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- O ensino da história (de África) pelas opções político-curriculares: um estudo de caso múltiplo emergente do PALOPPublication . Moreira, Ana Isabel; Duarte, Pedro; Duarte, Pedro; Moreira, Ana IsabelEste estudo de caso múltiplo pretende dar a conhecer a forma como os documentos curriculares oficiais de dois Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) enquadram o ensino da História (da África). Explorouse, assim, certa dimensão da realidade educativa de Angola e de Cabo Verde, países selecionados pelo acesso possível, na internet, aos programas da componente curricular de História para diferentes níveis de ensino e pelo conhecimento prévio dos autores. Sem interpretar os resultados alcançados como passíveis de generalização para outros contextos nacionais, os dados recolhidos permitem tecer considerações a propósito de conteúdos específicos privilegiados, de competências do pensamento histórico potenciadas pelo ensino da História de África delineado, da articulação entre essa perspetiva mais abrangente e a História local ou nacional e, ainda, das orientações que remetem para a formação cidadã e identitária dos jovens estudantes. Trata-se de uma investigação reveladora de diferenças entre os dois países no que concerne os saberes selecionados e finalidades formativas assumidas, corroborando a relevância de documentos oficiais contextualizados, mas também de proximidades relacionadas com a intenção de contrariar a visão eurocêntrica que tende a prevalecer quando se conta a História da Humanidade.
- O ensino da História como opção organizativo-curricular: um estudo de casoPublication . Moreira, Ana Isabel; Duarte, Pedro; Duarte, Pedro; Moreira, Ana IsabelEste estudo de caso explora o modo como a Educação Histórica se integra nos projetos educativos de agrupamentos de escolas de um município português. Privilegiando uma abordagem metodológica assente na análise documental, percebe-se – apesar do destaque conferido à formação cidadã dos estudantes, com enfoque no desenvolvimento de competências, pensamento crítico e participação – uma ausência explícita de ações direcionadas para o ensino e a aprendizagem da História. Embora a mesma seja mencionada pontualmente, no que concerne à multiculturalidade e à valorização da identidade de cada um, a sua presença como componente curricular autónoma é pouco (ou nada) valorizada naqueles documentos que orientam as instituições escolares. Por conseguinte, o presente estudo evidencia a necessidade de uma reflexão real sobre o território da História (ensinada e aprendida) nas opções curriculares das diferentes organizações educativas, e suas eventuais potencialidades formativas, tendo em conta a constatação de um certo estatuto fantasmagórico conferido a esta área do conhecimento.
- A sequência de fotos no vídeo documental e a receção de tempo e silêncioPublication . Baptista, Adriana; Mattos, Marcelo Oliveira deUma vez que a fotografia tem a capacidade de imobilizar o sujeito fotografado no tempo, é-lhe sistematicamente atribuído o poder de matar e de ressuscitar. Sabendo que a realização do vídeo documental se suporta, frequentemente, na imagem fotografada, ainda que esta não busque o movimento iminente dos sujeitos ou dos objetos, mas a fugacidade do instante prévio, síncrono ou póstumo ao acontecimento, considerámo-la capaz de captar, para além do sucedido, a fugaz imagem especular da alma do sujeito ou do objeto. As mãos e os olhos dos sujeitos são frequentemente produtores de expressões sinérgicas, capazes de falar retoricamente e agarrar o poder de construir o conhecimento do mundo através da legibilidade do silêncio. Neste trabalho, pretendemos sistematizar os objetivos que o cinema, suportado em fotografias com voz pós-síncrona, pode cumprir através da manipulação do silêncio, do ruído coerente e incoerente com a imagem e da voz-off e analisar a gestão da voz pós-síncrona enquanto estratégia retórica disponível para as ‘sound-bridges’ entre as fotografias e a instrução verbal mandatória sobre o processamento visual das imagens fixas. Escolhemos as masseiras, um terreno agrícola escavado abaixo da linha do horizonte, fugitivo do vento e do sal do mar e, nesta perspetiva, propomos a realização de um documentário sobre as masseiras, suportado pela fotografia fixa e pelo som síncrono entre a imagem parada no tempo e a voz e o vento que recuperaram a vida, trazendo através da sequência cinematográfica e do som não a ação, mas o tempo.
