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- A memória como “Raiz”: o peso do cinema documental na materialização da biografia pessoalPublication . Pereira, Ângela Filipa Rodrigues; Baptista, AdrianaA identidade é edificada em torno do conjunto de aprendizagens adquiridas ao longo do tempo, que vão desde informações básicas, como o próprio nome ou o de familiares, necessárias a longo prazo, até informações cuja pertinência é apenas provisória. A memória é um processo complexo, responsável pela retenção e acesso a esses conteúdos. Não se pode considerar fidedigna ou objetiva, pois está sujeita a fatores como interpretação, estado emocional ou estímulos externos, mas, ainda assim, contribui para a atribuição de significado aos elementos envolventes, tornando-se um dos pilares da existência humana. Na arte, a chave para a singularidade, conexão e imersividade é a expressão individual. Como tal, a identidade, e por consequência a memória, são basilares para a criação artística. O cinema, e em especial o cinema documental, pelo seu cariz autêntico, transcende o entretenimento. Atua como reflexo social, cultural e ideológico, podendo preocupar-se com transmitir uma mensagem, mas estando a mesma sempre sujeita ao enviesamento da perspetiva do realizador. É um organismo vivo de preservação, estando constantemente encarregue de analisar e representar arquivo para reconstruir o passado e de produzir novos registos, que levarão o presente para gerações futuras. Este projeto pretende iniciar uma reflexão sobre o papel do cinema documental na preservação identitária, coletiva e individual. Sendo a memória um elemento crucial para a noção de identidade, considera-se que é a base, ou a raiz, da materialização biográfica e da subsequente produção artística. Para apurar estas questões, foram realizadas entrevistas a especialistas nas áreas da memória e das artes, a par de revisão de literatura relevante sobre os temas salientados (e adjacentes). Foram igualmente analisados filmes (ficcionais e não-ficcionais) que tratassem a aplicação prática da memória como fonte narrativa. Finalmente, foi realizado um documentário, centrado numa única personagem, que dá voz a memórias geracionais e representa uma comunidade.
- Impact of shoulder pain on upper limb function: An observational study in post-stroke individualsPublication . Lopes, Sofia; Fernandes, Ângela; Lopes, Sofia; Fernandes, ÂngelaShoulder pain is a frequent complication after stroke, often associated with reduced arm function, decreased independence, and poorer quality of life. This study aimed to investigate the relationship between post-stroke shoulder pain, motor performance, functional outcomes, and spasticity to provide clinically relevant evidence for rehabilitation. We conducted an observational study including individuals who had experienced a stroke and were undergoing neurorehabilitation. Pain severity and its interference with daily activities were measured through structured clinical evaluation. Motor outcomes were assessed with standardized functional and strength tests, and spasticity was measured using a validated clinical scale. Sociodemographic and clinical variables, including time since stroke and stroke type, were also collected. The mean pain severity score was 4.82 (standard deviation 1.72). Pain severity correlated strongly with pain interference, although neither was significantly associated with motor or functional performance. Motor and functional variables were interrelated: motor recovery scores correlated positively with functional independence and grip strength, and negatively with spasticity. Time since stroke influenced outcomes, with poorer motor and functional results in participants more than two years post-event. Stroke type influenced pain, with greater interference reported in patients with ischemic stroke. No significant differences were observed between sexes. These findings highlight the multifactorial nature of shoulder pain after stroke and emphasize the importance of early and individualized rehabilitation strategies. Addressing pain, spasticity, and functional limitations together may improve long-term outcomes and quality of life for individuals living with the consequences of stroke.
