ISCAP - DM - Práticas Empresariais e Jurídicas da Economia Social
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Percorrer ISCAP - DM - Práticas Empresariais e Jurídicas da Economia Social por assunto "Cooperativism"
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- Tecendo redes de apoio e oportunidades: a contribuição do cooperativismo para a igualdade de gêneroPublication . Serra, Fernanda de Carvalho; Meira, Deolinda Maria Moreira Aparício; Teixeira, Marianna FerrazA presente dissertação tem por objetivo investigar o papel estratégico do cooperativismo como ferramenta de empoderamento feminino, em especial para profissionais autônomas, no contexto da divisão sexual do trabalho e de seus reflexos sobre as oportunidades de inserção e permanência das mulheres no mercado de trabalho. A pesquisa parte da constatação de que a desigualdade de gênero, manifestada por meio da segregação horizontal e vertical, bem como a penalização da maternidade, constitui barreira estrutural para o exercício pleno da autonomia profissional das mulheres, relegando-as ao espaço doméstico e afastando-as de oportunidades de crescimento profissional. O estudo justifica-se na medida em que busca analisar o cooperativismo como alternativa coletiva e inovadora de organização econômica e jurídica que possa mitigar tais desigualdades, contribuindo para a promoção da igualdade de gênero no trabalho. Nesse sentido, o cooperativismo é explorado não apenas como modelo de organização socioeconômica, inserido dentro da economia social, mas também como espaço de resistência, solidariedade e construção de redes de apoio voltadas à valorização da mulher. Outrossim, a metodologia adotada combina pesquisa bibliográfica e análise normativa, permitindo uma abordagem crítica e interdisciplinar. O enquadramento teórico contempla a análise da divisão sexual do trabalho, da maternidade e do impacto sobre a autonomia das profissionais, além do estudo da base legal que disciplina a criação e funcionamento das cooperativas no Brasil. No campo prático, são apresentadas as exigências legais para a elaboração da norma estatutárias aplicáveis à constituição de uma rede cooperativada voltada ao trabalho de mulheres, abordando estrutura organizacional, direitos e deveres das cooperadas, princípios de governança, financiamento e critérios de adesão. Conclui-se que a criação de cooperativas de trabalho, voltadas para as mulheres, dentro de um contexto de uma economia feminista, constitui alternativa viável para enfrentar desigualdades históricas, promovendo não apenas a sustentabilidade econômica, mas também a autonomia e o protagonismo das mulheres, em consonância com os princípios constitucionais e internacionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade material entre homens e mulheres e da valorização do trabalho feminino.
