Publicação
Estudo laboratorial de componentes plasmáticos caninos: análise de parâmetros de coagulação
| dc.contributor.advisor | Amorim, Maria Manuela | |
| dc.contributor.advisor | Ferreira, Stéphanie Lopes | |
| dc.contributor.author | Barbosa, Paula Marisa Sousa | |
| dc.date.accessioned | 2026-02-20T11:11:38Z | |
| dc.date.available | 2026-02-20T11:11:38Z | |
| dc.date.issued | 2025-07-15 | |
| dc.description.abstract | A crescente relevância da transfusão sanguínea na prática veterinária tem impulsionado o desenvolvimento e a otimização de metodologias laboratoriais voltadas para a produção de componentes específicos do sangue, como o crioprecipitado (CP) e o criosobrenadante (CS). Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo principal avaliar a eficácia de um protocolo ajustado para o processamento de crioprecipitados caninos, com base na análise de parâmetros hemostáticos em três tipos de frações plasmáticas: plasma fresco congelado, CP e CS. Foram analisadas 90 amostras obtidas de 30 cães dadores clinicamente saudáveis, recolhidas e processadas entre outubro de 2024 e fevereiro de 2025. A investigação centrou-se na quantificação dos fatores de coagulação I, V, VII, VIII e IX, assim como na determinação dos tempos de protrombina (TP) e tromboplastina parcial ativada (aPTT). A análise estatística foi conduzida com recurso a testes t de Student ou de Wilcoxon, conforme a distribuição dos dados, tendo sido considerado um nível de significância de 0,05. Os dados revelaram uma concentração significativamente mais elevada de fibrinogénio no CP (p<0,001), indicando uma recuperação eficiente deste fator. No entanto, observou-se também valores elevados dos fatores V, VII e IX neste mesmo componente, o que contraria o que é tradicionalmente descrito na literatura científica. Já o fator VIII não apresentou variações estatisticamente relevantes entre os diferentes componentes analisados. Estes resultados sugerem possíveis limitações no protocolo implementado, nomeadamente associadas ao descongelamento do plasma à temperatura ambiente, à ausência de uma etapa de centrifugação subsequente e a utilização de reagentes concebidos para matriz humana, cuja adequação a amostras de origem canina poderá ser questionável. Concluímos que os dados obtidos indicam que o protocolo testado não permite uma separação eficaz e seletiva dos fatores de coagulação desejados, comprometendo a qualidade funcional do CP produzido. Assim, torna-se imprescindível ajustar os procedimentos técnicos às normas reconhecidas para a produção de componentes plasmáticos de uso veterinário, nomeadamente assegurando o controlo preciso da temperatura, a realização de centrifugação adequada e a utilização de reagentes validados para a espécie animal em questão. | por |
| dc.identifier.tid | 204176433 | |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10400.22/31857 | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.rights.uri | N/A | |
| dc.subject | Componentes plasmáticos caninos | |
| dc.subject | Crioprecipitado | |
| dc.subject | Fatores da coagulação | |
| dc.subject | Processamento | |
| dc.subject | Controlo de qualidade | |
| dc.title | Estudo laboratorial de componentes plasmáticos caninos: análise de parâmetros de coagulação | por |
| dc.type | master thesis | |
| dspace.entity.type | Publication | |
| thesis.degree.name | Mestre em Análises Clínicas e Saúde Pública – Ramo de Imunohemoterapia e Transplantação |
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