Percorrer por autor "Rocha, Diana"
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- A Importância da Alga Ulva lactuca na indústria alimentar: Revisão da LiteraturaPublication . Milhazes, Célia; Rocha, Diana; Correia, Patrícia; Pinho, Cláudia; Correia, Patrícia Carla dos Santos CorreiaAtualmente, a população tende a optar cada vez mais por alimentos processados devido à falta de tempo e fácil acesso. Estes alimentos, ricos em gorduras saturadas, açúcares e calorias, e com baixo teor em nutrientes, são uma das principais causas de doenças, como a hipertensão e diabetes[1]. Assim, as algas marinhas têm surgido como uma opção saudável na alimentação, devido ao seu elevado teor nutritivo e baixas calorias, em particular a alga Ulva lactuca, considerada como inexplorada, apesar de amplamente distribuída ao longo da linha costeira tropical[2-4]. Discutir a importância da macroalga U.lactuca na alimentação e possíveis aplicações na indústria alimentar. Revisão da literatura com pesquisa nas bases de dados PubMed e ScienceDirect, utilizando os termos de pesquisa “Ulva lactuca”,“Seaweeds”e “Food”. Pesquisaram-se artigos com referência à U.lactuca, na atualidade,na indústria alimentar, em língua inglesa e sem restrição de data. As algas marinhas assumem uma importância crescente nos países orientais, mas também na Europa, podendo auxiliar na prevenção de doenças metabólicas e obesidade.A U. lactucaé muito utilizada na preparação de saladas e usada como fonte de carotenóides e do polissacárido ulvano. Contém vitaminas (vitamina C), minerais (magnésio, cálcio, potássio, sódio, ferro e iodo), proteínas, fibras e ómega-3[4-5]. A macroalga pode ainda ser utilizada na preparação de alimentos funcionais de elevado valor (ex: sumos, iogurtes, vinhos, bolachas, sopas instantâneas)[6-7]. Recentemente, filmes ou revestimentos comestíveis feitos de polissacáridos das algas surgiram como promissores candidatos para substituir os materiais de embalagens à base de plásticos,usados no armazenamento de alimentos, face às suas características não tóxicas, biodegradáveis, biocompatíveis e bioativas[8]. A U. lactuca tem potencial para poder vir a ser explorada como um super alimento face às suas propriedades nutricionais e atividades biológicas, sendo necessários mais estudos.
- A importância da Alga Ulva lactuca no processo de biorremediação: Revisão da LiteraturaPublication . Milhazes, Célia; Rocha, Diana; Correia, Patrícia; Pinho, Cláudia; Correia, Patrícia Carla dos Santos Correia; Pinho, CláudiaA problemática da poluição ambiental é atual, uma vez que, por exemplo, as águas residuais contendo diversas concentrações de metais pesados, poluentes orgânicos e nutrientes (ex: carbono, azoto e fósforo) continuam a ser despejadas em áreas costeiras, causando degradação ambiental[1]. Desta forma, a procura de soluções sustentáveis é crucial. O processo de biorremediação consiste em remover compostos contaminantes do ambiente a partir de organismos vivos (microrganismos, plantas, fungos e algas). As algas representam, de um modo crescente e gradual, um papel ecológico vital para o ecossistema no qual se inserem[2]. Discutir a capacidade de biorremediação da macroalga Ulva lactuca. Revisão da Literatura com pesquisa nas bases de dados PubMed e ScienceDirect, utilizando os termos de pesquisa “Ulva lactuca”, “Bioremediation”, “Contamination”,“Seaweeds”. Pesquisaram-se artigos com referência ao papel da U. lactuca em processos de biorremediação, em língua inglesa e sem restrição de data. A U. lactuca, considerada como problema ambiental devido à sua rápida proliferação, pode ser vista como uma solução de biorremediação. Esta macroalga apresenta características que fazem dela uma boa opção para aplicações ambientais: ampla distribuição; elevada taxa de crescimento em condições normais e águas eutróficas; resistência a elevadas variações de salinidade, elevada taxa de absorção de nutrientes; tolerância a diferentes poluentes[1]. Estudos demonstraram que a U. lactuca tem potencial para acumular metais pesados (forte afinidade para ferro e manganês) [3] e contaminantes como os ftalatos, presentes em plásticos, e considerados fatores de risco para muitas doenças (síndromes metabólicas, hepatotoxicidade, tumores)[4]. A U. lactuca apresenta-se como uma promissora opção no processo de biorremediação de muitos contaminantes ambientais. Contudo, são necessários mais estudos focados na determinação das condições mais adequadas ao crescimento e proliferação desta alga,de forma a otimizar o seu rendimento e garantir a sua viabilidade a longo prazo.
