Percorrer por autor "Soares, Rita Valente Oliveira"
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- Desenvolvimento de Couro Artificial BiodegradávelPublication . Soares, Rita Valente Oliveira; Garrido, Ermelinda Manuela Pinto JesusEm trabalhos anteriores, foram desenvolvidos dois produtos, Produto 1 e Produto 2, que apresentam na sua constituição, respetivamente, 60,72 % e 57,39 % de matérias-primas de origem renovável, biológica ou sustentável, cumprindo assim o objetivo proposto de produzir um produto que contenha no mínimo 50 % deste tipo de matéria-prima na sua composição. No entanto, apenas o Produto 1 se encontra aprovado e em comercialização, enquanto o Produto 2 ainda se encontra em fase de estudo. Partindo do Produto 1, que comparativamente ao produto convencional apresenta na sua formulação um plastificante biodegradável de citrato de acetiltributilo (ATBC) em vez do plastificante convencional de ftalato de diisononilo, um agente de expansão que consiste numa masterbatch de amido com água em substituição da azodicarbonamida (ADCA), uma carga de resíduos de castanha em vez de carbonato de cálcio (CaCO3), e um suporte 100% de algodão biológico espesso em alternativa ao suporte convencional constituído por 65% poliéster e 35% algodão, desenvolveram-se novos produtos por alteração da respetiva formulação. As alterações efetuadas consistiram na eliminação da masterbatch de amido com água, na substituição da carga resíduos de castanha por fibra de coco e na substituição dos retardantes de chama convencionais por hidróxido de alumínio natural e por celulose de cânhamo. Além destas modificações também foi feita a análise da performance dos retardantes de chama mencionados na presença de borato de zinco em 5 phr. Quanto ao estudo da eliminação da masterbatch de amido com água, em paralelo com substituição do suporte convencional por um algodão espesso, observou-se que o valor da espessura se apresenta dentro do intervalo de valores de especificação. Por outro lado, a substituição dos resíduos de castanha por fibra de coco não se mostrou eficiente uma vez que, a fibra de coco não permitiu a obtenção de uma camada uniforme. No que diz respeito ao estudo da alteração dos retardantes de chama, destaca-se a substituição dos retardantes convencionais por celulose de cânhamo, uma vez que o produto final apresenta uma baixa taxa de combustão, bom desempenho relativamente às suas propriedades físico-mecânicas, e o conjunto de alterações resultaram num produto final com uma percentagem de constituintes renováveis, biológicos e sustentáveis de 62,57 %. Além desta substituição, evidencia-se também a alteração dos retardantes convencionais por uma mistura de hidróxido de alumínio natural com 5 phr de borato de zinco, pois o produto final foi classificado como auto extinguível e apresenta uma percentagem de 62,02 % de constituintes alternativos naturais. Além dos estudos das alterações na formulação do Produto 1, foram realizados ensaios de biodegradabilidade a este produto e ao Produto 2, que diferem no tipo de plastificante utilizado na sua formulação. No Produto 2 o plastificante utilizado está em fase de patenteação e apenas se sabe que é formado por um subproduto do bioetanol e óleo de soja. Através dos ensaios de biodegradabilidade verificou-se que a decomposição do Produto 1 registou uma perda de massa de 9,24 % e uma variação nos valores Tonset entre os ensaios realizados depois e antes do ensaio de biodegradação de 7,40 ºC, enquanto o Produto 2 obteve uma perda de massa de 12,27 % e uma variação nos valores Tonset de 17,79 ºC. Sendo que, em ambos os produtos, o valor de temperatura de decomposição é inferior no ensaio pós biodegradação, comparativamente ao valor registado no início do estudo. Assim considerou-se o Produto 2, mais biodegradável.
