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- A memória como “Raiz”: o peso do cinema documental na materialização da biografia pessoalPublication . Pereira, Ângela Filipa Rodrigues; Baptista, AdrianaA identidade é edificada em torno do conjunto de aprendizagens adquiridas ao longo do tempo, que vão desde informações básicas, como o próprio nome ou o de familiares, necessárias a longo prazo, até informações cuja pertinência é apenas provisória. A memória é um processo complexo, responsável pela retenção e acesso a esses conteúdos. Não se pode considerar fidedigna ou objetiva, pois está sujeita a fatores como interpretação, estado emocional ou estímulos externos, mas, ainda assim, contribui para a atribuição de significado aos elementos envolventes, tornando-se um dos pilares da existência humana. Na arte, a chave para a singularidade, conexão e imersividade é a expressão individual. Como tal, a identidade, e por consequência a memória, são basilares para a criação artística. O cinema, e em especial o cinema documental, pelo seu cariz autêntico, transcende o entretenimento. Atua como reflexo social, cultural e ideológico, podendo preocupar-se com transmitir uma mensagem, mas estando a mesma sempre sujeita ao enviesamento da perspetiva do realizador. É um organismo vivo de preservação, estando constantemente encarregue de analisar e representar arquivo para reconstruir o passado e de produzir novos registos, que levarão o presente para gerações futuras. Este projeto pretende iniciar uma reflexão sobre o papel do cinema documental na preservação identitária, coletiva e individual. Sendo a memória um elemento crucial para a noção de identidade, considera-se que é a base, ou a raiz, da materialização biográfica e da subsequente produção artística. Para apurar estas questões, foram realizadas entrevistas a especialistas nas áreas da memória e das artes, a par de revisão de literatura relevante sobre os temas salientados (e adjacentes). Foram igualmente analisados filmes (ficcionais e não-ficcionais) que tratassem a aplicação prática da memória como fonte narrativa. Finalmente, foi realizado um documentário, centrado numa única personagem, que dá voz a memórias geracionais e representa uma comunidade.
