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Orientador(es)
Resumo(s)
O glioblastoma é um dos tumores cerebrais primários mais agressivos, com mau prognóstico e sem estratégias terapêuticas suficientemente eficazes , salientando a necessidade urgente de novas abordagens. O ácido betulínico apresenta várias propriedades terapêuticas, incluindo ação antitumoral seletiva contra o glioblastoma, além da capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica. Uma forma de ultrapassar as limitações de solubilidade e potenciar a ação e biodisponibilidade do ácido betulínico é a sua transformação em líquidos iónicos. O trabalho apresentado tem como objetivo a produção de líquidos iónicos a partir do ácido betulínico, e a avaliação das suas propriedades físico- químicas e biológicas, in vitro, de forma a explorar o seu potencial enquanto agentes terapêuticos no glioblastoma. Para tal, foram sintetizados quatro líquidos iónicos por neutralização ácido- base - [MIM][BA], [EMIM][BA], [C16MIM][BA] e [C16pyr][BA]. O efeito dos compostos na viabilidade celular de células de glioblastoma e de células não tumorais foi avaliado pelo ensaio de MTT. Os derivados do ácido betulínico foram produzidos com bons rendimentos e taxas de pureza. Os resultados da viabilidade celular sugerem que os derivados de cadeia curta - [MIM][BA] e [EMIM][BA] apresentam menor toxicidade em células normais, enquanto os de cadeia longa- [C16MIM][BA] e [C16pyr][BA] exibem um forte efeito antitumoral, mas com uma toxicidade acrescida. Os dados deste estudo sugerem que a modificação do ácido betulínico em líquidos iónicos pode representar uma estratégia promissora para superar limitações farmacocinéticas e potenciar o seu efeito terapêutico contra o glioblastoma , embora sejam necessárias estratégias adicionais para selecionar a concentração e otimizar a respetiva seletividade e eficácia.
Descrição
Palavras-chave
Glioblastoma Ácido Betulínico Líquido iónico Viabilidade celular Terapia tumoral
