ESMAE - DM - Música - Interpretação Artística
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Percorrer ESMAE - DM - Música - Interpretação Artística por orientador "Aguiar, António Augusto Martins da Rocha Oliveira"
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- A interpretação ao piano no século XXI: novas técnicas e recursosPublication . Fernandes, Maria João Correia; Fonseca, Sofia Inês Ribeiro Lourenço da; Aguiar, António Augusto Martins da Rocha OliveiraA presente investigação pretende estudar de que forma as novas técnicas e recursos para piano, usadas por compositores do século XX e XXI, podem influenciar o trabalho do intérprete, quais as dificuldades por elas criadas e a forma como podem alterar a preparação do pianista. O projeto está organizado em duas componentes, uma teórica e uma empírica. A primeira está dividida em duas partes e começa com um enquadramento histórico sobre a música para piano desde o início do século XX até aos nossos dias, focando a análise nos compositores mais relevantes para a implementação e desenvolvimento das novas técnicas e recursos pianísticos. Este enquadramento é acompanhado por uma revisão crítica da literatura relevante sobre alguns dos recursos mais importantes da técnica instrumental pianística. Na segunda parte é estabelecida uma ligação direta com a componente empírica do projeto. A partir da prática, são analisadas as obras que foram interpretadas ao piano nos recitais realizados no primeiro e segundo ano do mestrado (nas unidades curriculares de Instrumento e Projeto Artístico), bem como as técnicas estendidas nelas inseridas. Nestes recitais (componente empírica), são interpretadas obras de alguns dos compositores basilares na introdução e desenvolvimento de novos recursos na prática pianística, tais como Henry Cowell, John Cage, George Crumb e Helmut Lachenmann.
- Sebenta de apoio à improvisação e construção de linhas de baixo na música ritmicamente orientadaPublication . Pinto, Pedro de Jesus Barreiros; Guedes, Carlos Alberto Barbosa da Cunha Mendonça; Aguiar, António Augusto Martins da Rocha OliveiraCom o objectivo de aumentar o rigor na composição individual em tempo real, na sua componente rítmica, melódica e harmónica, pretendo com esta proposta, acrescentar alguns elementos de apoio no estudo do contrabaixo e do baixo eléctrico. O conteúdo da proposta consiste na criação de um algoritmo que constrói uma relação direta entre uma figura rítmica e o intervalo melódico mais pequeno da escala temperada; o meio tom cromático. Para aumentar a diversidade rítmica e respeitando um compromisso entre o estudo abstracto e a aplicação prática, escolho as 6 famílias heptatónicas que não contêm 2 intervalos de meio tom cromático consecutivos, como também alguns modos de transposição limitada como as escalas cromática, de tons inteiros, diminuta e aumentada. A identificação e separação da linguagem estética na aprendizagem do contrabaixo e baixo eléctrico.
- A terceira correntePublication . Gomes, Paulo Manuel Marques; Aguiar, António Augusto Martins da Rocha OliveiraO tema da minha investigação é a ligação entre a música erudita ou clássica do séc. XX, e o jazz. Conhecem-se inúmeras situações em que são visíveis e assumidas as influências do jazz nos grandes compositores do séc. XX. São também facilmente identificáveis as ligações de alguns músicos de jazz com toda a tradição da escrita clássica. O que pretendi fazer foi uma investigação mais específica; a influência que a música erudita do último século tem sobre algumas correntes do jazz. Esta ligação é por vezes tão intensa, bidireccional e irregular, que se torna impossível caracterizar o género a que pertence. É nestes casos que está o principal objecto deste meu trabalho. A razão desta escolha, está ligada a aspectos pessoais e profissionais. Por um lado, porque sou apreciador de muita da música que se fez no séc. passado (e se continua a fazer no séc. XXI), seja ela duma área mais ou menos erudita. Por outro lado, porque como autor e intérprete, esta área de fusão erudita/jazz, me tem atraído de uma forma crescente nos últimos anos. Sendo dois campos musicais tão vastos, foi imprescindível adoptar alguns critérios de selecção: 1 - O primeiro, e mais importante, foi o de reduzir a escolha dentro da música clássica, praticamente à primeira metade do séc. XX. Isto porque, a influência desta sobre o jazz, é incomparavelmente maior do que a da música que se seguiu até ao fim desse século. 2 - O segundo, menos objectivo, foi escolher composições/interpretações representativas das várias correntes do jazz. Aqui também há uma escolha cronológica. No jazz mais antigo (que é comum ser considerado como pre-bop, ou seja, até aos anos 40), é muito mais nítida a influência da música clássica do séc. XIX (especialmente os Românticos e Pós-românticos). Por este motivo, a escolha recaiu no repertório do jazz das épocas que se seguiram. 3 - O terceiro, de carácter pessoal, teve a ver com o gostar mais ou menos deste ou daquele autor e respectivas obras. Esta selecção foi apoiada na audição e análise de obras que achei importantes para o objecto deste trabalho, bem como na leitura de variados livros e artigos sobre ambos os universos musicais que me propus conectar. Nos meus recitais, explorei precisamente esta área, em duas perspectivas opostas: 1 – No primeiro recital (Julho 2010), optei pelo repertório clássico de compositores como Dmitri Schostakovich, Serge Prokofiev, e o catalão Federico Mompou. Após o estudo pianístico das obras, e da sua análise, reescrevia-as com um arranjo para uma das mais típicas formações no jazz: trio de piano, contrabaixo e bateria. 2 – No segundo recital (Julho 2011), parti de “standards” de compositores como George Gershwin, Cole Porter, John Coltrane, Dizzy Gillespie, Harry Warren, e Don Raye. Depois de os reescrever, foram também interpretados por um trio de piano, contrabaixo e bateria. O objectivo das duas apresentações, foi o de conseguir uma coerência de sonoridades independentemente das obras utilizadas. Isto é, quer o repertório clássico com introdução de elementos típicos do jazz, quer o repertório de jazz com a introdução de elementos típicos da música clássica, podem criar uma linguagem confluente que se identifica muito com a sonoridade de algumas correntes do jazz que se vem fazendo nas últimas décadas.
