiva nos cuidados de saúde. Avaliar o nível de literacia em osteopatia da população portuguesa, explorando o conhecimento, perceção e experiências relacionadas com esta abordagem terapêutica. Estudo observacional baseado na aplicação de um questionário digital com 30 questões sobre osteopatia. Este foi elaborado pelos investigadores, sujeito à validação de um painel de júri. O inquérito foi divulgado por amostragem em bola de neve, decorrendo durante 30 dias. A amostra incluiu 179 participantes com idade superior a 18 anos. A análise estatística foi realizada com estatística descritiva no SPSS 28.0, avaliando variáveis sociodemográficas e respostas sobre o conhecimento da prática osteopática. A maioria dos participantes era do sexo feminino (81%) e residia em áreas urbanas (65,4%). Relativamente ao conhecimento sobre osteopatia, 55,9% consideravam-na uma área médica autónoma e 34,6% reconheciam o seu foco em disfunções músculo-esqueléticas. Apenas 6,1% admitiram não conhecer a osteopatia. Cerca de 44,7% dos inquiridos já tinham recorrido a esta terapêutica, dos quais 41,9% reportaram benefícios clínicos. Embora 77,7% reconhecessem o seu papel preventivo, 78% desconheciam a “lei da artéria”. A osteopatia foi maioritariamente percecionada como uma terapia complementar (60,9%). O nível de literacia em osteopatia na população portuguesa é moderado, com melhor compreensão do seu papel clínico do que dos seus princípios filosóficos. A aceitação da osteopatia como complemento à medicina convencional evidencia a necessidade de estratégias educativas e maior divulgação científica para promover a sua integração nos cuidados de saúde.
