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Publicação

Avaliação dos riscos psicossociais na produção de leite na Região Autónoma dos Açores

dc.contributor.advisorSantos, Joana
dc.contributor.advisorSilva, Manuela Vieira da
dc.contributor.advisorPinto, Ana
dc.contributor.authorFernandes, Margarida Ferreira
dc.date.accessioned2026-03-09T10:06:08Z
dc.date.available2026-03-09T10:06:08Z
dc.date.issued2025-11-21
dc.description.abstractA produção de leite nos Açores constitui cerca de 46% da produção de leite nacional, desempenhando um papel crucial na economia regional e nacional. Contudo, observa-se que esta população composta por produtores e trabalhadores do setor primário é, por vezes, negligenciada no que se refere à investigação e ao reconhecimento. Frequentemente, as discussões acerca desta atividade centram-se nos riscos relacionados à exposição a pesticidas, à presença de microrganismos patogénicos e à ocorrência de acidentes de trabalho. Apesar da sua importância, a saúde mental destes trabalhadores permanece um tema menos abordado. Esta população enfrenta desafios específicos, como a imprevisibilidade climática, a necessidade de lidar com doenças e com o abate de animais, bem como a rotina e ordenha bi-diária, todos os dias do ano. No caso particular dos Açores, soma-se a questão da insularidade, que reforça a singularidade e relevância do estudo. Posto isto, o objetivo deste estudo foi analisar a prevalência de riscos psicossociais nesta população específica. Para isso, foi aplicado o COPSOQ II, na sua versão longa, aos produtores e trabalhadores desta atividade nos Açores, tendo sido obtidas 124 respostas válidas. Os dados recolhidos foram analisados estatisticamente através do software SPSS versão 29.0. das 41dimensões apresentadas, foram observados 18 riscos psicossociais. A dimensão “exigências cognitivas” destacou-se, uma vez que apresentou um risco elevado em todos os grupos estudados, possuindo prioridade de intervenção. Os resultados revelaram que indivíduos mais jovens, com mais experiência profissional ou a desempenharem um cargo de apenas trabalhador, possuem, em média, melhores indicadores de saúde mental. Por outro lado, as variáveis “género” e “sistema de ordenha” não permitiram identificar diferenças significativas. Em relação ao número de animais, não foi observado um padrão linear. Concluiu-se que existe a necessidade de intervenções voltadas para a mitigação dos riscos psicossociais identificados, como por exemplo, através de uma rede de apoio 24 horas via telefónica e/ou online, políticas e seguros agrícolas em caso de tempestades, bem como a desmistificação do conceito de saúde mental através de palestras e vídeos, promovendo um maior bem-estar no trabalho.por
dc.identifier.tid204189764
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.22/32039
dc.language.isopor
dc.rights.uriN/A
dc.subjectFatores de risco psicossocial
dc.subjectSaúde mental
dc.subjectBem-estar
dc.subjectSetor primário
dc.subjectProdutores de leite
dc.titleAvaliação dos riscos psicossociais na produção de leite na Região Autónoma dos Açorespor
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
thesis.degree.nameMestre em Higiene e Segurança nas Organizações

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