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Empreendedorismo digital feminino na assistĂȘncia virtual

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Resumo(s)

Num contexto de expansĂŁo do trabalho remoto e da economia digital, a assistĂȘncia virtual assume relevĂąncia crescente enquanto via de empreendedorismo feminino em Portugal. Neste enquadramento, o estudo procura, de forma integrada, compreender como se cria e consolida um negĂłcio digital e em que medida as dinĂąmicas de gĂ©nero o condicionam; identificar os serviços efetivamente oferecidos e o modo como sĂŁo comunicados e promovidos; apurar as competĂȘncias mobilizadas e as vantagens atribuĂ­das Ă  atividade; e, em sĂ­ntese, caracterizar a configuração atual deste campo no paĂ­s. Adotou-se uma abordagem qualitativa, de desenho fenomenolĂłgico, suportada por entrevistas semiestruturadas a assistentes virtuais. A anĂĄlise seguiu procedimentos de anĂĄlise temĂĄtica (transcrição verbatim, codificação e identificação de padrĂ”es) enquadrados nas dimensĂ”es do guiĂŁo. Os resultados mostram que a assistĂȘncia virtual Ă© concebida como prestação remota de serviços de apoio a pequenos negĂłcios e empreendedores. Persiste algum desconhecimento social sobre a profissĂŁo, embora em diminuição. No posicionamento profissional, coexistem perfis generalistas e especializaçÔes por nichos (estĂ©tica, saĂșde, finanças, marketing digital). Os serviços mais frequentes incluem gestĂŁo de e-mail e agenda, apoio ao cliente, marcação de atividades, tarefas de backoffice e, no marketing, gestĂŁo de redes sociais, e-mail marketing e design de publicaçÔes. As motivaçÔes para empreender concentram-se na autonomia, flexibilidade temporal e geogrĂĄfica, realização pessoal e possibilidade de trabalhar remotamente. Entre os principais desafios iniciais surgem a angariação de clientes, a gestĂŁo do tempo, a exposição nas redes, a burocracia e a literacia financeira. A maioria reconhece lacunas em gestĂŁo e marketing que procura colmatar atravĂ©s de formação e aprendizagem em comunidades. No plano das competĂȘncias, destacam-se domĂ­nio de ferramentas digitais, organização e planeamento, comunicação, empatia, adaptabilidade e assertividade; redes e comunidades (grupos online, mentoria) revelam-se cruciais no arranque. Em comunicação e promoção, prevalece uma estratĂ©gia pragmĂĄtica e adaptativa. Os canais mais usados sĂŁo Instagram, Facebook, LinkedIn, website, e-mail e WhatsApp; o investimento em publicidade paga Ă© reduzido e o passa-a-palavra surge como principal motor de aquisição. A maioria nĂŁo subcontrata comunicação/design, recorrendo a ferramentas acessĂ­veis. Em sĂ­ntese, descreve-se um ecossistema em consolidação, marcado por versatilidade de serviços, forte dependĂȘncia de redes e recomendaçÔes, necessidades de desenvolvimento em gestĂŁo e marketing e contributo relevante da assistĂȘncia virtual para a autonomia econĂłmica das mulheres no contexto digital.
In a context of expanding remote work and the digital economy, virtual assistance is becoming increasingly relevant as a path to female entrepreneurship in Portugal. In this context, the study seeks to understand, in an integrated manner, how a digital business is created and consolidated and to what extent gender dynamics condition it; to identify the services actually offered and how they are communicated and promoted; to ascertain the skills mobilised and the advantages attributed to the activity; and, in summary, to characterise the current configuration of this field in the country. A qualitative, phenomenological approach was adopted, supported by semi-structured interviews with virtual assistants. The analysis followed thematic analysis procedures (verbatim transcription, coding and pattern identification) within the dimensions of the script. The results show that virtual assistance is conceived as the remote provision of support services to small businesses and entrepreneurs. There is still some social ignorance about the profession, although this is decreasing. In terms of professional positioning, there are both generalist profiles and niche specialisations (aesthetics, health, finance, digital marketing). The most frequent services include email and diary management, customer support, scheduling activities, back-office tasks and, in marketing, social media management, email marketing and publication design. The motivations for entrepreneurship focus on autonomy, temporal and geographical flexibility, personal fulfilment and the possibility of working remotely. Among the main initial challenges are customer acquisition, time management, exposure on social media, bureaucracy and financial literacy. Most recognise gaps in management and marketing that they seek to fill through training and learning in communities. In terms of skills, proficiency in digital tools, organisation and planning, communication, empathy, adaptability, and assertiveness stand out; networks and communities (online groups, mentoring) prove crucial in the start-up phase. In communication and promotion, a pragmatic and adaptive strategy prevails. The most used channels are Instagram, Facebook, LinkedIn, websites, email and WhatsApp; investment in paid advertising is low and word of mouth is the main driver of acquisition. Most do not outsource communication/design, using accessible tools instead. In summary, this is an ecosystem in consolidation, marked by versatility of services, strong dependence on networks and recommendations, needs for development in management and marketing, and a significant contribution from virtual assistance to women's economic autonomy in the digital context.

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AssistĂȘncia virtual Empreendedorismo digital Empreendedorismo feminino Trabalho remoto CompetĂȘncias Redes Comunidades Virtual assistance Digital entrepreneurship Female entrepreneurship Remote working Skills Networks Communities

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